Estatuto dos médicos: ministra remete decisão ao Parlamento
Um estatuto próprio para médicos ainda não foi aprovado. Na quinta-feira, em Madrid, a ministra da Saúde, Mónica García, propõe que os grupos parlamentares criem um grupo de trabalho e avaliem a necessidade de uma regulamentação própria. As declarações dizem respeito à legislação a nível estatal; a fonte não refere qualquer regulamentação específica para Maiorca ou as Baleares.
García salienta que o seu ministério não rejeita um estatuto próprio para os grupos profissionais de médicos e médicos especialistas. No entanto, este deverá assentar numa base comum: o previsto Estatuto-Quadro, ou seja, a lei-quadro para todos os trabalhadores da saúde.
Grupo de trabalho vai analisar legislação própria
O projeto de lei do Estatuto-Quadro já se encontra no Congresso dos Deputados. Segundo García, inclui um capítulo específico para os médicos. O grupo de trabalho proposto deverá esclarecer se daí resultará um estatuto separado, se serão acrescentados mais artigos à lei-quadro ou se determinadas questões ficarão a cargo das Comunidades Autónomas.
Em paralelo, o debate parlamentar sobre a lei-quadro deverá prosseguir. García salienta que um estatuto próprio não pode determinar, por exemplo, como é organizado o serviço de urgência do Hospital de Cruces. Essas competências não cabem apenas ao Estado.
Mais pessoal e menos turnos custam dinheiro
A ministra reconhece que a futura lei-quadro terá consequências financeiras. É necessário mais pessoal para que os serviços de saúde possam proporcionar melhores condições de trabalho e reduzir os turnos.
Quanto aos custos, García considera que o Estado e as Comunidades Autónomas devem assumir responsabilidades em conjunto. Em comparação com 2018, o Governo disponibilizou às Comunidades 45 % mais orçamento. Segundo a ministra, as verbas com afetação específica do Ministério da Saúde para os cuidados de saúde primários, a saúde mental e a digitalização multiplicaram-se por 10.
Fonte: Europa Press / Mallorca.com