Coll Bardolet em Valldemossa: museu de arte e fundação cultural

Em pleno centro de Valldemossa, o Coll Bardolet revela uma outra perspetiva sobre Maiorca. O museu da Fundació Cultural Coll Bardolet é dedicado a um artista que não colocou os monumentos mais famosos da ilha no centro da sua obra, mas sim as suas paisagens, flores, habitantes e danças populares. Os seus quadros são coloridos, dinâmicos e geralmente fáceis de apreciar, mesmo para quem raramente se demora em exposições de arte.
A visita percorre um edifício reabilitado no centro da localidade. Na exposição permanente, encontram-se paisagens maiorquinas, naturezas-mortas e as cenas de dança pelas quais Josep Coll Bardolet se tornou particularmente conhecido. Além ამისა, o espaço acolhe exposições temporárias de outros artistas e recebe palestras, concertos e outros eventos culturais.
O Coll Bardolet vale sobretudo a pena como contraponto tranquilo aos monumentos históricos muito visitados de Valldemossa. O museu tem dimensões reduzidas, permitindo observar as obras de perto, e os seus temas enquadram-se perfeitamente no lugar à porta: muitos dos motivos nasceram da relação de várias décadas de Coll Bardolet com Maiorca e Valldemossa. Quem espera grandes salas de museu e uma coleção de arte enciclopédica não encontrará aqui o que procura. Mas quem quiser perceber como um pintor catalão transformou a cor, a luz e o movimento numa imagem pessoal da ilha encontrará um retrato concentrado do artista e, ao mesmo tempo, um espaço cultural vivo da aldeia.
História e importância
A fundação não nasceu de um acervo anónimo reunido para um museu, mas da vontade expressa do artista. Josep Coll i Bardolet quis deixar parte das suas obras e da sua coleção particular ao município onde viveu durante décadas. Deste legado nasceu, em janeiro de 2005, a Fundació Cultural Coll Bardolet.
Josep Coll i Bardolet
Coll Bardolet nasceu em 1912, em Campdevànol, na Catalunha. Depois de a família se mudar para Vic, começou ali a desenhar, trabalhou como pintor e decorador e recebeu formação artística. Mais tarde, estudou pintura de paisagem em Olot; outras etapas da sua formação e da sua vida levaram-no a França e a Bruxelas. Maiorca acabou por se tornar a sua nova casa.
O artista viveu em Valldemossa desde 1944. Esta ligação duradoura é essencial para compreender o museu: a ilha não foi para ele apenas um destino de passagem, mas o seu lugar de vida e um motivo recorrente. Paisagens, arquitetura, flores e danças populares maiorquinas atravessam uma obra extensa, que inclui aguarelas, gravuras, pinturas a óleo e guaches. O seu estilo é frequentemente associado ao impressionismo; destacam-se sobretudo as cores luminosas e o interesse pelo movimento.
Em 1987, Valldemossa distinguiu esta ligação ao nomear Coll Bardolet filho adotivo do município. Três anos mais tarde, recebeu da Generalitat da Catalunha a Creu de Sant Jordi. Quando morreu em Valldemossa, em 2007, parte da sua obra permaneceu ligada de forma duradoura à localidade através da fundação. Outras obras chegaram, entre outros locais, ao museu do Santuari de Lluc, mas o espaço em Valldemossa é o ponto central para conhecer a sua relação com a ilha.
A criação da fundação
A fundação, criada em 2005, tem dois objetivos interligados: preservar, expor e divulgar a obra plástica de Coll Bardolet e, ao mesmo tempo, promover a cultura nas suas diversas formas. Por isso, o edifício é mais do que um museu monográfico. Além da exposição permanente, o programa inclui exposições temporárias, concertos, palestras, projeções e outros eventos.
No órgão dirigente da fundação participam representantes do Governo das Baleares, do município de Valldemossa e do Conselho Insular de Maiorca, bem como familiares e amigos do artista. Esta composição reflete o carácter da casa: Coll Bardolet é, ao mesmo tempo, um legado pessoal, um lugar de memória para a comunidade e uma instituição cultural pública.
Uma Maiorca pintada
A importância de Bardolet não assenta apenas nos motivos que pintou, mas também na influência que a sua obra teve na imagem que se criou de Maiorca. Nas suas telas, as bailarinas e os bailarinos de traje tradicional parecem quase nunca estar parados. Os tecidos enfunados, os braços erguidos e as saias rodopiantes transformam-se em manchas de cor e linhas de movimento. A par destas figuras, surgem paisagens e vistas de Valldemossa, onde lugares familiares aparecem através do olhar de quem ali viveu durante muitos anos.
O museu não preserva apenas a obra de um pintor: mostra também como Maiorca foi vista e retratada artisticamente ao longo do último século — não com a sobriedade de um registo documental, mas como uma experiência colorida, ritmada e muitas vezes cheia de vida.
O que há para ver
A própria distribuição dos espaços revela que Coll Bardolet cumpre duas funções. Um piso é dedicado permanentemente ao artista, outro acolhe exposições temporárias, enquanto o rés-do-chão é utilizado para eventos. Há ainda uma sala de projeção e um pátio com anfiteatro. A visita combina, por isso, a contemplação atenta das obras com o ambiente de uma pequena casa de cultura.
A exposição permanente
No primeiro piso encontra-se o coração do museu: a exposição permanente de pinturas de Josep Coll Bardolet. Permite conhecer os temas aos quais o artista regressava repetidamente. Maiorca surge como paisagem e modo de vida, e não como mero cenário de férias. Vistas da ilha convivem com naturezas-mortas, composições florais e cenas de dança tradicional.
A apresentação, de dimensão acessível, é um dos seus pontos fortes. Em vez de percorreres uma quantidade avassaladora de obras, podes comparar mais atentamente a aplicação da cor, as linhas e os motivos recorrentes. Isto é particularmente útil para quem ainda não conhecia Coll Bardolet. Num percurso curto, percebe-se como o artista tratava de formas muito diferentes o movimento e a quietude: aqui, as figuras rodopiam pelo espaço da tela; ali, flores, recipientes ou formas da paisagem captam um momento mais sereno.
Paisagens maiorquinas
As paisagens unem a formação de Coll Bardolet como pintor de paisagem à sua longa ligação a Maiorca. A sua obra inclui tanto cenários naturais como vistas de arquitetura e lugares concretos, entre os quais motivos de Valldemossa e dos arredores. Sobretudo depois de um passeio pela aldeia, é interessante comparar o lugar pintado com o que existe hoje.
Não deves, contudo, esperar uma precisão topográfica semelhante à de um mapa. As pinturas são marcadas pela cor, pela atmosfera e pelas escolhas do pintor. Coll Bardolet concentra a paisagem em vez de a reproduzir exaustivamente. É isso que torna a coleção interessante também para quem conhece bem Maiorca: as formas familiares surgem reorganizadas pelo olhar do artista.
Danças populares e movimento
As representações de danças populares maiorquinas são as mais inconfundíveis. Coll Bardolet interessava-se menos por uma exibição estática de trajes do que pelo instante do movimento. As saias balançam, os braços prolongam o ritmo, os lenços de cabeça e as calças largas tornam-se parte da composição. As figuras ganham expressão não apenas através dos rostos, mas também da postura, dos tecidos e da cor.
Se te aproximares das pinturas devagar, perceberás como se constrói a direção do movimento. As linhas atravessam várias figuras, e as manchas de cor repetem-se ou contrastam entre si. À primeira vista, o motivo parece leve e espontâneo; olhando mais de perto, revela uma organização cuidada da composição. Estas cenas de dança explicam de forma particularmente clara por que razão Coll Bardolet se tornou conhecido e querido em Maiorca como pintor do povo.
Composições florais e naturezas-mortas
As pinturas de flores e as naturezas-mortas constituem um contraponto mais sereno, embora também aqui a cor raramente seja discreta. As flores transformam-se em composições densas, enquanto os vasos e outros objetos dão estrutura às pinturas. Vale a pena compará-las com as representações de dança: em ambos os conjuntos, Coll Bardolet recorre a repetições rítmicas, mas, nas naturezas-mortas, o movimento nasce das formas e dos apontamentos de cor, e não de figuras humanas.
Estas obras impedem que o artista seja reduzido a um único motivo popular. Revelam o seu interesse por objetos do quotidiano e pelo efeito visual das plantas. Em conjunto com as paisagens, dão uma imagem mais abrangente da sua obra.
Espaços para exposições temporárias
O segundo piso é dedicado a exposições temporárias. Coll Bardolet não é necessariamente o protagonista: apresentam-se também obras de outros artistas, em particular das Baleares, bem como projetos de fotografia e de outras áreas artísticas. O conteúdo concreto varia consoante a programação da Fundação, pelo que uma nova visita pode proporcionar um complemento muito diferente à exposição permanente.
É precisamente esta alternância que mantém o espaço aberto à arte contemporânea. A Fundação não trata o legado de Coll Bardolet como um passado encerrado, mas integra-o numa atividade cultural contínua. Por isso, antes da visita, vale a pena consultar o programa de exposições em curso.
Rés-do-chão, sala de projeção e pátio
No rés-do-chão realizam-se palestras, concertos e eventos culturais especiais. Uma sala de projeção própria alarga as possibilidades do espaço. O pátio com anfiteatro é usado para eventos ao ar livre e deixa claro que a Fundação não foi concebida apenas para uma visita tranquila às salas de exposição.
Estes espaços dependem da programação em vigor e não podem ser usufruídos da mesma forma em todas as visitas ao museu. Quem vier expressamente para um concerto, uma inauguração ou uma palestra conhecerá Coll Bardolet enquanto espaço de eventos; numa visita regular, a coleção de arte continua a ser o centro das atenções.
A visita
A qualidade mais agradável do museu é a sua dimensão concentrada. Coll Bardolet não exige meio dia nem preparação em história da arte. Podes incluir a visita como um programa próprio, mas também funciona muito bem como pausa cultural durante um passeio por Valldemossa.
Percurso da visita
Faz sentido começar por observar atentamente a exposição permanente e não encarar a exposição temporária apenas como um complemento. No primeiro piso, descobrem-se os temas e o estilo do artista; no segundo, a perspetiva muda para outras propostas. A utilização adicional do rés-do-chão, da sala de projeção ou do pátio depende da programação cultural em curso.
As pinturas de dança são um bom ponto de partida, pois o seu movimento e colorido têm um impacto imediato. Depois, torna-se mais fácil entender as paisagens, as naturezas-mortas e as composições florais como partes da mesma obra. Se já exploraste Valldemossa a pé, é provável que pares mais vezes perante os motivos locais e paisagísticos. Por outro lado, a visita ao museu pode apurar o teu olhar para o passeio seguinte pela vila.
Quanto tempo deves reservar?
O museu é pequeno e pode ser visitado com relativa rapidez. Ainda assim, não faria sentido definir uma duração fixa para a visita: tudo depende do tempo que dedicas a observar as obras, da exposição temporária que estiver patente e da realização de algum evento. Para uma visão geral rápida, basta um percurso curto; quem se interessa por arte deverá reservar mais tempo para comparar os motivos e as diferentes técnicas de pintura.
Precisamente por a coleção ser de dimensão reduzida, vale a pena não se limitar a passar de quadro em quadro. Parar alguns minutos diante de uma cena de dança ou de uma paisagem diz mais do que percorrer apressadamente todas as salas. Se tens pouco tempo em Valldemossa, ainda assim poderás ficar com uma visão coerente do percurso artístico do pintor, sem teres de reorganizar toda a tua visita à localidade.
Afluência e duração da visita
Valldemossa é um dos destinos de excursão mais conhecidos de Maiorca. Ainda assim, o museu proporciona uma experiência mais tranquila e intimista do que as grandes atrações históricas da vila. Nas salas pequenas, um grupo que chega ao mesmo tempo destaca-se naturalmente mais do que numa galeria de grandes dimensões. Se tiveres flexibilidade de horários, podes começar por passear pela vila e entrar no museu quando a zona de entrada estiver mais sossegada.
Não é possível indicar uma hora do dia que seja sempre a melhor. Mais importante é articular a visita com o teu programa na localidade e com os eventuais eventos organizados pela fundação. Concertos, palestras ou inaugurações de exposições alteram o caráter da visita e podem ser um bom motivo para ires numa data específica.
Horários, entradas e programação atual
Convém confirmar os horários e as condições de entrada antes da visita, pois podem sofrer alterações. Isto é especialmente importante se Coll Bardolet for o principal motivo da tua deslocação a Valldemossa. Também vale a pena consultar a exposição temporária em curso e os eventos culturais anunciados. Assim, uma breve visita ao museu pode transformar-se numa experiência que inclui um concerto, uma palestra ou uma exposição especial.
As informações junto das obras podem estar sobretudo em catalão e espanhol. Mesmo que não leias estas línguas, é fácil compreender a exposição através dos motivos, das técnicas e da composição das obras. Se quiseres aprofundar a visita, é útil conheceres previamente o percurso de vida de Coll Bardolet e a sua ligação a Valldemossa.
Como chegar e onde estacionar
A viagem não termina num museu isolado nos arredores, mas sim no centro de Valldemossa. Este pormenor é importante para o planeamento: as distâncias por estrada e os tempos de viagem indicados correspondem ao percurso até Valldemossa. O último troço até à fundação faz-se a pé, através do compacto centro histórico da vila.
Do aeroporto de Palma
Do aeroporto de Palma até Valldemossa são 25 quilómetros por estrada, num percurso que demora cerca de 30 minutos. O itinerário segue primeiro pela Ma-20 e depois pela Ma-1110. No último troço, a estrada aproxima-se da Serra de Tramuntana; as curvas e a circulação de bicicletas podem exigir atenção e uma velocidade adaptada.
Depois de chegares a Valldemossa, terás de seguir a pé a partir do parque de estacionamento que escolheres. A fundação fica no centro da vila e integra-se facilmente num passeio pelas ruas centrais. Por isso, ao planeares o tempo necessário, deves contar não só com a duração da viagem, mas também com a procura de estacionamento e o percurso a pé.
Do centro de Palma
Do centro de Palma até Valldemossa são 19 quilómetros por estrada. A viagem pela Ma-1110 demora cerca de 35 minutos. O facto de o trajeto mais curto poder demorar um pouco mais do que o percurso a partir do aeroporto deve-se aos diferentes pontos de partida na rede viária e ao trânsito urbano.
Esta indicação também se aplica apenas até Valldemossa, e não até à porta do museu. No centro histórico, de construção densa, é mais sensato deixar o carro numa zona de estacionamento assinalada e seguir a pé até Coll Bardolet, em vez de contar chegar diretamente à entrada de carro.
Estacionamento em Valldemossa
Há zonas de estacionamento assinaladas em Valldemossa. Sobretudo nos dias de maior afluência, convém contar com alguma paciência para encontrar lugar. As ruas fora do centro podem ter uma inclinação acentuada, algo a ter em conta tanto ao estacionar como no percurso a pé que se segue. O museu não é um destino que exija circular de carro por todas as ruas estreitas da localidade.
O mais prático é planear a visita à aldeia como um todo. O carro pode ficar estacionado durante a visita ao museu, o passeio e eventuais outras visitas. Assim, evita-se mudar várias vezes de lugar de estacionamento, e o caminho até Coll Bardolet passa a fazer parte do passeio pela localidade.
De autocarro
Para chegar de transportes públicos, as paragens Valldemossa 1 e Valldemossa 2 são os principais pontos de referência. A partir daí, o resto do percurso faz-se a pé pela localidade. A paragem Ermita de la Trinitat 2 também fica nas imediações, mas não é o ponto de referência mais conveniente para visitar o museu no centro da localidade.
Como os horários podem variar consoante a época do ano ou determinados dias da semana, convém verificar as ligações atuais antes de partir. A vantagem de ir de autocarro é não ter de procurar estacionamento nem conduzir pela estrada de acesso mais sinuosa. Depois, a visita pode continuar inteiramente a pé dentro de Valldemossa.
Linhas de autocarro para Coll Bardolet num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 203 | Valldemossa / Deià | 136 | 06:47 | 22:34 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
Valldemossa 1 (63002) · 0,2 km Em linha reta
- 203Valldemossa / Deià · Diariamente
Valldemossa 2 (63001) · 0,2 km Em linha reta
- 203Valldemossa / Deià · Diariamente
Ermita de la Trinitat 2 (63011) · 1,8 km Em linha reta
- 203Valldemossa / Deià · Diariamente
Ermita de la Trinitat 1 (63003) · 2,1 km Em linha reta
- 203Valldemossa / Deià · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nos arredores
À porta do museu, o mundo das imagens continua sob outra forma. Valldemossa situa-se no noroeste de Maiorca, na Serra de Tramuntana, e caracteriza-se pelas casas de pedra, ruas estreitas e fachadas com plantas. Coll Bardolet viveu aqui desde 1944; algumas vistas da localidade e dos seus arredores passaram para a sua obra.
Valldemossa depois da visita ao museu
Um passeio por Valldemossa é a continuação mais natural da visita. Depois de ver as paisagens e as imagens de arquitetura no museu, olha-se com mais atenção para as fachadas, os telhados, as plantas e a forma como a localidade se distribui pela serra. O interesse não está em reencontrar exatamente todos os motivos pintados, mas em comparar a seleção e a sensibilidade cromática de Coll Bardolet com a imagem atual da localidade.
A estrutura compacta da aldeia permite incluir Coll Bardolet num passeio mais longo sem necessidade de transporte adicional. Cafés, pequenas lojas e ruas ajardinadas encontram-se na própria localidade, tal como os seus conhecidos monumentos históricos. Por isso, o museu é adequado tanto para iniciar como para terminar tranquilamente um dia em Valldemossa.
Cartuxa e Palácio do Rei Sancho
A Cartuxa de Valldemossa e o Palácio do Rei Sancho constituem o principal núcleo histórico da localidade. A Cartuxa é հատկապես conhecida por Frédéric Chopin e George Sand, que passaram o inverno de 1838/39 em Valldemossa. A visita conta uma história diferente da de Coll Bardolet: a vida monástica, a arquitetura e a história da música e da literatura ocupam o centro das atenções.
A ligação entre os dois locais faz, ainda assim, todo o sentido. Enquanto a Cartuxa revela a fama internacional de Valldemossa e as suas várias camadas históricas, a fundação mostra o olhar de um artista que viveu aqui durante décadas. Não é preciso um programa mais detalhado para passar um bom dia na localidade; estas duas perspetivas criam, por si só, um contraste marcante.
Igreja de Sant Bartomeu e ruelas da vila
A igreja de Sant Bartomeu pode ser incluída num passeio pelas ruelas. À sua volta, os vasos de terracota, as flores e as fachadas cor de areia revelam o lado quotidiano de Valldemossa, que combina bem com o interesse de Coll Bardolet pelas flores, pela arquitetura e por motivos familiares da ilha.
Vale a pena não ficar apenas pelos caminhos principais entre o estacionamento, a Cartoixa e o centro. A vila revela-se também num olhar mais demorado sobre entradas de casas, plantas e pequenas praças. Coll Bardolet não propõe um itinerário, mas oferece uma preparação visual: depois da exposição, será mais fácil reparar na cor e no ritmo como elementos da paisagem urbana.
Cultura em vez de uma corrida pelas atrações
Coll Bardolet é mais bem apreciado quando o museu não é tratado como mais uma paragem obrigatória entre o maior número possível de atrações. A fundação permite conhecer Valldemossa através de um habitante de longa data. Combina bem com uma visita tranquila à exposição, uma pausa na vila e, depois, uma das visitas aos principais locais históricos.
Se tiveres em conta o programa de eventos em curso, podes ainda conjugar a visita com uma exposição temporária, uma palestra ou um concerto. Assim, Valldemossa não se vive apenas como uma vila histórica para visitar numa excursão, mas como um lugar onde continuam a ser expostas obras de arte e organizadas atividades culturais.
A localidade correspondente
Valldemossa no retrato da localidadeInformações úteis para a visita
Coll Bardolet não é um grande museu, com salas intermináveis. É precisamente aí que reside o seu interesse prático: a fundação pode ser visitada sem um planeamento complicado do dia, embora exija alguma atenção para se perceberem as diferenças entre os vários conjuntos de obras.
O que esperar do museu
O núcleo central é uma exposição permanente monográfica. Por isso, não deves esperar uma história abrangente da arte maiorquina, nem uma coleção de mestres mundialmente famosos de várias épocas. A visita centra-se nas paisagens, naturezas-mortas, composições florais e danças populares de Coll Bardolet. A exposição temporária alarga este foco, mas o seu conteúdo depende do programa em curso.
Além disso, nem todas as áreas do edifício fazem sempre parte do percurso habitual do museu. O rés-do-chão, a sala de projeção e o pátio destinam-se sobretudo a atividades culturais. Se quiseres conhecer o pátio como espaço de eventos ou assistir a um concerto, deves procurar especificamente uma data correspondente.
Com crianças
Para as famílias, a dimensão reduzida pode ser uma vantagem. Sobretudo as pinturas de dança apresentam movimentos, cores fortes e figuras fáceis de identificar, sobre os quais se pode conversar sem conhecimentos prévios de história da arte. As flores e as paisagens também se prestam a pequenas tarefas de observação: que cores se repetem, para onde se movem os dançarinos e o que distingue uma natureza-morta tranquila de uma cena de dança?
No entanto, não deves esperar um museu infantil ou interativo. As fontes não comprovam a existência de áreas de brincadeira permanentes nem de ofertas especiais para famílias. A realização de ateliers ou atividades pedagógicas depende do programa cultural da fundação e deve ser confirmada antecipadamente.
Língua e legendas das obras
Parte da informação poderá estar disponível sobretudo em catalão e espanhol. Embora isso limite pouco o acesso imediato às imagens, pode ter importância nas explicações biográficas e de história da arte. Uma breve preparação sobre o percurso do artista ajuda a contextualizar a visita: nasceu na Catalunha, formou-se, entre outros locais, em Vic e Olot, e vivia em Valldemossa desde 1944.
Se quiseres compreender melhor a obra, presta atenção aos temas recorrentes em vez de tentares traduzir integralmente cada legenda. A paisagem, a dança, as flores e as naturezas-mortas constituem um fio condutor claro. As técnicas utilizadas — entre elas aguarela, óleo, guache e gravura — também ajudam a perceber as diferenças entre as várias obras.
Vestuário e deslocações pela vila
Não é საჭირária roupa հատուկ para visitar o museu. Mais importante é o percurso que se segue por Valldemossa. Convém usar calçado confortável nas ruas inclinadas e durante uma caminhada mais longa pela vila. Se estacionares mais longe, considera o trajeto a pé como parte da visita e não contes apenas o tempo passado nas salas de exposição.
No verão, o maior esforço não está tanto nos espaços interiores, mas sim no passeio pela vila e no caminho desde o estacionamento. Nessa altura, uma visita ao museu pode servir de pausa abrigada entre os percursos por Valldemossa. Com tempo instável, a fundação é igualmente um complemento interessante, sem que todo o passeio tenha de se resumir a uma longa visita em interiores.
Dicas de quem conhece a zona
Começa pelas pinturas de dança
As danças populares mostram com particular clareza a forma como Coll Bardolet retrata o movimento. Primeiro, repara nas saias, nos braços e nas manchas de cor que se repetem; depois, será mais fácil compreender também as naturezas-mortas e as pinturas de flores mais serenas.
Não deixes de visitar o segundo andar
A exposição permanente do pintor encontra-se no primeiro andar, mas o segundo acolhe exposições temporárias. O programa em cartaz pode dar à visita uma perspetiva სრულიად diferente sobre a arte balear ou contemporânea.
Consulta o programa cultural antes da visita
Coll Bardolet é mais do que uma coleção de pinturas. No rés-do-chão, na sala de projeção e no pátio realizam-se palestras, concertos e outros eventos. Se escolheres uma data adequada, a visita pode transformar-se num serão cultural.
Vê as pinturas antes de passeares pela vila
Quem observar primeiro as paisagens e as vistas da localidade reparará depois, com mais atenção, nas fachadas, nas plantas e no enquadramento montanhoso de Valldemossa. Assim, o museu e o passeio contam duas versões do mesmo lugar.
Segue o movimento, em vez de te concentrares apenas nos motivos
Nas figuras de dança de Coll Bardolet, o essencial não está apenas nos trajes tradicionais e nas cores. Deixa o olhar seguir as linhas que atravessam várias figuras: os tecidos ondulantes e os braços erguidos dão ritmo a toda a composição.