Can Corbella em Palma: arquitetura e história

No bulício do centro histórico, Can Corbella destaca-se de imediato entre as habituais paredes de pedra clara e os austeros palácios urbanos. Na Plaça de Cort, a sua fachada multifacetada conduz o olhar para o alto: arcos em ferradura, vidro colorido, molduras ornamentais, varandas e uma torre octogonal compõem um edifício que se assemelha mais a um elaborado cenário teatral do que a um simples endereço comercial.
Este edifício histórico é um dos mais singulares testemunhos da arquitetura da transição para a Palma moderna. É frequentemente associado ao Modernisme maiorquino; mais rigorosamente, trata-se de um edifício pré-modernista ou do início do modernismo, com marcadas formas neomudéjares. É precisamente esta posição entre estilos que torna Can Corbella interessante: o edifício alia a imaginação decorativa à sua antiga função de estabelecimento comercial e residência de uma família abastada.
A visita interessa sobretudo a quem gosta de observar a arquitetura ao pormenor. Can Corbella não é um museu clássico, com um percurso definido; a experiência decorre sobretudo diante da fachada, entre a Plaça de Cort, a Carrer de Sant Domingo e o início da Carrer de Jaume II. Quem parar por instantes descobrirá sempre novos elementos: em baixo, os painéis de vidro colorido sobre as montras; acima, as molduras variadas das janelas; e, no topo, a torre, que passa facilmente despercebida quando vista a partir da rua.
Por se situar no coração de Palma, o edifício é uma excelente paragem num passeio pelo centro histórico. Não exige um grande desvio, mas merece uma segunda olhadela. Quem se limitar a fotografá-lo de passagem verá uma casa ricamente ornamentada; quem observar a fachada secção a secção perceberá a ideia invulgar por detrás dela: várias partes mais antigas de edifícios foram reunidas numa única fachada de representação, criando um conjunto de grande impacto.
História e importância
A Droguería Corbella
O nome do edifício não remete para uma residência nobre nem para uma instituição pública, mas para um estabelecimento comercial. No rés-do-chão funcionava a Droguería Corbella, uma drogaria ou farmácia histórica que esteve aberta entre 1895 e 1985. Os pisos superiores eram utilizados pela família. Desde o início, Can Corbella foi simultaneamente um endereço comercial, uma residência e um sinal visível de sucesso social.
Esta combinação explica o carácter invulgarmente representativo do edifício. Enquanto a frente da loja ocupava o rés-do-chão, os andares superiores eram usados pela família. A casa não era um espaço privado fechado por detrás de muros altos, mas voltava-se deliberadamente para a rua. As aberturas com molduras elaboradas e os painéis de vidro colorido faziam do próprio acesso ao estabelecimento parte da encenação.
O facto de o edifício continuar a ser conhecido pelo nome da drogaria mostra como este comércio ficou marcado na memória de Palma. A sua função original desapareceu, mas a fachada continua a tornar visível a ligação entre o comércio e a arquitetura. Até as representações de antigos grupos profissionais e corporações, nos elementos decorativos pintados sobre as janelas inferiores, enquadram-se neste universo de comerciantes e artesãos.
Nicolau Lliteres e a grande fachada de representação
Nicolau Lliteres é considerado o autor do projeto. A sua tarefa não consistia simplesmente em construir uma nova casa num lote vazio. Em vez disso, reuniu visualmente três partes de edifícios contíguos sob uma fachada uniforme. É aqui que reside a verdadeira audácia de Can Corbella: por detrás da imagem coesa esconde-se uma estrutura construtiva mais antiga e complexa.
As fontes descrevem a fachada aplicada como sendo inteiramente construída em madeira e sem função estrutural. Não se trata, portanto, de uma parede exterior maciça comum, mas de um revestimento concebido com grande cuidado. Ainda assim, vista da rua, transmite a imagem de um edifício único, meticulosamente composto. As varandas semelhantes e os ornamentos recorrentes unem os diferentes eixos de janelas, enquanto o desenho varia de piso para piso.
Can Corbella é associado tanto ao Modernisme como ao neo-mudéjar. Não segue uma classificação estilística estritamente académica; recorre antes a formas históricas inspiradas na arquitetura mourisca para criar uma fachada comercial e residencial que, na época, era contemporânea.
De casa de família a edifício comercial
Depois de a Droguería Corbella encerrar, o rés-do-chão continuou a ter uso comercial. Ainda hoje, o edifício alberga espaços comerciais. Esta utilização quotidiana contínua distingue Can Corbella de um monumento preservado que apenas se visita: a fachada continua a erguer-se sobre entradas de lojas, montras e o movimento diário da cidade velha.
Numa modernização posterior, foram removidos numerosos elementos originais do interior. Este facto é importante para o enquadramento do edifício, pois o seu valor histórico, tal como os visitantes o experienciam hoje, concentra-se sobretudo no exterior. A fachada não é apenas uma introdução decorativa a espaços históricos integralmente preservados: é, ela própria, o testemunho mais importante da casa.
O que há para ver
A linguagem formal neo-mudéjar
A primeira impressão é dada pelos arcos. Na zona inferior, abrem-se arcos em ferradura, cujas linhas voltam a curvar-se para dentro abaixo do semicírculo. Ao lado e nas partes superiores surgem arcos lobulados, ornamentos arabescos e elementos cerâmicos coloridos. Estes motivos retomam uma linguagem formal inspirada na arquitetura islâmica da Península Ibérica, mas são այստեղ utilizados de forma livre e decorativa.
Can Corbella não é, por isso, um edifício mouro histórico. O termo neo-mudéjar designa uma recuperação posterior dessas formas. No edifício, estas combinam-se com o gosto do Modernisme por contornos dinâmicos, pelo trabalho artesanal e por uma fachada que não é tratada como uma superfície lisa. Molduras, balaustradas, arcos e painéis decorativos criam profundidade; até as pequenas sombras alteram o seu aspeto ao longo do dia.
Em cada piso, encontram-se diferentes motivos nas janelas, remates verticais, persianas horizontais e molduras com acabamentos distintos. As varandas funcionam, em contrapartida, como um elemento de união, mantendo a fachada organizada apesar da riqueza de elementos.
Os vitrais do rés-do-chão
Os painéis de vidro multicoloridos sobre as aberturas voltadas para a rua são os que mais brilham. Estão inseridos nos arcos em ferradura e constituem o contraponto visual à madeira mais escura e aos elementos pintados. Quem se aproxima do edifício repara sobretudo nas suas cores e contornos; a alguma distância, os arcos revelam-se como uma sequência contínua.
Estas janelas faziam parte do impacto visual do antigo estabelecimento. Em vez de uma frente de loja sóbria, criou-se uma entrada que ligava o universo das mercadorias à arquitetura. Os vidros coloridos filtram a luz e tornam as aberturas inferiores marcantes, mesmo quando os pisos superiores parecem menos presentes no espaço estreito da rua.
Sobre as janelas, há decorações pintadas com referências ao universo profissional e corporativo de artesãos e comerciantes do final do século XIX. É fácil não reparar neste pormenor, pois o olhar segue geralmente primeiro as cores dos vidros. Vale, por isso, a pena observar não apenas os arcos no seu conjunto, mas também examinar cada um dos painéis pintados.
A fachada de madeira
A maior surpresa está no material: a fachada unificadora é feita de madeira e foi colocada diante das três partes preexistentes do edifício. No entanto, vista à distância habitual, parece uma estrutura muito mais maciça. A cor, os perfis e a sucessão densa de ornamentos fazem passar para segundo plano a leveza da construção.
É precisamente este conhecimento que muda a forma de olhar para o edifício. A fachada deixa de parecer uma parede pesada para se revelar um revestimento montado com precisão. Os caixilhos das janelas, os guarda-corpos e os elementos decorativos sobrepõem-se como peças de um grande móvel. A própria construção explica também porque é que o edifício, apesar dos seus cinco andares, tem um efeito quase gráfico: a alvenaria não domina a vista; o que se impõe é a organização sobreposta de linhas, superfícies e vãos.
Para a história da cidade, esta solução é tão importante como o estilo escolhido. Nicolau Lliteres não se limitou a renovar edifícios isolados: criou uma identidade comum para todo um conjunto de construções. Ao percorreres a fachada, podes tentar adivinhar a divisão escondida por trás do desenho uniforme. Visto do exterior, porém, prevalece a impressão pretendida: Can Corbella surge como um todo coeso.
As varandas e os pormenores em cerâmica
As varandas dão estrutura à fachada ricamente articulada. Embora os enquadramentos das janelas variem, as suas formas repetem-se regularmente e unem horizontalmente os andares. Evitam que os muitos ornamentos se desfaçam em imagens isoladas e contribuem também para o carácter residencial dos pisos superiores, outrora usados pela família.
Entre os vãos, os azulejos coloridos e os motivos decorativos arabescos acrescentam outros apontamentos. Não devem ser observados isoladamente, pois o seu encanto está na combinação com a madeira, o vidro e a pintura. Can Corbella deve menos a um único elemento monumental do que à invulgar densidade de superfícies trabalhadas por diferentes ofícios.
Para observares esta parte, não fiques mesmo junto às montras. A alguns passos de distância, consegues perceber como as linhas das varandas se prolongam por toda a fachada. Depois, vale a pena aproximares-te para procurar os pequenos painéis de cerâmica e os motivos pintados. Esta alternância entre a vista de conjunto e a observação de perto é o verdadeiro percurso por Can Corbella.
A torre octogonal
Sobre a fachada eleva-se uma torre octogonal que se desenvolve por dois níveis. Constitui o remate superior da composição e é por vezes comparada com obras iniciais de Antoni Gaudí. Contudo, atribuí-la a Gaudí seria errado: Can Corbella foi projetado por Nicolau Lliteres. A comparação refere-se apenas à sua silhueta invulgar e lúdica.
Da base do edifício, a torre nem sempre se vê por completo. O piso mais alto está ligeiramente recuado, e a rua estreita reduz o ângulo de visão. Por isso, se olhares para cima apenas em frente à fachada das lojas, podes não reparar precisamente no remate mais marcante. Afastar-te um pouco na Plaça de Cort ou observar ao longo da rua de acesso ajuda a integrar a torre na vista de conjunto. De um ponto de observação mais tranquilo, torna-se também visível a ordem interna da fachada, onde as estrelas de oito pontas surgem como motivo recorrente.
A visita
A aproximação pela Plaça de Cort
Can Corbella descobre-se melhor a pé. A partir da Plaça de Cort, o que primeiro salta à vista é o efeito de conjunto: apesar da densa malha urbana do centro histórico, o edifício destaca-se pela cor, pelas formas em arco e pela torre. À medida que te aproximas, o remate superior desaparece parcialmente do campo de visão, enquanto as janelas de vidro, as pinturas e os perfis de madeira se tornam mais evidentes.
Por isso, uma visita bem planeada inclui várias mudanças breves de posição. Começa por observá-lo a uma distância suficiente, segue depois ao longo do rés-do-chão e termina com um novo olhar para cima. A fachada transforma-se mais do que uma única fotografia deixa supor: vista de longe, parece coesa e simétrica; de perto, revela-se numa sucessão de pormenores artesanais.
Como o edifício fica numa zona animada do centro histórico, perto das áreas pedonais, cruzam-se aqui percursos de compras, passeios pela cidade e o acesso à Plaça de Cort. Se quiseres fotografar sem interrupções, evita ficar no meio do fluxo de peões: escolhe um ângulo lateral e deixa espaço para os outros passarem. Para uma simples observação, basta uma breve paragem; quem se interessa por arquitetura pode dedicar bastante mais tempo aos eixos das janelas, aos motivos das corporações e à torre.
Vista exterior em vez de visita a um museu
Não esperes uma visita clássica a um monumento, com uma sequência de salas históricas, exposição e percurso assinalado. Atualmente, Can Corbella é um edifício comercial. O principal atrativo visível ao público é a fachada, enquanto o interior modernizado não é o elemento central da visita. Os históricos espaços comerciais da Droguería Corbella perderam há muito a sua função original.
Precisamente por isso, é fácil incluir o edifício num passeio pela cidade. Não há um percurso definido: a visita começa quando a fachada surge pela primeira vez entre os alinhamentos das ruas e termina após o último olhar para a torre. Para quem gosta de fotografia, vale a pena captar tanto uma vista frontal como perspetivas oblíquas. Estas últimas mostram melhor como as varandas e os elementos decorativos salientes criam profundidade.
Não há informação disponível sobre horários de visita ou preços de entrada. Como as utilizações comerciais e as possibilidades de acesso podem mudar, convém confirmar as informações atualizadas antes de planear uma visita ao interior. Já a fachada exterior faz parte do espaço público da cidade e pode ser apreciada durante um passeio pela cidade velha.
Como chegar e estacionamento
Do aeroporto a Palma
Do aeroporto de Palma, o percurso até à capital da ilha faz-se pela Ma-19. Palma fica a 11 quilómetros por estrada e a viagem demora cerca de 20 minutos. Estes dados referem-se expressamente ao trajeto até Palma, e não até à porta de Can Corbella. O último troço atravessa o centro histórico, densamente construído e com zonas pedonais.
Por isso, para a visita, costuma ser mais prático deixar o veículo fora do núcleo mais apertado da cidade velha e seguir a pé. Can Corbella situa-se entre a Plaça de Cort, a Carrer de Jaume II e a Carrer de Sant Domingo. Nas imediações, o acesso faz-se sobretudo por ruas pedonais e comerciais; além disso, a fachada aprecia-se melhor da perspetiva de quem caminha.
Estacionamento junto à cidade velha
Os parques de estacionamento públicos cobertos são mais indicados como ponto de partida do que procurar um lugar mesmo junto ao edifício. O parque Comtat del Rosselló fica do lado do Mercat de l’Olivar e permite chegar pelo centro da cidade. O parque coberto junto à Plaça d’Espanya, ligado à estação de autocarros e ao terminal ferroviário, também é um bom ponto de partida para um passeio mais longo pela cidade velha.
A escolha do parque mais conveniente depende do restante plano para o dia. Se quiseres combinar Can Corbella com o mercado e as ruas comerciais, é prático aproximar-te a partir de nordeste. Se já chegares pelo nó central de transportes da Plaça d’Espanya, podes considerar o percurso pelo centro da cidade como parte da visita. Em contrapartida, parar mesmo em frente à fachada traz pouca vantagem, pois os melhores ângulos terão de ser procurados a pé.
De autocarro
Há várias paragens na zona da Plaça de Joan Carles I e ao longo da ligação em direção à catedral. A partir daí, o percurso continua pela zona histórica central até à Plaça de Cort. Como Can Corbella não é um edifício isolado com acesso próprio, o mais fácil é orientares-te pela Plaça de Cort e pela câmara municipal; a fachada decorada encontra-se logo na zona comercial e pedonal contígua.
Linhas de autocarro para Can Corbella num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 35 | Aquàrium - Pl. Reina | Catedral | 8 | 07:10 | 15:20 |
| 3 | Pont d'Inca / Joan Carles I | 6 | 07:37 | 10:06 |
| 20 | Portopí - Son Espases | 6 | 07:17 | 08:51 |
| 25 | s'Arenal - Pl. Reina | Catedral | 6 | 09:45 | 12:41 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
985-pl. de Joan Carles I · 0,0 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
1048-pl. de Joan Carles I · 0,0 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,1 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,1 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
986-pl. de la Reina - Catedral · 0,1 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
453-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
7-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
52-pl. del Mercat · 0,3 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
106-pl. del Mercat · 0,3 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
54-Jaume III · 0,3 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
104-Jaume III · 0,3 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
662-pl. de Cort · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nos arredores
Plaça de Cort e cidade velha
A Can Corbella é um daqueles edifícios cuja envolvente é muito mais do que um mero cenário. Na Plaça de Cort ergue-se a Câmara Municipal, e é por esta praça que passa grande parte da vida da cidade velha. O contraste é revelador: junto às fachadas históricas de pedra, a frente colorida de madeira da Can Corbella parece quase uma alternativa assumida.
Daqui partem caminhos curtos pelo centro histórico. A Carrer de Jaume II segue em direção à Plaça Major e às principais zonas comerciais. No sentido oposto, podes explorar as ruas em redor da Câmara Municipal e da catedral. Assim, a Can Corbella estabelece uma boa ligação entre a história monumental de Palma e a sua arquitetura comercial burguesa mais recente.
Roteiro arquitetónico de Palma
Vale especialmente a pena observar o edifício durante um passeio dedicado à arquitetura modernista de Palma. No entanto, não deve ser apressadamente identificado apenas com a Arte Nova. Os seus arcos neomudéjares e motivos arabescos mostram a diversidade com que a arquitetura da viragem do século retomou e combinou referências históricas.
Na cidade velha, cruzam-se num espaço reduzido ruas medievais, casas burguesas imponentes, monumentos religiosos e fachadas comerciais modernas. A Can Corbella explica esta transição de forma mais clara do que uma descrição teórica dos estilos: mostra como um conjunto de edifícios existente foi transformado, através de uma nova fachada exterior, na imagem de uma cidade comercial confiante.
Plaça Major, Mercat de l’Olivar e catedral
Para um percurso mais longo, a Plaça Major, o Mercat de l’Olivar e a zona em redor da catedral são boas opções. Não convém, contudo, tratar estes locais como uma lista a cumprir à pressa. A Can Corbella ganha outra dimensão quando é observada entre espaços urbanos distintos: a praça aberta, as ruas comerciais estreitas e as zonas monumentais mais próximas do mar.
Quem vem do mercado ou da Plaça Major encontra na fachada um apontamento de cor surpreendente no meio da malha urbana densa. A caminho da catedral, fica na memória como exemplo de uma época totalmente diferente. Desta forma, esta breve paragem integra-se numa narrativa sobre Palma que não fala apenas de grandes edifícios religiosos e palácios, mas também de lojas, famílias e publicidade marcante em forma arquitetónica.
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeInformações úteis para a visita
Perspetiva e fotografia
O erro mais comum é ficar mesmo em frente ao rés-do-chão. Aí, as vitrinas e a pintura são bem visíveis, mas a zona superior recuada e a torre octogonal passam despercebidas. Para teres uma visão completa, começa por afastar-te um pouco. Depois, observa a fachada de um ângulo oblíquo e, por fim, mais de perto.
Ao fotografar, vale a pena separar conscientemente os motivos. Uma fotografia de conjunto mostra o efeito unificador da fachada de madeira; as imagens de pormenor captam os arcos em ferradura, os painéis de vidro, a cerâmica, as varandas e as representações de ofícios. Como a rua é movimentada, costuma ser mais fácil aproveitar pequenas pausas no fluxo de peões do que tentar permanecer muito tempo no mesmo local.
Com crianças
Para as famílias, a Can Corbella é uma paragem breve e fácil de incluir num passeio pela cidade. As crianças podem procurar estrelas repetidas, janelas coloridas ou a torre octogonal. Regra geral, resulta melhor do que uma longa explicação sobre estilos arquitetónicos. No entanto, não se trata de uma exposição com atividades interativas, visita ao interior ou programa próprio para visitantes.
No centro movimentado, é preciso estar atento aos peões e às ruas adjacentes. A vantagem está na duração flexível: se a atenção começar a diminuir, podes continuar o passeio a qualquer momento, sem teres de interromper um percurso de visita previamente definido.
O que não deves esperar
Can Corbella é, acima de tudo, um monumento de fachada integrado no quotidiano da cidade. Não esperes uma torre com vistas, antigas salas da família abertas ao público, nem uma drogaria preservada como museu. O interior foi modernizado e perdeu muitos dos elementos originais. Por isso, o principal interesse arquitetónico do edifício está claramente no exterior.
Mais importante do que qualquer equipamento especial é teres tempo para observar e escolheres um ponto com alguma distância. Se reparares apenas na loja atual, perderás a história do edifício; se olhares só para cima, não verás os vitrais coloridos nem os símbolos das antigas profissões. Can Corbella aprecia-se melhor de baixo para cima — e, no fim, uma vez mais no seu conjunto.
Dicas de locais
Afasta-te primeiro
Não comeces a observar o edifício mesmo por baixo da fachada. A partir da Plaça de Cort ou ao longo da rua de acesso, consegues ver melhor a torre octogonal; de muito perto, fica facilmente tapada pela parte superior recuada.
Procura os símbolos das corporações
Sobre as janelas em arco de ferradura encontram-se elementos decorativos pintados com motivos ligados ao mundo dos artesãos e comerciantes históricos. A maioria dos olhares detém-se nos vidros coloridos — precisamente por isso, vale a pena procurar intencionalmente estas representações mais pequenas.
Ler a fachada de outra forma
O que parece uma imponente fachada ornamentada é, na realidade, uma estrutura de madeira aplicada à frente, que une visualmente três partes mais antigas do edifício. Sabendo isto, as molduras, as varandas e os ornamentos parecem quase elementos de uma enorme peça de mobiliário, montada com precisão.
Escolher duas perspetivas
Uma fotografia tirada de longe revela a composição no seu conjunto; uma vista aproximada e oblíqua mostra a profundidade das varandas, dos arcos e dos perfis. Uma única fotografia frontal հազ raramente capta, ao mesmo tempo, a torre e os pormenores delicados do rés-do-chão.
Integrá-lo num percurso arquitetónico
Can Corbella encaixa bem num percurso entre Plaça Major, Plaça de Cort e o bairro da catedral. Esta breve paragem revela outra faceta de Palma: não a arquitetura sacra monumental, mas a fachada cenográfica e imaginativa de um histórico edifício comercial.