en Figuera – o relógio e o sino históricos de Palma

Em plena Plaça de Cort, há um pedaço da história da cidade que passa facilmente despercebido: en Figuera, o relógio histórico e o sino que lhe deu o nome, na Câmara Municipal de Palma. Quem se detém apenas na fachada monumental pode pensar que se trata de um detalhe decorativo. Mas o relógio que o antecedeu já marcava o ritmo da cidade na Idade Média.
En Figuera não é um museu nem um edifício independente. Faz parte da Câmara Municipal e pode ser observado a partir da Plaça de Cort. O interesse da visita não está em explorar o seu interior, mas em descobrir o que conta sobre a tecnologia, a cidade e a vida quotidiana. Durante séculos, um sino que se ouvia ao longe marcava as horas para toda a gente.
Vale a pena fazer aqui uma breve paragem, sobretudo se quiseres conhecer mais da cidade velha de Palma do que os seus grandes monumentos. En Figuera transporta-nos para uma época em que um relógio mecânico era uma novidade técnica, as horas se contavam de outra forma e uma tempestade acabou por obrigar a mudar de lugar este relógio tão familiar à cidade.
História e importância
A Torre de les Hores
A história não começa na atual Câmara Municipal. Em 1386, o Grande Conselho Geral de Maiorca comprou aos dominicanos uma torre situada no extremo superior da atual Carrer del Conqueridor, perto do local onde mais tarde seria construída a Câmara Municipal. Foi aí que instalou um relógio mecânico e um sino pesado. A torre recebeu um nome que deixava clara a sua função: Torre de les Hores, ou torre das horas.
Para a Palma do final da Idade Média, esta instalação era muito mais do que uma forma cómoda de saber as horas. En Figuera foi um dos primeiros relógios de torre de Espanha. As badaladas do sino anunciavam as horas a toda a cidade. Ouvia-se o sino por cima dos telhados, nas ruas e nas praças, mesmo sem conseguir ver o mostrador do relógio.
O sino original pesava 1.880 quilogramas. Foi feito por Pere Joan Higuera, um ourives cujo nome acabou por ficar associado ao conjunto. Assim, o nome en Figuera não se refere a um lugar nem a uma figueira. Conserva, com uma ligeira alteração, o nome do artesão que fez o primeiro sino.
As horas contadas pelo sol
A forma como o relógio contava as horas é particularmente reveladora. O relógio medieval não seguia o sistema contínuo de 24 horas a que estamos habituados. Funcionava em 2 ciclos, definidos pelo percurso do sol: o primeiro começava ao nascer do sol e o segundo, ao pôr do sol. A primeira hora soava 1 hora depois de o sol nascer; após o pôr do sol, a contagem recomeçava.
Por isso, as badaladas não correspondiam a uma hora fixa ao longo do ano, como acontece hoje. Davam uma ordem audível à alternância entre o dia e a noite. É esta diferença que torna en Figuera tão interessante para compreender a história: o relógio recorda-nos que até a maneira de dividir o dia, por mais natural que hoje pareça, mudou ao longo do tempo.
Quem olha hoje para a fachada da Câmara Municipal não vê apenas uma antecessora dos relógios públicos modernos. En Figuera recorda uma época em que a medição do tempo dependia mais da luz e da escuridão. O início do dia não era determinado apenas por números: contava também a hora a que o sol nascia sobre a cidade.
Uma nova fundição e um tornado
No início do século 17, o primeiro sino estava danificado e apresentava várias fissuras. Joan Cardell voltou a fundi-lo em 1680. Desse trabalho nasceu o atual sino en Figuera, que, com 1.843 quilogramas, continuou a ser extraordinariamente pesado. Na parte inferior, uma inscrição em latim contém invocações religiosas a Cristo, ao leão da tribo de Judá, a Maria e a Santa Ana.
A antiga torre do relógio, porém, não resistiu ao passar do tempo. Um tornado danificou-a de tal forma que teve de ser demolida. Em 1848, o relógio e o sino foram transferidos para a Câmara Municipal, na Plaça de Cort. É por isso que este relógio de origem medieval se encontra hoje num edifício que não foi o seu primeiro lugar.
Em 1863, o relógio voltou a ser substituído. O novo mecanismo foi fabricado pela empresa francesa Collin e fez-se ouvir pela primeira vez no aniversário da rainha espanhola Isabel II. O conjunto atual reúne, assim, várias épocas: as origens no século 14, o sino refundido no século 17, a mudança de lugar no século 19 e o mecanismo instalado também no século 19.
O que ver
O relógio na fachada da Câmara Municipal
Para o veres, começa por olhar para cima. En Figuera encontra-se na fachada da Câmara Municipal de Palma e pode ser observado a partir da Plaça de Cort. Não se deve, porém, confundir este conjunto com todo o edifício: o elemento histórico de interesse é a combinação do relógio com o sino, cuja história começou muito antes de serem instalados ali.
Visto de longe, o relógio parece fazer parte da arquitetura da Câmara Municipal. Mas, ao conheceres a sua localização anterior, percebes a mudança que a história da cidade deixou nesta fachada. Aquilo que hoje parece inseparável da Plaça de Cort esteve durante séculos na Torre de les Hores, na Carrer del Conqueridor. Olhar para a fachada é também descobrir essa deslocação.
O mostrador é a parte mais recente e visível de uma tradição muito mais antiga. O sistema atual remonta ao mecanismo francês instalado em 1863, mas a medição pública do tempo começou ainda na Idade Média. É esta sucessão de épocas que torna o conjunto mais interessante do que um relógio que tivesse permanecido inalterado no seu lugar de origem.
O sino en Figuera
Não foi o mecanismo do relógio que deu nome ao conjunto, mas o sino. O seu nome deriva do ourives Pere Joan Higuera e acabou por designar também todo o conjunto. É fácil não reparar nesta distinção ao passar, pois hoje chama-se frequentemente en Figuera ao próprio relógio.
O sino atual foi fundido de novo por Joan Cardell em 1680. Os seus 1.843 quilogramas ajudam a perceber a dificuldade de o fabricar, suspender e, mais tarde, transportar até à Câmara Municipal. Enquanto instrumento histórico, não foi concebido para ser visto de perto, mas para se fazer ouvir: a sua função era anunciar as horas por toda a cidade.
Na parte inferior, encontra-se uma longa inscrição em latim. Mais do que identificar o fabricante, ela reflete as crenças religiosas da época. Nela são invocados Cristo, Maria, Santa Ana e o leão da tribo de Judá. O sino era, ao mesmo tempo, um instrumento, um sinal público e um objeto carregado de significado.
A localização na Plaça de Cort
A Plaça de Cort faz parte da experiência de descobrir en Figuera. O relógio e o sino encontram-se na fachada da Câmara Municipal.
A praça ajuda também a perceber a função original de en Figuera. Um relógio público tinha de poder ser visto ou ouvido. En Figuera não era um instrumento de precisão privado, guardado num espaço fechado: destinava-se a toda a cidade. A localização atual na Câmara Municipal mantém esse carácter público, embora a importância técnica e social dos relógios de torre tenha mudado profundamente.
Se incluíres a Carrer del Conqueridor no teu passeio pelo centro histórico, podes também perceber como o local da antiga torre das horas ficava perto do sítio onde o relógio se encontra hoje. O tornado arrancou o relógio e o sino à sua estrutura original, mas não os afastou do centro histórico de Palma.
Várias épocas num só conjunto
Mais do que uma obra criada de uma só vez, en Figuera é um conjunto formado ao longo do tempo. Do conjunto inicial do século 14, perdurou a tradição de anunciar publicamente as horas. O sino, na sua forma atual, data do século 17; a instalação na Câmara Municipal e o mecanismo do relógio datam do século 19.
Esta história ajuda a explicar por que razão en Figuera pode parecer mais discreto do que seria de esperar. Não há salas medievais para percorrer, nem resta a Torre de les Hores. Para compreender a sua importância, é preciso conhecer a ligação entre o artesão, o sino, a forma de contar as horas, a torre destruída e a nova localização na fachada da Câmara Municipal. Com essa história em mente, verás na Plaça de Cort mais do que um relógio: uma memória da cidade transmitida ao longo de séculos.
A visita
O primeiro olhar a partir da praça
En Figuera encontra-se na parte superior da fachada da Câmara Municipal. O relógio e o sino estão acima da praça.
En Figuera convida mais a uma paragem atenta à sua história do que a uma visita demorada. Não há uma duração definida para a visita. Se quiseres apenas fotografar o mostrador, não precisarás de muito tempo; se te detiveres na antiga forma de contar as horas pelo sol, nas fundições do sino e na mudança de local, ficarás bastante mais tempo diante da fachada.
À luz do dia, é mais fácil observar a posição do relógio no edifício e os pormenores da parte superior da fachada. Não é possível indicar uma hora do dia em que haja garantidamente menos gente. Como en Figuera pode ser visto do exterior, não dependes de uma visita guiada ao interior do edifício. Se a praça estiver muito movimentada, podes voltar a observá-lo mais tarde, durante o teu passeio pelo centro histórico.
Ouvir, não apenas ver
Historicamente, en Figuera destinava-se sobretudo a ser ouvido. Era o sino que anunciava as horas à cidade. Ao observá-lo, vale por isso a pena mudar de perspetiva: mais importante do que o mostrador era a distância a que as badaladas podiam ser ouvidas.
Ali mesmo, é fácil imaginar o antigo sistema de 2 ciclos regulados pelo percurso do sol. A contagem começava depois do nascer do sol e recomeçava após o pôr do sol. Ao olhar hoje para um relógio público que parece comum, surge uma pergunta invulgar: como soaria esta praça quando as horas ainda não eram contadas segundo a divisão contínua do dia que usamos atualmente?
Não há informação disponível sobre os horários de abertura e as condições de entrada atuais; se planeias entrar na Câmara Municipal, confirma-os antes da visita. Para conhecer a história de en Figuera, porém, basta começar por observá-lo a partir da Plaça de Cort. O relógio e o sino estão no exterior do edifício, pelo que não precisas de entrar para perceber onde se encontram e qual foi o seu papel na vida da cidade.
Uma breve paragem que vale a pena preparar
Sem conhecer a sua história, é fácil passar por en Figuera sem lhe dar grande atenção, entre os lugares mais marcantes do centro histórico. Basta uma breve preparação para aproveitar melhor a visita. Há 3 coisas que vale a pena saber: o nome pertencia originalmente ao sino, o conjunto esteve primeiro noutra torre e o relógio medieval contava as horas a partir do nascer e do pôr do sol.
Se fores com crianças, podes propor-lhes uma pequena descoberta: onde estão o relógio e o sino, e porque precisava toda a cidade de ouvir as badaladas? Juntos, o relógio que se vê na fachada, o sino pesado e uma forma de contar o tempo que hoje nos parece estranha ajudam a compreender um pouco da história da cidade.
Como chegar
Do aeroporto a Palma
Do aeroporto de Palma, segue-se primeiro pela Ma-19 até à capital da ilha. Palma fica a 11 quilómetros por estrada e a viagem demora cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se ao trajeto até Palma, não à viagem direta até en Figuera. O percurso final leva-te pelo centro histórico até à Plaça de Cort e depende do trânsito na cidade e do ponto de partida.
En Figuera não tem um acesso independente do edifício da Câmara Municipal. Para te orientares, dirige-te à Plaça de Cort. O relógio encontra-se na fachada da Câmara Municipal e pode ser visto da praça.
De autocarro até ao centro
Há várias paragens de autocarro à volta do centro histórico. A paragem Plaça de Cort deixa-te na praça certa; Plaça d’en Coll e Plaça del Mercat também são bons pontos de partida para o restante percurso a pé. A melhor ligação depende do local de onde partes em Palma.
Depois de saíres do autocarro, não procures uma torre que se veja ao longe: procura a fachada da Câmara Municipal na Plaça de Cort.
O último troço a pé
O caminho pelo centro histórico já faz parte da visita. Depois das ruas mais estreitas, chegas à Plaça de Cort. En Figuera encontra-se na fachada da Câmara Municipal.
Para encontrares o local sem dificuldade, usa como referências Palma, a Plaça de Cort e a Câmara Municipal.
Linhas de autocarro para en Figuera num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 35 | Aquàrium - Pl. Reina | Catedral | 8 | 07:10 | 13:50 |
| 3 | Pont d'Inca / Joan Carles I | 6 | 07:37 | 09:46 |
| 25 | s'Arenal - Pl. Reina | Catedral | 6 | 09:35 | 12:41 |
| 20 | Portopí - Son Espases | 4 | 07:17 | 07:31 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
662-pl. de Cort · 0,0 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
663-pl. d'en Coll · 0,2 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
106-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
52-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
664-pl. de sa Quartera · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
453-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
986-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
7-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
1048-pl. de Joan Carles I · 0,4 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
985-pl. de Joan Carles I · 0,4 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,4 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nas proximidades
A Plaça de Cort
En Figuera é um daqueles pontos de interesse em que é difícil separar o objeto do lugar onde se encontra. A Plaça de Cort não é apenas a praça em frente ao relógio: é também o espaço público onde este continua a fazer-se sentir. Ali percebe-se por que razão fazia sentido ter um sino pesado para marcar as horas da cidade. O seu toque não se destinava apenas a quem entrava num edifício, mas a todos os habitantes.
Por isso, vale a pena fazer mais do que tirar uma fotografia rápida à parte superior da fachada. A visita também ajuda a perceber o papel da Câmara Municipal como novo local de destaque para o relógio e o sino, depois da demolição da Torre de les Hores, danificada por um tornado.
O centro histórico de Palma
A localização de en Figuera permite incluí-lo facilmente num passeio pelo centro histórico de Palma. A zona da catedral e os Banys Àrabs são outras visitas que combinam bem com esta paragem. Não precisas de fazer grandes desvios: basta comparar monumentos de épocas diferentes para perceberes quantas camadas de história se concentram no centro da cidade.
Vale especialmente a pena passar pela Carrer del Conqueridor. Na parte alta desta rua erguia-se a antiga Torre de les Hores, antes de ser danificada pelo tornado. A torre já não existe, mas o percurso ajuda-te a compreender a mudança do relógio e do sino para outro ponto da cidade. Assim, uma data deixa de ser apenas um número e passa a corresponder a uma mudança concreta de lugar na Palma antiga.
Na zona da catedral e nos banhos árabes, encontras monumentos maiores, cujos espaços podes percorrer. En Figuera oferece um contraste à escala mais pequena. O relógio não conta a história de um espaço religioso ou habitacional fechado, mas da organização da vida quotidiana: quando começava cada hora, quem podia ouvir o sino e como preservou a cidade o seu relógio depois de perder a antiga torre?
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeO que saber antes da visita
A antiga torre do relógio
En Figuera é o relógio histórico com sino da Câmara Municipal de Palma. Para o encontrares, dirige-te à Plaça de Cort, em Palma.
Também não esperes encontrar uma torre do relógio medieval isolada. A Torre de les Hores foi demolida após os danos causados por um tornado. O relógio e o sino foram preservados e transferidos para a Câmara Municipal. A sua localização atual recorda, por isso, a perda da construção original.
Onde observar e o que levar
Não precisas de equipamento especial para observar o relógio e o sino.
Se quiseres tirar fotografias e apreciar melhor os pormenores arquitetónicos, a luz do dia oferece melhores condições. A inscrição encontra-se na parte inferior do sino, mas não foi concebida para ser lida da praça como um texto de exposição. O que mais enriquece a visita é saberes de antemão para onde olhar.
Visita com crianças
Para as crianças, en Figuera pode ser uma breve paragem durante um passeio pela cidade. O peso do sino, a sua função como sinal para todos e a antiga forma de contar as horas a partir do nascer e do pôr do sol ajudam a despertar-lhes a curiosidade.
O interesse de en Figuera está numa história fácil de acompanhar, ligada a algo que podes ver diante de ti. Se vais passar o dia a explorar o centro histórico, vale a pena fazer uma paragem para a conhecer entre visitas mais demoradas, em vez de a tomares como o único ponto do programa.
Confirma as informações antes da visita
Não estão disponíveis horários de abertura nem preços de entrada. Se, além de veres a fachada, quiseres entrar na Câmara Municipal ou participar numa visita especial, confirma previamente as condições. Os horários e as regras de acesso podem mudar.
Para quem está na Plaça de Cort, é a fachada que importa observar. A história de en Figuera não se descobre a percorrer salas, mas a olhar com atenção e a conhecer o seu passado. Quando sabes de onde vem o nome do sino, como funcionava a antiga contagem das horas pelo sol e porque foi transferido após o tornado, aquele relógio aparentemente comum revela-se um dos testemunhos mais singulares da forma como Palma dava as horas à população.
Dicas de quem vive na zona
Há mais para ver do que o mostrador do relógio
O nome en Figuera pertencia originalmente ao sino, e não apenas ao relógio. Ao olhares para a fachada da Câmara Municipal, procura o conjunto formado pelos 2 e imagina a sua antiga função: assinalar as horas com um toque que se ouvia ao longe.
Ter em conta as horas de sol
O relógio medieval contava as horas em 2 ciclos: 1 começava ao nascer do sol e o outro ao pôr do sol. Saber isto transforma um breve olhar para a fachada numa pequena viagem a uma forma de organizar o dia que hoje nos é estranha.
Recuar uns passos
Mesmo em frente à Câmara Municipal, é difícil observar en Figuera. Mais afastado, na Plaça de Cort, consegues ver muito melhor a posição do relógio e do sino na fachada.
Procurar a torre desaparecida
A Torre de les Hores erguia-se originalmente na parte alta da Carrer del Conqueridor. Vale a pena passar por lá para perceber de onde vieram o relógio e o sino, transferidos depois de um tornado ter danificado a torre.