Bodegas Oliver Moragues

Algaida · Adegas · 5.0(483)Google

Bodegas Oliver Moragues fica perto de Algaida, pouco mais de vinte quilómetros a leste de Palma, no coração do Pla de Mallorca. A adega integra a Possessió Binicomprat, explorada pela mesma família desde 1511, ao longo de mais de quinze gerações. Não é um número para pôr no rótulo: é a razão por que este terreno conserva castas que quase desapareceram no resto de Mallorca.

A dada altura, a família decidiu regressar às origens em vez de seguir a tendência. Em vez de apostar em castas internacionais e em sistemas modernos de condução em arame, voltou às videiras maiorquinas antigas e à condução em vaso, isto é, à cepa baixa e livre que a ilha conheceu durante séculos. Daqui nascem vinhos de álcool moderado, taninos finos e uma nota salina que vem do subsolo.

Podes visitar a propriedade todos os dias, mas apenas mediante marcação prévia. A visita percorre a casa antiga, as vinhas e a adega, terminando com uma prova no jardim.

Bodegas Oliver Moragues – Impressão 1
Imagem: gerada por IA – não é uma foto do estabelecimento

Cinco séculos na mesma família

A Possessió Binicomprat é uma das poucas propriedades vinícolas da ilha que se manteve na mesma família durante mais de cinco séculos, sem nunca abandonar a vinha nem a adega. A casa ergue-se numa elevação sobre o Pla, no sopé do Puig de Randa e com vista até à Serra de Tramuntana. Em redor estendem-se pinhais e montados de azinheiras, que fazem expressamente parte da exploração: fornecem plantas para o trabalho na vinha e habitat para aves, morcegos e os burros da propriedade.

A orientação atual da casa é assumidamente um regresso. A família recuperou as castas autóctones e retomou os antigos sistemas de condução da vinha, procurando reencontrar os vinhos que cresciam em Mallorca antes do predomínio das variedades internacionais.

Bodegas Oliver Moragues – Impressão 2
Imagem: gerada por IA – não é uma foto do estabelecimento

As castas da Bodegas Oliver Moragues

Nas brancas, encontram-se Prensal Blanc, também chamada Moll na ilha, e Giró Ros. Nas tintas, Callet, Manto Negro, Gorgollassa e Escursach: precisamente as castas que quase ninguém conhece fora de Mallorca. A propriedade distingue-as claramente: a Callet dá finura, a Manto Negro fruta vermelha e taninos polidos, e a Gorgollassa uma estrutura tânica quase selvagem.

Os vinhos trazem essa origem no nome. OM Prensal e OM Giró Ros destacam, cada um, uma das duas castas brancas insulares; OM Blanc junta ambas a Viognier; El Galgo é um Callet; o rosé nasce de Gorgollassa; e OM 500 recebeu o nome dos cinco séculos que a família conta neste lugar. São engarrafados como Vi de la Terra Mallorca. A revista especializada britânica Decanter distinguiu OM Prensal Blanc e OM Gorgollassa nas suas provas cegas.

Vinha, solo e trabalho biodinâmico

A vinha divide-se em parcelas com nome. S'Era situa-se no ponto mais alto, junto ao bosque; Castellitx também fica em altitude e tem as cepas mais baixas; Sa Figuera acolhe as variedades tintas; e Es Ullastres, na parte inferior, tem os solos mais profundos. Por baixo há três camadas que a propriedade identifica: húmus à superfície; depois, material calcário-argiloso de origem marinha, responsável pela nota salina dos vinhos; e, mais abaixo, argila vermelha muito antiga, que retém a humidade.

O trabalho é biológico e segue práticas biodinâmicas. Após a vindima, semeiam-se culturas entre as fileiras; preparados como o extrato de urtiga são feitos na propriedade; e o estrume dos burros regressa ao solo. Do início do verão até ao outono sopra sobre a elevação o Embat, a brisa marítima da ilha: dias quentes, noites frescas, e é esta diferença que preserva a frescura da fruta. A vindima é manual, cada variedade é vinificada separadamente e só depois se faz o lote.

Visita, prova e o que chega à mesa

A visita passa pela casa antiga, pelas vinhas e pela adega. No final, sentas-te no jardim, em mesas de ferro forjado e mármore, entre arbustos antigos, o velho poço e antigos tonéis. Acompanham a prova pequenas especialidades maiorquinas preparadas em conjunto com o Forn de Can Salem: Coca, Empanada, pão com Sobrassada de produção própria e Cremadillo. Há opções vegetarianas, veganas, sem glúten e também uma versão sem álcool.

Para grupos, a casa prepara uma sala própria com vista para as vinhas e serve Paella ou Porcella. E, se quiseres ficar, há quartos para hóspedes na propriedade.

Comodidades e serviços

Estacionamento

  • Gratuito

Acessível

  • Entrada
  • Estacionamento

Pagamento

  • Cartão de crédito
  • Cartão EC/débito
  • Pagamento sem contacto

Animais de estimação

  • Cães permitidos

Perguntas frequentes sobre Bodegas Oliver Moragues

Que castas cultiva a Bodegas Oliver Moragues?

A propriedade trabalha quase exclusivamente com castas autóctones maiorquinas. As brancas são Prensal Blanc, também chamada Moll na ilha, e Giró Ros. Nas tintas, cultiva Callet, Manto Negro, Gorgollassa e Escursach. Há ainda Viognier numa das parcelas mais altas, e o OM 500 combina as castas da ilha com variedades internacionais.

É possível visitar a adega?

Sim, a propriedade organiza visitas com prova todos os dias da semana, mas apenas mediante marcação prévia. O percurso passa pela antiga casa de habitação, pelas vinhas e pela adega, terminando com uma prova no jardim. Para grupos, há também uma refeição com paella ou Porcella, numa sala própria com vista para as vinhas.

O que torna os vinhos da Oliver Moragues especiais?

São feitos com castas que quase tinham desaparecido em Maiorca e que a propriedade recuperou deliberadamente. O estilo privilegia álcool moderado, taninos finos e frescura, em vez de intensidade. A casa atribui a nota salgada que percorre os vinhos às camadas calcárias e argilosas de origem marinha sob as vinhas. O OM Prensal Blanc e o OM Gorgollassa foram distinguidos pela revista especializada Decanter em provas cegas.

A propriedade segue práticas de agricultura biológica?

Sim. As vinhas são cultivadas em modo biológico, complementado por práticas biodinâmicas. Depois da vindima, semeiam-se coberturas vegetais entre as linhas; preparados como o extrato de urtiga são feitos na própria propriedade, e o estrume dos burros volta para o solo. O pinhal e o bosque de azinheiras circundantes são assumidos expressamente como parte da exploração.

Há algo para comer durante a prova, incluindo opções vegetarianas ou veganas?

A prova inclui pequenas especialidades maiorquinas, preparadas pela propriedade em conjunto com o Forn de Can Salem: coca, empanada, pão com sobrassada de produção própria e Cremadillo. Há opções vegetarianas, veganas e sem glúten. Existe também uma versão da prova sem álcool.

Onde fica a propriedade e é possível lá dormir?

A propriedade fica perto de Algaida, no coração do Pla de Mallorca, numa elevação aos pés do Puig de Randa e pouco mais de vinte quilómetros a leste de Palma. Pertence à Possessió Binicomprat, situada fora da povoação, entre as suas próprias vinhas. É possível pernoitar: há quartos para hóspedes na propriedade. No jardim encontras ainda um pequeno espaço de serviço de vinhos, com venda de vinho.

Avaliações

Google