Breogán é um restaurante de cozinha galega no centro de Palma, gerido por dois irmãos da Galiza: Carlos na sala e Marcos no fogo. Fica na Carrer de Rubén Darío, a poucos passos do Passeig Mallorca, e manteve-se pequeno — cerca de dez mesas no interior e mais algumas no exterior.
O nome vem da mitologia galega: Breogán foi um rei mítico daquela região, e foi em sua honra que os irmãos deram nome à casa. A carta vem, quase por inteiro, do noroeste de Espanha: carne de bovino maturada a seco no forno de brasas, peixes inteiros do Atlântico, Pulpo á feira, tortilla à moda de Betanzos e Filloas.

O que o Breogán leva às brasas
O centro da proposta são os lombos maturados a seco de vaca e boi galegos; Rubia Gallega e Frisona estão entre as raças utilizadas. A carne é cozinhada num forno de brasas alimentado por madeira de carvalho e marabú cubano, daí o sabor fumado, a crosta firme e o interior suculento.
Não há cortes pequenos. Um Chuletón pesa habitualmente pelo menos um quilo e destina-se a ser partilhado à mesa. A casa, regra geral, não serve cortes menores; lombo ou Ribeye aparecem apenas ocasionalmente e conforme a disponibilidade. As peças são mostradas à mesa antes de serem grelhadas, para que possas escolher a tua. Além da carne galega, há Wagyu japonês de Miyazaki.

Peixe inteiro por encomenda
Com o peixe aplica-se a mesma regra: só é grelhado inteiro, a partir de cerca de um quilo. Pregado selvagem, pargo e imperador constam da carta, juntamente com lavagante europeu, lagosta maiorquina e sapateira — os três são servidos com batatas fritas e ovo estrelado, como se come na costa.
Esta parte da carta funciona por encomenda, pois o mercado determina o que está realmente disponível. Há mais marisco por pedido; percebes e ostras estão entre as contribuições do Atlântico.
Das entradas à Queimada
As entradas são clássicos galegos bem executados: pão galego com azeite e sal, salada de tomate com queijo Tetilla e anchovas, pimentos de Padrón na época, Cecina com queijo curado galego e Zorza. O Pulpo á feira é indispensável, e a tortilla à moda de Betanzos está sempre disponível: batatas ligeiramente fritas e envolvidas em ovo batido, deliberadamente líquida no interior, feita com ovos biológicos galegos de galinhas criadas ao ar livre.
Como acompanhamento, há Cachelos — batatas galegas cozidas — ou batatas salteadas com carne picada e cebola caramelizada. Para terminar, Filloas com chocolate crocante, cheesecake com geleia de marmelo e coulant de Tarta de Santiago, além de Queimada, a aguardente de bagaço galega que a casa incendeia diretamente à mesa.
Dois irmãos de Ourense
Carlos e Marcos vêm de uma aldeia na província de Ourense, perto da fronteira portuguesa. Aprenderam com a mãe as receitas usadas aqui; nenhum dos dois tinha trabalhado antes em restauração. Abrir o restaurante foi uma decisão, não a continuação de uma carreira.
Isso nota-se no serviço: Carlos explica à mesa a origem e a maturação das peças, em vez de se limitar a entregar a carta, e a recomendação de vinhos da casa aponta para a Denominación de Origen Monterrei. Trabalham exclusivamente à la carte, sem menus fixos nem pacotes-padrão para grupos. As reservas são para um máximo de seis pessoas por mesa, não existe sala privada para grupos maiores. E o Breogán opta deliberadamente por não ter carta vegetariana ou vegan — a única opção sem carne é a tortilla.
Comodidades e serviços
Estacionamento
- Pago
- Estacionamento na rua
- Gratuito
Acessível
- Entrada
- Casa de banho
- Lugares sentados
Pagamento
- Cartão de crédito
- Cartão EC/débito
- Pagamento sem contacto
Atendimento
- Consumo no local
- Serviço de mesa
- Self-service
Comodidades
- Vegetariano
- Esplanada
- Bar no local
- Vegano
- Sala separada
Ambiente
- Descontraído
- Acolhedor
- Em voga
- Tranquilo
Animais de estimação
- Cães permitidos no exterior
Destaques
- Boa carta de vinhos
- Bom café
Reserva
- É possível reservar
- Recomenda-se reserva
Indicado para
- Grupos



