Casal Solleric: arte contemporânea num palácio de Palma
No Passeig des Born, basta atravessar o portal para descobrires outra face de Palma. Por trás da imponente fachada do Casal Solleric, abre-se um pátio histórico. Uma grande escadaria conduz aos espaços outrora reservados à família proprietária. Hoje, a arquitetura barroca e a arte contemporânea convivem aqui, não num edifício transformado em peça de museu, mas num espaço cultural ainda em atividade.
Vale a pena visitar o Casal Solleric por 2 motivos. Se te interessam os palácios urbanos de Palma, encontrarás aqui um dos interiores mais representativos desta tradição arquitetónica abertos ao público. Se vens pela arte, poderás ver exposições temporárias que vão da fotografia e das instalações ao design, à banda desenhada e à arte conceptual. Muitas vezes, as obras ocupam não só as salas, mas também o pátio, as escadas e outros espaços do edifício.
A experiência da visita depende muito da programação em vigor. O edifício, porém, é sempre o mesmo: a passagem do movimentado Passeig des Born para o pátio, a relação entre os diferentes pisos e os pormenores em ferro forjado da escadaria. Esta combinação também atrai quem não procura um museu de arte convencional com uma coleção permanente. Podes reservar uma visita só para o Casal Solleric ou fazer aqui uma pausa cultural durante um passeio pelo centro histórico. Se gostas de arte, poderás demorar-te nas exposições; se te interessa a arquitetura, observa com atenção pelo menos o pátio, a escadaria e a galeria voltada para o Born.
História e importância
A casa da família Morell
O palácio foi construído na segunda metade do século 18 para a família Morell, uma das mais abastadas de Palma na época. A construção data do período entre 1763 e 1775 e é um dos últimos grandes palácios urbanos da capital da ilha. Numa época em que a arquitetura também servia para mostrar a posição social, a casa combinava os espaços privados da família com uma entrada concebida para impressionar: o portal, o pátio e a escadaria monumental.
O nome atual também está ligado à família. O filho de quem mandou construir o palácio tornou-se mais tarde marquês de Solleric. Assim, a residência, também conhecida como Ca’n Morell, passou a ser chamada Casal Solleric. Neste caso, «Solleric» refere-se ao título de nobreza e à casa em Palma, não a uma atração em Sóller.
O projeto é atribuído ao arquiteto maiorquino Gaspar Palmer. Várias fontes apontam o artista italiano Antonio Soldati como autor dos elementos escultóricos e das decorações em ferro forjado. A sua participação ajuda a explicar a marcada influência italiana, particularmente visível nos trabalhos em metal e nos ornamentos em relevo. A disposição dos espaços e alguns elementos decorativos revelam também influências do barroco italiano e francês.
De palácio nobre a centro de arte
Durante muito tempo, o edifício foi uma residência nobre. A sua compra pela Câmara Municipal de Palma, em 1975, deu início a uma mudança profunda. Após uma remodelação abrangente, o palácio abriu em 1985 como centro de exposições e documentação de arte contemporânea. Os espaços que antes serviam o quotidiano e a afirmação social de uma família privilegiada passaram a estar abertos ao público.
Esta mudança de função é essencial para compreender o Casal Solleric de hoje. O palácio não se tornou uma casa-museu histórica que procura recriar uma residência nobre em todos os seus pormenores. Palma utiliza-o como um espaço cultural ativo. Exposições, apresentações e outras iniciativas tiram partido dos diferentes pisos e tipos de salas do palácio. A arquitetura histórica continua à vista, mas cada projeto convida a descobri-la de outra forma.
Desde que abriu como centro de arte, o Casal Solleric tem dedicado a sua programação sobretudo à arte moderna e contemporânea. Ao longo dos anos, acolheu pintura, fotografia, design, banda desenhada e artes gráficas. Mostrou também obras de fotógrafos de renome internacional e trabalhos de jovens artistas locais e internacionais. Esta abertura a diferentes formas de expressão fez do Casal Solleric um espaço de referência para a cultura contemporânea em Palma.
Um palácio aberto ao público no Born
O facto de hoje se poder entrar diretamente pelo Passeig des Born num antigo palácio da nobreza diz muito sobre a história da cidade. A arquitetura imponente, antes destinada a um círculo social restrito, está agora ao serviço de quem procura arte e cultura. O pátio marca o início da visita.
O Casal Solleric representa, assim, 2 épocas de Palma: a da sociedade abastada do século 18 e a de uma cidade que, mais tarde, quis dar novos usos culturais ao seu património histórico. Ao contrário de um monumento dedicado apenas à sua própria história, o palácio renova-se com as exposições temporárias. Se o visitares mais do que uma vez, uma nova obra de arte pode fazer-te ver a mesma escadaria, o mesmo pátio ou a mesma sala de uma forma completamente diferente.
O que ver
A fachada no Passeig des Born
Visto do Passeig des Born, o Casal Solleric apresenta-se como um palácio urbano de linhas ordenadas. A fachada não deixa adivinhar a profundidade do edifício para lá da entrada. Destaca-se a galeria com 5 arcos voltados para o Born, que dá ritmo à parte superior da fachada e assinala o piso nobre do palácio.
Antes de entrares, vale a pena recuar um pouco para observar a fachada no seu conjunto. Assim, percebes melhor o cuidado com que foi concebida a passagem da rua para os espaços semiabertos do palácio. O portal não dá apenas acesso às salas de exposição: é o início de uma sequência de espaços característica das casas senhoriais de Palma.
O pátio interior
O pátio é o coração do Casal Solleric. Quem entra pelo Born deixa para trás o movimento da rua e chega a um espaço bem definido por arcos e galerias. Daqui, percebe-se de imediato a organização do palácio: em baixo fica a entrada; acima, as escadas e as galerias de circulação dão acesso às diferentes áreas do edifício.
Como não está cheio de mobiliário antigo, o pátio deixa apreciar as suas proporções. O olhar sobe até às balaustradas, aos arcos e aos lanços de escadas. Em vez de percorreres um simples corredor, atravessas um espaço concebido para impressionar, que por vezes também faz parte das exposições. As instalações criadas para este local podem alterar o percurso habitual ou levar-te a reparar de outra forma num elemento arquitetónico que já conhecias. Por isso, não olhes apenas para as obras de arte: a passagem entre a pedra, o metal, os espaços abertos e as salas adjacentes também faz parte da visita.
A escadaria imperial
A escadaria imperial é o elemento mais marcante do percurso até aos pisos superiores. Neste tipo de escadaria, os vários lanços formam uma subida imponente e tornam-se, por si só, uma atração. No Casal Solleric, a arquitetura combina-se com a decoração em ferro forjado. Os trabalhos em metal, atribuídos a Antonio Soldati, acrescentam linhas delicadas aos elementos de pedra, mais maciços.
Não vejas a escadaria apenas como uma forma de chegar ao piso seguinte da exposição. A partir de baixo, a perspetiva é diferente da que encontras nos patamares e nas galerias superiores. Se subires devagar e te voltares de vez em quando, verás como o pátio, os lanços de escadas e as galerias se articulam. É aqui que mais facilmente se percebe como o antigo palácio servia de cenário à vida social da época.
Também a arte contemporânea pode ter aqui um impacto mais direto do que numa sala fechada. As obras colocadas junto das escadas, dos corrimãos ou dos pontos de observação relacionam-se com o movimento de quem visita o palácio. O percurso torna-se, assim, menos linear: primeiro vês uma obra ao longe, aproximas-te ao subir os degraus e, mais tarde, descobres outro ângulo ao passar no sentido contrário.
Piso nobre, piso intermédio e rés-do-chão
O edifício tem 3 pisos, com espaços de exposição bastante diferentes entre si. São utilizados, entre outros, o piso nobre, um piso intermédio e algumas áreas do rés-do-chão. Há ainda a sala de exposições Espai Quatre. Conforme a programação, o percurso pode passar por amplas salas nobres, divisões mais pequenas e espaços mais resguardados.
Esta variedade é um dos pontos fortes do edifício. Uma série fotográfica pede condições diferentes das de uma instalação que ocupa uma sala inteira; as obras gráficas também se apresentam de forma diferente das instalações ou projeções. O Casal Solleric pode distribuir estes formatos por vários espaços sem que o caráter histórico do edifício desapareça por completo atrás de uma arquitetura museológica uniforme.
Segundo os registos, o percurso também incluiu o Aljub, utilizado para apresentações artísticas. A abertura e utilização de todos os espaços numa visita concreta dependem da programação em curso e dos períodos de preparação entre exposições.
Exposições temporárias
Aqui, o destaque não vai para uma coleção permanente. O Casal Solleric apresenta projetos temporários, pelo que os temas, a dimensão das exposições e os meios artísticos variam. Já acolheu arte contemporânea e fotografia, bem como banda desenhada, design e gravura. As exposições individuais ou coletivas podem ocupar várias zonas do edifício ou concentrar-se num único espaço.
Para quem visita, isto significa que é possível planear a visita ao edifício, mas convém consultar a programação atual para saber que obras estarão expostas. Uma exposição pode ser discreta e documental; outra pode recorrer a projeções ou a intervenções concebidas para espaços específicos. Por vezes, o pátio e as escadas fazem parte da exposição, em vez de servirem apenas de passagem entre as salas.
É muitas vezes no encontro direto entre o antigo e o contemporâneo que surgem as perspetivas mais interessantes. Uma instalação diante de arcos barrocos, uma série fotográfica em antigas salas nobres ou uma obra ao longo da escadaria mudam a forma como vemos tanto a arte como o edifício. A obra ganha outra dimensão no espaço; por momentos, o palácio deixa de parecer um cenário familiar e volta a revelar-se como um lugar cuidadosamente concebido.
A visita
Do portal ao pátio
Vale a pena começar a visita sem pressa, na zona de entrada, antes de seguir para a primeira sala. O pátio permite perceber a estrutura do edifício e orientares-te. A partir daí, consegues ver que pisos estão acessíveis e se a exposição começa logo no rés-do-chão ou prossegue pelas escadas.
Depois, percorre as salas abertas ao público sem olhar para a arquitetura apenas como pano de fundo. Nas passagens entre espaços, vale a pena voltar a olhar para o pátio. É sobretudo dos pisos superiores que se percebe como a circulação pelo palácio foi bem pensada. No fim, podes regressar ao ponto de partida: o pátio, com vista para a escadaria e, mais além, para o Born.
Como a programação muda, não há um percurso fixo. Alguns projetos estendem-se por vários pisos; outros ocupam apenas determinadas salas. Por isso, é melhor seguires as indicações à entrada do que esperares o percurso cronológico definido de um museu clássico.
Quanto tempo reservar?
Consoante a dimensão da exposição, conta com cerca de 1 a 2 horas para conheceres a arquitetura e veres a mostra em curso. Se quiseres ver sobretudo o pátio e a escadaria, a visita pode ser mais breve. Fotografias, projeções de vídeo, textos extensos ou várias exposições em simultâneo podem prolongá-la bastante.
A visita ganha mais com pequenas pausas entre os diferentes espaços do que com a pressa de passar por todas as salas. Vale a pena reparar no Casal Solleric à medida que passas do pátio para a escadaria, a galeria e os salões. Mesmo que algumas obras não sejam do teu agrado, há muito para descobrir neste palácio histórico.
Para famílias ou grupos, ajuda escolher aquilo a que querem dar mais atenção. Uma pequena seleção de obras, a escadaria e o pátio proporcionam muitas vezes uma visita mais agradável do que tentar ler todas as legendas. Se tens especial interesse por arte contemporânea, reserva tempo para as obras audiovisuais e para percorrer os vários pisos de exposições.
Programação, horários e entrada
Antes da visita, consulta as informações mais recentes do Casal Solleric. Confirma os horários de abertura e as condições de entrada nos canais oficiais, de preferência pouco antes de ires. Como estes dados podem mudar, é mais seguro verificá-los do que confiar em relatos de viagem antigos.
Consultar a programação é especialmente importante se procuras uma forma de arte específica: o Casal Solleric pode apresentar fotografia, instalações e obras gráficas em simultâneo, mas nem sempre encontrarás todas estas áreas em exposição.
Como chegar e onde estacionar
Do aeroporto de Palma ao centro
Do aeroporto de Palma, segue-se pela Ma-19 até à capital da ilha. Palma fica a 11 km por estrada e a viagem demora cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se ao trajeto até Palma, não até à porta do Casal Solleric. O tempo total depende depois do trânsito na cidade, do local onde estacionares e do percurso a pé pelo centro.
O último troço atravessa a zona mais compacta do centro, nas imediações do Passeig des Born. Se fores de carro, costuma ser mais prático estacionar nos limites do centro histórico e seguir a pé até ao palácio. Se vieres diretamente do aeroporto, lembra-te de que a bagagem pode tornar menos cómodo esse curto percurso. A entrada fica no Passeig des Born.
Estacionar nos limites do centro histórico
Uma opção prática é deixar o carro num parque de estacionamento público fora das ruas mais estreitas do centro histórico. Uma das alternativas é o parque Carrer del Moll, no Camí de l’Escullera. Tem cerca de 300 lugares e fica apenas um pouco mais afastado do centro histórico do que os parques Marina ou Parc de la Mar. A partir daí, podes seguir a pé até ao centro.
Assim, evitas procurar lugar nas ruas em redor do Born. Sobretudo nos dias de maior movimento, pode compensar não insistir em estacionar o mais perto possível. Caminhar pelo centro faz parte da experiência de conhecer a cidade; já os acessos estreitos, os sentidos únicos e o trânsito intenso podem prolongar desnecessariamente a procura de estacionamento junto ao palácio.
As condições de estacionamento e as regras de acesso podem mudar. Antes de partires, verifica por que zonas do centro podes circular e se o parque escolhido está aberto. As tarifas e os limites de tempo do estacionamento são independentes das condições de visita ao Casal Solleric.
A pé e de autocarro
Se já estiveres no centro, é fácil chegar ao palácio a pé. Da Plaça de Cort, basta percorrer um curto trajeto pelo centro histórico até ao Passeig des Born. Também é simples lá chegar a partir da zona da Plaça del Mercat. No último troço, orienta-te pelo Born: esta avenida larga e arborizada é mais fácil de reconhecer do que as ruelas do centro histórico.
Há várias paragens de autocarro urbano perto do centro. Consoante a linha, podes sair na Plaça de Cort, na Plaça del Mercat ou numa zona próxima e seguir a pé. Como os percursos e os horários podem mudar, confirma a melhor ligação para o dia da tua visita.
Se vais passar o dia em Palma, chegar sem carro costuma ser a opção mais tranquila. O Casal Solleric fica numa zona onde podes visitar muitos locais a pé. Entre o Born, o centro histórico e a zona do porto, é fácil traçar um percurso sem teres de procurar estacionamento a cada paragem.
Linhas de autocarro para Casal Solleric num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 35 | Aquàrium - Pl. Reina | Catedral | 8 | 07:10 | 13:50 |
| 3 | Pont d'Inca / Joan Carles I | 6 | 07:37 | 09:46 |
| 25 | s'Arenal - Pl. Reina | Catedral | 6 | 09:35 | 12:41 |
| 20 | Portopí - Son Espases | 4 | 07:17 | 07:31 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
662-pl. de Cort · 0,1 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
106-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
52-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
663-pl. d'en Coll · 0,2 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
1048-pl. de Joan Carles I · 0,3 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
985-pl. de Joan Carles I · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
986-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
453-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
664-pl. de sa Quartera · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
7-pl. de la Reina - Catedral · 0,3 km Em linha reta
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nas proximidades
Passeig des Born
A localização torna o Casal Solleric uma paragem fácil de incluir num dia em Palma. O Passeig des Born é um lugar para passear e fazer compras, além de ligar várias zonas do centro histórico. Em frente ao palácio, há o movimento habitual da cidade; ao atravessares a entrada, encontras um pátio mais sossegado, de traçado bem definido. Esse contraste imediato é 1 das impressões mais marcantes da visita.
Depois da exposição, vale a pena explorar o Born em vez de o usar apenas como passagem. Daqui, podes seguir para as ruas comerciais, para a Plaça del Mercat ou para o interior do centro histórico. Se visitares primeiro o Casal Solleric, será mais fácil apreciar os palácios e as fachadas que encontrares pelo caminho: o edifício mostra quanta profundidade se pode esconder por trás de uma fachada imponente.
Centro histórico de Palma
Em direção à Plaça de Cort, os edifícios históricos tornam-se mais numerosos. Podes visitar a praça e as ruas à sua volta a pé, a partir do Casal Solleric. Mais a sul, ficam os monumentos em torno da catedral La Seu e do Parc de la Mar. São uma boa continuação do percurso, com uma arquitetura diferente: do palácio aristocrático barroco à arquitetura religiosa de Palma.
Não precisas de transformar este percurso numa corrida entre pontos turísticos. O Casal Solleric resulta especialmente bem como paragem no interior de um edifício entre caminhadas mais longas pela cidade. No verão, a construção em pedra também permite fazer uma pausa do sol e do calor antes de voltares às praças e ruas. Podes ainda incluir Can Balaguer no percurso como outra paragem cultural. No Casal Solleric, a arquitetura histórica estabelece um contraste particularmente forte com as exposições temporárias de arte contemporânea.
Arte em Palma
Se quiseres dedicar o dia à arte moderna e contemporânea, podes combinar o Casal Solleric com Es Baluard ou a Fundación Juan March. Os espaços têm propostas diferentes: no Casal Solleric, as exposições temporárias ocupam um palácio barroco; nos outros, encontras coleções e uma abordagem mais museológica. É precisamente essa diferença que evita uma visita repetitiva.
Se tiveres pouco tempo, escolhe a combinação de acordo com o programa em exibição. Uma exposição de fotografia no Casal Solleric pode combinar bem com a visita a outro espaço de arte; já uma instalação mais complexa pode exigir mais atenção e tornar menos interessante acrescentar outra grande exposição no mesmo dia. Graças à localização central, ambas as opções são possíveis.
Mesmo que não visites outro museu, ao saíres regressas rapidamente ao quotidiano de Palma. Há cafés, lojas e praças praticamente à porta. Por isso, não precisas de reservar um dia só para o Casal Solleric: podes incluí-lo entre outras paragens, desde que deixes tempo suficiente para apreciar o pátio e a escadaria sem pressa.
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeInformações úteis para a visita
O que esperar
O Casal Solleric não é um museu tradicional, com uma coleção permanente e um percurso por épocas da história da arte. Aqui, o destaque vai para as exposições temporárias e os projetos culturais. Se queres ver a obra de um artista específico, uma exposição de fotografia ou uma instalação, confirma antes da visita se ainda está patente e em que espaços se encontra.
Também não vais encontrar um palácio nobre inteiramente mobilado. O mobiliário de época e as recriações dos antigos espaços habitados não são o principal motivo da visita. É a própria arquitetura — o pátio, a escadaria, as galerias e a sequência de salas — que conta a história do edifício. As salas acolhem, porém, arte contemporânea e, consoante o projeto, podem apresentar-se despojadas, escurecidas ou bastante transformadas.
Entre 2 exposições, pode haver bastante menos para ver do que durante uma programação mais extensa. Ainda assim, quem se interessa por arquitetura encontrará no pátio e na escadaria bons motivos para visitar o espaço. Se vais sobretudo pela arte, é ainda mais importante consultar o programa antes de ir.
O que vestir e como agir durante a visita
Não precisas de equipamento especial para a visita. Ainda assim, convém levar calçado confortável: o Casal Solleric costuma ser uma paragem num passeio mais longo pelo centro de Palma, e as exposições podem ocupar vários pisos. Num edifício histórico, os pavimentos e as escadas exigem mais atenção do que num edifício moderno sem desníveis.
Nos dias quentes, o interior oferece uma pausa agradável durante o passeio pela cidade. Mesmo que passes parte da visita dentro do edifício, protege-te do sol no percurso pelo Born e pelas ruas próximas. Nas instalações de fotografia ou vídeo, vale a pena abrandar o passo: muitas projeções só se revelam ao fim de alguns minutos, e certas obras produzem efeitos diferentes conforme o lugar de onde as observas.
Com crianças
Também podes visitar o edifício com crianças, sobretudo se te concentrares em alguns pormenores concretos. O pátio interior, a grande escadaria, os arcos e as diferentes perspetivas são mais fáceis de explorar do que longos textos sobre história da arte. Consoante o programa, as instalações e as exposições de fotografia ou de banda desenhada podem oferecer outros pontos de interesse.
Nem todas as exposições de arte contemporânea são, porém, pensadas para crianças. Os temas, as peças delicadas e os conteúdos audiovisuais variam. Por isso, se vais com crianças, consulta o programa atual e, durante a visita, mantém-nas a uma distância segura das obras expostas sem proteção. Um percurso curto pelo pátio, pela escadaria e por algumas salas costuma resultar melhor do que tentar ler todos os textos das exposições.
Com crianças mais pequenas, podes transformar a visita num jogo de descoberta: onde começam os lanços da escada, quantos pisos se veem a partir do pátio e em que pontos se cruzam elementos antigos do edifício e obras de arte atuais? Assim, manténs a atenção em aspetos que podem observar diretamente, sem reduzir a exposição a uma simples passagem.
Dicas de quem vive em Maiorca
Para primeiro no pátio
Não sigas logo para a primeira exposição. Do centro do pátio, percebe-se particularmente bem a organização do palácio: o portal, os arcos, as galerias e a escadaria imperial formam um conjunto.
Volta-te para trás na escadaria
A escadaria não impressiona apenas quando vista de baixo. Nos patamares, vale a pena olhar para o pátio: deste ponto mais elevado, vês melhor como os lanços da escada, as galerias e os corrimãos de ferro forjado se articulam.
Procura os 5 arcos na fachada virada para o Born
Antes de entrares, olha para a parte superior da fachada. A galeria com 5 aberturas em arco é um dos elementos exteriores mais marcantes do palácio, embora seja mais fácil passar-lhe despercebida do que ao imponente pátio interior.
Consulta a programação antes de explorares o edifício
As exposições mudam e podem ocupar o piso principal, o entrepiso, o rés-do-chão, o Espai Quatre, o pátio ou o Aljub. Uma consulta rápida à programação mostra-te que partes do edifício estão a ser usadas durante a tua visita.
Inclui-o num passeio pelo centro histórico
O Casal Solleric encaixa especialmente bem num percurso a pé entre o Passeig des Born, a Plaça de Cort e a zona sul do centro histórico. O palácio oferece assim uma paragem tranquila no interior, entre ruas e praças movimentadas.