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Palau del Rei Sanç em Valldemossa

Palau del Rei Sanç, Mallorca
José Luis Filpo Cabana, Wikimedia Commons, CC BY 3.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

Visitar o Palau del Rei Sanç é recuar ao início de uma história que ainda hoje marca Valldemossa. Antes de os monges cartuxos viverem aqui, e muito antes de Frédéric Chopin e George Sand tornarem a localidade famosa, havia neste lugar uma residência real. O palácio, do início do século 14, é o núcleo histórico do complexo da cartuxa que viria a crescer à sua volta.

O encanto do edifício não está na sua dimensão, mas na proximidade com que o podemos conhecer. A fachada de pedra, o pequeno pátio interior e as salas mobiladas revelam as suas origens ligadas à corte. Mas não se trata de um palácio isolado: o Palau integra um conjunto onde a história da realeza se cruza com a vida monástica.

A visita vale especialmente a pena se quiseres descobrir Valldemossa para lá da imagem de bonita aldeia de montanha. O palácio é o núcleo original da cartuxa que surgiu mais tarde e já tinha importância muito antes da estadia de Chopin. Se gostas de arquitetura, encontrarás elementos tradicionais da construção maiorquina; se te interessa a história, poderás acompanhar a transformação da residência em mosteiro.

Seria uma pena passar pelo edifício só para tirar uma fotografia. Para o apreciar, vale a pena observar a relação entre o pátio, as salas do palácio, a cartuxa e as ruas de pedra de Valldemossa. Com estas ligações em mente, o Palau del Rei Sanç torna-se o 1.º capítulo de uma longa história de construção e de diferentes usos.

História e importância

Tudo começou com um retiro real. O palácio data de 1309, ou seja, do início do século 14. O rei Jaume II mandou construir a residência para o seu filho Sanç, que lhe deu o nome pelo qual é hoje conhecida. A decisão é atribuída à saúde frágil de Sanç: tinha dificuldades respiratórias e acreditava-se que o ar de montanha de Valldemossa lhe faria bem.

O rei Jaume II e Sanç

A escolha de Valldemossa não se deveu apenas à beleza da paisagem. Na Serra de Tramuntana, a família real encontrava um lugar de retiro e a esperança de um clima mais favorável. As dimensões modestas da residência continuam a fazê-la parecer mais uma casa privada do que uma fortaleza.

Sanç, muitas vezes referido como Sancho nos textos alemães, deu ao edifício o nome pelo qual é conhecido. A construção do palácio está ligada à estadia de um filho do rei que procurava recuperar a saúde no ar da montanha. É também por esta história que o palácio constitui um importante testemunho da vida da corte medieval na ilha.

Do palácio real à cartuxa

A história do lugar não terminou com a realeza. O palácio deu origem à cartuxa de Valldemossa e é considerado o núcleo original do seu conjunto histórico e artístico. Os cartuxos viveram aqui até 1835. Ao longo dos séculos, cresceu em redor da antiga residência um complexo monástico com igreja, celas, corredores, jardins e terraços.

Esta transformação é essencial para compreender o edifício atual. O Palau del Rei Sanç não é um palácio medieval que tenha chegado intacto aos nossos dias e que possas apreciar isoladamente. As suas salas passaram a integrar o mosteiro. Por isso, os vestígios da vida da corte e da vida religiosa não se sucedem apenas no tempo: também podem ser vistos lado a lado no conjunto.

Chopin, George Sand e o seu lugar nesta história

A estadia de Frédéric Chopin e George Sand em Valldemossa, no inverno de 1838 e 1839, tornou a localidade conhecida internacionalmente. O casal ficou, porém, na antiga cartuxa, e não no Palau del Rei Sanç. A sua história faz parte da história do conjunto, mas não da época em que o palácio servia de residência real.

Ter esta distinção presente ajuda-te durante a visita. O Palau conta, antes de mais, a história de Jaume II., de Sanç e da vida da corte que antecedeu o mosteiro. Os cartuxos representam o longo período monástico; Chopin e Sand, a memória cultural mais recente. Estas várias épocas ajudam a perceber por que razão o conjunto é muito mais do que o cenário de uma célebre estadia.

O Palau hoje

Hoje, a antiga residência é apresentada como parte histórica da Cartuxa Real. Podes visitar salas mobiladas e conhecer um pouco do passado da realeza em Maiorca. O palácio continua estreitamente ligado ao resto do conjunto monumental. A sua importância deve-se também ao facto de ser o núcleo original do conjunto histórico da cartuxa.

O que há para ver

A pedra é a primeira coisa que chama a atenção. A fachada conservada é um exemplo da arquitetura tradicional maiorquina e enquadra-se nas ruas estreitas de Valldemossa, onde predomina a pedra natural. Só quando olhas com mais atenção percebes que não se trata de mais uma casa antiga, mas da parte mais antiga de um conjunto que foi primeiro residência real e depois mosteiro.

A fachada de pedra

A fachada de pedra natural dá-te uma boa ideia da arquitetura tradicional maiorquina. Juntamente com a calçada e os muros antigos à sua volta, forma um cenário muito harmonioso. Se quiseres tirar fotografias, vale a pena incluir no enquadramento um pouco da rua e do conjunto adjacente, em vez de apontares a câmara apenas para a frente do edifício. A importância do Palau está sobretudo na sua antiguidade, nos usos que teve e no lugar que ocupa dentro da cartuxa.

O pátio interior

Por trás das paredes de pedra, abre-se um pequeno pátio interior cheio de ambiente. É um dos lugares onde melhor se percebe a dimensão do palácio. A arquitetura parece mais íntima do que a dos amplos pátios das grandes residências.

O pátio também te permite sentir a passagem do exterior para o interior. A luz intensa de Maiorca encontra aqui as superfícies de pedra à sombra. Em vez de o atravessares apenas a caminho das salas, pára um momento: é precisamente o espaço reduzido que te dá uma ideia de como era compacta a residência original.

As salas mobiladas do palácio

No interior, a visita centra-se nas salas históricas e no seu mobiliário. Os móveis ajudam-te a ver o edifício não apenas como uma construção de pedra, mas como um lugar onde se viveu. Criam um ambiente de época sem transformar o Palau numa grande exposição de mobiliário. O próprio edifício continua a ser a peça mais importante.

Durante a visita, não te detenhas apenas nas peças de mobiliário. A dimensão relativamente pequena do palácio ajuda a imaginá-lo como um lugar onde se vivia. Foi aqui que começou a nascer o complexo religioso, mais tarde muito maior.

Alguns guias de viagem referem a possibilidade de fazer uma visita guiada. Convém confirmar antecipadamente se há visitas no dia em que pretendes ir e como funcionam. Um guia pode ser especialmente útil, pois a importância histórica de muitas salas não é evidente apenas pelo que nelas se vê hoje.

Da residência real à cartuxa

Um dos aspetos mais importantes da visita não é uma peça de mobiliário, mas a ligação do palácio à Cartoixa de Valldemossa. O Palau é o seu núcleo original; os edifícios conventuais construídos mais tarde mostram como o mesmo lugar passou a ter outra função. Ao percorreres o conjunto, vês como o antigo refúgio real se foi transformando, passo a passo, numa cartuxa.

O conjunto inclui também a igreja e espaços característicos do período em que ali viveram os monges cartuxos, com celas e longos corredores de ligação. Não confundas estes espaços com as salas do palácio. Ainda assim, ajudam a perceber quanto o lugar mudou e cresceu depois da época real.

Jardins, terraços e vista para o vale

Dos jardins e terraços da cartuxa, o olhar deixa os edifícios para trás e alcança o vale de Valldemossa. Depois das salas mais fechadas do palácio e do convento, a perspetiva muda: a Serra de Tramuntana volta a dominar a paisagem e percebe-se melhor a localização da antiga residência.

Esta vista pertence ao conjunto monumental, não apenas ao palácio medieval. Ainda assim, ajuda a compreender por que foi construído aqui. Ao olhares sobre Valldemossa, torna-se mais fácil perceber a associação deste lugar de montanha ao sossego, ao recolhimento e ao ar puro. Se visitares o Palau e a cartuxa, não deixes os espaços exteriores para o fim como se fossem um mero complemento.

A visita

A melhor forma de conhecer o Palau del Rei Sanç é incluí-lo num percurso pelo conjunto histórico. Assim, podes descobrir a residência real, com o seu pátio e as salas mobiladas, e acompanhar a sua transformação no âmbito da cartuxa. Se fores apenas à procura de Chopin, arriscas-te a passar ao lado da história mais antiga do lugar, fundamental para compreender Valldemossa.

Percurso e tempo necessário

Para visitar todo o conjunto monumental, costuma apontar-se cerca de 1 hora. É uma referência útil para um percurso atento pelo palácio, pela cartuxa e pelos espaços exteriores. Se quiseres observar melhor o mobiliário, ler as explicações históricas ou ficar mais tempo nos terraços, conta com mais tempo. É difícil indicar uma duração fiável apenas para o palácio, tão estreita é a sua ligação histórica e física à cartuxa.

Uma boa forma de organizar a visita é começares por Jaume II e Sanç e só depois passares ao período dos cartuxos e à estadia de Chopin. Assim, a sequência histórica torna-se mais clara. Caso contrário, é fácil ficar com a impressão de que todas estas figuras conhecidas ocuparam as mesmas salas na mesma época.

A hora mais sossegada

Valldemossa é um dos destinos mais visitados da Serra de Tramuntana. Os guias de viagem recomendam ir de manhã cedo para evitar as horas de maior afluência nas ruas e no conjunto monumental. A essa hora, também é mais fácil observar a fachada de pedra no seu enquadramento, sem grandes grupos a ocupar constantemente a entrada e o pequeno pátio.

Antes de ires, confirma as condições de acesso em vigor. As visitas guiadas e as zonas abertas ao público também podem mudar. Se vais a Valldemossa sobretudo para visitar o palácio, não te bases apenas nas informações gerais publicadas sobre a cartuxa.

O que esperar da visita

Visitar o palácio é seguir as pistas da sua história: encontrarás o núcleo do antigo palácio, salas históricas e a ligação ao mosteiro que surgiu mais tarde. Por isso, vale a pena observar tudo com calma. A fachada, o pátio e as salas mostram onde começou a história do futuro mosteiro. Se tiveres presente esta evolução, verás também as restantes partes da cartuxa de outra forma: não como edifícios vizinhos sem relação entre si, mas como a continuação de uma história que começou no Palau.

Como chegar e onde estacionar

O primeiro destino é Valldemossa: as distâncias e os tempos de viagem indicados terminam na localidade, não à porta do palácio. O Aeroporto de Palma de Mallorca fica a 25 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 30 minutos, pela Ma-20 e depois pela Ma-1110. Do centro de Palma até Valldemossa são 19 quilómetros por estrada, pela Ma-1110; conta com cerca de 35 minutos.

O último troço em Valldemossa

O Palau fica na zona histórica da vila, junto à Cartuxa Real. Por isso, o último troço é bem diferente da viagem pela estrada de acesso. O caminho atravessa as ruas estreitas de Valldemossa, algumas íngremes e calcetadas. Reserva alguns minutos para o percorrer a pé: calçado confortável e com boa sola será mais útil do que tentar chegar de carro o mais perto possível do palácio.

Nos dias de maior afluência, convém contar com tempo extra para chegar a Valldemossa e atravessar o centro da vila, em vez de planeares o início da visita com base apenas no tempo estimado para a viagem de carro.

De autocarro

Também podes chegar a Valldemossa de autocarro. As paragens disponíveis são Valldemossa 1, Valldemossa 2 e Ermita de la Trinitat 2. A partir de Valldemossa, o caminho até à zona da cartuxa e do palácio atravessa a vila.

Confirma os horários atualizados dos autocarros, sobretudo se a visita depender de uma hora de entrada marcada, incluir uma visita guiada ou fizer parte de um passeio com outra paragem na Serra de Tramuntana. O último troço em Valldemossa é sempre feito da mesma forma: chega-se ao Palau a pé, pelas ruas históricas, onde a calçada e as subidas fazem parte da experiência.

Linhas de autocarro para Palau del Rei Sanç num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
203Valldemossa / Deià15206:4722:34

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Valldemossa 1 (63002) · 0,2 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Valldemossa 2 (63001) · 0,3 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Ermita de la Trinitat 2 (63011) · 1,9 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Ermita de la Trinitat 1 (63003) · 2,2 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nas proximidades

A história não acaba à saída do palácio. O Palau del Rei Sanç fica no coração do conjunto a partir do qual se desenvolveu a Cartuxa Real de Valldemossa. Por isso, visitar também a Cartoixa não é apenas acrescentar outra paragem ao passeio: é a forma mais natural de lhe dar continuidade.

Cartoixa de Valldemossa

A cartuxa dá a conhecer o longo período em que o local foi um mosteiro, depois de deixar de servir a realeza. A igreja, as antigas dependências dos monges, os corredores, os jardins e os terraços ajudam-te a compreender melhor este lugar. Aqui encontras também memórias de Frédéric Chopin e George Sand, que passaram o inverno de 1838 e 1839 em Valldemossa. A sua história pertence a uma época muito posterior à do palácio medieval, mas ganha outra dimensão por ter acontecido no mesmo lugar.

Mesmo que tenhas pouco tempo, vale a pena conhecer o Palau e a cartuxa como capítulos da mesma história: primeiro, a residência de Jaume II e Sanç; depois, a vida dos monges cartuxos; por fim, a influência cultural que o conjunto deixou. Assim, a visita será mais enriquecedora do que um percurso limitado a nomes famosos e locais para fotografar.

O centro de Valldemossa

À volta do conjunto, sucedem-se edifícios de pedra, ruas calcetadas e casas próximas umas das outras. Um passeio pelo centro mostra como o palácio faz hoje parte da vila. Em vez de se erguer isolado sobre Valldemossa, chega-se até ele por ruas estreitas que conservam as proporções do centro histórico.

Não precisas de um plano elaborado para explorar a vila. Basta passar da rua principal, mais movimentada, para as ruas laterais, mais sossegadas, e seguir até à zona da cartuxa para ficares com uma boa ideia do lugar. Os cafés e as pequenas lojas convidam a fazer uma pausa antes ou depois da visita, sem sair do centro histórico.

Serra de Tramuntana e outros locais a visitar

Valldemossa fica no noroeste de Maiorca, na Serra de Tramuntana. Se reservares um dia inteiro para a região, podes combinar a visita ao palácio com Deià, um miradouro na costa oeste ou o Port de Valldemossa. Convém, porém, não encher demasiado o itinerário: as estradas de montanha, o trânsito nas localidades e o percurso a pé pelo centro histórico levam mais tempo do que o mapa pode sugerir.

Se o objetivo for um passeio cultural, Valldemossa basta por si só. O Palau, a cartuxa e uma volta pela vila formam um percurso completo, sem necessidade de incluir um destino mais distante. Se quiseres continuar viagem depois, visita o palácio de manhã e deixa a paisagem para a etapa seguinte.

A localidade correspondente

Valldemossa no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

A calçada faz parte do encanto histórico da vila, mas exige atenção. Algumas ruas de Valldemossa são íngremes e irregulares; para chegares ao palácio e depois percorreres o centro, aconselha-se calçado confortável e com boa aderência. Isto é especialmente importante se, além do Palau, quiseres visitar a cartuxa, os jardins e outras ruas do centro.

Com crianças

Para as crianças, o Palau é uma boa forma de começar a descobrir a história de uma verdadeira residência real. O pátio, as salas e a passagem para o mosteiro são mais fáceis de compreender do que uma exposição feita apenas de documentos. A visita torna-se ainda mais interessante se lhes contares antes a história de forma simples: um rei mandou construir um palácio no ar da montanha para o filho doente e, mais tarde, os monges fizeram dele o núcleo do seu mosteiro.

As crianças mais pequenas precisam de mais tempo para percorrer as ruas calcetadas e, em parte, íngremes de Valldemossa. Por isso, pode ser útil fazer uma pequena pausa entre a chegada e a visita ao interior. Se visitarem o palácio e a cartuxa em conjunto, também será mais fácil explicar a história às crianças distinguindo claramente as diferentes épocas.

Roupa e condições meteorológicas

A visita alterna entre espaços interiores e percursos ao ar livre. Conforme o trajeto, podes passar pelo pátio, pelos jardins ou pelos terraços; além disso, o caminho até ao conjunto atravessa as ruas da vila. Não se trata de passar muito tempo em campo aberto, mas de circular entre a vila, o palácio e a cartuxa.

O carácter do Palau

O Palau del Rei Sanç é um edifício histórico de dimensões relativamente modestas, com paredes de pedra, um pátio interior e salas mobiladas. A sua importância está sobretudo no papel que teve na origem da Cartuxa. Não se deve confundir a história do palácio com a passagem de Chopin e George Sand pela antiga Cartuxa, que aconteceu mais tarde. Ao distinguir estas épocas, descobres uma faceta de Valldemossa que facilmente passa despercebida quando se fala de Chopin: muito antes da sua célebre estadia de inverno, a vila já tinha importância na história da realeza e da vida religiosa.

Dicas de quem vive cá

  • Vai cedo ao palácio

    Em Valldemossa, vale a pena chegar de manhã cedo, antes de as ruas e o complexo da cartuxa ficarem mais movimentados. Assim, também podes apreciar com mais calma a fachada de pedra no contexto do centro histórico.

  • Demora-te no pátio

    O pequeno pátio interior mostra bem as dimensões acolhedoras da residência. O pátio e a arquitetura em pedra ajudam a imaginar o ambiente do palácio medieval.

  • Começa por conhecer o Palau

    Durante a visita, vale a pena seguir a ordem cronológica: primeiro Jaume II e Sanç, depois os cartuxos e, por fim, Chopin e George Sand. Assim, é mais fácil distinguir a história do palácio real, a do mosteiro e a estadia dos artistas, já mais tarde.

  • Vai até aos terraços

    Se visitares o Palau e a cartuxa, não deixes de passar pelos jardins e terraços. A vista sobre o vale ajuda a perceber por que razão este lugar na montanha era associado ao recolhimento e ao ar saudável.

  • Escolhe calçado adequado para percorrer a vila

    A visita não se fica pelo palácio: o percurso por Valldemossa passa por ruas calcetadas, algumas bastante íngremes. Com calçado que não escorregue, o acesso e o passeio pelo centro histórico tornam-se muito mais agradáveis.

21°C Valldemossa
O que é o Palau del Rei Sanç e porque vale a pena visitá-lo?
O Palau del Rei Sanç é uma residência real do início do século 14, em Valldemossa, que deu origem à Cartuxa construída mais tarde. Vale a pena visitá-lo pela sua história: aqui percebes como uma residência da família real de Maiorca se transformou num mosteiro usado durante séculos. As paredes de pedra, o pequeno pátio interior e as salas mobiladas permitem conhecer de perto a antiga residência.
Quando foi construído o Palau del Rei Sanç e a quem se destinava?
O palácio data de 1309, no início do século 14. O rei Jaume II mandou construir a residência para o seu filho Sanç, que lhe deu o nome pelo qual é hoje conhecida. A escolha de Valldemossa é atribuída aos problemas respiratórios de Sanç e ao ar da montanha, considerado benéfico. Era um lugar onde a família real podia ficar e descansar na Serra de Tramuntana.
Qual é a relação entre o Palau del Rei Sanç e a Cartuxa de Valldemossa?
O Palau é a parte mais antiga do conjunto histórico da Cartuxa. Depois da época em que pertenceu à realeza, o local passou a albergar uma comunidade de cartuxos, que aí permaneceu até 1835. Ao longo desse período, foram construídos a igreja, os espaços dos monges, corredores, jardins e terraços. Por isso, não faz sentido ver o palácio e a Cartuxa como atrações completamente separadas. O Palau conta o início da história; os edifícios do mosteiro mostram como o lugar foi transformado e ampliado.
O que podes ver no Palau del Rei Sanç?
Destacam-se a fachada de pedra preservada, o pequeno pátio interior e as salas históricas mobiladas. O edifício mostra a arquitetura tradicional maiorquina e a dimensão relativamente reservada da antiga residência. Vale a pena reparar nas ligações à Cartuxa construída mais tarde, que ajudam a perceber a transformação do palácio real em mosteiro. Se visitares todo o conjunto, podes também passar pelos jardins e terraços, com vista para o vale de Valldemossa.
Quais são os horários de abertura e os preços dos bilhetes para o Palau del Rei Sanç?
Antes de ires, confirma diretamente junto do conjunto monumental da Cartoixa de Valldemossa as condições de acesso em vigor. Confirma também se há visitas guiadas e que salas e espaços estão abertos no dia da tua visita. Como o Palau está intimamente ligado à Cartuxa Real, vale a pena planear a visita aos 2 em conjunto. Assim, podes conhecer tanto as origens reais do lugar como a sua transformação posterior em mosteiro.
Quanto tempo deves reservar para visitar o Palau del Rei Sanç?
Para visitar todo o conjunto monumental — o antigo palácio, a Cartuxa e os espaços exteriores — costuma contar-se com cerca de 1 hora. É tempo suficiente para um percurso sem demoras, mas que permite compreender a história do lugar. Se quiseres observar melhor as salas mobiladas, ler as explicações ou ficar mais tempo no pátio, nos jardins e nos terraços, reserva mais tempo. É difícil indicar uma duração só para o Palau, porque está estreitamente ligado à Cartuxa, tanto pela localização como pela história.
Qual é a melhor altura do dia para uma visita mais tranquila?
O início da manhã é a melhor altura para passear com relativa tranquilidade pelas ruas de pedra de Valldemossa e pela zona da cartuxa. A localidade é um dos destinos mais visitados da Serra de Tramuntana, pelo que, ao longo do dia, podem chegar grupos maiores de visitantes. De manhã cedo, também é mais fácil apreciar a fachada no contexto do centro histórico. Antes de partires, confirma as condições de acesso para o dia da visita.
Como chegar ao Palau del Rei Sanç a partir de Palma ou do aeroporto?
Do aeroporto de Palma de Mallorca, segue primeiro pela Ma-20 e depois pela Ma-1110 até Valldemossa. São 25 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 30 minutos. Do centro de Palma, segue pela Ma-1110: os 19 quilómetros por estrada até Valldemossa demoram cerca de 35 minutos. Estes tempos e distâncias dizem respeito apenas ao trajeto até Valldemossa. O último troço até ao palácio atravessa o centro histórico e é mais prático fazê-lo a pé.
É possível chegar ao Palau del Rei Sanç de autocarro?
Podes chegar a Valldemossa de autocarro. As paragens disponíveis são Valldemossa 1, Valldemossa 2 e Ermita de la Trinitat 2. A partir daí, segue a pé pela localidade até à zona da Cartuxa Real e do palácio. Confirma os horários pouco antes da visita, sobretudo se tiveres uma visita guiada marcada ou se o acesso estiver limitado a determinados horários. No último troço, vais encontrar ruas empedradas, algumas delas íngremes.
Vale a pena visitar o Palau del Rei Sanç com crianças?
Para as crianças, este pequeno palácio pode ser uma forma de conhecer a história de Maiorca: um rei mandou construir uma residência no ar da serra para o filho, que tinha problemas de saúde; mais tarde, o edifício tornou-se o núcleo de um mosteiro. O pátio interior e as salas mobiladas ajudam a perceber esta evolução. Nas ruas irregulares e por vezes íngremes de Valldemossa, as crianças mais pequenas precisam de mais tempo e atenção. Convém distinguir claramente a época da residência real, a do mosteiro e a fase cultural posterior.
Frédéric Chopin viveu no Palau del Rei Sanç?
A célebre estadia de Chopin faz parte da história da antiga cartuxa, não da época em que o palácio servia de residência real. O compositor e a escritora George Sand passaram o inverno de 1838 e 1839 em Valldemossa, muito depois de a residência real se ter tornado o núcleo do complexo monástico. Durante a visita, convém distinguir 3 épocas: a do palácio de Jaume II. e Sanç, a dos séculos em que ali viveram os cartuxos e a da memória posterior de Chopin e Sand.
Que outros locais podes visitar nas proximidades?
Faz sentido começar pela Cartuxa Real de Valldemossa, que se desenvolveu a partir do núcleo do palácio e dá continuidade à história do local. Depois, podes passear pelo centro histórico, com as suas ruas empedradas. Se quiseres prolongar o passeio, inclui Deià, um miradouro na costa ocidental ou o Port de Valldemossa. Se planeares visitar vários locais, reserva tempo suficiente para as deslocações pelas estradas de montanha e tenta visitar o palácio no início do dia.