Associação de aluguer de carros pede revisão das quotas em Maiorca
A associação de aluguer de carros Baleval quer ter voz nas quotas de veículos previstas para Maiorca. A organização apresentou 22 propostas de alteração à lei e pediu, na quinta-feira, para poder acompanhar o debate no Parlamento das Baleares. A Baleval exige ainda um parecer da Comissão Nacional dos Mercados e da Concorrência (CNMC), a autoridade nacional da concorrência.
Parecer antes de qualquer restrição
Segundo a Baleval, qualquer restrição à entrada de veículos deve ser acompanhada de uma análise técnica, económica e de concorrência. Esta deverá também ter em conta a capacidade real dos transportes públicos.
A associação exige ainda critérios transparentes para a atribuição das quotas. Na sua opinião, os veículos que não geram pressão turística deveriam ficar excluídos do sistema de quotas. A Baleval defende também uma avaliação contínua e um combate eficaz às atividades ilegais.
Críticas às quotas previstas
A Baleval aponta os casos de Formentera e Ibiza: segundo a associação, a CNMC já criticou os mecanismos de limitação de veículos կիրառados nessas ilhas, por restringirem a concorrência. A entidade deverá também pronunciar-se sobre Maiorca, para que as empresas possam planear com base nas quotas atribuídas.
O presidente da associação, Cristóbal Herrera, exige estudos sólidos antes da introdução de quotas. Nos últimos 25 anos, a população de Maiorca aumentou 35% e o número de automóveis cresceu 42%. Por isso, os problemas atuais não podem ser atribuídos a uma única categoria de veículos, afirma Herrera.
A Baleval tem igualmente dúvidas quanto à compatibilidade da lei com o direito nacional e europeu. Na perspetiva da associação, a proposta não demonstra de forma բավարար por que razão o setor de aluguer de carros deve ser restringido e comporta riscos para a concorrência, os consumidores, a mobilidade e a economia.
Temas: habitação · turismo · política
Fonte: Europa Press / Mallorca.com