Plaça Major em Palma: a grande praça do centro histórico

Entre as ruas estreitas do centro histórico, surge de repente uma ampla praça retangular: a Plaça Major. Para quem chega pela Carrer de Sant Miquel ou por uma das ruas vizinhas, a praça parece quase um palco. As fachadas formam um conjunto contínuo; sob as arcadas há lojas e estabelecimentos, enquanto a vida da cidade decorre no espaço aberto. É o conjunto que mais impressiona: as fachadas amarelas, as portadas verdes, as arcadas a toda a volta e os muitos acessos mostram como uma praça acolhe quem chega de vários lados e convida a seguir caminho. Artistas de rua, esplanadas e bancas ocasionais de artesanato dão-lhe um ambiente sempre diferente.
Mas a história por detrás deste cenário acolhedor está longe de ser tranquila. Neste local houve primeiro um convento e, mais tarde, a sede da Inquisição espanhola em Maiorca. A praça só ganhou a forma atual depois do fim da Inquisição, num processo de construção que se prolongou por muito tempo. É precisamente o contraste entre esse passado difícil e a vida quotidiana de hoje que faz da Plaça Major uma paragem importante num passeio por Palma. Para conheceres melhor o lugar, não te limites a atravessá-lo na diagonal: percorre as arcadas, olha para a praça a partir de um dos acessos e faz uma breve pausa junto às fachadas. Descobrirás mais do que numa fotografia apressada tirada do centro. Para quem gosta de arquitetura, a Plaça Major é um conjunto urbano harmonioso; para famílias e para quem passeia pela cidade, é um ponto de encontro fácil de reconhecer; para quem se interessa por história, é um lugar cuja abertura atual só se tornou possível após uma profunda rutura com o passado.
História e importância
Antes de as mesas dos cafés, os transeuntes e os artistas de rua fazerem parte da paisagem, encontrava-se aqui o convento San Felipe Neri. Mais tarde, o terreno passou a acolher a sede da Inquisição espanhola em Maiorca. Em Palma, o complexo também era conhecido pela designação sombria de «Casa Negra». Nada tinha então da abertura que hoje parece tão natural: era um lugar marcado por uma instituição associada ao controlo, à perseguição e ao medo.
San Felipe Neri e a Inquisição
A história da Plaça Major não começa, por isso, com os edifícios que hoje a rodeiam, mas com a transformação de um terreno no centro da cidade. Depois do convento, veio a Inquisição, que aqui manteve a sua sede em Maiorca até ao início do século 19. Este passado explica por que motivo, nos relatos históricos, a praça não surge apenas como um bonito ponto central do centro histórico. Sob o traçado regular criado mais tarde, permanece a memória de uma das instituições mais sombrias da história de Espanha.
Depois do fim da Inquisição, o antigo complexo foi demolido. Começou então a surgir a praça que conhecemos hoje. As obras tiveram início em 1825, prolongaram-se pelo século 19 e a praça continuou a receber novos elementos até ao início do século 20. Isso ajuda a explicar tanto a harmonia do conjunto como a longa história de construção por detrás das fachadas.
Do mercado a ponto de encontro da cidade
Desde o início, a nova praça foi mais do que um espaço aberto concebido para impressionar. Lojas, bancas e vendedores de peixe e carne faziam dela um lugar onde se comprava o necessário para o dia a dia. Mais tarde, algumas dessas atividades mudaram-se, entre outros locais, para o Mercat de l’Olivar. Ainda assim, a Plaça Major continuou a ser um espaço de comércio e encontro: as arcadas ofereciam abrigo e espaço para montras, enquanto o centro acolhia mercados e a vida pública.
Outra grande mudança ocorreu na segunda metade do século 20. Durante uma remodelação, escavou-se o subsolo da praça, acrescentaram-se novos elementos e completou-se o conjunto de arcadas que a caracteriza. Hoje, existe um parque de estacionamento sob a praça. Os carros ficam lá em baixo e os peões passeiam à superfície — uma transformação mais recente na história deste lugar.
Um ponto de ligação no centro histórico
Hoje, a Plaça Major é mais um ponto de passagem do que um destino onde o percurso termina. 4 ruas importantes desembocam na praça; a Carrer de Sant Miquel, em particular, traz um fluxo constante de pessoas do norte do centro da cidade. Por isso, quem explora Palma a pé acaba muitas vezes por passar por aqui, mesmo sem o planear. Esta localização fez da praça um dos pontos de encontro mais conhecidos da cidade.
A sua importância está precisamente no facto de continuar a fazer parte do quotidiano. O antigo local da Inquisição não foi preservado como um espaço de memória separado da cidade: voltou a integrar a vida de todos os dias. Há quem faça compras, se sente nas esplanadas, observe os artistas ou decida por onde seguir no centro histórico. O passado não está à vista, mas é essencial para compreender a Plaça Major: explica por que razão esta praça, que parece ser a praça principal de Palma desde sempre, é relativamente recente.
O que ver
Uma das melhores formas de descobrir a praça é chegar por uma das ruas que lhe dão acesso. Atrás de ti ficam as ruas estreitas do centro histórico; à tua frente abre-se, de repente, uma ampla área retangular. O que mais se destaca são os edifícios em redor: a repetição das cores, das janelas alinhadas e dos arcos dá à praça a sua forma bem definida.
A praça retangular
A forma da praça percebe-se de imediato. O retângulo transmite ordem sem parecer fechado, graças às várias ruas que lhe dão acesso. São bons lugares para parar e observar: daqui avistam-se as arcadas, as esplanadas e os pisos superiores, enquanto as pessoas atravessam a ampla zona central. Se ficares apenas no meio da praça, é fácil não reparar na forma como a arquitetura marca a passagem das ruas estreitas para o espaço aberto.
Consoante o dia, a área central pode servir de passagem, receber artistas de rua ou acolher bancas de artesanato. Por isso, a impressão que a praça causa varia mais do que a de uma praça monumental. Numa visita, talvez repares primeiro na simetria; noutra, na mistura de músicos, estátuas vivas, marionetistas e grupos a passear.
As fachadas amarelas
Os edifícios em redor estão pintados em tons quentes de amarelo, com portadas verdes que criam um contraste constante. Juntos, formam a imagem mais associada à Plaça Major. Vale a pena olhar para além do rés-do-chão: é nos pisos superiores que se percebe como as filas de janelas e portadas dão ritmo às longas fachadas e tornam a grande praça mais acolhedora.
Os edifícios foram construídos ao longo de várias fases, desde o século 19 até ao início do século 20. Apesar disso, parecem formar um conjunto coerente. É aí que reside a sua qualidade arquitetónica: não há um único edifício que concentre as atenções, mas sim motivos semelhantes que se repetem à volta de todo o retângulo.
Se quiseres tirar fotografias, os cantos e os acessos à praça costumam oferecer perspetivas mais interessantes do que o centro. Desses pontos, as fachadas prolongam-se ao longe e os arcos das arcadas continuam visíveis. Já no meio da praça, vale a pena olhar devagar à tua volta para apreciar o conjunto.
As arcadas
No rés-do-chão, os arcos formam uma passagem coberta. Antigamente, os comerciantes podiam expor aí os seus produtos ao abrigo das intempéries; hoje, as arcadas acolhem lojas, cafés, bares e restaurantes. Não são, portanto, um mero elemento decorativo das fachadas, mas uma zona de passagem entre o interior dos edifícios e a praça.
Ao percorreres as arcadas, cada arco oferece um enquadramento diferente: ora dos edifícios do lado oposto, ora de um artista de rua ou do movimento nas esplanadas. Também protegem do sol direto e permitem dar a volta à praça sem atravessar a zona central a cada passo. O contraste entre o centro luminoso e a passagem coberta é uma das características mais marcantes da Plaça Major.
As lojas também revelam a vocação comercial da praça. Embora a oferta tenha mudado profundamente desde os tempos em que aqui se realizavam mercados, a organização mantém-se: em cima, fachadas regulares; em baixo, uma passagem pública com comércio e restauração. Quem se limita a atravessar a praça mal dá por ela.
Arte de rua e artesanato
Os artistas de rua fazem parte da paisagem habitual da Plaça Major. Marionetistas, músicos, desenhadores e artistas caracterizados como estátuas ocupam o espaço aberto no centro da praça e atraem a atenção de quem passa. Não há um programa fixo, como num teatro; por isso, cada visita é diferente. A arquitetura mantém-se como pano de fundo, enquanto os artistas vão mudando.
Também se montam bancas de artesanato na praça, sobretudo para quem procura recordações. Mas não contes com a presença de um mercado em todas as visitas: as datas e a utilização da praça podem variar. Se é isso que te leva até lá, consulta a agenda de eventos antes de ir. Mesmo sem bancas, vale a pena ficar a observar a Plaça Major: o seu encanto está na forma como a arquitetura enquadra a vida da cidade, sempre em movimento.
A visita
Muitas vezes, chegas à praça quase sem dar por isso. A Carrer de Sant Miquel desemboca diretamente na Plaça Major, que também surge de repente entre os edifícios para quem vem de outras direções. Essa transição faz parte da experiência. Antes de avançares para o centro, pára um instante à entrada para apreciares a praça retangular no seu conjunto.
Um percurso pela praça
Para ficares com uma primeira impressão, começa por dar a volta à praça junto às arcadas. Aí podes observar os arcos, as montras e as diferentes perspetivas das fachadas do lado oposto. Depois, dirige-te ao espaço aberto no centro para teres uma visão de conjunto. Antes de saíres, volta a olhar para a praça a partir de outra entrada: daí, a sua simetria nota-se melhor do que junto aos edifícios.
Não precisas de reservar muito tempo para conhecer a Plaça Major. Se estiveres a passear pelo centro histórico, uma breve paragem basta para apreciares a praça. Vale a pena ficar mais tempo se houver artistas de rua ou bancas de mercado, ou se quiseres observar o movimento a partir de uma esplanada. Deixa que o teu interesse, mais do que um horário rígido, dite a duração da visita.
Movimento ao longo do dia
Por ser uma das principais zonas de passagem no centro de Palma, a praça costuma ser animada. A ligação à rua comercial Sant Miquel traz muita gente até aqui, e os restaurantes, cafés e artistas de rua convidam outros visitantes a ficar. Não esperes encontrar silêncio absoluto. A Plaça Major não é um pátio histórico recatado, mas uma praça central com lojas, esplanadas e várias entradas. É precisamente aí que reside parte do seu encanto.
Horários e entradas
A praça é um espaço público, não uma exposição fechada com um percurso de visita definido. Os mercados, eventos, lojas e estabelecimentos de restauração podem, no entanto, ter regras próprias. Como esta página não dispõe de informações atualizadas e fiáveis sobre horários ou preços de entrada, confirma esses detalhes antes de te deslocares até lá.
Não precisas de uma visita guiada para reconhecer os principais elementos da praça. Ainda assim, conhecer a sua história enriquece bastante a experiência. Sem saberes que ali existiram um convento e a Inquisição, nem conheceres o demorado processo de transformação da praça, é fácil veres na Plaça Major apenas um lugar agradável para comer ou beber. Com esse contexto, descobres nela um capítulo da história da cidade.
Como chegar e onde estacionar
O percurso indicado desde o aeroporto de Palma segue pela Ma-19 até Palma. São 11 quilómetros de estrada, numa viagem de cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se expressamente ao trajeto até Palma, não a um ponto de paragem na própria Plaça Major. Para o troço final, tem em conta que a praça fica no centro histórico e é um espaço pedonal.
Do aeroporto pela Ma-19
A Ma-19 leva-te do aeroporto em direção ao centro. Já em Palma, o percurso exige mais atenção do que na estrada principal, pois a Plaça Major fica entre as ruas estreitas do centro histórico. Se chegares com bagagem ou num carro alugado, não tentes ir diretamente à praça como farias para uma morada comum. O mais prático é seguir até um parque de estacionamento ou um local adequado para sair do carro e fazer o resto do caminho a pé.
Graças à localização central, é relativamente fácil orientares-te. A Carrer de Sant Miquel é uma das principais ruas pedonais de acesso à praça, à qual também podes chegar por várias ruas do centro histórico. Assim, o último troço já faz parte do passeio pela cidade.
Estacionar debaixo da Plaça Major
O Aparcament de la Plaça Major fica mesmo debaixo da praça, com entrada pela Carrer de la Riera. Do parque de estacionamento, podes subir até à praça pelas escadas ou pela escada rolante. Se fores de carro, é a forma mais direta de estacionar no centro sem atravessar as zonas pedonais do centro histórico.
O parque de estacionamento também é um bom ponto de partida para um passeio mais longo. Depois da Plaça Major, podes explorar a pé as ruas em redor, a Plaça de Cort, o Passeig des Born, a Rambla e o Mercat de l’Olivar. Antes de entrares, convém consultar as informações atualizadas sobre o acesso, os lugares disponíveis e o pagamento, pois as regras de funcionamento podem mudar.
Chegar de autocarro
Nas imediações, encontras as paragens pl. d’en Coll, pl. del Mercat e pl. de sa Quartera. A partir daí, fazes a pé o último troço pelo centro. A melhor ligação depende do teu ponto de partida e dos horários em vigor. Para te orientares, é mais útil procurares estas paragens do que uma paragem na própria Plaça Major, que é sobretudo uma zona pedonal.
Se já estiveres a visitar Palma, a forma mais agradável de chegar à praça costuma ser a pé. Muitos dos principais locais do centro histórico podem ser visitados num percurso contínuo. Assim, a Plaça Major deixa de ser apenas uma paragem para tirar fotografias e revela o seu papel na cidade: ligar ruas comerciais, ruelas históricas e outras praças.
Linhas de autocarro para Plaça Major num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 1 | Portopí - Sindicat | 6 | 07:15 | 09:15 |
| 3 | Pont d'Inca / Joan Carles I | 6 | 07:37 | 09:46 |
| 8 | Son Roca - Sindicat | 6 | 07:24 | 09:50 |
| 31 | Sant Jordi - Sindicat | 6 | 07:25 | 09:25 |
| 46 | la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta) | 6 | 07:20 | 09:15 |
| 47 | Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra) | 6 | 07:30 | 08:53 |
| 20 | Portopí - Son Espases | 4 | 07:17 | 07:31 |
| 6 | Son Espases - Sindicat | 2 | 08:11 | 08:50 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
663-pl. d'en Coll · 0,1 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
106-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
664-pl. de sa Quartera · 0,2 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
52-pl. del Mercat · 0,2 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
- 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
662-pl. de Cort · 0,3 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
1-Sindicat - Àrea d'intercanvi Sindicat · 0,3 km Em linha reta
- 46la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta) · 08:00–08:00 · Diariamente
- 47Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra) · 08:00–08:00 · Diariamente
360-Sindicat - Àrea d'intercanvi Sindicat · 0,4 km Em linha reta
- 6Son Espases - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
- 8Son Roca - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
983-Jutjats Nous · 0,4 km Em linha reta
- CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
6-Sindicat - Àrea d'intercanvi Sindicat · 0,4 km Em linha reta
- 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,4 km Em linha reta
- 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
1377-Sindicat Àrea Sindicat · 0,4 km Em linha reta
- 31Sant Jordi - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,4 km Em linha reta
- 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
- 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
- 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nas imediações
Da Plaça Major partem caminhos em quase todas as direções, cada um a mostrar uma faceta diferente de Palma. A norte, fica a movimentada Carrer de Sant Miquel; nas ruas próximas, encontras lojas e a basílica com o mesmo nome. Em direção ao Mercat de l’Olivar, a atividade dos mercados ganha novamente destaque. A sul, as ruelas históricas multiplicam-se em redor da Plaça de Cort e de Santa Eulàlia.
Carrer de Sant Miquel e Mercat de l’Olivar
A Carrer de Sant Miquel é o caminho mais natural se quiseres aproveitar a visita para fazer compras ou seguir em direção à Plaça d’Espanya. As montras acompanham-te pelo centro, num contraste claro com a praça rodeada de edifícios: na rua, segues em frente; na Plaça Major, os caminhos abrem-se em várias direções.
O Mercat de l’Olivar ajuda a perceber a história da praça. Algumas das atividades comerciais e de abastecimento que antes decorriam na Plaça Major passaram para lá. Sem precisares de comparar os locais em pormenor, este percurso mostra como o comércio no centro passou das bancas ao ar livre para um mercado coberto próprio.
Plaça de Cort e Passeig des Born
O passeio pelo centro histórico continua em direção à Plaça de Cort, onde se encontram a Câmara Municipal e outras fachadas imponentes de Palma. Daqui, podes seguir até ao Passeig des Born. A amplitude desta avenida contrasta com as ruas estreitas da cidade antiga e com o espaço fechado e retangular da Plaça Major.
Este percurso é ideal para quem quer comparar as diferentes praças de Palma. A Plaça Major é simétrica, movimentada e rodeada de arcadas; noutros espaços da cidade, destacam-se sobretudo os edifícios públicos, as igrejas ou as avenidas. Vê-la neste contexto ajuda a perceber melhor o que a distingue.
Santa Eulàlia, Sant Francesc e La Seu
Também podes incluir Santa Eulàlia, a Basílica Sant Francesc e a Catedral La Seu num passeio pela cidade antiga. Não são meros pontos de passagem a partir da Plaça Major, mas destinos por direito próprio, que revelam diferentes épocas da história da cidade. A praça principal serve de referência entre as ruas comerciais mais a norte e a zona sul da cidade antiga.
Para fazeres o percurso a pé, podes começar pelas ruas animadas à volta de Sant Miquel, atravessar depois o espaço aberto da Plaça Major e continuar pelo bairro histórico, de ruas mais próximas umas das outras, em direção à Câmara Municipal e à catedral. Assim, conheces a praça não apenas como atração turística, mas também como parte da vida de Palma.
A localidade correspondente
Palma no retrato da localidadeO que deves saber antes da visita
É fácil chegar à Plaça Major, mas nem sempre é fácil perceber o que a torna especial. Sem conheceres a sua história, talvez repares primeiro nos restaurantes, nas lojas de recordações e no grande espaço por onde passam tantas pessoas. Por isso, vale a pena observar a praça como um todo antes de te concentrares nos pormenores. Se te limitares a atravessá-la, passar-te-ão despercebidas as arcadas e o efeito das fachadas.
Sol, sombra e roupa
O centro da praça está mais exposto ao sol, enquanto as arcadas à sua volta oferecem sombra. Nos dias de sol e calor, podes alternar entre a zona aberta e os passeios cobertos. Se tencionas prolongar o passeio pela cidade antiga, leva calçado confortável: é quase inevitável continuares pelas ruas e vielas de Palma.
Se gostas de fotografar, não ajustes a exposição apenas para a zona luminosa no centro da praça. Os arcos criam molduras mais escuras, enquanto as fachadas amarelas do lado oposto recebem a luz. Se ficares um pouco dentro das arcadas, consegues captar bem este contraste e incluir na fotografia a repetição dos arcos.
Com crianças
Para as famílias, a Plaça Major é sobretudo uma paragem onde há muito para observar. O espaço aberto permite ver bem o que se passa à volta, e os artistas de rua ou os marionetistas podem tornar a visita mais divertida. Não contes, porém, com um programa fixo: as atuações e as bancas de mercado variam. Também não confundas a praça com um parque infantil. É um espaço público movimentado, com esplanadas, lojas e muitos transeuntes.
A forma simples da praça facilita a escolha de um ponto de encontro. Ainda assim, quando há muita gente, convém combinar um local preciso, como uma entrada específica ou uma parte das arcadas. Dizer apenas «na Plaça Major» é menos claro do que a forma retangular da praça pode fazer pensar.
O que esperar — e o que não esperar
A Plaça Major não é um museu e não tem um percurso de visita definido. Se esperas interiores impressionantes ou uma grande exposição, podes sair desiludido sem perceber o interesse do lugar. O que vale a pena apreciar é o conjunto: a forma retangular, as arcadas, as fachadas e a maneira como as pessoas ocupam a praça.
A oferta gastronómica e turística também faz parte da realidade atual da praça. Dá-lhe vida e animação, mas pode fazer passar a sua história despercebida. Por isso, vale a pena olhá-la de 2 maneiras: primeiro, observar o movimento de hoje; depois, recordar que aqui funcionou a Inquisição e pensar nas transformações por que o espaço passou desde 1825. É uma forma de perceber como este lugar mudou.
Mudanças e eventos
Os mercados, os artistas de rua e as atividades públicas podem mudar o aspeto da praça de uma visita para a seguinte. Se quiseres encontrar uma feira de artesanato ou assistir a um evento específico, consulta a programação atual. Já para apreciar a arquitetura, não precisas de esperar por nenhuma ocasião especial. As fachadas, as arcadas e as entradas observam-se melhor durante um passeio tranquilo pelo centro histórico.
A praça continua a ser objeto de debate e de planos para o futuro da cidade. Obras ou intervenções de remodelação podem alterar temporariamente o seu aspeto habitual. Se a arquitetura for o principal motivo da tua visita, vale a pena consultar os avisos locais mais recentes antes de ires. O essencial da experiência, porém, mantém-se: sais de uma rua estreita e entras numa ampla praça do centro histórico de Palma, rodeada de arcos.
Dicas de quem cá vive
Fotografar a partir de um dos acessos
Nem sempre é no centro da praça que se consegue a perspetiva mais completa. A partir de um dos acessos pelas ruas, as fachadas e as arcadas prolongam-se ao fundo da imagem, deixando perceber melhor a forma retangular da Plaça Major.
Observar as fachadas com atenção
Das ruas que dão acesso à praça e debaixo das arcadas, podes apreciar as fachadas, as portadas verdes e os arcos de diferentes ângulos. Na zona aberta da praça, quem passa, as esplanadas e os artistas de rua dão vida ao espaço.
Dar uma volta pelas arcadas
Não te limites a atravessar a Plaça Major na diagonal: ao percorreres as arcadas, cada arco oferece um enquadramento diferente. Percebes também como o comércio, a restauração e a arquitetura estão ligados neste lugar.
Estacionar mesmo por baixo da praça
O Aparcament de la Plaça Major fica mesmo por baixo da praça. A saída leva-te até lá acima por escadas ou escadas rolantes — uma forma prática de começar um passeio mais longo pelo centro histórico de Palma.
Descobrir a história do mercado
Uma visita ao Mercat de l’Olivar faz todo o sentido: foi para lá que se transferiram atividades comerciais antes concentradas na Plaça Major. É uma forma de perceber como mudou a vida dos mercados de Palma.