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Capella de Cabrit i Bassa – o memorial mallorquino de dois fiéis defensores

Capella de Cabrit i Bassa

A Capella de Cabrit i Bassa é um pequeno memorial com uma história invulgarmente grandiosa. Junto ao Habitat, no norte de Maiorca, mantém viva a memória de Guillem Cabrit e Guillem Bassa, dois defensores de Alaró cuja lealdade ao rei Jaume II de Mallorca terá terminado, segundo a tradição, numa morte cruel. Quem espera encontrar aqui uma igreja imponente ou mais um castelo não compreenderá a essência do lugar: a sua importância não reside numa arquitetura monumental, mas na história que lhe está associada.

Em Maiorca, Cabrit e Bassa situam-se entre a história, a lenda e a veneração popular. Os seus nomes remetem diretamente para os conflitos políticos do reino insular medieval, mas também para uma narrativa popular cheia de jogos de palavras, desafio e vingança brutal. A pequena capela transforma esta tradição difícil de delimitar num lugar concreto de memória e revela aos viajantes que não veem Alaró e os seus arredores apenas como ponto de partida para caminhadas uma outra dimensão da paisagem: por detrás dos topónimos, praças e caminhos surge a Maiorca do reino independente, cujos conflitos de lealdade continuaram a ser contados ao longo dos séculos.

A visita ganha muito mais sentido quando já se conhece a história. Sem esse contexto, trata-se apenas de um modesto marco histórico; com ele, a Capella torna-se o cenário de uma das mais conhecidas narrativas maiorquinas sobre lealdade e resistência.

História e significado

O conflito pelo Reino de Maiorca

Tudo começou com uma disputa familiar de consequências políticas. Após a morte de Jaume I, os seus territórios foram divididos entre os filhos. Jaume II recebeu, entre outros domínios, a coroa de Mallorca, enquanto os territórios aragoneses ficaram para o outro ramo da família. Esta divisão permaneceu contestada e a rivalidade dinástica acabou por dar lugar a uma guerra pelo domínio da ilha.

Alfons III de Aragón mandou ocupar Maiorca. Enquanto grande parte da ilha se submetia ao seu poder, um grupo de partidários de Jaume II manteve a resistência. O seu último refúgio decisivo foi o Castell d’Alaró, cuja localização natural, no alto de uma montanha rochosa de difícil acesso, oferecia proteção há muito tempo. Diz-se que ali a bandeira de Jaume II continuou a tremular quando o novo poder já tinha sido reconhecido noutros locais.

Guillem Cabrit e Guillem Bassa são referidos pela tradição como os principais defensores deste último bastião. Nem todos os pormenores permitem distinguir claramente os documentos históricos das narrativas posteriores. No entanto, um documento de 1300 reforça a ideia de que Bassa não era apenas uma figura lendária: nele, Guillem e Berenguer Bassa são mencionados como filhos e herdeiros de um Guillem Bassa que fora condenado à morte catorze anos antes e cujos bens tinham sido confiscados. Esta referência temporal remete para o ano de 1286, precisamente a época da conquista aragonesa.

O jogo de palavras com o rei

A parte mais célebre da história não começa com uma batalha, mas com uma resposta trocista. Segundo a tradição, um mensageiro exigiu aos defensores, em nome de Alfons, que se rendessem. No catalão antigo, o nome podia surgir como Anfós ou Amfós; em Maiorca, a mesma palavra designa uma garoupa. Cabrit terá então declarado que o único amfós conhecido na ilha se comia com Allioli.

A graça era politicamente perigosa. Não só recusava reconhecer o soberano aragonês, como transformava o seu nome num peixe para comer. Quando se soube ainda que um dos resistentes se chamava Cabrit — isto é, cabrito —, Alfons terá jurado mandá-lo assar como tal. Na tradição popular, a troca de palavras tornou-se o prenúncio do martírio que se seguiria.

Segundo a tradição, depois da tomada da fortaleza, Cabrit e Bassa foram mortos, ainda vivos, sobre brasas. Nem sempre é fácil separar o fundamento histórico da execução da elaboração dramática da cena. É precisamente esta combinação entre uma luta pelo poder documentada e uma narrativa oral intensificada que explica por que razão este episódio ficou tão profundamente gravado na memória de Maiorca.

De condenados a heróis populares

Na memória colectiva, os dois defensores não foram vistos como rebeldes derrotados. Eram considerados exemplos de lealdade, por não terem abandonado Jaume II, mesmo quando a resistência já quase não tinha hipóteses de êxito. Durante séculos, foram mesmo venerados em Maiorca como Sant Cabrit e Sant Bassa. As representações em igrejas e a memória religiosa local transformaram duas figuras de um conflito sucessório medieval em quase mártires.

A arte e a literatura também retomaram este tema. Guillem Colom incluiu o confronto verbal no seu épico „El comte Mal“, publicado em 1958. Nele, a lealdade a Jaume, a troça em torno do nome Anfós e a ameaça de os assar surgem lado a lado. A cena mostra como esta história funciona bem na memória cultural: tem personagens facilmente identificáveis, um diálogo marcante e um desfecho terrível.

A Capella de Cabrit i Bassa faz parte desta longa história de memória. Não é uma simples referência a uma data, mas sim uma afirmação local sobre a forma como Cabrit e Bassa devem ser vistos: como fiéis que resistiram a um poder esmagador. A sua pequena dimensão torna esse contraste particularmente evidente, pois um conflito dinástico, uma fortaleza rochosa sitiada e uma execução relatada durante séculos condensam-se num modesto monumento evocativo.

O que há para ver

A Capelleta

No local, não se encontra o Castell d’Alaró, nem o seu oratório. A Capella de Cabrit i Bassa é a pequena capela memorial, também conhecida em Maiorca como capelleta. Esta distinção é importante, pois vários lugares preservam a memória de Cabrit e Bassa: o castelo, cenário da resistência; Alaró, local tradicionalmente apontado como o da sua condenação; e a pequena capela, sinal visível da sua evocação.

Por isso, este edifício exige um olhar diferente do que se teria perante uma grande igreja paroquial. Não se trata de uma sucessão de espaços de relevo para a história da arte, de um museu ou de uma vasta colecção de arte sacra. A Capella funciona como um marco histórico. O seu verdadeiro significado reside na ligação entre o nome e o lugar: quem se encontra diante dela depara-se com a tradição local segundo a qual os dois defensores foram cruelmente castigados após a queda do castelo.

É também essa a escala adequada para a visita. A capela pode ser apreciada rapidamente, mas a sua história vai muito além do edifício. Vale a pena começar por observar a própria Capella e, depois, olhar para a área envolvente. O monumento não está isolado numa vitrina: preserva uma memória que continua viva na paisagem urbana de Alaró, na Plaça de Cabrit i Bassa e na narrativa do Castell.

O cenário evocado

A tradição local situa a condenação, ou a morte, de Cabrit e Bassa no antigo núcleo habitacional de Los Damunt. A Plaça de Cabrit i Bassa, que recebeu o nome dos dois, também recorda aí este episódio. A Capella deve, por isso, ser entendida como parte de uma paisagem de memória, e não como uma representação reduzida do castelo.

É precisamente neste ponto que o rigor histórico se torna importante. Segundo a tradição, Cabrit e Bassa defenderam o Castell d’Alaró; a capela memorial, porém, não deve ser confundida com esta fortaleza rochosa. Também não é a grande igreja paroquial situada numa praça com nome semelhante. Quem distingue estes lugares compreende melhor a narrativa: no alto, ou fora da povoação, a resistência militar; na Alaró histórica, a cruel retaliação; e na Capella, a memória que perdura.

Um monumento sem encenação

A principal atracção não é aqui uma peça decorativa em particular, mas a condensação de toda uma história num nome. „Cabrit i Bassa“ parece, à primeira vista, uma expressão fixa; na realidade, designa duas pessoas: Guillem Cabrit e Guillem Bassa. O pequeno edifício dá lugar a ambos e preserva, assim, a forma de transmissão pela qual surgem há séculos como um par inseparável.

Quem conhece a lenda marcial percebe a sobriedade do memorial como um contraste deliberado. Nada substitui a imaginação por uma encenação elaborada. É preciso reconstruir o episódio a partir da história do lugar, dos nomes e do relato. É menos espetacular do que um museu, mas aproxima-se mais da forma como a memória local ხშირად funciona: basta uma pequena construção, porque a história é há muito conhecida na comunidade.

A visita

A visita à Capella de Cabrit i Bassa deve começar com expectativas claras. Trata-se de uma breve paragem de interesse histórico e cultural, não de um programa de visita para uma noite inteira. No local, o essencial é a memória. Quem apenas quiser tirar uma fotografia seguirá depressa caminho; quem tiver em conta a história do Reino de Maiorca, o jogo de palavras com Anfós e a posterior veneração dos dois homens poderá dedicar bastante mais tempo ao local.

Por isso, não faz sentido indicar uma duração fixa para a visita. A Capella é compacta, mas a visita pode prolongar-se num passeio histórico. A ligação com Alaró e Los Damunt é particularmente coerente. O Castell d’Alaró também se enquadra neste contexto, mas constitui um destino autónomo e não faz parte da pequena capela. Para visitar o castelo, é preciso prever bastante mais tempo, devido ao último troço que tem de ser feito a pé.

Não há informações fiáveis sobre horários de abertura e condições de entrada na Capella. Antes de partir, convém por isso confirmar se o acesso pretendido é possível. Isto é especialmente importante se quiseres ver mais do que o memorial exterior. O facto de ser uma capela não permite concluir que esteja permanentemente aberta nem que haja um acesso específico ao interior.

Também não é possível aplicar a este local os fluxos habituais de visitantes de um museu. Não existe um percurso de visita documentado, com horários de entrada ou visitas guiadas regulares. Se procuras conhecer a história com tranquilidade, planeia a paragem sem um horário apertado e deixa margem suficiente para um passeio posterior pelo contexto histórico de Alaró.

A visita resulta melhor seguindo uma ordem simples: primeiro, lê a história; depois, observa conscientemente a pequena capela como monumento comemorativo; por fim, estabelece a ligação geográfica com Los Damunt e com o castelo rochoso. Assim, uma paragem discreta transforma-se num lugar histórico compreensível.

Como chegar e onde estacionar

Do centro de Palma

Do centro de Palma, o percurso rodoviário calculado até Habitat segue pela Ma-13 e depois pela Ma-13A. A distância é de 24 quilómetros por estrada e a viagem demora cerca de 48 minutos. Estes dados referem-se expressamente a Habitat, e não a um lugar de estacionamento garantido junto à Capella de Cabrit i Bassa.

Por isso, deves confirmar também no sistema de navegação o destino exato da capela. A aproximação final deve ser entendida como parte da visita ao local; o tempo de viagem até Habitat não garante o acesso de carro até à construção. Sobretudo num pequeno local histórico de memória, faz mais sentido estacionar num local permitido e explorar a zona envolvente a pé do que contar com uma chegada direta à porta.

Do Aeroporto de Palma

Do Aeroporto de Palma até Habitat, a distância por estrada é de 27 quilómetros. A viagem demora cerca de 43 minutos e segue pela Ma-30, Ma-13 e Ma-13A. Também այստեղ os quilómetros e o tempo de viagem se referem a Habitat. Para o último troço até à atração, deves recorrer à navegação local.

O percurso começa pelas principais vias da zona de Palma e segue depois em direção ao norte do interior da ilha. Se quiseres combinar a Capella com Alaró ou o Castell, deves introduzir cada destino separadamente. A relação histórica entre os nomes pode facilmente levar a pensar que a capela, a localidade e o castelo se encontram todos no mesmo sítio.

De autocarro

Como paragem nas imediações registadas, surge Alaró, com o código 1001. Pode servir de ponto de ligação por transporte público à localidade, mas não substitui uma paragem confirmada junto à Capella. Antes de iniciar a viagem, convém planear o percurso restante com base nas ligações em vigor e na localização exata no mapa.

Para o regresso, é aconselhável ter o mesmo cuidado. Um pequeno monumento não dispõe de um nó de transportes próprio, e uma visita ao Castell d’Alaró exigiria ainda um percurso a pé independente. Por isso, se queres apenas ver a Capella, não deves seguir automaticamente um percurso sinalizado até ao castelo.

Linhas de autocarro para Capella de Cabrit i Bassa num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
342Alaró - Estació - Consell8706:1823:04
331Alaró - Orient609:5217:53

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Alaró (1001) · 0,8 km Em linha reta

    • 331Alaró - Orient · Fim de semana
    • 342Alaró - Estació - Consell · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nas redondezas

Habitat

Habitat é o destino a que se referem os percursos de carro indicados. Para quem viaja, esta referência é sobretudo importante para a navegação: assinala o fim do trajeto de carro calculado, enquanto a Capella, enquanto destino histórico concreto, deve ser localizada separadamente. O nome Cabrit i Bassa está associado, nas redondezas, a várias referências evocativas e não designa sempre o mesmo edifício.

A localização no norte de Maiorca torna esta paragem num bom complemento para um dia no interior da ilha. Em vez de encarar a capela como o programa principal isolado, podes vê-la como uma chave para compreender a história local. A sua narrativa explica porque Cabrit e Bassa continuam presentes em Alaró, nas praças, nas representações e nas tradições festivas locais.

Alaró e Los Damunt

Alaró é a principal referência histórica. Los Damunt é considerado o seu antigo núcleo habitacional; segundo a tradição, foi ali que os dois defensores foram castigados. A Plaça de Cabrit i Bassa também perpetua os seus nomes na paisagem urbana. Por isso, um passeio por esta zona ajuda mais a compreender a Capella do que tentar visitar o maior número possível de locais isolados e distantes.

Os nomes presentes no espaço urbano mostram até que ponto esta narrativa está enraizada localmente. Cabrit e Bassa surgem não só nos textos históricos, mas também como parte da identidade de Alaró. Um conflito de lealdades medieval transformou-se numa história que continuou visível no espaço público ao longo de gerações.

Castell d’Alaró

O Castell d’Alaró é a ligação temática mais evidente, mas constitui uma atração distinta. É ali que decorre a vertente militar da tradição: Cabrit e Bassa terão defendido a fortaleza, em nome de Jaumes II, contra Alfons III. A sua posição natural no alto de um monte rochoso fez do Castell, desde cedo, um local de refúgio e de vigia.

Se combinares os dois locais, não deves considerá-los uma única visita. O acesso ao castelo faz-se por um trilho sinalizado; mesmo que parte do percurso seja feita de veículo, o último troço terá de ser percorrido a pé. A Capella, por sua vez, evoca a memória posterior e a vingança situada em Alaró. Juntos, os dois lugares contam este episódio de forma mais completa, mas cada um exige planeamento próprio.

A localidade correspondente

Habitat no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

O que esperar

A Capella de Cabrit i Bassa não é um museu sobre a Maiorca medieval. Não existe um percurso expositivo documentado, nem uma coleção extensa ou uma reconstituição encenada da execução. Quem vem aqui visita um pequeno memorial histórico. O interesse da visita resulta de conhecer a história de Cabrit e Bassa, e não da quantidade de objetos visíveis.

Antes da visita, vale por isso a pena conhecer brevemente os nomes. Cabrit era uma alcunha de Guillem Capello, enquanto Bassa era o apelido do seu companheiro, Guillem. O célebre jogo de palavras remete, por sua vez, para Anfós ou Amfós, o nome do governante aragonês e, simultaneamente, a designação maiorquina de um peixe. Sem esta subtiliza linguística, perde-se uma parte essencial da tradição.

Com crianças

O jogo de palavras e a resistência corajosa podem tornar a história mais acessível às crianças. No entanto, a morte dos dois homens, tal como foi transmitida, é particularmente cruel. Por isso, os adultos devem contar a história de forma adequada à idade e não centrá-la apenas na imagem da morte pelo fogo. A lealdade, a recusa em entregar o castelo e a questão de saber porque é que figuras históricas se tornaram mais tarde heróis populares são bons pontos de partida.

A própria Capella não dispõe de um programa infantil documentado. Por isso, as famílias devem incluí-la num passeio pela localidade, sem contar com uma exposição interativa. A visita ao Castell d’Alaró exige outros preparativos, pois o último troço até ao castelo tem de ser feito a pé.

Distinguir capela, praça e castelo

A confusão mais frequente envolve três lugares diferentes. A Capella é o pequeno memorial. A Plaça de Cabrit i Bassa faz parte da memória local de Alaró. O Castell d’Alaró é a fortaleza rochosa onde os dois homens terão resistido. Se pesquisares apenas por «Cabrit i Bassa» no navegador, confirma antes de partir qual é, de facto, o ponto selecionado no mapa.

Para visitar a Capella, basta sobretudo curiosidade pela história e atenção ao destino traçado. Não há informação confirmada sobre as características dos caminhos, o acesso ao interior ou a acessibilidade, pelo que não deves partir do princípio de que existem condições específicas. Se precisares de acesso sem degraus, o melhor é confirmares as condições no local antes de ires.

Dicas de quem vive na ilha

  • Distinguir a capela do castelo

    Ao usar o GPS, presta muita atenção ao nome do destino: a Capella é o pequeno memorial. O Castell d’Alaró é um passeio independente, cujo último troço se faz a pé, e não deve ser confundido com a capela.

  • Conhecer o jogo de palavras

    Anfós, ou Amfós, não era apenas uma variante do nome Alfons: em Maiorca, a palavra também designa um mero. Só com este conhecimento se compreende plenamente a célebre troça dos defensores.

  • Incluir Los Damunt

    A memória de Cabrit e Bassa compreende-se melhor ao percorrer o antigo núcleo habitacional de Los Damunt e a praça que lhes é dedicada. Segundo a tradição local, foi ali que ocorreu o castigo cruel.

  • Combinar dois locais

    A Capella evoca a memória, enquanto o Castell d’Alaró simboliza a resistência. Se planeares as duas visitas separadamente, ficarás com uma visão mais completa da história — mas reserva um percurso a pé próprio para chegar ao castelo.

25°C Habitat
O que é a Capella de Cabrit i Bassa e porque vale a pena visitá-la?
A Capella de Cabrit i Bassa é um pequeno memorial histórico junto a Habitat, na zona de referência de Alaró. Recorda Guillem Cabrit e Guillem Bassa, que, segundo a tradição, defenderam o Castell d’Alaró em nome do rei Jaume II de Mallorca e foram mortos cruelmente após a sua tomada. A visita vale menos pelo recheio do local do que pela história: junto à capela, a luta pelo poder na Idade Média, a lenda local e a veneração, ao longo de séculos, de dois heróis populares maiorquinos ganham forma num lugar concreto.
A Capella de Cabrit i Bassa é o mesmo que o Castell d’Alaró?
Não. A Capella de Cabrit i Bassa é a pequena capela memorial, enquanto o Castell d’Alaró é uma fortaleza rochosa independente e um destino de passeio distinto. Os dois locais estão ligados pela mesma história: Cabrit e Bassa terão defendido o castelo contra as tropas de Alfons III; a capela perpetua a memória dos dois. A Plaça de Cabrit i Bassa, em Alaró, é também outro local. Por isso, ao definires o percurso e planeares o tempo, convém distinguires cuidadosamente a capela, a praça e o castelo.
Cabrit e Bassa foram pessoas históricas ou apenas personagens de uma lenda?
A tradição que lhes diz respeito combina indícios históricos com elementos da imaginação popular. Um documento de 1300 menciona Guillem e Berenguer Bassa como filhos e herdeiros de um Guillem Bassa que, catorze anos antes, fora condenado à morte e cujos bens tinham sido confiscados. Isto remete para o ano de 1286 e para o período da conquista aragonesa. Pormenores como o diálogo exato com Alfons ou a forma dramática da execução foram sendo moldados ao longo dos séculos pela literatura e pela tradição oral. Estas figuras situam-se, por isso, entre a história documentada e a lenda.
O que tem o nome Alfons a ver com um peixe e com a execução?
O cerne da célebre narrativa assenta num duplo jogo de palavras. No catalão antigo, Alfons também podia ser chamado Anfós ou Amfós; em Maiorca, amfós é igualmente a palavra para garoupa. Quando um mensageiro exigiu a rendição em nome do governante, conta-se que Cabrit troçou, dizendo que uma amfós dessas se comia na ilha com allioli. Por sua vez, Cabrit significa cabrito. Enfurecido, o governante terá então ameaçado mandá-lo assar como um cabrito. Este jogo de palavras tornou o episódio cruel particularmente memorável.
Quais são os horários de abertura e a entrada na Capella de Cabrit i Bassa é paga?
Não há informações fiáveis registadas sobre os horários de abertura e as condições de entrada na Capella de Cabrit i Bassa. Por isso, antes da visita, deves confirmar se é possível aceder ao local na data e hora pretendidas e se as condições se alteraram. O facto de ser designada como capela não permite concluir que esteja permanentemente aberta. Se o teu principal interesse for conhecer o memorial e o seu enquadramento histórico, confirma também que parte do local é acessível, em vez de pressupores o funcionamento regular de um museu, com bilheteira, visitas guiadas em horários fixos ou acesso garantido ao interior.
Como se chega à Capella de Cabrit i Bassa a partir do centro de Palma?
O percurso de carro medido entre o centro de Palma e Habitat passa pela Ma-13 e pela Ma-13A. Tem 24 quilómetros por estrada e demora cerca de 48 minutos. É importante ter em conta que estes valores se referem a Habitat, e não a um parque de estacionamento garantido junto à Capella. Para o último troço, deves confirmar o ponto exato do memorial no mapa. Ao introduzir o destino, certifica-te também de que não selecionas por engano o Castell d’Alaró ou apenas a Plaça de Cabrit i Bassa, pois ambos são locais distintos.
Quanto tempo demora a viagem do aeroporto de Palma até à Capella de Cabrit i Bassa?
A rota medida a partir do aeroporto de Palma segue primeiro pela Ma-30 e depois pela Ma-13 e pela Ma-13A até Habitat. O percurso tem 27 quilómetros por estrada e demora cerca de 43 minutos. As indicações terminam expressamente em Habitat; o último troço até ao local concreto da Capella não é descrito como um acesso separado. Antes de partires, deves por isso confirmar as indicações locais para o destino. Se նաև quiseres visitar Alaró ou o Castell, planeia esses destinos em separado, pois a capela memorial não fica no recinto do castelo.
Quanto tempo se deve reservar para a visita?
A Capella é, por si só, um pequeno memorial e não um museu de grandes dimensões, pelo que basta uma paragem breve para a observar. Ainda assim, não existe uma duração de visita universal: se leres antes a história de Cabrit e Bassa e incluíres Los Damunt ou a Plaça que recebeu o nome dos dois, a visita transforma-se num passeio histórico mais completo. O Castell d’Alaró exige planeamento próprio, pois é um destino de excursão independente e o último troço até ao castelo tem de ser feito a pé. Esse tempo não faz parte da visita à Capella.
Qual é a melhor hora do dia para uma visita tranquila?
Não há dados fiáveis sobre fluxos regulares de visitantes, grupos guiados ou horários de entrada fixos na Capella. Por isso, não é possível recomendar com seriedade uma determinada hora como sendo garantidamente tranquila. É mais sensato planeares a paragem com alguma margem de tempo e confirmares antecipadamente as condições atuais de acesso. Como se trata de um pequeno memorial, e não de um grande museu, o planeamento depende sobretudo do passeio que pretendas fazer por Alaró ou Los Damunt e da eventual combinação com outros destinos independentes.
A Capella de Cabrit i Bassa é adequada para visitar com crianças?
Enquanto breve paragem histórica, a Capella também pode ser interessante para crianças, sobretudo pelo jogo de palavras fácil de compreender com o peixe amfós e pela resistência de dois defensores contra um rei poderoso. Contudo, a execução de Cabrit e Bassa transmitida pela tradição é muito cruel e deve ser contada de forma adequada à idade. Não há registo de um programa infantil específico nem de uma exposição interativa. Por isso, as famílias não devem esperar atividades próprias de museu, mas podem aproveitar o local para falar sobre lealdade, a formação de lendas e a diferença entre a história e os acrescentos posteriores.
O que se pode combinar com uma visita nas proximidades?
Alaró, com o antigo núcleo habitacional de Los Damunt, é o local mais diretamente ligado à história da Capella. A Plaça de Cabrit i Bassa também recorda os dois defensores. O Castell d’Alaró é o complemento temático mais importante, pois é ali que se situa a resistência militar contra Alfons III. No entanto, trata-se de um destino de excursão autónomo: parte do trajeto pode ser feita de veículo, mas o último troço tem de ser percorrido a pé. A capela, a praça e o castelo contam, em conjunto, uma história, mas devem ser planeados separadamente em termos de tempo e navegação.