Baleares rejeitam modelo financeiro apesar de mais 412 milhões
As Baleares rejeitam o novo modelo de financiamento, embora este lhes deva trazer mais 412 milhões de euros por ano. Na sexta-feira, o Governo regional votou contra no Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), em Madrid. O Conselho aprovou o modelo com os votos do Governo central, da Catalunha e das Canárias.
Antoni Costa, primeiro vice-presidente e ministro da Economia, Finanças e Inovação, justificou o voto contra por nenhuma das exigências conjuntas das Baleares ter sido considerada.
Insularidade e pressão demográfica
Costa critica sobretudo o facto de o modelo não ter suficientemente em conta a insularidade. Segundo afirma, o peso desta variável até diminui. Considera ainda que o novo sistema não contempla a população flutuante nem o crescimento demográfico.
A população das ilhas cresceu 50% nos últimos 20 anos, declarou Costa. Além disso, todos os anos, milhões de turistas e trabalhadores sazonais utilizam os serviços públicos das Baleares.
Costa exige também o chamado princípio da ordinalidade. Segundo os seus dados, as Baleares são a 2.ª região que mais contribui para o sistema de financiamento, mas ocupam apenas o 10.º lugar nos montantes recebidos. Receia igualmente que sejam impostas regras que possam obrigar a aumentos de impostos em todas as regiões.
Modelo promete mais 412 milhões de euros
A delegação do Governo central contrapõe que o modelo proposto daria às Baleares mais 412 milhões de euros por ano face ao sistema atual. No financiamento por habitante ajustado, o arquipélago ficaria assim acima da média, quando atualmente se encontra abaixo dela.
No entanto, o sistema terá também de ser aprovado no Congresso. Nesse caso, a população ajustada terá em conta tanto a insularidade como novos custos fixos. Estas variáveis deverão compensar os custos adicionais dos serviços públicos causados por uma população reduzida ou por características territoriais específicas.
Fonte: Europa Press / Mallorca.com