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Satse alerta para falta de pessoal na neonatologia de Son Espases

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

O sindicato de enfermagem Satse acusa o Serviço de Saúde das Baleares, IBSalut, de pôr em risco a segurança dos profissionais de enfermagem e dos recém-nascidos na unidade de neonatologia do Hospital Universitário Son Espases, em Palma, em Maiorca. A organização declarou, a 18 de agosto, que estão em causa a falta de profissionais especializados, as horas extraordinárias e uma sobrecarga que se arrasta há vários meses.

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Europa Press

Na unidade de neonatologia, que dispõe de doze lugares, o número de internados subiu temporariamente para 16 durante o verão, sem que tivesse sido reforçada a equipa de enfermagem. Como consequência, houve por várias vezes um profissional de enfermagem para cada três doentes na unidade de cuidados intensivos neonatais. Segundo o Satse, o habitual seria haver um profissional para cada dois doentes.

Horas extraordinárias e turnos por preencher

Segundo o sindicato, devido à especialização das funções, os turnos por preencher só podem ser assegurados pelos próprios profissionais de enfermagem do serviço. Isto obriga-os a fazer turnos adicionais em horas extraordinárias e leva à recusa de dispensas por motivos pessoais.

De acordo com o Satse, a equipa de enfermagem está exausta e desesperada. Na opinião do sindicato, a conjugação de demasiadas horas de trabalho, uma elevada carga laboral e rácios de assistência mais desfavoráveis põe em risco a segurança clínica dos recém-nascidos e a saúde do pessoal.

Nove vagas de parteiras por preencher

O Satse também denunciou falta de pessoal na área materno-infantil. Há nove vagas de parteiras por preencher no bloco de partos e na maternidade, o que, segundo o sindicato, corresponde a quase 20% de todo o pessoal desta área.

As parteiras que aí trabalham têm de compensar as ausências e assegurar os turnos em aberto, explicou o Satse. O sindicato aponta para uma elevada carga de trabalho, numerosas horas extraordinárias, recusas de dispensas por motivos pessoais e, no caso do pessoal sem contrato permanente, recusas de pedidos de férias.

O Satse informou que comunicou a situação de risco que, na sua perspetiva, existe à Comissão de Segurança e Saúde. A organização não exclui fazer novas comunicações a outras entidades, incluindo autoridades judiciais, e anunciou uma campanha de mobilização para o outono.

Temas: Mercado de trabalho · Saúde · Palma

Fonte: Europa Press / Mallorca.com