CAR-T no mieloma: alguns doentes têm de viajar para tratamento
Para fazer terapia CAR-T contra o mieloma múltiplo, alguns doentes têm de percorrer grandes distâncias e, por vezes, suportar eles próprios os custos. Begoña Barragán, presidente da associação de doentes AEAL, criticou esta situação a 3 de setembro, em Madrid. Nem todas as clínicas conseguem disponibilizar estes tratamentos perto da residência dos doentes.
O tratamento não existe em todas as regiões
Alguns doentes têm de se deslocar a centros especializados fora da sua comunidade autónoma, afirmou Barragán. Segundo o hematologista Rafael Alonso, do Hospital Universitário 12 de Octubre, em Madrid, na Extremadura não existe, por exemplo, nenhum centro capaz de administrar terapias CAR-T.
Alonso defende mais investimento noutros centros. Quando as deslocações continuarem a ser necessárias, os doentes devem poder chegar ao destino com o maior conforto possível. O encaminhamento também pode atrasar o acesso: as verificações e as comissões prolongam o processo, embora os procedimentos tenham ficado mais rápidos nos últimos anos.
Campanha para o Dia Mundial do Mieloma
Por ocasião do Dia Mundial do Mieloma, a 5 de setembro, a AEAL lançou a campanha «Juntos creando conciencia». A iniciativa pretende informar sobre a doença e ajudar a reconhecer os sintomas mais cedo.
Dores ósseas, cansaço, anemia, infeções recorrentes ou problemas renais podem indicar mieloma múltiplo, afirmou Barragán. Há 2 décadas, o tempo de sobrevivência estimado após o diagnóstico era, segundo Alonso, de 3 a 5 anos. Hoje, são possíveis tempos medianos de sobrevivência superiores a 15 anos; para alguns doentes, começa mesmo a ser equacionada a cura.
Fonte: Europa Press / Mallorca.com