Baleares: educadoras dizem sim à greve a partir de 6 de outubro
Cerca de 100 pessoas protestaram na quinta-feira, na Plaça de Cort, em Palma, por melhores condições nas Escoletes. Antes, as educadoras tinham aprovado, numa assembleia, a greve geral prevista a partir de 6 de outubro. A votação realizou-se, portanto, antes da manifestação e não na praça.
As trabalhadoras das Escoletes, estabelecimentos de educação de infância, vão agora pedir as autorizações necessárias para a paralisação. Caso a greve se concretize, deverá abranger todo o arquipélago.
Famílias devem compreender as reivindicações
Já em 18 de setembro, as educadoras pretendem encerrar-se com famílias e crianças em vários centros de educação de infância. Ainda não se sabe quantos estabelecimentos vão aderir. Com ações no local, querem explicar por que razão continuam a protestar e angariar apoio.
A Xarxa 0-3 e os sindicatos exigem, entre outras medidas, uma convenção coletiva para todas as Baleares, bem como a revisão do decreto mínimo e do decreto relativo aos refeitórios.
6 tabelas salariais para o mesmo trabalho
Segundo a CCOO Baleares, continuam a existir 6 tabelas salariais diferentes para o mesmo trabalho nas várias ilhas. O fator decisivo é quem contrata as educadoras: მიუხედავად de exercerem a mesma função, recebem salários diferentes.
Embora continuem as conversações com o Governo das Baleares, não há progressos, afirmou Pepa Ramis, representante da CCOO. O decreto sobre a equiparação salarial em determinadas Escoletes concertadas não integradas, aprovado pelo Parlamento na quarta-feira, é apenas uma solução para um grupo muito reduzido.
A manifestação em Palma contou com o apoio da CCOO, UGT e STEI. Também estavam anunciados protestos para quinta-feira em Ciutadella e na cidade de Eivissa.
Fonte: Europa Press / Mallorca.com