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Nacionalidade espanhola para sarauís gera divisão no Congresso

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

Representantes do povo sarauí acompanham na quinta-feira o debate no Congresso, em Madrid. Uma iniciativa legislativa pretende conceder a nacionalidade espanhola aos sarauís nascidos sob administração espanhola. Os partidos de esquerda consideram a proposta uma «reparação histórica».

La diputada de Sumar Tesh Sidi (d) mantiene un encuentro con saharauis en el Congreso de los Diputados, a 10 de septiembre de 2026, en Madrid (España).
Europa Press

O Sumar apresentou a iniciativa. O Partido Socialista PSOE votou inicialmente contra a sua apreciação parlamentar, mas chegou mais tarde a acordo sobre o texto da lei com o seu parceiro de governo e outros aliados habituais.

PP exige residência legal

O Partido Popular (PP) apoia, em princípio, a naturalização dos sarauís. Contudo, o partido exige 2 anos de residência legal em Espanha, em vez da concessão através de «carta de natureza». O deputado do PP Pedro Muñoz Abrines considera que o texto em discussão não está suficientemente sustentado do ponto de vista jurídico e político.

O Vox rejeita a iniciativa. O deputado Ignacio Hoces exige mais garantias e controlos. Na sua opinião, alguns dos documentos previstos são fáceis de falsificar.

Disputa sobre Sara Ocidental e autodeterminação

O Bildu considera a medida positiva e justa, mas salienta que não resolve a situação na Sara Ocidental. O partido insta ainda o Governo a corrigir a posição que alterou em 2022.

O ERC classifica a nacionalidade como uma solução «paliativa». A verdadeira esperança dos afetados é poder decidir o seu próprio futuro e viver como um povo livre. O Podemos tenciona votar a favor da iniciativa, mas alerta que a nacionalidade não deve substituir a autodeterminação.

O Compromís critica sobretudo o facto de a medida chegar «50 anos tarde demais». O medo de Marrocos não pode continuar a sobrepor-se à dignidade do povo sarauí, afirma a deputada Àgueda Micó. O BNG considera a lei um ato de justiça necessário, mas insuficiente, e exige que o Governo volte a apoiar o processo de descolonização.

Fonte: Europa Press / Mallorca.com