Maiorca: Parlamento balear rejeita limites aos aumentos das rendas
Em Palma, em Maiorca, não vai avançar a proposta que permitiria aos municípios limitar os aumentos das rendas. O Parlamento das Baleares rejeitou o projeto de lei dos socialistas (PSIB) na terça-feira, 6 de outubro. PP e Vox votaram contra, com 33 votos; PSIB, MÉS per Mallorca, Més per Menorca e Unidas Podemos votaram a favor, com 24 votos.
O que os municípios poderiam decidir
Segundo o projeto, os municípios das Baleares poderiam classificar zonas como áreas com o mercado da habitação sob pressão, para limitar os aumentos das rendas. O instituto balear da habitação Ibavi também poderia pedir essa classificação. O governo regional teria de elaborar um plano de medidas para as zonas abrangidas. A classificação vigoraria durante 3 anos e poderia ser renovada anualmente.
O deputado do PSIB Iago Negueruela apontou Inca e Artà como localidades cujos municípios deveriam ter essa possibilidade. Na sua opinião, se a regra estivesse em vigor desde o início da legislatura, as rendas em Palma rondariam os 900 euros, em vez dos 1 400 euros. Trata-se de uma afirmação política sua, não de um resultado da votação.
Os motivos do voto contra de PP e Vox
A deputada do PP Margalida Pocoví afirmou que interferir nos preços das rendas geraria incerteza e retiraria casas do mercado. O seu partido prefere apostar no aumento da oferta. A porta-voz do Vox Manuela Cañadas argumentou que os limites aos preços não criam mais habitação e aumentam a carga administrativa.
Assim, os municípios não terão a possibilidade de classificar essas zonas prevista no projeto de lei.
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Fonte: Europa Press / Mallorca.com