Duas grandes portas de batente, empregados de fraque e um baixo que se sente já na rua — o Bolero, em Cala Ratjada, recebe-te de forma bem diferente das discotecas turísticas habituais da ilha. Lá dentro, desenrola-se um cenário que os hóspedes descrevem como digno de um «filme de James Bond»: instalações de luz de qualidade, sincronizadas com o ritmo, um verdadeiro palco no centro da sala, recantos lounge onde se dança tão bem como na pista, e, mais ao fundo, a zona chill-out «Heaven», para quando quiseres abrandar um pouco.

Conceito
O Bolero não é uma simples discoteca — reúne vários mundos sob o mesmo tecto. À discoteca principal junta-se a Angels Music Bar, um espaço autónomo para começar a noite, bem como a sala chill-out «Heaven» e uma esplanada que, no verão, abre para sets ao ar livre e festas Tardeo. No Instagram, o clube apresenta-se como pioneiro sob o lema #VivaLaNoche — foi a primeira discoteca a abrir em Cala Ratjada, em 1963. Percebe-se logo que se está perante uma instituição com história e personalidade.

Música e programa
O que distingue o Bolero de outros clubes é a combinação entre DJ sets e banda ao vivo. Enquanto o DJ passa música electrónica de dança, house, hip-hop e êxitos actuais, uma banda sobe ao palco de hora a hora para tocar temas mais rock, capazes de animar a noite de uma forma diferente de qualquer beat drop. Quem conhece jura por isso: «música honesta em vez de techno bum-bum». A selecção é deliberadamente ampla; conforme a noite e o DJ, também pode incluir Schlager, R&B ou Oldies. Às segundas-feiras, a esplanada recebe o formato «Gin Art» — vibrações house, cocktails de gin e uma proposta diferente da do clube principal. Nas aberturas de temporada, a casa convida parceiros externos e a esplanada ganha também uma identidade visual própria.
Ambiente
O equipamento é bom e o desenho de luz percorre todas as cores ao ritmo da música. A pista de dança é compacta para os padrões de Cala Ratjada, mas funciona bem; os corredores lounge à volta convidam-te a aproveitar todo o espaço. Convém saberes uma coisa: nas noites mais cheias, o ar condicionado fica no máximo — vários hóspedes descrevem-no como «terrivelmente frio» e aconselham levar uma camada extra, sobretudo se entrares transpirado depois do calor lá fora. Na esplanada, pelo contrário, o baixo vindo do interior pode, por vezes, ultrapassar o nível desejável.
Para quem e para que ocasiões
O público é mais diversificado do que noutros locais: não é um sítio dominado por adolescentes, mas um ponto de encontro para maiores de 20 anos e adultos de todas as gerações. Os hóspedes sublinham-no claramente — aqui danças sem sentires que foste parar à festa errada. Turistas alemães e internacionais misturam-se com residentes. Para noites especiais, o espaço também resulta para lá das festas: segundo os comentários dos hóspedes, a equipa ajuda de forma discreta a organizar momentos pessoais.
Dica de quem sabe
Chega tarde. Antes da meia-noite, o Bolero está decepcionantemente vazio; só enche quando a noite ganha ritmo e atinge o auge pela madrugada dentro. Começa a noite na Angels Music Bar e muda depois para a discoteca — o conjunto de espaços nocturnos na Leonor Servera, com Physical e Chocolate mesmo ao lado, torna tudo simples. A entrada é considerada moderada, mas as bebidas têm preços mais elevados; os homens pagam entrada, recebendo uma bebida incluída. Regra geral, as mulheres entram sem pagar. E, se encontrares nas casas de banho um senhor que pede gorjeta com humor e, de repente, começa a rapar, estás perante uma verdadeira lenda entre os clientes habituais. Nos cocktails, vale a pena experimentar a Caipirinha, considerada particularmente bem conseguida. Há estacionamento gratuito na rua nas proximidades e num parque próprio, e o acesso é sem barreiras — incluindo casas de banho e lugares sentados adaptados. Podes pagar com cartão de débito ou por NFC sem contacto.



