O Bella Verde fica no centro de Port de Pollença, numa rua lateral estreita a poucas esquinas da água, e o nome torna-se claro assim que entras: a sala é um jardim, onde antigas figueiras estendem os seus ramos longos e retorcidos. Belo verde — dificilmente se poderia descrever melhor o lugar. A casa chama-se a si própria Jardín Gastronómico, jardim gastronómico, e é para levar à letra.
A cozinha é inteiramente vegetal. Nem sempre foi assim: o restaurante começou por ser vegetariano e tornou-se vegan passo a passo. Hoje, a carta não inclui qualquer produto de origem animal, sem que a casa faça disso grande alarde.

O jardim que deu nome à casa
As figueiras sustentam o lugar. Dão sombra às mesas e, juntamente com o restante verde, definem o ambiente — exceto a buganvília, o único apontamento de cor intensa. Ao entrares da rua, o que mais se nota é o silêncio que surge logo ao primeiro passo.
A casa explica a sua filosofia de forma simples: tal como o jardim acolhe e alimenta, quer relacionar-se com o meio envolvente, dando prioridade a produtos locais e cuidando da equipa e dos clientes.

O que chega à mesa no Bella Verde
A carta é curta e muda com as estações. Para começar, há pratos como cogumelos crocantes com salva e maionese de sriracha, hummus de feijão-branco com abóbora assada, ervas frescas e focaccia, couve-flor assada com creme de alho negro, ou salada de tomate com gaspacho e manjericão.
Nos pratos principais encontram-se um caril tailandês com tofu, legumes da época, conservas e arroz basmati, rigatoni com pesto rosso, queijo de caju e azeitonas Kalamata, um Crispy Burger de cogumelo-ostra, molho barbecue coreano e batatas assadas, arroz meloso com Bimi e alioli, e beringela estufada com ajoblanco de caju, tomate e pêssego. Para terminar, há, entre outras opções, mousse de chocolate com pistácios e azeite, bem como uma versão de cheesecake basco.
O que nesta carta parece queijo é vegetal — tanto o queijo de caju como a ricotta fumada; um produto semelhante a queijo vem de um produtor de Barcelona. Além disso, a cozinha evita deliberadamente imitar carne. Legumes, fruta, ervas, especiarias e vontade de experimentar bastam-lhe.
Os dois cozinheiros e a sua assinatura
Na cozinha estão dois cozinheiros: Juan Ossa, da Colômbia, e Christopher Wilson, meio inglês, meio brasileiro. Wilson nasceu e cresceu em Port de Pollença e regressou depois de passagens pelo País Basco, Sevilha, Barcelona, São Francisco e Brasil. Estudou cozinha no Basque Culinary Center, em San Sebastián; sob o nome El Brasas, publica receitas vegetais, e o seu livro de cozinha está disponível no restaurante.
As suas origens fazem-se sentir na carta: uma cozinha mais sul-americana, mais colorida e mais cítrica do que é habitual na gastronomia vegan da ilha. Trabalha-se sobretudo com produtos biológicos sazonais da zona, embora por vezes entre também um ingrediente vindo de mais longe.
Bebidas: vinhos naturais e preparações da casa
A carta de bebidas acompanha a cozinha. Há kombucha, limonada e ginger beer feitos na casa, além de uma lager local. A seleção de vinhos é invulgarmente cuidada para um restaurante desta dimensão e quase toda biológica ou natural, com claro foco em Maiorca: Callet, Prensal, Giró Ros, Manto Negro, Escursac e Malvasía da ilha, além de Monastrell de Felanitx e Yecla, Garnacha de Navarra, Xarel·lo do Penedès e um Orange Wine da Conca de Barberà. O café vem de uma torrefação local e as tisanas de Manacor.
Comodidades e serviços
Estacionamento
- Estacionamento na rua
- Gratuito
Acessível
- Entrada
- Casa de banho
- Lugares sentados
Pagamento
- Cartão EC/débito
- Pagamento sem contacto
- Cartão de crédito
Atendimento
- Consumo no local
- Serviço de mesa
Comodidades
- Vegetariano
- Esplanada
- Vegano
Ambiente
- Descontraído
- Acolhedor
- Em voga
- Tranquilo
- Romântico
Animais de estimação
- Cães permitidos
Destaques
- Boa carta de vinhos
- Bom café
- Lareira
Reserva
- É possível reservar
- Recomenda-se reserva
Indicado para
- Famílias com crianças
- Grupos



