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Ermita del Cocó – a pequena capela mariana de Lloseta

Ermita del Cocó

Quem não estiver atento ao chegar aos limites de Lloseta pode facilmente passar por ela sem reparar: a Ermita del Cocó não é uma grande igreja de peregrinação, mas uma pequena capela rural erguida sobre uma rocha, à entrada da localidade. É precisamente essa simplicidade que lhe dá encanto. Num espaço reduzido, o edifício conta uma história de devoção mariana local, de uma aparição luminosa transmitida pela tradição e da estreita ligação entre a paisagem e a fé.

A capela foi construída no final do século XIX e dedicada à Virgem de Lloseta. O seu nome remete para um pormenor discreto, mas importante, na rocha: um «cocó» é uma depressão natural onde a água se acumula. Segundo a tradição local, este lugar foi palco de um acontecimento milagroso, tornando-se assim a origem do santuário.

A visita vale sobretudo a pena para quem quer conhecer a vivência religiosa quotidiana de Maiorca, para lá dos grandes mosteiros. Em vez de arte monumental, encontrarás um pequeno edifício de influência neogótica, um interior sóbrio e a história de uma imagem de Nossa Senhora, cujo original se conserva hoje na igreja paroquial de Lloseta.

A Ermita é um destino para uma pausa tranquila, não para um programa de visita de várias horas. Podes facilmente conjugá-la com um passeio por Lloseta e descobrir uma faceta do centro da ilha que passa despercebida a quem viaja entre Palma, Inca e a Serra de Tramuntana.

História e significado

Tudo começa com uma luz sobre a rocha. Segundo a lenda local, um pastor reparou num clarão intenso junto de uma depressão natural na rocha, o Cocó. Outras versões da tradição associam o lugar diretamente ao encontro de uma imagem de Nossa Senhora. Todas partilham a ideia de que este local, aparentemente modesto, foi escolhido e adquiriu por isso um significado religioso. A lenda explica não só o nome da capela, mas também a razão por que foi construída fora do núcleo da localidade.

A construção de 1878

A atual Ermita del Cocó foi construída em 1878. Desde o início, foi dedicada à Virgem de Lloseta e serviu de expressão visível da devoção mariana local. A designação «Ermita» pode, contudo, criar expectativas erradas: aqui não surgiu um amplo complexo monástico, com claustro, celas e edifícios de apoio. Mais adequada é a designação também corrente «Oratorio del Cocó», ou seja, oratório ou pequena capela de devoção.

A construção insere-se, assim, numa época em que o centro religioso de Lloseta também estava a ganhar uma nova configuração. A igreja paroquial da localidade foi concluída no século XIX, enquanto a Ermita assinalava, nos limites da povoação, o lugar tradicionalmente associado ao encontro da imagem ou à aparição. Os dois locais estão ligados à mesma devoção mariana, mas cumprem funções diferentes: no centro encontra-se a igreja paroquial, onde se conserva a imagem original histórica; no Cocó, a capela recorda a lenda e o lugar onde ela decorre.

Original e cópia

A imagem histórica de Nossa Senhora, objeto de veneração, foi levada para a igreja paroquial de Lloseta em 1974. Aí podia ser guardada em maior segurança e integrada na vida religiosa regular da localidade. Desde então, encontra-se na Ermita uma cópia, criada pelo escultor Francesc Salvà. Por isso, quem visitar apenas a capela não verá o original medieval, mas a sua representação no local transmitido pela tradição.

Esta distinção é essencial para compreender a Ermita. O pequeno edifício preserva menos uma obra de arte em particular do que a memória do lugar ligado à lenda. O original encontra-se hoje na igreja paroquial; o Cocó continua a ser o ponto de partida paisagístico e narrativo desta devoção.

Remodelação no centenário

Por ocasião do centenário, a Ermita foi remodelada e ampliada em 1978. Esta intervenção explica por que razão o seu aspeto atual não reproduz apenas a construção de 1878. Ainda assim, պահպանou-se o carácter de uma simples capela rural. Prescindiu-se de programas decorativos elaborados e, mesmo após a ampliação, o edifício continua a parecer muito mais intimista do que os grandes santuários de Maiorca.

A ligação ao lugar continua patente na devoção à Virgem de Lloseta. A sua festa celebra-se em Lloseta a 8 de setembro. Por isso, a Ermita não é apenas um vestígio histórico à beira da estrada, mas parte de uma tradição religiosa cujo principal centro se encontra hoje na igreja paroquial.

O que há para ver

A própria localização conta uma parte da história. A capela ergue-se ligeiramente acima do nível da estrada, sobre uma rocha, à entrada de Lloseta. Não se impõe pelas dimensões, mas pela posição: assinala a passagem entre a paisagem do Raiguer e a povoação e fica, ao mesmo tempo, perto do local onde a tradição situa a luz milagrosa.

A capela neogótica

Do ponto de vista arquitetónico, a Ermita del Cocó é classificada como um pequeno edifício religioso neogótico. Ainda assim, não esperes uma igreja monumental. As formas são simples, as dimensões modestas e o conjunto tem um carácter rural. É precisamente quando comparada com os grandes mosteiros e locais de peregrinação da ilha que se percebe como a capela pouco recorre à encenação.

O edifício foi concebido praticamente sem decoração acrescentada. Por isso, o olhar detém-se na sua forma compacta, nos elementos religiosos essenciais e na integração na rocha. Se te interessas por arquitetura, não procures aqui uma sucessão de obras-primas isoladas; repara antes em como um pequeno lugar de devoção se destaca com meios muito simples.

A remodelação e ampliação de 1978 também fazem parte da imagem atual. A Ermita não é, portanto, um edifício do século XIX inteiramente inalterado. A sua configuração histórica foi adaptada por ocasião do jubileu, sem que daí resultasse um grande complexo religioso. O resultado continua a ser uma construção pequena, serena e de leitura clara.

O interior

No interior, mantém-se a mesma sobriedade. A capela não tem um amplo conjunto de capelas, uma exposição museológica nem salas ricamente decoradas. O espaço está orientado para a oração e para a imagem mariana. Na parte posterior encontra-se a zona do altar, com a representação da Virgem de Lloseta.

A figura aqui venerada é a cópia criada por Francesc Salvà. O original correspondente, uma Madona medieval de influência românico-bizantina, encontra-se na igreja paroquial de Lloseta. Esta informação muda a forma de olhar para o interior: a sua importância não reside no caráter único da figura exposta, mas no facto de a cópia manter a ligação entre a imagem histórica e o lugar lendário.

A simplicidade do espaço não resulta de uma decoração inacabada. Faz parte do carácter deste oratório rural. Quem espera grandes retábulos ou uma coleção de história da arte encontrará pouco aqui. Já quem quiser perceber como um lugar de memória local foi enquadrado pela religião poderá compreender muito bem o conjunto em pouco tempo.

O Cocó

O pormenor mais discreto é, ao mesmo tempo, o mais importante: o nome «Cocó» designa uma depressão natural na rocha, onde a água se pode acumular. Sem conhecer este termo, o nome da capela permanece enigmático. Com ele, percebe-se como o santuário está intimamente ligado a uma formação concreta do terreno.

Segundo a lenda, foi junto desta depressão na rocha que surgiu a luz intensa que o pastor terá visto. Aqui, a paisagem não serve apenas de cenário a um edifício religioso: faz parte da narrativa. Por isso, vale a pena não olhar para a capela apenas de frente, mas reparar também na rocha e na configuração do terreno.

O Torrent d’Almadrà

O Torrent d’Almadrà passa mesmo junto à Ermita. Este curso de água nasce na zona da albufeira de Cúber e confere à envolvente um carácter diferente do de uma simples berma de estrada urbanizada. Juntamente com a rocha e o Cocó, recorda que a água desempenha um papel recorrente na história deste lugar.

É ele que enquadra a capela na paisagem. O seu percurso ajuda a compreender porque puderam surgir precisamente այստեղ histórias de luz, rocha e água, e porque este local significava para os habitantes de Llosetas mais do que um qualquer espaço livre à entrada da povoação.

A visita

A Ermita del Cocó não se visita como um museu, com um percurso definido. Primeiro, chama a atenção a sua posição elevada junto à rocha; depois, o edifício compacto; e só então, através do Cocó e da imagem de Nossa Senhora, se desvenda a história do lugar. Por isso, quem se limitar a tirar uma fotografia rápida a partir da estrada perderá a ligação essencial entre a capela, o terreno e a lenda.

Uma paragem breve e atenta

Para ver apenas o edifício, basta uma breve paragem. A Ermita é pequena, não tem uma exposição extensa nem exige uma visita demorada. Vale a pena reservar mais tempo sobretudo para observar primeiro o exterior e a rocha, visitar depois o interior e, por fim, perceber a ligação à igreja paroquial no centro da povoação.

Convém confirmar previamente se o interior estará acessível à chegada. Não há horários de abertura confirmados e, em pequenos edifícios religiosos, as condições de acesso podem mudar. Também não existe informação atual e fiável sobre a entrada. Por isso, a visita não deve ser planeada apenas em função de um interior garantidamente aberto; a localização, a arquitetura e a lenda podem ser apreciadas do exterior.

Tranquilidade em vez de um programa para visitantes

Não existe na Ermita um percurso de visita encenado. É precisamente isso que a distingue de conhecidos locais de peregrinação. A visita consiste em observar com atenção: a simples traça neogótica, o interior sóbrio, a cópia da imagem de Nossa Senhora e a rocha da qual deriva o nome.

Não há registo de uma hora diária de maior afluência. Se quiseres conhecer a capela como um lugar tranquilo, o melhor é escolher um dia normal, fora das festividades locais. Em torno da festa da Virgem de Lloseta, a 8 de setembro, a veneração de Nossa Senhora ganha maior destaque na povoação; pode ser interessante do ponto de vista cultural, mas é menos indicado para quem procura isolamento absoluto.

Ver a capela e a igreja paroquial

A visita mais completa não termina no Cocó. O original histórico da imagem de Nossa Senhora encontra-se na igreja paroquial de Lloseta, enquanto a Ermita, com uma cópia, evoca o local lendário. Só ao visitar os dois locais se percebe como a tradição religiosa e a atual guarda da imagem se repartem por dois edifícios.

A ermida dá o enquadramento paisagístico; a igreja paroquial, o enquadramento histórico-artístico. Juntas, transformam uma breve paragem num pequeno percurso temático pela história de Lloseta. Mesmo para quem não tem uma ligação à religião, torna-se assim mais fácil perceber porque é que esta discreta capela tem um significado especial para a localidade.

Como chegar e estacionar

A partir de Palma, o percurso não conduz a um mosteiro isolado na serra, mas sim ao centro da ilha, de acesso fácil. A ermida situa-se à entrada de Lloseta, fora do centro da localidade e num rochedo ligeiramente elevado. Nos últimos metros, é mais importante estar atento do que preparar-se para uma longa subida de montanha: este pequeno edifício pode passar despercebido durante a viagem.

Do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma a Lloseta, o percurso por estrada tem 33 quilómetros. A viagem demora cerca de 33 minutos, pela Ma-30 e, depois, pela Ma-13. Estes valores referem-se expressamente ao trajeto até Lloseta, e não a um ponto de chegada medido com precisão mesmo em frente à capela.

Depois de chegares a Lloseta, o último troço leva-te até à entrada ou ao limite da localidade. Como a ermida é pequena e não se destaca na paisagem como um grande conjunto monástico, convém manter a navegação ativa até à atração. Se te dirigires apenas ao centro da localidade, chegarás primeiro à igreja paroquial e à Plaça d’Espanya.

Do centro de Palma

Do centro de Palma até Lloseta são 30 quilómetros por estrada. A viagem pela Ma-13 demora cerca de 37 minutos. Também այստեղ, a distância e o tempo de viagem referem-se a Lloseta; ao último e curto troço até à ermida acresce o acesso local.

A Ma-13 assegura a maior parte da ligação através do Raiguer. Só perto de Lloseta é que a viagem rápida dá lugar à orientação local. Esta é uma razão para planeares a paragem com antecedência: se já estiveres focado no centro da localidade ou na Serra de Tramuntana, é fácil passares pela pequena capela sem dares por ela.

De autocarro

Lloseta Estació e a paragem Lloseta são possíveis pontos de paragem do autocarro. Ambas se situam na localidade e não existe uma paragem própria junto à capela. A partir daí, terás de continuar o percurso até à ermida, situada no limite da localidade.

A ligação através de Lloseta Estació é especialmente prática se combinares a visita à capela com um passeio até à igreja paroquial e à Plaça d’Espanya. Antes de partir, consulta os horários em vigor e o percurso pedonal exato. Assim, terás margem suficiente.

Estacionamento no local

Ao chegares, estaciona apenas onde a sinalização, o acesso e as condições de trânsito o permitirem. A localização à entrada da localidade exige especial consideração: uma breve paragem para fotografar não deve bloquear a estrada nem o acesso à ermida.

Linhas de autocarro para Ermita del Cocó num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
T3Palma - Manacor7706:3723:08
T2Palma - sa Pobla7306:1722:32
T1Palma - Inca6406:0922:27
311Mancor de la Vall - Inca2006:2721:42

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Lloseta Estació (214) · 0,8 km Em linha reta

    • T1Palma - Inca · seg.-sex.
    • T2Palma - sa Pobla · Diariamente
    • T3Palma - Manacor · Diariamente
  • Lloseta (29004) · 1,3 km Em linha reta

    • 311Mancor de la Vall - Inca · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nos arredores

Depois da capela não começa nenhum parque temático turístico, mas sim Lloseta. A localidade integra o Raiguer, a zona de transição entre a planície central e as encostas sul da Serra de Tramuntana. A parte norte do concelho é mais montanhosa, enquanto a sul da povoação o terreno se torna mais plano. Esta localização faz de Lloseta uma paragem conveniente nas deslocações entre Palma, Inca e a serra.

Lloseta

O centro da localidade organiza-se em torno da Plaça d’Espanya. Ali, a igreja paroquial Mare de Déu de Lloseta e o Palau d’Aiamans ficam perto um do outro. Para visitar a Ermita, a igreja paroquial é particularmente importante, pois guarda a imagem histórica da Virgem, outrora associada à capela do Cocó.

Assim, estabelece-se um percurso compreensível entre o local da aparição ou do achado, segundo a tradição, na periferia da povoação, e o atual centro religioso. A Ermita explica o «onde» da lenda; a igreja paroquial mostra a imagem original e o contexto da veneração que ainda perdura. O palácio recorda também a marca histórica do centro da localidade, embora não seja indispensável visitá-lo para compreender a capela.

Lloseta não é uma localidade que se compreenda apenas através de uma única fachada monumental. É precisamente a alternância entre a capela, a praça, a igreja e as ruas comuns que revela o seu caráter. Para quem não quer apenas atravessar o interior da ilha, esta sequência simples é muitas vezes mais esclarecedora do que uma paragem isolada para fotografias.

Raiguer e Serra de Tramuntana

A localização no sopé da Serra de Tramuntana oferece muitas possibilidades para continuar o percurso, mas a Ermita em si não é um destino de caminhada na serra nem um mosteiro com vistas panorâmicas. Insere-se na paisagem de transição habitada do Raiguer. Convém ter isto claro ao planear a visita: o seu interesse reside na história local, não numa ampla vista panorâmica sobre o mar.

Uma combinação sensata consiste em seguir, depois de visitar Lloseta, em direção às localidades vizinhas do Raiguer ou aos limites da Serra de Tramuntana. Inca também fica suficientemente perto para integrar a visita à capela num dia passado no interior da ilha. A Ermita funciona melhor como um apontamento cultural preciso entre etapas maiores, e não como substituto de um programa de passeio para um dia inteiro.

A localidade correspondente

Lloseta no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

A rocha não é apenas um cenário. Se quiseres compreender o significado do nome, dirige conscientemente o olhar do edifício para o terreno e para a depressão natural. O Cocó é o pormenor que liga a arquitetura à lenda e que muitos dos que passam por ali provavelmente nem chegam a reparar.

Ajustar as expectativas

A Ermita del Cocó é uma capela, não um mosteiro habitado. Não há claustro, celas de monges, grande tesouro nem um longo percurso museológico. O interior também é simples. Por isso, a visita não vale pela abundância de peças expostas, mas pela clara ligação entre o lugar, a tradição e a veneração da Virgem.

É igualmente importante distinguir entre a cópia e o original. A figura da Ermita substitui a imagem histórica, que foi levada para a igreja paroquial de Lloseta. Quem ficar apenas no Cocó verá, portanto, o local de memória; quem for também ao centro da localidade poderá acompanhar a história no seu atual principal local de culto.

Vestuário e comportamento

Enquanto local religioso, a Ermita exige um comportamento tranquilo e respeitoso, mesmo quando não está a decorrer nenhum serviço religioso. O pequeno interior deixa pouco espaço entre os visitantes.

Confirma antes de ires

Como não há informação fiável sobre horários fixos nem sobre o preço de entrada atual, convém confirmar as condições de acesso antes de te deslocares. Isto é particularmente importante se o interior for o principal motivo da visita. A vista exterior e a localização junto à rocha podem ser apreciadas em qualquer caso, mas a imagem da Virgem na zona do altar só pode ser vista se a capela estiver aberta.

Dicas de quem conhece a zona

  • Não olhes apenas para a fachada

    A chave do nome está no rochedo: «Cocó» designa uma depressão natural onde a água se acumula. Só ao observar o terreno se percebe a ligação entre a capela e a lenda da luz intensa sobre as rochas.

  • Liga o original à cópia

    Na ermida encontra-se a cópia da imagem mariana criada por Francesc Salvà. O original medieval é պահպանado na igreja paroquial de Lloseta. Juntos, estes dois locais permitem conhecer a história de forma mais completa.

  • Atenção à entrada da localidade

    A pequena capela ergue-se ligeiramente acima da estrada de acesso a Lloseta e passa facilmente despercebida durante a passagem. Por isso, mantém a navegação activa até ao destino, em vez de definires apenas o centro da localidade.

  • Planeia um pequeno percurso temático

    O melhor percurso vai da ermida até à Plaça d’Espanya, onde se encontra a igreja paroquial Mare de Déu de Lloseta. Ao cenário lendário do Cocó seguem-se a imagem original histórica e o actual centro religioso da localidade.

  • Repara no curso de água

    O Torrent d’Almadrà passa mesmo junto à capela. Em conjunto com o Cocó e a rocha, ajuda a perceber porque é que a água e o terreno são mais importantes para a tradição deste lugar do que uma decoração elaborada.

25°C Lloseta
O que é a Ermita del Cocó e porque vale a pena visitá-la?
A Ermita del Cocó é uma pequena capela rural dedicada à Virgem, situada à entrada de Lloseta. Foi construída em 1878 e também é conhecida como Oratorio del Cocó. O seu interesse não reside tanto numa grande coleção de arte, mas na ligação entre o edifício, a rocha e a lenda local: diz-se que um pastor viu uma luz intensa perto de uma depressão natural na rocha. Por isso, a capela é indicada para quem quer conhecer as tradições religiosas locais de Maiorca, para lá dos grandes mosteiros.
De onde vem o nome Ermita del Cocó?
Um «cocó» é uma depressão natural na rocha onde se pode acumular água. Foi este tipo de formação do terreno que deu o nome à capela. Segundo a tradição local, um pastor reparou numa luz intensa sobre as rochas nas proximidades; outras versões associam o local ao encontro de uma imagem da Virgem. O essencial é que a lenda está ligada a um ponto concreto da paisagem. Por isso, durante a visita, vale a pena observar não só a fachada, mas também a rocha.
Quando foi construída a capela e que alterações sofreu mais tarde?
A atual Ermita del Cocó foi construída em 1878 e dedicada à Virgem de Lloseta. Em 1978, por ocasião do seu centenário, foi remodelada e ampliada. Assim, o seu aspeto atual não corresponde exclusivamente à fase original de construção do século XIX. Apesar da intervenção posterior, պահպանou-se o caráter de pequeno oratório rural: o conjunto não foi transformado num grande complexo monástico e continua a apresentar um aspeto deliberadamente simples.
O que há para ver no interior da Ermita del Cocó?
O interior é simples e centra-se na zona do altar, onde se encontra a representação da Virgem de Lloseta. Está ali atualmente uma cópia criada pelo escultor Francesc Salvà. A visita não inclui capelas laterais extensas, uma exposição museológica nem uma zona monástica ricamente decorada. Esta sobriedade é uma parte essencial do caráter da Ermita: trata-se de um pequeno local de devoção, cuja importância resulta mais da lenda e da localização do que de um grande número de obras de arte.
A imagem original da Virgem encontra-se na Ermita?
Não. A imagem histórica da Virgem foi levada, em 1974, para a igreja paroquial de Lloseta, onde pode ser guardada em maior segurança. Na Ermita encontra-se uma cópia do escultor Francesc Salvà. Para uma visão mais completa, convém por isso visitar ambos os locais: a capela assinala o cenário tradicional junto ao Cocó, enquanto a igreja paroquial, no centro da localidade, guarda o original medieval. A cópia mantém visível a ligação religiosa à rocha.
Quais são os horários de abertura e há entrada paga?
Não há informação disponível sobre horários de abertura fixos nem sobre as regras de entrada em vigor. Como o acesso a pequenos edifícios religiosos pode mudar, deves confirmar antes de ires se o interior está aberto e quais são as condições atuais. Ainda assim, é possível planear bem a visita, pois a localização elevada, o simples edifício neogótico e a ligação ao Cocó também se percebem do exterior. Se quiseres especificamente ver a cópia da imagem da Virgem na zona do altar, deves confirmar a abertura com especial cuidado.
Quanto tempo deves reservar para a Ermita del Cocó?
A capela é pequena e presta-se mais a uma paragem breve, mas atenta, do que a uma visita de várias horas. Não é necessário prever uma duração mínima. Vale a pena ficar mais tempo se, além da fachada, quiseres observar o rochedo, a depressão natural e a envolvente junto ao Torrent d’Almadrà. Faz também sentido incluir a ermida num passeio por Lloseta: a igreja paroquial guarda a imagem original da Virgem, enquanto a Ermita assinala o lugar associado à lenda.
Quando é possível visitar a capela com mais tranquilidade?
Não há registo de um período diário de maior afluência à Ermita. Se procuras um ambiente sossegado, o melhor é escolher um dia normal, fora das celebrações locais especiais. A Virgem de Lloseta é celebrada a 8 de setembro, pelo que a devoção mariana ganha maior destaque na localidade em torno dessa data. Pode ser uma ocasião culturalmente საინტერესო, mas não será necessariamente a mais indicada para uma paragem totalmente tranquila. Convém também confirmar previamente as condições de acesso.
Como chegar de carro de Palma ou do aeroporto a Lloseta?
Do Aeroporto de Palma, o percurso até Lloseta faz-se pelas estradas Ma-30 e Ma-13. São 33 quilómetros e cerca de 33 minutos de viagem. A partir do centro de Palma, o trajeto pela Ma-13 tem 30 quilómetros e demora cerca de 37 minutos. Estas indicações referem-se à chegada a Lloseta. O último troço local conduz à pequena capela, situada à entrada da povoação; como é fácil passar por ela sem dar conta, deves selecioná-la especificamente no sistema de navegação.
É possível visitar a Ermita del Cocó de transportes públicos?
Para chegar a Lloseta de autocarro, podes usar as paragens Lloseta Estació e Lloseta. Ambas servem a localidade, mas nenhuma fica junto à Ermita. Por isso, o último percurso até à capela, nos limites da povoação, terá de ser feito à parte. Uma boa opção é combiná-lo com um passeio pelo centro, sobretudo até à igreja paroquial e à Plaça d’Espanya. Antes de partires, confirma as ligações em vigor e o percurso a pé mais adequado, pois os horários e as correspondências podem mudar.
Que importância têm o rochedo e a paisagem para a Ermita del Cocó?
A paisagem é uma parte essencial do significado tradicional da capela. O seu nome remete para o Cocó, uma depressão natural no rochedo onde a água se pode acumular. Conta-se que, perto dessa cavidade, um pastor terá visto uma luz intensa sobre as rochas; outras versões relacionam o lugar com o achado de uma imagem da Virgem. O Torrent d’Almadrà passa também mesmo junto à Ermita e molda a sua envolvente natural. O rochedo, a água e a capela formam, assim, o cenário da lenda.
O que podes conjugar com uma visita aos arredores?
A opção mais óbvia é o centro de Lloseta, com a Plaça d’Espanya, a igreja paroquial Mare de Déu de Lloseta e o vizinho Palau d’Aiamans. A igreja paroquial é particularmente importante para a história da Ermita, pois conserva a imagem medieval original da Virgem. Além disso, Lloseta situa-se no Raiguer, no sopé da Serra de Tramuntana, e é uma boa paragem em percursos pelo interior da ilha, até Inca ou em direção à serra.