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Talaiot de Son Coll Nou, perto de Algaida

Talaiot de Son Coll Nou, Mallorca
Maria Gelabert, Wikimedia Commons, CC BY 3.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

Entre blocos irregulares de calcário, abre-se uma entrada invulgarmente alta. O Talaiot de Son Coll Nou, perto de Algaida, é um daqueles monumentos pré-históricos onde o passado de Maiorca não está atrás de uma vitrina. Esta imponente construção circular fica junto ao Camí de la Pau de Castellitx, entre azinheiras e mesmo ao lado dos vestígios de uma cabana em ruínas. Não encontrarás aqui um espaço museológico preparado para receber visitantes, mas sim um monumento arqueológico em plena paisagem rural.

Son Coll Nou merece uma visita sobretudo pela forma original, que se conserva bem. A construção, semelhante a um cone truncado, a entrada original com o seu enorme lintel e o corredor alto permitem perceber com surpreendente clareza como foi erguido. Mais à frente, encontra-se uma câmara invulgarmente espaçosa para este tipo de construção, embora já não exista a coluna central que outrora a sustentava.

É uma boa paragem para quem quer conhecer o interior de Maiorca para lá dos grandes museus e dos locais restaurados. Não precisas de saber arqueologia, mas vale a pena observar os pormenores: a forma da muralha, os blocos de pedra de diferentes tamanhos e a passagem do corredor estreito para o amplo espaço interior. As famílias também podem incluir facilmente esta breve paragem no seu passeio.

Son Coll Nou não é um lugar com uma longa lista de atrações. O seu encanto está numa única construção imponente e na possibilidade de apreciar os seus detalhes com calma. A área em redor está, em parte, tomada pela vegetação e parece pouco cuidada. Se esperas encontrar uma infraestrutura turística, poderás surpreender-te; se procuras um encontro mais autêntico com a pré-história de Maiorca, esse aspeto faz parte da experiência.

História e importância

O nome do monumento remete para um passado muito antigo das Baleares. «Talaiot» está relacionado com a palavra catalã «talaia», que designa uma torre de vigia ou observação. Estas grandes construções de pedra deram nome a todo um período arqueológico. A cultura talayótica de Maiorca e Menorca situa-se aproximadamente na 1.ª metade do 1.º milénio a.C., entre o final da Idade do Bronze e o início da Idade do Ferro. As comunidades dessa época viviam em pequenas povoações e dedicavam-se à agricultura e à criação de gado.

A arquitetura dos talaiots

Son Coll Nou faz parte de uma tradição arquitetónica presente em Maiorca e Menorca, com características muito próprias. Grandes blocos de pedra eram encaixados sem argamassa para formar muralhas espessas. Estas torres marcaram de tal forma a paisagem das povoações que continuam a ser um símbolo da pré-história das Baleares. Ainda não se sabe ao certo para que serviam. Entre as hipóteses estudadas contam-se as reuniões da comunidade, as atividades económicas, a defesa e o controlo do território envolvente.

No caso de Son Coll Nou, nenhuma dessas funções foi comprovada. Por isso, seria precipitado descrevê-lo apenas como torre de vigia, armazém ou lugar de culto. A sua arquitetura é mais reveladora: o amplo espaço interior e a enorme espessura das paredes mostram que não se tratava de uma simples cabana. Para o construir, foram necessários trabalho coletivo, experiência na colocação de pedras pesadas e um plano para criar um espaço interior duradouro dentro de uma estrutura circular maciça.

Utilização posterior como abrigo para o gado

O fim do período talayótico não fez desaparecer esta construção da vida rural. Em tempos mais recentes, Son Coll Nou serviu de abrigo para o gado. Esta reutilização mostra como os monumentos pré-históricos de Maiorca são não só sítios arqueológicos, mas também parte de uma paisagem moldada pelo trabalho de muitas gerações. As antigas paredes continuaram a oferecer abrigo e a ser aproveitadas, mesmo depois de se ter perdido a memória da sua função original.

A cabana em ruínas ao lado confina com o talaiot, mas não faz parte da construção pré-histórica original. Por isso, ao observares o local, vale a pena distinguir o talaiot, compacto e cuidadosamente construído, das estruturas que lhe foram acrescentadas ou que se encontram nas proximidades.

Investigação e proteção do património

Em 1960, um estudo científico analisou com mais atenção as entradas de Son Coll Nou. Além da entrada principal, virada a sul, documentou uma passagem voltada a nordeste. Esta tinha sido alterada em tempos modernos. Um morador da propriedade na época contou que participara na sua reconstrução por volta de 1930; as pedras utilizadas distinguiam-se das mais antigas pelo tamanho, pela cor e pelas arestas.

Esta observação é importante: nem todas as aberturas hoje visíveis chegaram até nós sem alterações desde a pré-história. A entrada a sul é considerada a original, enquanto a passagem a nordeste apresenta vestígios de uma intervenção moderna. Atualmente, o Talaiot de Son Coll Nou está classificado como bem de interesse cultural e beneficia de proteção patrimonial.

O que há para ver

O que primeiro chama a atenção não são os ornamentos, mas a dimensão da construção. Son Coll Nou é uma estrutura circular de pedra que se estreita ligeiramente em direção ao topo. Atinge 4,5 metros de altura e tem cerca de 13 metros de diâmetro. A parede exterior, porém, está longe de ser uma alvenaria uniforme: as pedras calcárias têm formas irregulares e tamanhos muito diferentes.

A construção circular em forma de tronco de cone

As pedras vieram da paisagem em redor e, pelas suas características, são difíceis de talhar com precisão. Em vez de usarem blocos regulares, os construtores resolveram o problema encaixando-as com perícia. Pedras pequenas e grandes ajustam-se umas às outras e formam uma parede maciça. Este é um dos aspetos mais interessantes de observar no local: de perto, percebe-se que a estabilidade não depende de juntas uniformes, mas da escolha, da posição e do encaixe das pedras.

A distribuição dos blocos maiores também surpreende. Alguns encontram-se mais acima, e não na base da parede, como seria de esperar numa construção planeada segundo critérios modernos. Isto foi interpretado como sinal de que as pedras eram recolhidas nas redondezas à medida que a obra avançava e utilizadas conforme iam ficando disponíveis. A própria parede dá, assim, pistas sobre a construção: tudo indica que o talaiot foi erguido pedra a pedra, com o material que chegava gradualmente ao local.

A entrada principal a sul

A entrada original está virada a sul. Uma grande pedra horizontal cobre o vão e constitui um dos elementos mais marcantes da construção. Ao contrário de muitas entradas pré-históricas baixas, esta dá acesso ao interior por um corredor relativamente alto. Um adulto consegue atravessá-lo sem ter de se baixar muito. Ainda assim, a passagem é estreita o suficiente para se sentir a enorme espessura da parede.

A parede do talaiot tem cerca de 3 metros de espessura. Ao atravessares o corredor, percebes bem o que isso significa: entre a fachada exterior e a câmara não há uma simples parede fina, mas uma espessa estrutura de pedras assentes umas sobre as outras. À entrada, vale a pena observar não só a pedra que cobre o vão, mas também os pontos onde esta assenta e a orientação do corredor. É aqui que melhor se percebe como a entrada e a parede foram concebidas como uma estrutura única.

A câmara interior

Depois do corredor, abre-se uma câmara espaçosa. Mede 6 metros numa direção e 6,65 metros na outra, pelo que a sua planta é ligeiramente irregular. A passagem da entrada estreita para este espaço amplo é um dos momentos mais marcantes da visita. Visto de fora, o edifício parece sobretudo uma massa compacta de pedra; só no interior se percebe quanto espaço os construtores deixaram livre.

A câmara é por vezes descrita como uma nave, por formar um espaço interior amplo e contínuo. A coluna central original já não existe; hoje, o centro de Son Coll Nou está desimpedido. A ausência dessa coluna não significa, porém, que seja difícil compreender a planta: a parede exterior e o espaço interior continuam suficientemente bem definidos para se perceber com clareza como o monumento foi construído.

A passagem nordeste

No lado nordeste existe uma segunda passagem. É particularmente interessante do ponto de vista arqueológico, mas exige alguma cautela na interpretação. A documentação histórica indica que esta zona foi reconstruída em tempos mais recentes. Durante o estudo do monumento, as diferenças na cor e no tamanho das pedras, bem como as arestas mais nítidas, já permitiam identificar essa intervenção.

Para quem visita o local, esta é uma pequena lição de história da construção: enquanto o portal principal, a sul, conserva um acesso original, a abertura nordeste mostra como utilizadores posteriores alteraram a estrutura pré-histórica. Considerar as 2 passagens igualmente antigas seria simplificar a história do monumento. Ao comparar as superfícies das pedras, observas não só a arquitetura, mas também diferentes fases da vida da mesma construção.

Azinheiras e uma cabana em ruínas

O talaiot encontra-se entre azinheiras, junto a uma cabana em ruínas. A vegetação pode esconder partes da construção e fazer com que o acesso pareça menos claro, embora o caminho até ao local seja, em princípio, simples. Ao mesmo tempo, realça a superfície rugosa das pedras de calcário e mostra como o monumento se integra na paisagem rural que hoje o rodeia.

A construção em si é considerada bem conservada, mas a zona à sua volta está muito tomada pela vegetação e apresenta sinais de abandono. Isso condiciona a visita: em vez de uma vista desimpedida de todo o monumento, vais descobrindo diferentes perspetivas entre árvores, plantas e troços de parede. Para te orientares, os principais pontos de referência são o portal sul, o contorno circular e a cabana adjacente.

A visita

A visita começa geralmente por encontrar a construção entre a vegetação. Son Coll Nou está um pouco escondido, mas o caminho até lá é considerado fácil. Assim que avistares a parede circular, vale a pena percorrer devagar o exterior. Antes de entrares pelo portal sul, poderás observar melhor a silhueta em forma de tronco de cone, os diferentes tamanhos das pedras e a relação do monumento com a cabana em ruínas.

Da parede exterior à câmara

Para compreender o monumento, o melhor é começar pelo acesso original a sul. A grande pedra que cobre a entrada e o corredor alto ajudam a perceber a construção melhor do que uma primeira vista da câmara. Na passagem, torna-se evidente a espessura da parede; poucos passos depois, abre-se a ampla câmara interior. Podes então observar a passagem nordeste por dentro e por fora, tendo presente que foi alterada em tempos mais recentes.

Não precisas de muito tempo para percorrer o talaiot. A duração da visita depende sobretudo da atenção que dedicares às camadas de pedra da parede, ao portal e à câmara interior, e de incluíres ou não o local num passeio pelos caminhos de Algaida e Castellitx. Se quiseres apenas tirar uma fotografia de recordação, acabarás depressa. Se quiseres comparar a disposição das pedras e compreender os 2 acessos, reserva algum tempo para observar com calma, sem que isso implique uma visita de meio dia como num museu.

O que esperar do local

Son Coll Nou é um sítio arqueológico, não uma exposição cuidadosamente preparada para visitantes. O que importa aqui é a construção original. O terreno pode estar tomado pela vegetação e apresentar sinais de falta de manutenção, pelo que alguns ângulos de observação poderão estar obstruídos. Por isso, ajuda saberes de antemão a que detalhes deves prestar atenção: a forma circular, o portal sul, o corredor, a câmara e a ausência de uma coluna central.

Não há registos de períodos em que o local receba regularmente muitos visitantes. Por isso, ao escolheres quando ir, dá mais importância à visibilidade, ao estado do tempo e à confirmação atual das condições de acesso do que a supostas horas de maior afluência. Como não há informações fiáveis sobre horários fixos ou condições de entrada, convém verificá-las antes de partires. Não te fies em horários ou preços indicados em listagens antigas.

Uma visita com crianças

O monumento é apresentado como adequado para famílias com crianças. A sua estrutura compacta ajuda: a entrada, o corredor e o interior são fáceis de compreender sem ler longos painéis explicativos. O corredor de acesso, mais alto do que muitas passagens pré-históricas, também facilita a entrada. É especialmente interessante observar a parede com vários metros de espessura e imaginar como foi construída com pedras irregulares, sem argamassa.

Ser adequado para famílias não significa, porém, que o espaço esteja preparado como um parque infantil. A vegetação densa e as paredes antigas exigem que vigies as crianças. Não se deve subir às pedras, e a cabana em ruínas não é um local para brincar. Assim, a visita é mais segura e respeita este monumento protegido.

Como chegar e onde estacionar

Quer venhas de Palma, quer do aeroporto, deves seguir primeiro para Algaida. Importa distinguir a localidade do monumento, que fica fora dela: as distâncias e os tempos indicados referem-se ao percurso até Algaida, não até ao Talaiot. Para o último troço, convém usar uma aplicação de navegação atualizada e procurar Talaiot de Son Coll Nou ou Camí de la Pau de Castellitx.

Do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma até Algaida são 28 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 31 minutos pela Ma-5010. A partir de Algaida, o percurso continua por caminhos locais em direção ao monumento. O Talaiot fica junto ao Camí de la Pau de Castellitx. Em geral, é fácil chegar a esta zona rural, mas a vegetação pode dificultar a identificação do monumento.

Do centro de Palma

Do centro de Palma até Algaida são 31 quilómetros por estrada. Pela Ma-15, a viagem demora cerca de 38 minutos. Também aqui, o tempo indicado corresponde apenas ao percurso até Algaida. O último troço até ao Talaiot sai da localidade e segue pela zona rural. Para encontrares o local, usa a localização exata no mapa, em vez de indicares apenas o município como destino.

O último troço junto ao Camí de la Pau

O Talaiot fica mesmo junto ao Camí de la Pau de Castellitx, pelo que não é preciso percorrer um trilho de montanha difícil para lá chegar. Ainda assim, entre as azinheiras, é possível que só avistes a parede quando estiveres perto. Antes de partir, vale mais a pena consultar o traçado do caminho do que contar com grandes placas turísticas.

Não há nenhuma paragem de autocarro identificada nas imediações. Se fores sem carro, será melhor planear uma caminhada de Algaida em direção a Castellitx do que contar com uma paragem junto ao monumento.

Nos arredores

Algaida ajuda a dar contexto à visita. Fica no centro de Maiorca, numa paisagem onde antigos caminhos, terrenos agrícolas e vestígios históricos dispersos ocupam o lugar dos grandes empreendimentos turísticos. Por isso, faz mais sentido visitar Son Coll Nou como parte desta zona rural do que tratá-lo como um ponto isolado no mapa.

Algaida

Podes aproveitar a passagem pelo centro de Algaida para fazer uma pausa antes ou depois da visita ao Talaiot. A localidade é também o ponto de referência para a viagem: tanto o percurso desde o aeroporto pela Ma-5010 como o trajeto a partir de Palma pela Ma-15 passam primeiro por aqui. Só depois segue o caminho local até ao Camí de la Pau de Castellitx e ao monumento entre as azinheiras.

O contraste entre a povoação e o sítio arqueológico ajuda a compreender este lugar. Em Algaida, conheces o quotidiano atual do interior da ilha; a pouca distância, Son Coll Nou recorda as comunidades que já ocupavam esta zona na pré-história. Não precisas de um programa para o dia inteiro para visitar os 2 locais, mas essa combinação ajuda-te a perceber a paisagem em que se insere o talaiot.

Castellitx

O nome Camí de la Pau remete para Castellitx. Os percursos pedestres a partir de Algaida ligam o talaiot à zona da Ermita de la Pau de Castellitx. A pequena igreja pode estar fechada e não é possível contar com uma visita ao interior; vale a pena combinar os 2 locais sobretudo para passear pela paisagem e descobrir alguns pontos de interesse histórico pelo caminho.

Se incluíres Son Coll Nou num percurso a pé, o talaiot deixa de parecer um monumento isolado à beira da estrada. A antiga construção circular torna-se uma paragem num passeio pelos arredores de Algaida. Ainda assim, leva um mapa atualizado: a vegetação e a localização pouco sinalizada podem dificultar a identificação do monumento.

A localidade correspondente

Algaida no retrato da localidade

O que deves saber antes da visita

Mais do que um guia de arqueologia, vais precisar de calçado adequado. A vegetação pode ser densa junto ao monumento. Uns sapatos fechados e com boa aderência facilitam a passagem em redor da parede exterior e pelo corredor. Depois de chover, tem especial cuidado ao caminhar sobre o terreno natural.

Como observar a construção

Começa pelo portal original, virado a sul e encimado por uma grande laje. Daí, o corredor alto conduz à câmara. A segunda passagem fica a nordeste e foi alterada em tempos mais recentes. Esta distinção é importante para não tomares as 2 aberturas por acessos pré-históricos que chegaram intactos aos nossos dias.

Na câmara, não tomes o espaço livre ao centro pelo seu aspeto original: a coluna central desapareceu. A amplitude do espaço e a espessa parede circular continuam, porém, a revelar muito sobre a construção. A cabana em ruínas ao lado do talaiot também não fazia parte da estrutura original desta construção circular pré-histórica.

Respeita o monumento e o terreno

Son Coll Nou está protegido como bem de interesse cultural. Por isso, não movas as pedras nem as uses para te sentares ou subires. O mesmo vale para os fragmentos mais pequenos que pareçam soltos: numa construção de pedra seca, até uma pedra discreta pode ser importante para a estabilidade da estrutura. Além disso, é junto ao portal e no corredor que consegues observar melhor o monumento, sem precisares de subir à parede.

A vegetação pode dificultar a passagem com carrinhos de bebé ou outros equipamentos com rodas; não existe informação oficial sobre a acessibilidade do local. Se precisas de caminhos pavimentados e sem degraus, confirma as condições atuais antes da visita. Acompanha as crianças pequenas de perto, sobretudo nos pontos com pouca visibilidade e junto aos restos da cabana em ruínas.

O que não vais encontrar

O talaiot não é uma aldeia reconstruída nem um museu com uma grande exposição. O principal motivo da visita é a própria construção circular. Sem alguma preparação, talvez vejas apenas uma velha parede de pedra. Mas, se prestares atenção ao portal, à espessura da parede, à câmara e às diferenças entre as 2 passagens, descobrirás um monumento com várias camadas de história: uma construção pré-histórica, a utilização posterior para guardar gado e alterações modernas, tudo no mesmo lugar.

Dicas de quem vive na ilha

  • Começar pelo portal sul

    O melhor ponto de partida é o portal original, virado a sul. A grande pedra horizontal sobre a entrada e o corredor alto ajudam-te a perceber a enorme espessura da parede antes de descobrires o interior, surpreendentemente amplo.

  • Comparar as 2 passagens

    A passagem a nordeste foi alterada em tempos mais recentes. Compará-la com o portal sul original permite observar diferenças no tamanho, na cor e nas arestas das pedras — um pormenor que facilmente passa despercebido a quem não conhece a história do local.

  • Procurar entre as azinheiras

    O talaiot fica no Camí de la Pau de Castellitx, entre azinheiras, e pode parecer um pouco escondido apesar de o caminho ser simples. Guardar antecipadamente a localização exata no mapa ajuda-te a orientar-te.

  • Combinar com Castellitx

    Podes incluir Son Coll Nou num passeio de Algaida em direção a Castellitx. A ermida pode estar fechada, mas o percurso vale a pena sobretudo pela paisagem marcada pela história.

  • Examinar as pedras maiores

    Alguns blocos de grandes dimensões não se encontram na base do muro, mas mais acima. Este pormenor invulgar sugere que os materiais de construção foram reunidos à medida que o muro era erguido.

22°C Algaida
O que é o Talaiot de Son Coll Nou?
O Talaiot de Son Coll Nou é uma construção megalítica circular pré-histórica da cultura talayótica, situada no município de Algaida. Estreita ligeiramente na parte superior e foi construída com pedras calcárias irregulares, cuidadosamente encaixadas sem recurso a blocos de cantaria modernos. No interior, há uma câmara espaçosa; a coluna central que ali existia já não se conserva. O monumento está classificado como bem de interesse cultural.
Porque vale a pena visitar o Talaiot de Son Coll Nou?
Vale a pena visitá-lo sobretudo porque ainda é fácil perceber como foi construído. A entrada original a sul, com uma imponente pedra sobre o vão, dá acesso a um corredor alto que conduz a uma câmara ampla. Em poucos passos, podes observar a forma exterior, a espessura das paredes e o espaço interior. Há ainda uma segunda passagem, alterada em tempos mais recentes, que permite comparar diferentes fases da construção.
Qual é o horário de visita do Talaiot de Son Coll Nou e é preciso pagar entrada?
Não há informação fiável sobre o horário de visita nem sobre as condições atuais de entrada. Antes de ires, confirma as informações locais mais recentes e as condições de acesso ao terreno; os dados de diretórios antigos podem estar desatualizados. O Talaiot fica numa zona rural, junto ao Camí de la Pau de Castellitx, e não é um museu convencional com uma exposição extensa. Por isso, não contes com um horário ou um preço de entrada sem confirmação atualizada.
Como chegar ao Talaiot de Son Coll Nou a partir do aeroporto de Palma?
A rota indicada a partir do aeroporto de Palma segue primeiro pela Ma-5010 até Algaida. São 28 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 31 minutos. Estes valores referem-se apenas ao percurso até Algaida, não até ao Talaiot. O troço final segue por caminhos locais em direção ao Camí de la Pau de Castellitx. Para encontrares o monumento, consulta a sua localização exata no mapa, pois fica um pouco escondido entre as azinheiras.
Como chegar ao Talaiot de Son Coll Nou a partir do centro de Palma?
A partir do centro de Palma, segue pela Ma-15 até Algaida. São 31 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 38 minutos. Depois, continua pelo troço local até ao Camí de la Pau de Castellitx, junto ao qual se encontra o Talaiot. O tempo de viagem indicado termina, portanto, em Algaida. Para o percurso restante, usa a localização exata do monumento, e não apenas uma morada genérica no município.
É possível ir diretamente de autocarro até ao Talaiot de Son Coll Nou?
Não há registo de nenhuma paragem de autocarro nas imediações do Talaiot. Por isso, não contes com transporte direto até ao monumento. Se não tiveres carro, podes planear uma caminhada a partir de Algaida em direção a Castellitx. Há percursos pedestres que ligam a localidade, a zona de Castellitx e o Talaiot. Convém usar um mapa atualizado: embora o caminho não seja complicado, a vegetação pode fazer com que passes pelo monumento sem dar por ele.
Quanto tempo devo reservar para a visita?
O Talaiot é pequeno, pelo que não exige uma visita demorada como a de um museu. O tempo necessário depende de quereres apenas ver a câmara interior ou também observar com atenção toda a parede exterior, as 2 passagens e as diferentes fiadas de pedra. Vale a pena começar por dar a volta à construção, entrar depois na câmara pela entrada sul e, por fim, observar a passagem nordeste, alterada em tempos mais recentes. Se juntares à visita uma caminhada em direção a Castellitx, precisarás de mais tempo.
Qual é a melhor altura do dia para uma visita tranquila?
Não há registos que permitam identificar horas de maior afluência regulares em Son Coll Nou. Por isso, vale mais a pena escolher a hora da visita em função do tempo, da luz e das condições de acesso confirmadas no momento do que de possíveis fluxos de visitantes. Como algumas zonas em redor podem ter vegetação densa, a boa luz do dia ajuda a encontrar o portal sul, a curva da parede exterior e o caminho. Antes de partires, convém também confirmar se é possível chegar ao local sem restrições.
O Talaiot de Son Coll Nou é adequado para crianças?
O local é considerado adequado para famílias com crianças. A construção é compacta, o corredor alto é mais fácil de atravessar do que uma entrada muito baixa e a estrutura desperta perguntas: como foram transportadas as pedras pesadas, porque é que a parede é tão espessa e como foi concebido o espaço interior? Ainda assim, não é um parque infantil. Devido à vegetação densa, as crianças devem estar sempre sob vigilância. Não devem subir às paredes nem brincar na cabana em ruínas que fica ao lado.
O que se conserva no interior do talaiot?
Conserva-se uma câmara espaçosa, de forma ligeiramente irregular. Mede 6 metros num sentido e 6,65 metros no outro. Entra-se por um corredor relativamente alto, pelo que quase não é preciso baixar a cabeça. A coluna central, que fazia parte da estrutura interior, já não existe. Mesmo assim, a parede exterior, a forma da câmara e a entrada são suficientemente visíveis para se perceber como era a construção original, muito mais do que seria possível perante simples vestígios de paredes.
Qual é a história da 2.ª entrada?
Além do portal principal original, virado a sul, existe uma passagem a nordeste. Uma descrição científica de 1960 documentou que esta 2.ª passagem tinha sido reconstruída na época moderna. Um morador da propriedade rural contou que tinha participado nesses trabalhos por volta de 1930. As pedras utilizadas distinguiam-se das mais antigas pelo tamanho, pela cor e pelas arestas. Por isso, a passagem não deve ser interpretada sem reservas como uma entrada pré-histórica que permaneceu totalmente inalterada.
O que podes visitar nas redondezas?
A opção mais próxima é combinar a visita com Algaida e a paisagem em direção a Castellitx. O talaiot fica no Camí de la Pau de Castellitx; há percursos pedestres que partem de Algaida, atravessam esta zona e podem incluir os arredores da Ermita de la Pau de Castellitx. Como a igreja não tem horários de abertura fiáveis, é melhor contares com ela como ponto de interesse histórico ao longo do caminho, e não como uma visita garantida ao interior. Algaida é um bom ponto de partida, um lugar para te orientares e para fazeres uma pausa antes ou depois da visita arqueológica.