Son Llàtzer deteta mais cedo sequelas após cuidados intensivos
Muitos doentes não saem dos cuidados intensivos sem sequelas: 76% dos doentes acompanhados em Palma apresentaram sintomas após uma doença crítica. Por isso, o Hospital Universitário Son Llàtzer aposta num acompanhamento especializado após o internamento na UCI, a unidade de cuidados intensivos.
Em 24 de setembro, o hospital apresentou a primeira avaliação da consulta. Esta acompanha pessoas que sobreviveram a uma doença crítica e pretende detetar as sequelas o mais cedo possível, além de coordenar os tratamentos.
45 doentes acompanhados em 6 meses
Nos primeiros 6 meses, a consulta acompanhou 45 doentes e realizou 73 consultas especializadas. É dirigida pelas médicas Cati Rubert e Catalina Forteza, do Serviço de Medicina Intensiva.
A consulta avalia doentes com risco de sequelas físicas, psicológicas ou cognitivas após uma permanência prolongada nos cuidados intensivos. O hospital designa estas queixas por síndrome pós-cuidados intensivos (SPCI).
Os especialistas detetaram sobretudo fraqueza muscular, alterações psicológicas ou défices cognitivos. Quando necessário, a consulta inicia o tratamento ou encaminha os doentes para outros especialistas. O acompanhamento pelo médico de família e outros serviços hospitalares também são envolvidos.
Muitos precisam de mais cuidados médicos
Para muitas pessoas afetadas, a recuperação não termina com a alta hospitalar. Durante o período analisado, 27% dos doentes recorreram ao serviço de urgência e 24% voltaram a ser internados.
96% dos doentes avaliaram a consulta de forma positiva; entre os familiares, a satisfação atingiu 99%. Rubert e Forteza sublinham que, graças aos avanços na medicina intensiva, cada vez mais pessoas sobrevivem a doenças críticas. O acompanhamento especializado pretende ajudá-las a tratar mais cedo possíveis sequelas e a apoiar a recuperação.
Temas: saúde
Fonte: Europa Press / Mallorca.com