Monumento a Jaume I, o Conquistador, em Palma
O Monument a Jaume I el Conqueridor / Monumento a Jaume I el Conquistador representa a cavalo o rei cuja conquista de Maiorca mudou profundamente a história da ilha. Fica na Plaça d’Espanya, em Palma, num local que muitos visitantes veem apenas como ponto de passagem e acesso ao centro. Mas, se parares por um momento, descobres um monumento que liga de forma muito direta a história medieval ao desenvolvimento da cidade moderna.
O cavaleiro não é apenas mais um rei: Jaume I liderou, na Idade Média, a conquista de Maiorca, então sob domínio muçulmano, pela Coroa de Aragão. O monumento recorda essa mudança histórica através do olhar do início do século 20 e mostra como o rei continua presente na memória histórica da ilha.
Vale a pena parar aqui se gostas de história, de passear pela cidade ou se queres começar a conhecer Palma antes de chegar à catedral. A estátua pode ser o ponto de partida para um percurso pelo centro: da entrada moderna da cidade, passando pelas ruas comerciais e pelas praças, até ao centro histórico de traçado medieval. Também basta uma breve paragem a caminho da estação intermodal ou de outro local de Palma. O interesse do monumento está na história que se consegue ler nele: juntos, o rei, o cavalo e o local onde se encontram falam de poder militar, memória pública e da transformação de Palma, de cidade muralhada em metrópole insular moderna.
História e significado
A conquista de Maiorca
Em 31 de dezembro de 1229, Jaume I conquistou Maiorca. Antes disso, o jovem rei tinha organizado uma expedição marítima para integrar as Baleares nos domínios da Coroa de Aragão. A conquista do resto de Maiorca prolongou-se pelos anos seguintes e acabou por integrar a ilha nos domínios da Coroa de Aragão.
Para Palma, este acontecimento representa uma profunda rutura histórica. Até então, a cidade fazia parte do mundo mediterrânico ocidental de influência islâmica. Com a conquista, Maiorca passou para o domínio da Coroa de Aragão. Por isso, ao olhares para a estátua equestre, não vês apenas a representação de um rei vitorioso: a figura remete para uma mudança de poder violenta e para o início de uma época que moldou muitos aspetos da vida política e cultural da Maiorca posterior.
Jaume I viveu de 1208 a 1276 e governou um território diversificado. Durante o seu longo reinado, a influência da Coroa de Aragão estendeu-se, entre outros lugares, a Maiorca e Valência. A alcunha «o Conquistador» resume essa expansão do ponto de vista das gerações que lhe sucederam. Em Maiorca, é sobretudo o ano de 1229 que continua associado ao seu nome.
Do rei medieval à figura da memória coletiva
Em Maiorca, a memória de Jaume I não se limita à estátua. A Festa de l’Estendard, em 31 de dezembro, também evoca a tomada da cidade e mostra como o acontecimento permanece vivo nas celebrações públicas da história de Palma. A estátua equestre dá a essa memória uma forma permanentemente visível: o rei não surge como legislador nem como autor de uma crónica, mas como soberano a cavalo.
Esta escolha não é casual. Uma estátua equestre eleva a figura representada e associa-a ao poder militar e à autoridade política. Obriga quem a observa a olhar para cima e transforma o poder histórico numa relação espacial clara. É precisamente por isso que vale a pena vê-la com espírito crítico: o monumento conta a história do ponto de vista do vencedor; a população muçulmana derrotada e as consequências da conquista não têm representação própria. Essa ausência também faz parte da mensagem do monumento, tanto quanto o rei representado.
Um monumento para assinalar um aniversário
A obra foi criada em 1929 e inaugurada para assinalar o 700.º aniversário da conquista. Entre o acontecimento medieval e a construção do monumento passaram, portanto, vários séculos. A estátua não é um vestígio do tempo de Jaume I: mostra-nos antes como Palma recordava a Idade Média no início do século 20.
O local onde se encontra também faz parte dessa história mais recente. A demolição das muralhas de Palma começou em 1902 e, em 1905, iniciou-se a urbanização da atual Plaça d’Espanya. Onde antes ficava o limite da cidade antiga, surgiu uma praça moderna. O monumento passou assim a assinalar uma nova entrada na cidade com a figura do conquistador medieval. Há algo de revelador nesta escolha: enquanto Palma crescia para além das antigas muralhas, uma personagem histórica tornava-se uma referência na cidade em transformação.
Hoje, várias épocas cruzam-se na Plaça d’Espanya: a Idade Média está presente na conquista evocada pelo monumento; o início do século 20, na estátua e no desenho da praça; e o presente, no ritmo acelerado deste importante ponto de passagem. Por isso, o monumento é mais do que um retrato de Jaume I: também mostra a forma como Palma conta a sua própria história.
O que há para ver
Jaume I a cavalo
No centro da obra, Jaume I surge montado num cavalo robusto. A escolha de uma estátua equestre mostra que faceta do rei se quis destacar: não a do promotor do direito, do comércio e da literatura, mas a do chefe militar. Juntos, o cavalo e o cavaleiro formam uma silhueta compacta, reconhecível à distância mesmo no movimento constante da Plaça d’Espanya.
De perto, a impressão muda. O que à distância parece um único símbolo de poder revela-se agora como 2 figuras distintas. O rei deve ao cavalo a sua altura e presença; o animal, por sua vez, ajuda a contar uma história. A composição apresenta o monarca elevado na sela.
Vale a pena observar a estátua de outros ângulos, para além do frontal. Ao contorná-la devagar, vês os contornos do cavaleiro e do cavalo mudarem em relação um ao outro. De lado, o corpo do animal ganha mais volume, enquanto o rei se destaca como uma figura ereta. É na diagonal que melhor se percebe como os 2 corpos se unem numa só forma monumental.
O robusto cavalo de guerra
Um pormenor que chama a atenção é o porte robusto do cavalo. A escultura evoca os animais pesados associados às batalhas medievais. O corpo arredondado e compacto sugere mais força e firmeza do que leveza. É isso que distingue este monumento das estátuas equestres que procuram transmitir velocidade, impulso ou movimentos quase de dança.
Na forma do cavalo também se reconhecem traços que lembram o cavalo andaluz, cuja fisionomia se desenvolveu mais tarde. Este detalhe torna a escultura mais interessante do ponto de vista da história da arte do que pode parecer à primeira vista. Não se trata de uma reconstituição fiel de um animal de 1229, mas da ideia que o escultor tinha do cavalo adequado a um rei conquistador medieval.
Ao observares a estátua, procura perceber o efeito que produz, em vez de lhe exigir uma exatidão fotográfica. O peso do cavalo dá estabilidade a toda a composição. O rei não parece um cavaleiro fugaz num animal veloz, mas uma figura de poder firmemente assente. É essa serenidade que confere autoridade ao monumento, enquanto à sua volta continuam a passar pessoas, autocarros e outros veículos.
A praça como parte do monumento
A Plaça d’Espanya não é o cenário silencioso de um museu: faz parte da experiência de quem visita o monumento. A estátua encontra-se num dos principais pontos de ligação entre os transportes, as ruas comerciais e o caminho para o centro de Palma. Muita gente atravessa a praça com um destino em mente; no meio desse movimento, o cavaleiro imóvel oferece um contraste que nos remete para o passado.
A localização do monumento também explica o seu impacto à distância. Uma estátua equestre precisa de espaço à sua volta para que se distingam bem os seus contornos. Na praça, podes observar primeiro a figura no seu conjunto e só depois aproximar-te. Se começares mesmo junto à base, é fácil perderes de vista a relação entre a estátua e o espaço urbano. Vale a pena procurar um ponto com vista desimpedida a alguns passos de distância antes de chegares mais perto.
É especialmente revelador olhar da estátua em direção ao centro da cidade. Deste ponto de vista, o monumento parece assinalar uma antiga entrada, embora não seja uma porta. Para lá dele, o caminho leva-te para o interior de Palma. Só depois da demolição das muralhas e da criação da praça é que a estátua ganhou este papel na cidade. Ainda assim, ele ajusta-se bem à figura representada: Jaume I está, simbolicamente, na passagem entre o exterior e o interior, entre o passado e o presente.
Os nomes e a linguagem da época
No monumento e nos textos sobre ele, encontras diferentes formas do nome. «Jaume I el Conqueridor» é a forma catalã ou maiorquina; «Jaime I el Conquistador», a espanhola. Em alemão, também se usa «Jakob I. von Aragón». Todas designam a mesma pessoa.
Esta diversidade linguística vai além de uma questão de tradução. Recorda-nos que Jaume I é uma figura histórica fundamental em várias regiões da antiga Coroa de Aragão. No caso do monumento de Palma, porém, é a ligação a Mallorca que importa. Outras estátuas equestres do mesmo rei, como as que existem na Espanha continental, são obras distintas e não devem ser confundidas com a estátua da Plaça d’Espanya.
A visita
Do conjunto aos pormenores
Para começar, dá uma breve volta ao monumento. Observa primeiro a silhueta completa a alguma distância: o cavalo robusto, o cavaleiro ereto e a praça em redor. Depois, aproxima-te para apreciares melhor a forma dos corpos e a relação entre o animal e o rei. Termina a volta com um novo olhar de lado.
Assim, uma simples paragem para tirar uma fotografia transforma-se numa pequena descoberta histórica. O monumento não tem salas interiores nem uma exposição com um percurso definido. A visita faz-se mudando de posição e comparando perspetivas. Se ficares apenas à frente da estátua, repararás sobretudo no rei; ao contorná-la, apreciarás melhor o trabalho escultórico no corpo do cavalo.
Não precisas de reservar muito tempo só para ver a estátua. Mas a visita ganha outra dimensão se tiveres presentes a história de 1229, a origem da praça e a celebração de 1929. Perceberás então por que razão este rei surge representado de forma tão imponente junto ao centro histórico.
Entre a chegada e a cidade antiga
Muitos visitantes chegam à Plaça d’Espanya pela estação intermodal próxima. Se for o teu caso, o monumento pode ser a primeira paragem em Palma. Antes de seguires diretamente para as ruas comerciais, atravessa a praça para veres o cavaleiro à distância. Depois, podes começar o passeio em direção ao centro.
A estátua também pode ser a última paragem. Depois de percorreres a cidade antiga, regressas a uma imagem que reúne numa só figura parte da história medieval de Palma. A ordem da visita muda a forma como a vês: depois da catedral, das ruas antigas e das praças históricas, Jaume I deixa de parecer um rei isolado. Torna-se mais clara a importância que a sua conquista teve para o futuro da cidade.
Um monumento, não um museu
Vais encontrar uma estátua equestre ao ar livre, integrada na cidade, e não uma exposição de museu. Não há salas para percorrer, objetos originais da Idade Média nem uma reconstituição da conquista. É o contexto histórico, aliado a um olhar atento sobre a obra, que dá profundidade à visita.
Para quem tem pouco tempo para visitar a cidade, esta é uma vantagem. Podes incluir o monumento num passeio a pé sem grandes desvios. Se quiseres saber mais sobre Jaume I, toma a estátua como ponto de partida e procura, depois, na cidade antiga, os vestígios duradouros da conquista cristã.
Como chegar
Do aeroporto a Palma
Do aeroporto de Palma, chega-se à cidade pela Ma-19. O percurso é de 11 km por estrada e demora cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se à viagem até Palma, não ao trajeto exato até ao monumento. Para chegar à Plaça d’Espanya, ainda é preciso contar com o trânsito urbano, os semáforos e o acesso ao centro.
A estátua fica numa praça central, pelo que não faz sentido procurar uma entrada para veículos, como se fosse um edifício. No navegador, indica a Plaça d’Espanya ou as imediações da estação intermodal como destino. O último troço faz-se a pé; na praça, a estátua equestre elevada é uma referência fácil de identificar.
Se fores diretamente do aeroporto para Palma, podes começar a visita à cidade por aqui. Já para buscar alguém ou seguir viagem, a praça é menos prática, pois nela convergem vários fluxos de trânsito. É preferível organizar primeiro a chegada ao centro e visitar depois o monumento a pé.
De autocarro
À volta da Plaça d’Espanya há várias paragens de autocarro identificadas com o nome da Plaça d’Espanya ou da Estació Intermodal. Por isso, o monumento fica bem situado para quem chega de autocarro.
Depois de saíres do autocarro, não te limites a procurar o nome de uma rua. A estátua encontra-se na praça e é mais fácil localizá-la se primeiro observares o espaço à tua volta. Dependendo da saída da estação, poderás avistar logo a figura equestre ou só depois de dares alguns passos, por entre as árvores, o mobiliário urbano e as pessoas que atravessam a praça. Após a visita, podes continuar a pé até ao centro. É um caso pouco comum: um monumento situado mesmo num ponto de chegada e de partida.
De carro
Se depois seguires para o aeroporto, lembra-te de que o percurso pela Ma-19 e os cerca de 20 minutos indicados dizem respeito apenas à ligação entre Palma e o aeroporto. Dentro da cidade, o tempo necessário pode variar consoante o ponto de partida e o trânsito. Se tiveres um voo a seguir, reserva tempo suficiente para chegar ao aeroporto, mesmo que a visita ao monumento seja breve.
Linhas de autocarro para Monument a Jaume I el Conqueridor / Monumento a Jaume I el Conquistador num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| N1 | Portopí - Porta des Camp | 4 | 00:02 | 02:05 |
| N4 | Pl. Progrés - Pont d'Inca | 4 | 00:55 | 02:45 |
| N2 | Can Blau - Can Valero | 3 | 00:30 | 01:45 |
| N3 | Germans Escales - sa Indioteria | 3 | 00:30 | 01:45 |
| 12 | Sa Garriga - Nou Llevant | 2 | 08:11 | 08:16 |
| 24 | Antiga Presó - Nou Llevant | 2 | 07:54 | 07:57 |
| 25 | s'Arenal - Pl. Reina | Catedral | 2 | 10:33 | 10:39 |
| 35 | Aquàrium - Pl. Reina | Catedral | 2 | 10:06 | 12:51 |
| 7 | Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida | 1 | 07:37 | 07:37 |
| 19 | UIB i Parc Bit - Porta des Camp | 1 | 09:08 | 09:08 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
455-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,2 km Em linha reta
- 23s'Arenal / Parc Aquàtic - Pl. Espanya · 06:27–21:50 · Diariamente
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
- N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
- N2Can Blau - Can Valero · 08:00–08:00 · Diariamente
- N3Germans Escales - sa Indioteria · 08:00–08:00 · Diariamente
- N4Pl. Progrés - Pont d'Inca · 08:00–08:00 · Diariamente
598-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,2 km Em linha reta
- A1Aeroport - Palma Centre · 08:00–08:00 · Diariamente
1139-Plaça d'Espanya · 0,2 km Em linha reta
- 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 6Son Espases - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 8Son Roca - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
2-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 6Son Espases - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 8Son Roca - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
219-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
- N2Can Blau - Can Valero · 08:00–08:00 · Diariamente
- N3Germans Escales - sa Indioteria · 08:00–08:00 · Diariamente
- N4Pl. Progrés - Pont d'Inca · 08:00–08:00 · Diariamente
295-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 5Es Rafal Nou - Pl. Progrés · 08:00–08:00 · Diariamente
- 46la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta) · 08:00–08:00 · Diariamente
- 47Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra) · 08:00–08:00 · Diariamente
1078-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 16Es Muntant - Mercat de Pere Garau · 06:36–21:55 · Seg.-Sáb.
- 19UIB i Parc Bit - Porta des Camp · 05:46–22:12 · Diariamente
- 33Son Espases - Son Fuster · 07:12–19:32 · Diariamente
- A1Aeroport - Palma Centre · 08:00–08:00 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
390-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 12Sa Garriga - Nou Llevant · 08:00–08:00 · Diariamente
- 19UIB i Parc Bit - Porta des Camp · 05:46–22:12 · Diariamente
- 24Antiga Presó - Nou Llevant · 06:33–21:18 · Diariamente
- 46la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta) · 08:00–08:00 · Diariamente
- 47Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra) · 08:00–08:00 · Diariamente
404-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 10Son Castelló - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 12Sa Garriga - Nou Llevant · 08:00–08:00 · Diariamente
- 24Antiga Presó - Nou Llevant · 06:33–21:18 · Diariamente
107-la Rambla - Via Roma · 0,3 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
1320-pl. d'Espanya - Estació Intermodal · 0,3 km Em linha reta
- 11sa Indioteria - Pl. Espanya · 08:00–08:00 · Diariamente
- 14Sant Jordi / S'Hostalot - Pl. Espanya · 08:00–08:00 · Diariamente
- 22Plaça d'Espanya - Piscines de Son Hugo · 06:49–21:14 · Diariamente
- 23s'Arenal / Parc Aquàtic - Pl. Espanya · 06:27–21:50 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nas imediações
O centro de Palma
Da Plaça d’Espanya ao centro da cidade é apenas um passo. O monumento é, por isso, um bom ponto de partida para um passeio que te leva da expansão urbana mais recente de Palma até à cidade antiga. O contraste é claro: na praça predominam o movimento e o trânsito; à medida que avanças para o centro, ganham destaque as zonas pedonais, as ruas comerciais e as praças mais antigas.
Se tomares a figura equestre como referência histórica, podes dar um sentido diferente ao passeio. Jaume I está ligado à conquista de 1229; a cidade antiga conserva muitos vestígios da Palma que, a partir daí, continuou a desenvolver-se sob domínio cristão. Nem todos os edifícios remontam à sua época, mas a mudança de poder na Idade Média é essencial para compreender a história posterior de Palma.
Catedral e Almudaina
Se quiseres prolongar o passeio, segue até à catedral de Mallorca e ao Palau de l’Almudaina. Estes 2 locais ajudam a compreender melhor a história do poder, da religião e do crescimento da cidade, sem reduzir o monumento equestre a uma simples paragem pelo caminho. A estátua apresenta a figura histórica central; os edifícios na zona sul do centro histórico mostram, numa escala maior, como Palma se tornou uma cidade monumental.
O percurso também conta uma história com sentido. Na Plaça d’Espanya, Jaume I surge como conquistador; junto à catedral e ao palácio, percebe-se como o poder político e o religioso se afirmavam lado a lado na cidade cristã que surgiu depois. Assim, o passeio liga o monumento equestre ao antigo centro do poder, perto do mar.
Ruas comerciais e vielas do centro histórico
Se tiveres menos tempo, podes passar pelo monumento a caminho das principais ruas comerciais de Palma. A estátua serve também de ponto de referência para regressares à estação intermodal. Não precisas de fazer um desvio até um bairro afastado: o monumento fica numa zona onde muitos percursos pela cidade começam ou terminam.
Este trajeto ganha outro interesse quando te lembras de que ali passava o antigo limite da cidade. A Plaça d’Espanya surgiu durante as transformações que se seguiram à demolição das muralhas. Ir do monumento até ao centro histórico é, por isso, atravessar uma antiga fronteira. Hoje, a passagem é aberta e faz parte da vida da cidade; só conhecendo a história da praça se percebe o que aquele lugar representava.
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeO que deves saber antes da visita
Fotografar numa praça movimentada
Para fotografar o monumento por inteiro, é melhor afastares-te um pouco. Assim, consegues enquadrar o cavalo robusto e o cavaleiro sem cortar a silhueta. Depois, vale a pena aproximar-te e fotografar de lado, para captar melhor o volume do corpo do cavalo. Os transeuntes e o trânsito fazem parte do cenário; num local tão central, nem sempre é possível conseguir um fundo completamente vazio.
Ao fotografar, deixa espaço para as outras pessoas circularem. A Plaça d’Espanya não é um recinto reservado ao monumento, mas um lugar de passagem quotidiana. Se parares um momento para escolher onde ficar, depressa encontras um ângulo que mostra bem a estátua e a praça em conjunto.
Com crianças
Para as crianças, o mais fácil de observar é a forma do monumento: um rei, um cavalo grande e a pergunta sobre o que faz aquela figura no centro de Palma. Podes contar-lhes a história de acordo com a idade, sem a apresentar apenas como um feito heroico. Jaume I tomou a cidade numa conquista militar, que marcou profundamente a população muçulmana da época.
Como não há exposição nem percurso definido, podes propor-lhes pequenas tarefas de observação. De que ângulo parece o cavalo mais forte? Visto de onde é que o cavaleiro e o animal quase se confundem numa só forma? Perguntas como estas tornam a breve paragem mais interessante, sem ser preciso inventar pormenores.
Roupa e preparação
Não precisas de equipamento de caminhada para visitar o monumento. O importante é pensar nesta paragem como parte de um passeio por Palma. Se depois fores explorar as ruas comerciais ou o centro histórico, leva calçado confortável. Como a praça é um espaço aberto, tem também em conta a proteção contra o sol e as condições meteorológicas.
Não há espaços interiores, terraços panorâmicos, armas históricas nem uma apresentação multimédia da conquista. O monumento é uma obra de arte isolada no espaço público. Para o compreender, importa olhar para a sua forma, localização e história. Se tiveres estes 3 aspetos em conta, levarás desta breve visita muito mais do que uma fotografia de um rei a cavalo.
Dicas de quem cá vive
Observa o cavalo de lado
É de lado que melhor se percebe o corpo invulgarmente robusto e arredondado do cavalo. Deste ângulo, torna-se claro como a massa do animal contribui para a presença serena e imponente do cavaleiro.
Começa por observar à distância
Não te aproximes logo da estátua. Vendo-a primeiro a partir da praça, consegues apreciar a silhueta do rei e do cavalo no seu conjunto. Depois, ao dares a volta ao monumento, percebes melhor as diferentes formas.
Faz dele a primeira paragem em Palma
Se chegas à Estació Intermodal, podes começar o passeio pela cidade neste monumento. Fica mesmo entre o centro de transportes e o centro da cidade e dá um ponto de partida histórico ao percurso até ao centro histórico.
Tem presente o antigo limite da cidade
A praça foi urbanizada depois de ter começado a demolição das muralhas. Não é por acaso que o conquistador medieval se encontra neste ponto de passagem: aqui, a Palma em expansão do início do século 20 cruzava-se com a memória de 1229.