noticias-maiorca

Violência cibernética com IA nas Baleares: alerta do Ministério Público

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

Nas Baleares, os procuradores comunicaram em 2025 casos de violência cibernética com IA, em que algumas vítimas tinham menos de 18 anos. No relatório anual apresentado na quinta-feira, a Procuradoria-Geral alerta para o potencial ofensivo, dificilmente previsível, da inteligência artificial. As principais vítimas são crianças, jovens e mulheres alvo de violência baseada no género.

El rey Felipe VI (d), la presidenta del Tribunal Supremo y del Consejo General del Poder Judicial, Isabel Perelló (c) y la fiscal general del Estado, Teresa Peramato (i), durante el acto solemne de apertura del año judicial 2026-2027
Europa Press

A Procuradoria-Geral considera a inteligência artificial um «verdadeiro multiplicador do risco cibernético». Os sistemas podem detetar vulnerabilidades nos computadores, imitar identidades e facilitar aos criminosos o acesso a pessoas especialmente vulneráveis. A criação e divulgação de material de abuso sexual de crianças já está a ter «efeitos nocivos perigosos».

Casos comunicados nas Baleares

A entidade mostra-se հատկապես preocupada com material ilegal gerado por IA que parece realista. Isto aplica-se sobretudo aos casos que envolvem menores ou em que os conteúdos são usados para exploração, extorsão ou aliciamento.

Em 2024, a Procuradoria de Saragossa alertou pela primeira vez para a IA como instrumento de violência digital contra mulheres entre os jovens. Em 2025, este alerta generalizou-se: Badajoz e as Baleares também comunicaram situações semelhantes.

As respostas do Facebook e Instagram demoram demasiado

A Procuradoria-Geral aponta ainda como problema os contactos com empresas de tecnologia. Na prática, os pedidos dirigidos a empresas como o Facebook ou o Instagram continuam a ser «ineficazes», porque as respostas chegam demasiado tarde. Por isso, faltam provas suficientes em muitos processos.

Por esse motivo, a entidade defende uma maior especialização dos procuradores nas novas formas de criminalidade digital. Os serviços do Ministério Público de menor dimensão, em particular, muitas vezes não dispõem de recursos técnicos próprios.

Fonte: Europa Press / Mallorca.com