Frederic Chopin em Palma: monumento e local de memória

Em pleno centro movimentado de Palma, Frederic Chopin é recordado não por uma sala de concertos ou um grande museu, mas por um busto numa zona pedonal ajardinada em frente à igreja de Sant Nicolau. É um local pequeno e fácil de não reparar. É precisamente aí que reside o seu encanto: entre as ruas da cidade velha, surge a figura de um músico cuja breve estadia em Maiorca se tornou um dos episódios mais conhecidos da história cultural europeia.
Este ponto de interesse é particularmente indicado para apreciadores de música, interessados em história cultural e todos os que gostam de descobrir Palma através dos seus detalhes discretos. Não é um destino para uma longa visita a um museu, mas oferece um pretexto tranquilo para conhecer a ligação de Chopin à ilha no local onde ela realmente começou: em Palma, antes de o compositor seguir para Valldemossa com George Sand e os filhos desta.
O nome pode, por vezes, induzir em erro. Trata-se expressamente do local de memória em Palma, com o busto de Chopin diante de Sant Nicolau, e não do antigo alojamento e exposição na Cartuja de Valldemossa. Ambos os locais contam capítulos distintos da mesma estadia na ilha: Palma representa a chegada, as primeiras impressões e a procura de alojamento adequado; Valldemossa, o inverno posterior na Cartuja.
Quem já estiver a passear pelo centro pode incluir este local num percurso pela cidade velha sem fazer qualquer desvio. A visita ganha mais sentido com algum conhecimento prévio, pois só a história por detrás do busto permite compreender porque é que um compositor polaco e uma escritora francesa continuam até hoje presentes na memória de Maiorca.
História e significado
A chegada a Palma
Quando Frédéric Chopin e George Sand viajaram para Maiorca, no outono de 1838, a ilha não era um destino de inverno de acesso fácil. Sand, que publicava sob um nome masculino e era uma das escritoras mais conhecidas do seu tempo, viajou com os filhos, Maurice e Solange. Chopin juntou-se à viagem na esperança de que o clima do sul pudesse beneficiar a sua saúde debilitada. Ao mesmo tempo, a distância de Paris oferecia aos dois artistas a perspetiva de trabalharem sem interrupções.
Depois de atravessarem França e de uma estadia em Barcelona, o grupo seguiu de barco a vapor para Palma. A chegada foi menos romântica do que as narrativas posteriores sobre o célebre inverno em Maiorca podem fazer supor: o alojamento perto do porto revelou-se demasiado ruidoso e a procura de um local adequado trouxe dificuldades. Ainda assim, Palma impressionou o compositor. Há registos da sua atenção aos muitos jardins e pátios interiores, que davam à cidade uma imagem quase primaveril, mesmo na época mais fresca do ano.
Este primeiro contacto com Maiorca está diretamente ligado ao significado do monumento. O busto não se encontra por acaso num ponto qualquer da ilha, mas na cidade onde Chopin iniciou o seu episódio maiorquino. Chama a atenção para uma parte da história que muitas vezes fica esquecida perante a posterior estadia em Valldemossa.
Entre Palma e Establiments
O grupo permaneceu inicialmente em Palma e instalou-se depois em Son Vent, perto de Establiments. Após outra breve estadia em Palma, mudou-se em dezembro de 1838 para a Cartuja de Valldemossa. Esta sequência mostra que o célebre inverno não decorreu num só lugar: Palma foi o ponto de partida, de transição e o centro organizativo das primeiras semanas.
Para Chopin, a viagem depressa ficou marcada por preocupações de saúde e problemas práticos. O clima ameno de inverno que esperava não se fez sentir como desejava. A chuva, o frio e a humidade afetaram-no, enquanto um piano encomendado de propósito não chegou a tempo e ficou retido em Palma por causa do desalfandegamento. A história da música não se fez aqui no conforto tranquilo do Mediterrâneo, mas em condições adversas.
Foi precisamente este contraste que moldou a memória da estadia. De um lado, os jardins e pátios de Palma, bem como a impressão de uma cidade meridional desconhecida; do outro, a difícil procura de alojamento, a doença, o mau tempo e a espera por um instrumento adequado. O busto condensa esta história contraditória num discreto marco da vida urbana atual.
Um inverno breve, com ecos duradouros
Em Maiorca, Chopin trabalhou em várias composições e concluiu a coletânea dos Préludes op. 28. Mais tarde, George Sand transformou a viagem em literatura no seu livro Um inverno em Maiorca. Assim, a estadia permaneceu viva não só na história da música, mas também na literatura de viagens europeia. A ilha tornou-se o cenário de uma narrativa sobre criação artística, doença, tensões sociais e expetativas frustradas.
Por isso, este lugar de memória em Palma é mais do que o retrato de um compositor célebre. Evoca também George Sand, os seus filhos e um grupo de viajantes cujo quotidiano foi muito menos idílico do que sugere a imagem de um inverno romântico de artistas. A música de Chopin e o relato de Sand fizeram com que estes poucos meses continuassem, até hoje, ligados a Maiorca.
A homenagem atual ganha ainda mais importância porque o legado visível de Chopin na ilha é geralmente associado a Valldemossa. O monumento de Palma assinala, em contrapartida, a chegada e as primeiras etapas da viagem. Recorda que a história começou no porto e nas ruas da capital da ilha, e não apenas nas montanhas da Serra de Tramuntana.
O que há para ver
O busto de Chopin
No centro encontra-se o busto de Frédéric Chopin. É ele que confere ao lugar a sua importância histórica e transforma esta zona pedonal arborizada num pequeno espaço de memória urbana. Não há uma encenação elaborada: nem uma sala de música reconstruída, nem uma sucessão de salas de exposição, nem uma sala de concertos. A atenção centra-se diretamente no retrato do compositor e no seu lugar no espaço público de Palma.
Esta simplicidade adequa-se surpreendentemente bem à forma como Chopin ficou ligado à ilha. A sua relação com Maiorca não assenta num triunfo público nem num longo período de criação, mas num inverno breve e difícil. A sobriedade do monumento deixa espaço para esta ambivalência. Quem está diante do busto não vê apenas um músico célebre, mas também um viajante que chegou com grandes esperanças e partiu de Maiorca em circunstâncias muito mais difíceis.
A visita torna-se mais enriquecedora quando não se olha para o rosto de Chopin de forma isolada. Por detrás do monumento estão o alojamento ruidoso junto ao porto, a procura de sossego, a vista sobre os pátios verdes de Palma e o atraso do piano que vinha de Paris. Nada disto é apresentado no local como uma grande exposição, mas constitui o contexto histórico que dá sentido ao busto.
A Plaça Frederic Chopin
A praça foi concebida como uma zona pedonal arborizada. Por isso, a visita é bem diferente da de uma atração turística clássica, com entrada e percurso definido. Aproximas-te a pé, descobres o monumento entre os caminhos do centro e ficas o tempo que te apetecer. Aqui, a vida da cidade e a memória não estão separadas.
Esta localização torna o lugar mais expressivo. Chopin não surge atrás de uma vitrina de museu, mas no coração de Palma. Os transeuntes atravessam a zona nas suas deslocações quotidianas, enquanto os visitantes procuram o busto de propósito. O monumento integra, assim, uma cidade viva, e não um cenário reconstruído do século XIX.
Ao mesmo tempo, o caráter verde desta zona pedonal cria um contraste claro com as ruas densamente edificadas do centro. O interesse está menos numa vista espetacular do que na mudança do ambiente urbano: das ruelas circundantes para uma zona mais aberta, do movimento da cidade velha para uma breve paragem junto de Chopin. Ainda assim, quem prestar atenção apenas às grandes fachadas pode facilmente não reparar no verdadeiro destino.
Sant Nicolau
A igreja de Sant Nicolau é o principal ponto de referência. O busto de Chopin encontra-se na zona pedonal em frente à igreja; por isso, a fachada desta é uma ajuda mais fiável para o encontrares do que esperar um edifício de museu isolado. O monumento e a igreja são atrações distintas, mas localmente são entendidos como um conjunto, pois este pequeno espaço evocativo surge diretamente integrado no ambiente urbano.
Esta ligação explica também porque é que uma breve visita oferece mais do que um olhar rápido sobre uma única obra de arte. O enquadramento histórico liga a memória de Chopin ao centro de Palma. O compositor não é apresentado como uma figura abstrata da história da música, mas como parte de uma cidade que conheceu pessoalmente em 1838 e cujos pátios e jardins o impressionaram.
Se quiseres tirar fotografias, não te limites a um plano aproximado do busto. Um enquadramento mais amplo, que inclua a zona pedonal e Sant Nicolau, mostra melhor onde se situa este local evocativo. Assim, a imagem não fala apenas de Chopin, mas também da sua presença atual na paisagem urbana de Palma.
O que aqui não encontrarás, deliberadamente
O piano Pleyel, os antigos aposentos, as cartas, os manuscritos e os documentos fazem parte da memória de Chopin em Valldemossa, e não desta atração em Palma. A distinção é importante para planeares a visita. Caso esperes encontrar uma coleção museológica apenas pelo nome, deparar-te-ás com um local muito mais pequeno do que imaginavas.
A força da Plaça Frederic Chopin não reside precisamente na quantidade de peças expostas. Transmite um sinal único e bem definido, a partir do qual se abre uma perspetiva sobre a história. Para os amantes de música, pode ser o ponto de partida para conhecerem mais a fundo o inverno que Chopin passou em Maiorca; para quem passeia pela cidade, é um achado de interesse histórico-cultural entre destinos mais conhecidos.
A visita
Uma breve paragem com contexto histórico
Normalmente, a visita não começa numa bilheteira nem num percurso assinalado, mas durante um passeio pelo centro. Sant Nicolau indica o caminho e, depois, o busto chama a atenção. Como este local evocativo é pequeno, o tempo de permanência depende sobretudo do interesse com que exploras a história de Chopin. Para uma fotografia e uma primeira impressão, basta uma breve paragem; quem enquadrar este ponto em toda a estadia do compositor em Maiorca ficará naturalmente mais tempo.
Vale a pena ter presentes os momentos mais importantes antes de chegares: a chegada com George Sand e os filhos dela, a difícil procura de alojamento em Palma, a estadia em Son Vent, perto de Establiments, o regresso a Palma e, por fim, a mudança para Valldemossa. Sem este contexto, o busto é apenas mais um retrato; com ele, torna-se o ponto de partida de uma história de viagem concreta.
Antes da visita, convém confirmar os horários de abertura e o preço de entrada em vigor, uma vez que não há informação registada sobre estes aspetos para este local evocativo e as condições podem mudar. A praça é vivida como uma zona pedonal; no entanto, não deves esperar uma visita museológica com um percurso definido.
Entre o quotidiano e a atração turística
O local é usado por quem passa e não constitui um espaço comemorativo delimitado. Isto influencia mais a experiência da visita do que qualquer regra convencional sobre a melhor hora do dia. Uns vêm de propósito por causa de Chopin; outros atravessam a praça a caminho de outros pontos de Palma. Por isso, os momentos tranquilos e os mais movimentados alternam ao ritmo normal do centro.
Se quiseres observar o busto com calma ou fotografá-lo com o enquadramento envolvente, espera por um momento em que a área em frente ao monumento esteja livre. Não é necessária qualquer preparação especial, mas convém estares atento: como não há um grande portal nem uma fachada de museu visível ao longe a assinalar o destino, é fácil passar por ele sem dar conta.
Este local de homenagem é განსაკუთრებით indicado como paragem intermédia. Não exige meio dia de férias e, por isso, não compete com um programa mais aprofundado pela cidade velha. Ainda assim, ganha mais sentido se não for apenas uma visita rápida. Um breve texto sobre os primeiros dias de Chopin em Palma ou ouvir mais tarde os seus Prelúdios dá outra dimensão à visita.
Para amantes de música e famílias
Os amantes de música encontram aqui uma ligação concreta à biografia insular de Chopin. O monumento pode servir de ponto de partida para refletir sobre a forma como as condições da viagem, a doença e a chegada tardia de um instrumento influenciaram o seu trabalho. Quem conhece as suas obras não encontra um nome abstrato, mas sim um artista numa fase difícil da sua vida.
Com crianças, a paragem resulta melhor como uma história breve do que como uma explicação detalhada. O piano à espera no porto, o primeiro alojamento demasiado barulhento e a mudança para um antigo mosteiro são imagens fáceis de visualizar. Como não há no próprio monumento uma exposição extensa para percorrer, a visita adapta-se facilmente ao grau de atenção e ao interesse de cada um.
Como chegar e estacionar
Do aeroporto até Palma
Do aeroporto de Palma, segue-se pela Ma-19 até à capital da ilha. Palma fica a 11 quilómetros por estrada e a viagem demora cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se expressamente ao destino Palma, e não a um estacionamento mesmo junto ao busto de Chopin. Ao último troço até ao centro somam-se o trânsito urbano, a escolha do estacionamento e um percurso a pé.
Como o monumento se encontra numa zona pedonal em frente a Sant Nicolau, não faz sentido tentar chegar de carro até ao busto. Se fores de carro alugado, o melhor é incluir a visita num passeio a pé e estacionar fora da zona pedonal imediata. As últimas ruas fazem-se a pé, tendo a igreja como ponto de referência claro.
Sobretudo no centro da cidade, é mais útil escolher primeiro o acesso adequado ao centro do que navegar apenas pelo nome «Frederic Chopin». Este nome também pode remeter para os passos de Chopin em Valldemossa. Neste caso, porém, o destino deve ser Palma, junto a Sant Nicolau.
De autocarro até ao centro
A Plaça de Joan Carles I é um ponto de referência próximo para quem utiliza os transportes públicos. Há ali várias paragens, incluindo ligações com a designação adicional «Catedral». A partir desta zona, segue-se a pé pelo centro até à Plaça Frederic Chopin e à igreja Sant Nicolau.
A paragem não deve ser confundida com o próprio monumento. Assinala o ponto onde termina a viagem de autocarro e começa o passeio pela cidade. O último troço passa por ruas centrais e zonas pedonais, o que combina bem com o carácter da visita: o busto de Chopin não se apresenta como um destino isolado para chegar de carro, mas como um pormenor integrado em Palma.
Antes de partir, convém consultar a ligação atual e confirmar o lado certo da paragem na Plaça de Joan Carles I. Existem ali vários pontos de paragem com nomes semelhantes. Para te orientares a pé, Sant Nicolau continua a ser a referência mais fiável.
Linhas de autocarro para Frederic Chopin num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 35 | Aquàrium - Pl. Reina | Catedral | 8 | 07:10 | 15:20 |
| 3 | Pont d'Inca / Joan Carles I | 6 | 07:37 | 10:06 |
| 20 | Portopí - Son Espases | 6 | 07:17 | 08:51 |
| 25 | s'Arenal - Pl. Reina | Catedral | 6 | 09:45 | 12:41 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,1 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
1048-pl. de Joan Carles I · 0,1 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
985-pl. de Joan Carles I · 0,1 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
986-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
52-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
106-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
453-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
662-pl. de Cort · 0,2 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
7-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
663-pl. d'en Coll · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
54-Jaume III · 0,4 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nos arredores
O centro de Palma
Uma visita ao busto de Chopin combina particularmente bem com um passeio pelo centro de Palma. O caminho não leva a uma zona de museus afastada, mas sim ao coração da vida quotidiana da cidade. Ruas comerciais, ruelas históricas, praças e igrejas ficam próximos uns dos outros; neste cenário, o memorial constitui uma discreta referência à história cultural.
Esta integração no tecido da cidade corresponde às primeiras impressões que Chopin teve de Palma. Não a viu apenas como uma escala portuária: os jardins e pátios interiores da cidade também o impressionaram. No passeio de hoje, podes recuperar essa perspetiva, pelo menos em pensamento: em vez de olhares apenas para os grandes monumentos, repara também nos pátios ajardinados, nas passagens e nas praças mais pequenas.
Por isso, ao planeares o dia, este local ligado a Chopin funciona mais como um ponto de ligação do que como o centro da visita. Encaixa-se entre outras visitas no centro histórico, sem exigir um desvio complicado. Quem vem da Plaça de Joan Carles I chega lá a pé e pode depois continuar a explorar Palma.
Sant Nicolau e os percursos pela cidade velha
Sant Nicolau não é apenas um ponto de referência: marca também a primeira impressão da praça. A igreja, a zona pedonal e o busto surgem sucessivamente, enquadrando a paragem num ambiente histórico. Um retrato detalhado da igreja afastaria o foco do objetivo principal; para a visita, basta observá-la como um elemento marcante em frente ao busto e como parte da paisagem da cidade velha.
A partir daqui, podes seguir por vários caminhos pelo centro. O busto de Chopin é um bom ponto intermédio entre as praças mais conhecidas e a cidade velha. Se chegaste de autocarro à Plaça de Joan Carles I, podes combinar a visita, no mesmo passeio, com a zona da catedral, sem confundir o monumento de Chopin com uma atração situada nessa área.
A ligação a Valldemossa
Se quiseres aprofundar a história de Chopin em Maiorca, podes considerar Palma como o primeiro capítulo e planear Valldemossa mais tarde como uma excursão independente. É lá que se recorda a estadia na Cartoixa e o trabalho artístico realizado durante o inverno. Trata-se, contudo, de outro local, com uma lógica de visita própria, e não de uma continuação da atração em Sant Nicolau.
Esta sequência é esclarecedora do ponto de vista histórico: primeiro, a chegada a Palma e a procura de alojamento; depois, Son Vent, perto de Establiments; uma nova breve estadia em Palma; e, por fim, a Cartoixa. Assim, o busto ganha maior importância. Não é apenas uma referência urbana a um museu famoso fora da capital, mas também uma evocação do papel de Palma nesta história.
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeInformações úteis para a visita
Escolher o destino certo
Ao pesquisares, o complemento «Palma» é decisivo. Os resultados online para o nome Frederic Chopin conduzem frequentemente à Cartoixa e ao museu de Valldemossa. Para chegares ao memorial aqui descrito, a navegação deve indicar a Plaça Frederic Chopin ou a igreja de Sant Nicolau, no centro de Palma. Se queres ver salas, manuscritos ou um piano histórico, procuras outra atração.
No local, não deves esperar um percurso de visita extenso. O busto e o enquadramento urbano à sua volta são o objetivo. Ter isto claro evita desilusões e ajuda também a apreciar a praça de forma adequada: como monumento e etapa de um passeio, e não como substituto de uma exposição biográfica.
A pé pela zona pedonal
Para a visita, bastam sapatos normais de cidade. Como a praça faz parte de uma zona pedonal e costuma integrar-se noutros percursos por Palma, conta mais o passeio completo pela cidade velha do que a breve paragem junto ao busto. Em dias quentes, é aconselhável levar água e proteção solar para os trajetos pelo centro; o caráter ajardinado da praça não significa que todo o percurso tenha sombra.
Com carrinho de bebé ou crianças pequenas, podes incluir este ponto num passeio pela cidade, sem teres de percorrer um museu extenso. No entanto, não há informações fiáveis sobre a acessibilidade de cada acesso. Se precisares de percursos sem degraus, convém verificares antecipadamente o trajeto concreto pelo centro.
Ver, ler e ouvir
O busto conta apenas uma parte da história. Antes ou depois da visita, vale especialmente a pena ler uma breve passagem sobre a chegada de Chopin a Palma. Um Inverno em Maiorca, de George Sand, revela a perspetiva que ela viria mais tarde a ter sobre a viagem, enquanto os Préludes de Chopin estabelecem a ligação musical.
Este enquadramento muda a forma como se vê o lugar. A figura passa então a representar um inverno entre a esperança e a doença, o trabalho criativo e as dificuldades do quotidiano. O atraso do piano em Palma torna-se também um pormenor concreto: precisamente um compositor cujo nome é indissociável do piano teve, nos primeiros tempos na ilha, de se contentar com um instrumento inadequado.
A principal expectativa deve, ainda assim, ser modesta. Este lugar não pretende oferecer uma biografia completa de Chopin. Assinala a sua presença na paisagem urbana e recompensa quem a relaciona com a história de Palma. Quem se deixar levar por essa ligação descobrirá, num pequeno monumento, um capítulo surpreendentemente importante da cultura da ilha.
Dicas de moradores locais
Sant Nicolau como ponto de referência
Não procures um edifício de museu: o busto encontra-se na zona pedonal ajardinada, em frente à igreja de Sant Nicolau. No último troço pelo centro de Palma, a fachada da igreja é o ponto de referência mais evidente.
Palma é o primeiro capítulo
Antes da paragem, vale a pena olhar para o itinerário da viagem de Chopin: primeiro Palma, depois Son Vent, junto a Establiments, novamente Palma e, por fim, Valldemossa. Assim, o busto deixa de ser apenas um nome célebre e passa a corresponder a um local concreto.
Inclui o espaço urbano na fotografia
Uma perspetiva mais ampla conta mais do que um retrato aproximado. Quando o busto, a zona pedonal e Sant Nicolau aparecem juntos na imagem, torna-se visível o lugar que Chopin ocupa hoje no centro de Palma.
Não confundas com Valldemossa
O piano histórico, as antigas divisões onde viveu e os documentos encontram-se no espaço dedicado a Chopin em Valldemossa. Em Palma, há deliberadamente um pequeno local evocativo com um busto, adequado como paragem num passeio pela cidade velha.
Joan Carles I como ponto de partida
Se vieres de autocarro, orienta-te pelas paragens da Plaça de Joan Carles I e segue daí pelo centro. Há várias paragens com nomes semelhantes, por isso confirma আগে qual é o lado certo.