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Destinos em Maiorca

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

Maiorca é um destino de férias tão encantador que muitos turistas regressam vezes sem conta e alguns até querer ficar para sempre. A ilha tem uma diversidade única: tanto quem gosta de natureza como quem procura diversão encontra aqui o cenário ideal para umas férias inesquecíveis. Além disso, está muito bem preparada para receber visitantes. Em qualquer ponto da ilha, podes alugar uma bonita casa de férias ou um quarto de hotel confortável. Há várias opções para lá chegar, quer planeies a viagem com antecedência, quer decidas partir à última hora.

Se já estiveste várias vezes na ilha soalheira, talvez te apeteça descobrir algo novo na próxima visita. Apresentamos 3 destinos fascinantes, cheios de história e longe da agitação turística. Esperamos que gostes destas sugestões pouco conhecidas! Mas não contes a ninguém…

Sa Dragonera – a ilha dos dragões

A beleza da ilha

Ao largo da costa sudoeste de Maiorca fica a chamada ilha dos dragões. Esta ilha desabitada deve o nome à sua forma: vista de lado, parece um dragão deitado, com as escamas da cauda erguidas. Não há árvores grandes, apenas vegetação rasteira. Leva proteção solar quando a visitares, pois é difícil encontrar sombra. Em contrapartida, a ilha é um verdadeiro paraíso para muitos animais, como gaivotas e falcões. Em certas alturas, também podes observar Centenas de lagartixas que se deixam aproximar nesta reserva natural. Não têm medo das pessoas, parecem pequenos dragões e reforçam a ligação da ilha ao seu nome. Esta espécie de lagarto, aliás, só existe aqui.

Não admira que os animais se sintam tão bem: a ilha só pode ser visitada em pequenos grupos e não é permitido pernoitar. Assim, a sua beleza natural mantém-se preservada. Tem apenas 4,2 quilómetros de comprimento e pouco menos de 1 quilómetro de largura, pelo que é fácil explorá-la a pé. No ponto mais alto, a 353 metros de altitude, fica o farol Far Vell.

História

O passado da ilha está ligado aos muitos piratas que atuavam na região e ali se escondiam. Mais tarde, foram construídas torres de vigia que os impediram de continuar a esconder-se na ilha com os seus saques. Na década de 1970, houve planos para construir na ilha, mas os esforços dos defensores da natureza impediram-no. Conseguiram convencer o governo a comprá-la. Em 1995, a ilha e as suas vizinhas mais pequenas, Pantaleu e Sa Mitjana, foram declaradas reserva natural.

Como chegar

Há passeios de barco guiados até à ilha, mas a visita costuma ser curta. Também podes apanhar um «Táxi aquático» em Sant Elm e ficar na ilha durante algumas horas. Depois de desembarcares, podes escolher entre 4 percursos pedestres, com opções para todos os níveis de preparação física. Se preferires, podes dar um mergulho na baía isolada e pedir que o táxi aquático te venha buscar algumas horas depois.

Necrópole de Son Real

A única necrópole à superfície da ilha

A necrópole é um lugar fascinante e misterioso, onde podes recuar a tempos muito distantes. Esta cidade dos mortos ocupa 800 metros quadrados e reúne sepulturas pré-históricas dos séculos 7 a 4 a. C. Só foi descoberta em 1957, dando origem a intensas escavações arqueológicas. As sepulturas do século 7 a. C. eram redondas; no século 5, passaram a ter a forma de uma ferradura. Já os vestígios do século 4 são retangulares.

O mar destruiu grande parte das sepulturas, mas os arqueólogos conseguiram recuperar mais de 300 esqueletos e objetos funerários dos nichos. Pertenceriam, ao que tudo indica, a membros da cultura talaiótica. Hoje, podes ver muitos dos achados no Museu monogràfic de Pollèntia, em Alcúdia. Já não é possível saber ao certo onde viviam as pessoas ali sepultadas. Curiosamente, os seus restos mortais não mostram os sinais de trabalho árduo que seria de esperar. Teriam pertencido a uma classe social mais elevada? Talvez nunca se saiba.

Uma visita à Finca Son Real

Os habitantes de Maiorca orgulham-se desta parte da ilha, tão rica em história e tão ligada aos seus antepassados. Ali perto, há um lugar que muitos visitantes deixam de fora por pensarem tratar-se de uma propriedade privada: a Finca Son Real. A propriedade, com 400 hectares, fica entre Son Serra e Can Picafort. O governo comprou-a em 2004 e transformou-a num museu. No parque da Finca, há um recinto onde podes observar animais, incluindo os famosos porcos pretos de Maiorca.

Serra de Tramuntana

Uma paisagem de montanha impressionante

A Serra de Tramuntana é uma imponente cordilheira com 90 quilómetros de extensão. Em 2011, a UNESCO classificou-a como Património Mundial. Estende-se de Andratx, a sudoeste, até ao Cap de Formentor, a norte. Pelo caminho, encontras albufeiras, vilas e aldeias históricas e antigas construções de pedra seca. As oliveiras retorcidas marcam esta paisagem, que convida a passear sem pressas. O histórico mosteiro de Lluc é especialmente estimado pelos habitantes da ilha. No entanto, é provável que o mosteiro fique sem monges ainda este ano dos últimos monges. Será o fim de uma tradição importante, pois não há quem lhes suceda.

O encontro de culturas

A Tramuntana mostra como as pessoas souberam adaptar-se ao meio. Durante a ocupação moura da ilha, as culturas islâmica e ocidental cruzaram-se aqui e deram origem, por exemplo, a engenhosos métodos de irrigação. Os muros de pedra seca, junto dos quais ainda hoje podes passear, permitiram criar terrenos para a agricultura. A rota da pedra seca entre Andratx e Pollença é um testemunho vivo dessa época. Ao percorrê-la, segues por caminhos empedrados que outrora ligavam as várias povoações da serra e descobres um pouco do seu passado.

Maiorca tem inúmeras facetas. Se dedicares algum tempo a planear a viagem, poderás descobrir muitas delas. É isso que torna esta bela ilha de férias tão fascinante e singular. Basta atreveres-te a sair dos percursos habituais e a experimentar algo novo.