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Son Bosc, junto a Platja de Muro: vista sobre as zonas húmidas de Maiorca

Son Bosc, Mallorca
Ryan Hodnett, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)As alterações a esta imagem estão disponíveis sob a mesma licença.

Son Bosc revela uma faceta de Platja de Muro que é fácil passar despercebida, para lá da sua longa praia de areia. O ponto de observação situa-se nas zonas húmidas de Son Bosc, na área do Parc Natural de s’Albufera de Mallorca. Aqui, o destaque não vai para vastas panorâmicas montanhosas, mas sim para espelhos de água abertos, terreno plano e boas oportunidades para observar aves no seu habitat.

É precisamente a pouca altura que torna este lugar tão apelativo. A vista mantém-se próxima da paisagem e acompanha as suas transições subtis: a água, as margens cobertas de vegetação, os espaços abertos e a vegetação das zonas húmidas formam um mosaico que não se revela num único olhar panorâmico. Son Bosc pede alguma paciência. Quem pára e observa atentamente cada zona descobre mais do que quem passa depressa.

O ponto de observação é particularmente indicado para amantes da natureza, caminhantes e visitantes que querem conhecer a faixa costeira mais turística de outra perspetiva. Son Bosc também é uma alternativa tranquila a um dia de praia: a pouca distância, predominam a areia fina e a água transparente; aqui, são as lagoas e as aves que desviam a atenção para o interior.

Son Bosc não deve ser confundido com casas rurais ou alojamentos com o mesmo nome em Maiorca. Refere-se exclusivamente ao ponto de observação nas zonas húmidas junto a Platja de Muro. Não esperes encontrar aqui um monumento, uma gruta histórica ou uma plataforma panorâmica clássica; o verdadeiro destino é a própria paisagem.

O que há para ver

Os espelhos de água abertos

A vista sobre as lagoas abertas é a imagem mais marcante de Son Bosc. Numa paisagem que, à distância, pode facilmente parecer uma planície verde uniforme, estes espaços de água desimpedidos criam linhas de visão claras. Permitem perceber a zona húmida não apenas como uma área de vegetação, mas como um habitat onde o nível da água, as margens e os espaços abertos estão estreitamente ligados.

Para observar, vale a pena não dirigir logo o olhar para longe. Muitas vezes, são as margens dos espelhos de água que mais interessam. É aí que as zonas abertas se encontram com áreas de abrigo, tornando mais fácil distinguir as aves como silhuetas em movimento. Algumas permanecem junto à margem, enquanto outras alternam entre as zonas com vegetação e a água livre. Uns binóculos ajudam a perceber estas diferenças, mas mesmo a olho nu é possível acompanhar o constante vaivém.

As lagoas também dão uma boa noção da extensão do terreno. Son Bosc não proporciona uma sensação de altitude dramática; a paisagem estende-se, antes, na horizontal. É precisamente isso que torna visíveis as pequenas mudanças: uma ave sobre a água, um movimento na margem ou uma faixa clara entre manchas de vegetação mais escura. Por isso, este ponto de observação funciona menos como uma paragem para fotografar e mais como um lugar para observar com atenção.

As aves

Son Bosc é descrito como um local com boas condições para observação e muitas aves. Isto está de acordo com a sua localização nas zonas húmidas de s’Albufera, um dos habitats importantes das Baleares. O parque natural inclui pântanos, canais, zonas de caniçal, dunas e áreas de pinhal; foram registadas mais de trezentas espécies de aves nesta paisagem. Este número não garante, contudo, que possas avistar uma espécie específica numa única visita.

Mais interessante, porém, é a forma como a observação funciona aqui. À primeira vista, a planície parece muitas vezes imóvel. Só depois de algum tempo a olhar começam a destacar-se movimentos isolados do fundo. As aves voam baixo sobre as zonas abertas, surgem junto à margem ou voltam a desaparecer na vegetação mais densa. Este lugar recompensa quem observa com calma: se não estiveres sempre a mudar de sítio, terás mais সুযোগ de reconhecer padrões de მოძრაობento e de observar várias vezes o mesmo trecho.

Por isso, Son Bosc é também acessível a quem não tem conhecimentos de ornitologia. Para uma primeira impressão, as listas de espécies são menos importantes do que distinguir o tamanho, a forma de voar e o local onde as aves permanecem. Só a pergunta sobre se uma ave se mantém junto à água, sobrevoa a zona em círculos ou procura abrigo na vegetação muda a forma de olhar para a paisagem. Se quiseres identificar espécies, leva binóculos e um guia de aves actualizado.

A zona húmida plana

Por detrás do ponto de observação existe um contexto geográfico mais amplo. S’Albufera estende-se entre a costa da baía de Alcúdia e o interior plano. Uma faixa de dunas separa a zona húmida do mar; a água doce e as influências salinas contribuem para a diversidade dos seus habitats. Son Bosc permite observar uma parte desta paisagem e, por isso, não substitui uma exploração mais demorada do parque natural.

É precisamente o contraste com a próxima Platja de Muro que torna a paisagem mais evidente. Na costa predominam a areia clara, o mar aberto e as infra-estruturas turísticas. Pouco mais para o interior, são os planos de água e a vegetação baixa que definem o cenário. Esta mudança explica por que razão Son Bosc funciona como ponto de observação apesar de não ter altitude: não é a distância, mas sim a vista invulgarmente desimpedida sobre uma zona húmida sensível que torna o local digno de visita.

A visita

Primeiro orienta-te, depois observa

O melhor é começar a visita por observar a paisagem com calma. Em vez de procurares logo aves específicas, vale a pena perceber primeiro onde se encontram as zonas de água aberta e em que pontos a vegetação esconde as suas margens. Depois, podes observar estas transições uma a uma. Assim, evitas que o olhar percorra a planície sem uma referência definida e deixe passar movimentos mais evidentes.

Son Bosc não se visita como um museu ou uma atracção arquitectónica. Não há uma sucessão de espaços, nem um ponto alto para o qual o percurso conduza inevitavelmente. Por isso, o tempo que aqui passas depende directamente dos teus interesses. Para uma primeira impressão da paisagem, basta uma paragem breve; os observadores de aves podem permanecer muito mais tempo no mesmo ângulo de observação, sem que isso signifique que o local fique «visto».

É útil alternar entre olhar e ouvir. Mesmo que uma ave permaneça escondida na vegetação, um chamamento pode indicar actividade numa determinada zona. Podes então dirigir o olhar de forma mais precisa para as margens, a superfície da água ou o céu. Pelo contrário, as conversas e os movimentos apressados tiram alguma da qualidade do lugar, pois Son Bosc vive precisamente de pequenos acontecimentos fáceis de não reparar.

Hora da visita e condições actuais

Não existe uma hora do dia comprovadamente melhor para evitar afluência em Son Bosc. A experiência da visita depende mais do tempo, da visibilidade e da actividade da fauna do que de um programa de visita fixo. Se quiseres observar com a maior concentração possível, escolhe um momento em que possas ficar algum tempo com tranquilidade e não incluas o ponto de observação apenas entre duas actividades marcadas em horários apertados.

Não há informação disponível sobre horários de abertura nem entrada em Son Bosc. Antes de ires, deves por isso confirmar se existem regras especiais para aceder ao ponto de observação ou à área em questão do parque natural. Numa zona húmida protegida, isto é mais importante do que num ponto de observação comum, pois as restrições temporárias podem dever-se à protecção da natureza ou às condições no local.

Se quiseres combinar Son Bosc com um percurso mais longo em s’Albufera, deves consultar separadamente as regras aplicáveis no parque natural. O parque dispõe de caminhos sinalizados, entre os quais o Camí des Senyals, o Camí d’Enmig e o Camí des Polls. No entanto, isso não significa que todos estes caminhos passem directamente pelo ponto de observação. Para definir a ligação concreta, convém consultar um mapa actualizado.

Como chegar e estacionamento

Do aeroporto de Palma

As distâncias indicadas referem-se ao trajeto até Platja de Muro, e não diretamente ao miradouro de Son Bosc. Do aeroporto de Palma até à estância turística são 62 quilómetros por estrada, numa viagem de cerca de 53 minutos. O percurso segue primeiro pela Ma-30, depois pela Ma-13 e, por fim, pela Ma-3470 em direção ao norte.

A Ma-13 corresponde ao longo troço que atravessa o interior da ilha. Só no norte é que a Ma-3470 prossegue em direção à zona da baía de Alcúdia e a Platja de Muro. Para o último troço até Son Bosc, convém introduzir no navegador o miradouro específico como destino. Em Maiorca, a designação «Son Bosc» também é usada para outros locais e alojamentos, pelo que navegar apenas pelo nome pode levar-te ao destino errado.

Do centro de Palma

Do centro de Palma até Platja de Muro são 59 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 56 minutos e faz-se pelas estradas Ma-13 e Ma-3470. Estes dados também terminam em Platja de Muro. Não incluem o acesso adicional ao miradouro nem um eventual percurso a pé.

Ao confirmares o destino, presta atenção à indicação adicional junto de Platja de Muro ou à localização nas zonas húmidas de Son Bosc, no Parc Natural de s’Albufera de Mallorca. Assim, evitas confundi-lo com a Villa Son Bosc, perto de Inca, ou com outros pontos com o mesmo nome. Sobretudo quando se trata de destinos naturais, consultar um mapa atualizado é mais útil do que introduzir apenas um nome.

O último troço

Son Bosc não se encontra numa praça central, como acontece com um miradouro urbano. Por isso, convém verificar cuidadosamente o percurso antes de partir. Os veículos devem ser estacionados apenas nas áreas destinadas para o efeito; as bermas, os acessos e as zonas de vegetação sensível fazem parte da paisagem e não são alternativas de estacionamento.

Para quem chega de transportes públicos, há paragens na zona de Platja de Muro. Como o miradouro se situa na zona húmida, convém confirmar antecipadamente qual o percurso a pé que, a partir da paragem escolhida, conduz efetivamente ao ponto de observação correto. Ter um mapa guardado offline ajuda quando a orientação entre a zona urbanizada da costa, o parque natural e os caminhos secundários se torna pouco clara.

Linhas de autocarro para Son Bosc num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
324Can Picafort - Alcúdia15200:0223:50
302Can Picafort - Palma9100:1523:53
315Sa Pobla - Badia d'Alcúdia4206:4123:39
A32Can Picafort - Aeroport4200:2223:32
325Alcúdia - Cala Rajada2608:3922:23

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Els Pins 2 (39004) · 1,7 km Em linha reta

    • 302Can Picafort - Palma · Diariamente
    • 315Sa Pobla - Badia d'Alcúdia · Diariamente
    • 324Can Picafort - Alcúdia · Diariamente
    • 325Alcúdia - Cala Rajada · Diariamente
    • A32Can Picafort - Aeroport · Diariamente
  • Els Pins 1 (39005) · 1,7 km Em linha reta

    • 302Can Picafort - Palma · Diariamente
    • 315Sa Pobla - Badia d'Alcúdia · Diariamente
    • 324Can Picafort - Alcúdia · Diariamente
    • 325Alcúdia - Cala Rajada · Diariamente
    • A32Can Picafort - Aeroport · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nos arredores

Platja de Muro

Platja de Muro é o principal ponto de partida turístico para Son Bosc. Esta localidade costeira é sobretudo conhecida pela sua longa praia de areia fina e dourada. A água é descrita como transparente e o mar apresenta frequentemente ondulação moderada ou calma. Depois da vista tranquila sobre a zona húmida, a abertura da baía de Alcúdia parece especialmente ampla; por outro lado, Son Bosc ganha outra definição depois de conheceres a faixa costeira intensamente ocupada.

Esta combinação não é indicada apenas para um dia de praia clássico. Um passeio à beira-mar e uma paragem em Son Bosc revelam duas paisagens geograficamente próximas, mas com impressões totalmente diferentes. Junto ao mar, o olhar perde-se na água e no horizonte; na zona húmida, detém-se nas lagoas, nas margens e na vegetação baixa. Para fotógrafos e observadores da natureza, este contraste é precisamente mais interessante do que uma sucessão de miradouros semelhantes.

Es Comú e Es Capellans

Ao longo da costa, sucedem-se diferentes trechos de praia. Es Comú representa a parte mais natural de Platja de Muro, enquanto Es Capellans, ou Ses Casetes des Capellans, se distingue pelas pequenas casas e ruas arenosas. O nome evoca as modestas casas de verão, algumas das quais eram utilizadas por padres da paróquia de Muro.

Ambas as zonas complementam Son Bosc do ponto de vista paisagístico, sem que seja preciso transformar a visita num programa de dia demasiado preenchido. Es Comú evidencia a importância da faixa de dunas e litoral que separa o mar da zona húmida. Já Es Capellans mostra um tipo de povoamento de pequena escala junto à costa. O próprio Son Bosc continua a ser o local ideal para observar a zona húmida.

Parc Natural de s’Albufera de Mallorca

Quem quiser conhecer melhor a paisagem depois de passar pelo miradouro pode conjugar a visita com uma exploração do parque natural. S’Albufera foi classificada como zona protegida em 1988 e ocupa cerca de 1.700 hectares. É a maior zona húmida das Baleares e situa-se entre Alcúdia e Can Picafort, por detrás da faixa costeira e das dunas.

O parque natural dispõe de percursos assinalados e de outros locais para observar aves. Son Bosc deve ser entendido como um ponto de observação específico, e não como uma versão abreviada de todo o parque. Para um percurso mais longo, é preciso contar com mais tempo, levar um mapa atualizado dos trilhos e respeitar as regras de acesso em vigor. Quem procura apenas uma breve pausa em contacto com a natureza pode ficar deliberadamente por Son Bosc e concentrar-se nas lagoas abertas.

A localidade correspondente

Platja de Muro no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

Binóculos e câmara

Em Son Bosc, uns binóculos são mais úteis do que um equipamento fotográfico completo. Permitem observar melhor as superfícies de água, apesar da distância, e distinguir movimentos nas margens. Para fotografar, também convém usar zoom ótico, pois os animais não devem ser perseguidos nem obrigados a sair do abrigo para se conseguir uma imagem melhor. Além disso, o motivo é maior do que uma ave isolada: a água, a vegetação e o horizonte também revelam o carácter do lugar.

Quem tiver apenas um telemóvel pode concentrar-se em fotografias de paisagem. As áreas abertas e o desenho formado pelas lagoas registam-se melhor do que animais muito distantes. Para identificar espécies de aves, pode ser útil levar um guia atualizado ou usar uma aplicação adequada, mas sem passar toda a visita a olhar para o ecrã.

Roupa, sol e terreno

Son Bosc é um destino natural, não um miradouro urbano com infraestruturas. Por isso, calçado resistente e confortável é uma escolha mais sensata do que roupa exclusivamente de praia. Para um dia que combine Son Bosc com a Platja de Muro, convém levar um par extra de sapatos fechados, para não teres de fazer uma eventual caminhada de chinelos.

Numa paisagem aberta e plana, o sol pode fazer-se sentir durante bastante tempo. Por isso, chapéu, água e proteção solar fazem parte de uma preparação sensata. Depois de chover, os caminhos em zonas húmidas podem estar muito diferentes dos dias secos; verificar as condições atuais evita que uma breve paragem para observar se transforme num regresso inesperado.

Com crianças

Son Bosc pode ser interessante para as crianças se a visita for transformada numa pequena missão de descoberta: onde há algo a mexer-se junto à água, que ave sobrevoa a área e que zonas permanecem escondidas à primeira vista? Uns binóculos facilitam a observação. Sem estes pequenos objetivos, a paisagem plana poderá parecer menos apelativa aos visitantes mais novos do que a praia ou um parque infantil.

Os adultos devem manter as crianças por perto numa zona protegida e assegurar-se de que não saem dos caminhos nem das áreas de observação. Son Bosc não é um parque de aventuras nem um espaço com encontros encenados com animais. Não é possível encomendar avistamentos; mas é precisamente essa imprevisibilidade que faz parte de uma observação honesta da natureza.

O que Son Bosc não é

No destino não te espera uma torre histórica nem uma vista panorâmica do alto de um cume. Son Bosc também não é um parque zoológico onde seja possível ver determinadas espécies de perto com segurança. O miradouro permite observar uma parte da zona húmida e convida a olhar com mais calma. Se chegares com esta expectativa, não verás o local como uma atração em falta, mas como um ponto de observação numa paisagem protegida.

É igualmente importante identificar corretamente o nome. A gruta pré-histórica de Son Caulelles, a propriedade Son Bosc perto de Inca e outros locais maiorquinos com nomes semelhantes não têm qualquer relação com este miradouro. O destino certo fica perto de Platja de Muro, nas zonas húmidas de Son Bosc, em s’Albufera.

Dicas de quem vive no local

  • Começa por observar as margens das lagoas

    Não olhes logo apenas para a superfície de água livre: é mais fácil detetar movimentos nas zonas de transição entre a água aberta e a vegetação. Com binóculos, podes observar calmamente, uma a uma, as diferentes secções das margens.

  • Usa o nome completo

    Ao introduzires o destino no navegador, confirma que se trata de «Son Bosc Wetlands» e de Platja de Muro ou s’Albufera. Em Maiorca, o nome Son Bosc também designa outros locais, incluindo um alojamento perto de Inca.

  • Ligar a costa às zonas húmidas

    A visita combina bem com Platja de Muro ou com o troço de praia natural de Es Comú. Assim, torna-se particularmente evidente a passagem direta entre a baía aberta, a faixa de dunas e a zona húmida.

  • Paciência antes da lista de espécies

    Son Bosc recompensa quem observa com calma. Primeiro, observa os espelhos de água; depois, procura nas margens e no céu, separadamente. Não há garantia de avistamentos, mas são precisamente os pequenos movimentos que revelam o carácter deste lugar.

29°C Platja de Muro
O que é Son Bosc, perto de Platja de Muro?
Son Bosc é um miradouro e local de observação nas zonas húmidas junto ao Parc Natural de s’Albufera de Mallorca, perto de Platja de Muro. Destacam-se as lagoas abertas, a vegetação baixa e a avifauna da zona húmida. Não se trata de um edifício histórico nem de um miradouro situado em altitude. Son Bosc merece sobretudo uma visita para quem aprecia observar atentamente uma paisagem natural tranquila e sentir o contraste entre a costa e a zona húmida.
Porque vale a pena visitar Son Bosc?
A visita vale a pena porque Son Bosc revela uma faceta pouco evidente da zona de férias de Platja de Muro. Por detrás da conhecida praia de areia estende-se uma paisagem plana e rica em água, onde podes observar aves nas lagoas abertas e nas margens cobertas de vegetação. Em vez de uma vista espetacular do alto de um cume, o local oferece mudanças subtis e pequenos movimentos. Se estiveres disposto a olhar durante algum tempo para o mesmo trecho de paisagem, compreenderás particularmente bem a diversidade do interior da baía de Alcúdia.
Quais são os horários de abertura e os preços de entrada de Son Bosc?
Não há registo de horários de abertura fixos nem de preço de entrada para Son Bosc. Por isso, antes da visita, deves confirmar se existem regras temporárias para o acesso concreto ou para a área em causa do parque natural. As informações desatualizadas em portais generalistas de excursões não constituem uma fonte segura. Nas zonas protegidas, os acessos podem ainda ser alterados por motivos de conservação da natureza ou devido às condições no local. Assim, prepara a visita com um mapa local atualizado e as indicações em vigor.
Como chegar do aeroporto de Palma a Son Bosc?
Do aeroporto de Palma, o percurso indicado segue primeiro até Platja de Muro. A distância por estrada é de 62 quilómetros e a viagem demora cerca de 53 minutos. O trajeto faz-se pela Ma-30, depois pela Ma-13 e, por fim, pela Ma-3470. Estes valores referem-se expressamente a Platja de Muro e não incluem o último troço até ao miradouro. Para continuares, confirma como destino o ponto de observação de Son Bosc, na zona de s’Albufera, para que a navegação não te encaminhe para outro local com o mesmo nome em Maiorca.
Como chegar a Son Bosc a partir do centro de Palma?
Do centro de Palma até Platja de Muro, a distância por estrada é de 59 quilómetros. A viagem demora cerca de 56 minutos e faz-se pela Ma-13 e pela Ma-3470. Também neste caso, a distância e o tempo de viagem referem-se a Platja de Muro, e não ao ponto de observação exato. Para o último troço, é necessária uma navegação atualizada. É importante identificar claramente as zonas húmidas de Son Bosc perto de Platja de Muro, pois o nome também é usado por outros locais e alojamentos em Maiorca.
Quanto tempo deves reservar para Son Bosc?
Não existe uma duração de visita definida para Son Bosc, pois não há um percurso com paragens estabelecidas a cumprir. Se quiseres apenas conhecer a paisagem, podes visitar o local numa breve paragem na natureza. Quem observa aves tende a ficar mais tempo, pois os movimentos interessantes nas zonas de água só se revelam muitas vezes depois de alguma observação paciente. Precisarás de mais tempo se quiseres combinar o miradouro com os trilhos assinalados do parque natural ou com um passeio pela praia de Platja de Muro.
É possível observar aves em Son Bosc?
Sim, a observação de aves é uma das principais razões para visitar o local. Son Bosc oferece vistas para lagoas abertas, proporcionando boas condições para observar a fauna nesta zona húmida. A área natural mais vasta de s’Albufera é conhecida pela riqueza da sua avifauna, tendo já sido registadas mais de trezentas espécies. Isto não significa, contudo, que determinadas espécies apareçam em todas as visitas. Levar binóculos, manter-se em silêncio e observar metodicamente as margens, a superfície da água e o céu melhora muito as hipóteses de avistamento.
Son Bosc é adequado para visitar com crianças?
Son Bosc pode ser visitado com crianças que gostem de natureza e de pequenas atividades de descoberta. Os binóculos facilitam a observação de aves e de movimentos nas zonas de água. No entanto, o local não dispõe de parques infantis, encontros encenados com animais nem de um programa de animação fixo. As crianças devem ser acompanhadas de perto na área protegida e não devem sair dos percursos ou zonas de observação previstos. Para crianças muito pequenas, uma paragem curta e bem preparada costuma ser mais adequada do que uma longa espera em silêncio.
O que se deve levar para Son Bosc?
Binóculos, água, proteção solar e calçado confortável e resistente são particularmente úteis. A paisagem é plana e aberta, pelo que a exposição ao sol pode prolongar-se. Quem quiser fotografar animais beneficia de uma objetiva com zoom ótico; com o telemóvel, é mais fácil captar vistas gerais das zonas de água e da vegetação. Um mapa atualizado, de preferência guardado para consulta offline, ajuda na orientação. Para identificar as aves observadas, pode também ser útil levar um guia de aves atualizado ou usar uma aplicação adequada.
O que se pode combinar com uma visita a Son Bosc nas proximidades?
Uma opção óbvia é combinar a visita com Platja de Muro e os seus diferentes troços de praia. Es Comú revela uma zona costeira mais natural, enquanto Es Capellans, com as suas casas pequenas e ruas arenosas, tem um carácter próprio. Para um dia mais dedicado à natureza, vale a pena visitar o Parc Natural de s’Albufera de Mallorca, cujos percursos assinalados permitem conhecer melhor os pântanos, canais e zonas de caniçal. Son Bosc continua a ser apenas um ponto de observação e não substitui uma exploração mais demorada de todo o parque.
Son Bosc é um miradouro clássico?
Son Bosc não deve ser confundido com uma plataforma construída numa montanha ou com uma torre de vigia histórica. O seu encanto está na vista sobre uma zona húmida plana, com áreas de água abertas e oportunidades para observar aves. Precisamente por não ser necessário subir a grande altitude, a atenção centra-se mais nas margens, na vegetação e nos movimentos na paisagem. Quem procura uma panorâmica de cume, espaços expositivos ou um monumento imponente não encontrará em Son Bosc o destino certo.
Como evitar confundir Son Bosc com outros locais com o mesmo nome?
Nos mapas e serviços de navegação, convém verificar sempre se o destino fica junto a Platja de Muro, no norte de Maiorca, e na zona húmida de Son Bosc, em s’Albufera. Procurar apenas por «Son Bosc» não é suficientemente preciso, pois o nome também é usado para outros locais e alojamentos, incluindo uma villa perto de Inca. A gruta pré-histórica de Son Caulelles, em Marratxí, é igualmente um destino totalmente diferente. Confirmar o nome do local, o parque natural e a posição no mapa evita desvios desnecessários.