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Baleares contestam a transferência de 2 menores migrantes

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

2 menores estrangeiros não acompanhados deverão ser transferidos das Ilhas Canárias e de Melilla para as Baleares. O Governo regional quer recorrer judicialmente da decisão. Na sexta-feira, em Palma, Maiorca, o Consell de Govern deu luz verde aos serviços jurídicos das Baleares para avançarem com recursos.

Archivo - Dos migrantes pasean por la calle, a 27 de julio de 2025, en Ceuta (España).
Europa Press

Estão em causa 2 decisões das Delegações do Governo nas Ilhas Canárias e em Melilla. Datam de 15 de julho e de 20 de agosto e determinam, respetivamente, a transferência de um menor para as ilhas.

Governo considera ameaçados os interesses dos menores

Segundo as Baleares, as decisões não salvaguardam suficientemente o superior interesse dos menores nem justificam a escolha das ilhas como destino. Também não foi previamente ponderado o regresso através do reagrupamento familiar.

Num dos 2 casos, foi possível localizar a família considerada protetora, com quem o menor vivia. Existe uma relação emocional positiva entre a família e o jovem. O Governo não indicou qual das 2 transferências está em causa.

O Governo regional critica ainda o facto de a atribuição aparentemente ter sido efetuada de forma automática por uma aplicação informática. A transferência não pode ser determinada de forma generalizada ou automática, devendo antes ter em conta as circunstâncias pessoais de cada menor.

Distância e centros lotados como argumentos

Segundo o Governo, a grande distância e o bilinguismo nas Baleares podem dificultar o contacto com a família. Tal poderá levar ao afastamento do meio social e cultural, aumentando a vulnerabilidade dos menores.

Ao mesmo tempo, os centros especializados para menores migrantes não acompanhados nas ilhas estão muito acima da sua capacidade. Na opinião do Governo regional, as vagas existentes devem ser prioritariamente disponibilizadas a menores sem família que possa cuidar deles.

Temas: migração · política · Palma

Fonte: Europa Press / Mallorca.com