O Maleva Mallorca é um asador argentino no Casc Antic de Palma, na pequena Plaça Raimundo Clar. Grelha-se numa Parrilla a lenha — o restaurante faz questão de o sublinhar, e percebe-se porquê: fumo, crosta escura e interior suculento. Se procuras no centro de Palma uma churrascaria que leva este ofício a sério, em vez de o tratar como complemento, estás no sítio certo.
O restaurante assume-se como uma referência de Prime Meats, e a carta sustenta essa ambição. Não distingue apenas os cortes: indica também a origem de cada um — vaca mallorquina, Chuletón espanhol maturado durante semanas com osso, Angus irlandês para o Tomahawk, Angus argentino para a Picanha e Entraña importada. Esta transparência é mais rara nas cartas de carne da ilha do que se poderia imaginar.
A cozinha conquistou ouro no TaPalma, o concurso de tapas da cidade; o prémio foi atribuído ao chef Gabriel Ángel Cañón. Para uma churrascaria, é significativo, pois uma tapa exige um saber-fazer diferente de uma grande peça sobre as brasas.

O que vai às brasas no Maleva Mallorca
A carta principal lê-se como um mapa da carne de vaca. Entraña, Entrecote, Solomillo e Chuletón formam a base; ao lado há Entrecote maturado e Chuletón espanhol maturado durante semanas com osso, ambos servidos inteiros e cobrados ao peso. Tomahawk e Picanha são de Angus. A Parrillada para duas pessoas reúne Chorizo criollo, Morcilla e vários cortes na mesma refeição.
Chama a atenção o tempo dedicado a peças que não são rápidas. A Costilla “flauta” cozinha um dia inteiro a baixa temperatura, temperada com sete variedades de pimenta e whisky escocês. A pá de borrego recebe o mesmo tratamento. A Bondiola de porco também cozinha lentamente, é envolvida em presunto curado e servida com pesto. Quem não quiser vaca encontra peito de pato lacado com Teriyaki, espetada de frango, pregado e salmão grelhados.

Antes da carne e depois dela
As entradas quentes são a parte mais argentina da carta: Chorizo criollo e Morcilla, ambos com chimichurri; Provoleta com Serrano, tomate seco e rúcula; Empanada cujo recheio é cortado à faca em vez de moído — tal como a avó fazia, explica o restaurante. Há ainda Croquetas recheadas, curiosamente, com Chuletón, osso de tutano assado sob crosta de ervas e panko, Mollejas, Zamburiñas com caviar de maracujá e Pulpo das brasas com gratinado de batata e Pimentón de la Vera. Nas entradas frias, há Steak Tartar da parte central do filete e Carpaccio de Wagyu.
No fim, a cozinha torna-se mais doce do que seria de esperar num asador: cúpula de mousse de chocolate com cobertura aveludada e recheio de Dulce de Leche, Financier de pistácio com praliné, tartelete de Speculoos com caramelo salgado e Banoffee cuja banana é aquecida nas brasas.
Uma carta de vinhos entre Binissalem e Mendoza
A carta de vinhos revela a dupla origem do restaurante. Garrafas mallorquinas de Binissalem e do resto da ilha — Callet, Manto Negro e Giró Ros — surgem ao lado de Malbec argentino de Mendoza e Pinot Noir do vale do Río Negro, na Patagónia, além de Rioja, Ribera e Priorat. Até o Cava pode ser mallorquino, e para terminar há Hierbas e brandy mallorquino. Se pedires aconselhamento, explicam-te de facto dois países do vinho, e não apenas um.
À volta da Plaça Raimundo Clar
A Plaça Raimundo Clar é uma dessas pequenas praças do Casc Antic onde, nos últimos anos, se formou um bairro gastronómico compacto: pizza, tacos, hambúrgueres e, claro, um asador, tudo a poucos passos. O restaurante fala da praça como o seu Barri, e é assim que a zona funciona — como vizinhança, não como corredor turístico. A Plaça Major fica perto, mas aqui raramente há muito ruído.
Comodidades e serviços
Estacionamento
- Pago
Acessível
- Entrada
- Casa de banho
- Lugares sentados
Pagamento
- Cartão EC/débito
- Pagamento sem contacto
- Cartão de crédito
Atendimento
- Consumo no local
- Serviço de mesa
Comodidades
- Bar no local
Ambiente
- Acolhedor
- Em voga
- Tranquilo
Destaques
- Boa carta de vinhos
- Bom café
- Boa seleção de cervejas
Reserva
- É possível reservar
- Recomenda-se reserva
Indicado para
- Grupos



