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Educadoras das creches de Palma perdem 500 euros todos os meses

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

Segundo os sindicatos, as educadoras das «Escoletes» externalizadas de Palma, em Maiorca, deixam de receber cerca de 500 euros por mês devido aos atrasos. A CCOO e a UGT alertam, por isso, para novos protestos nos próximos meses. O início do novo procedimento de concurso volta a atrasar-se, depois de uma das empresas concorrentes ter apresentado recurso.

Archivo - Concentración en plaza de Cort de las trabajadoras de las 'escoletes' externalizadas.
Europa Press

Os sindicatos afirmam não conhecer o conteúdo do recurso e, por isso, não o comentam. Criticam, no entanto, que os melhoramentos acordados nas condições de trabalho e nos salários continuem por concretizar.

Condições precárias por mais 7 meses

Após mais de 40 dias de greve em 2025, o presidente da Câmara de Palma, Jaime Martínez, tinha garantido que o novo procedimento de concurso estaria em curso, o mais tardar, em fevereiro de 2026. Com isto, os melhoramentos deveriam entrar em vigor, a precariedade diminuir e o serviço melhorar. Em setembro, esta promessa continuava por cumprir, declaram a CCOO e a UGT.

Os atrasos representam para as trabalhadoras mais 7 meses de perdas financeiras e condições precárias. A vereadora da Educação, Lourdes Roca, também tinha prometido uma compensação pelas perdas. Contudo, segundo os sindicatos, o montante agora previsto fica muito aquém do valor que viria mais tarde a ser incluído no concurso.

Sindicatos pressionam Cort

Os sindicatos atribuem a responsabilidade à Câmara Municipal de Palma, conhecida em Maiorca como Cort. Acusam-na de acumular há meses atrasos, erros e falta de empenho.

Segundo as trabalhadoras, o novo concurso é mais do que um procedimento administrativo. Deverá iniciar uma mudança na educação das crianças dos 0 aos 3 anos, criar melhores condições de trabalho e melhorar o acompanhamento. A CCOO e a UGT exigem agora que Cort resolva o recurso o mais rapidamente possível. Caso contrário, as educadoras poderão retomar as mobilizações.

Fonte: Europa Press / Mallorca.com