O Restaurant Toque fica em Palma, a poucos passos atrás do Passeig Marítim, no início da Avinguda Joan Miró, e desde 2007 faz algo que continua a ser raro na ilha: cozinha belga. A casa define-se como um bistrô belga com influência mediterrânica, e é exatamente isso que se lê na carta — clássicos belgas ao lado de pratos maiorquinos, sem que uns se sobreponham aos outros.
Tudo começou com pai e filho. Hoje, Claude dirige a cozinha; estudou na Escola de Hotelaria das Baleares e depois na Escola de Hotelaria de Sant Pol de Mar, na costa catalã. Trabalha-se a partir do mercado: a carta muda com as estações e muitos pratos podem ser pedidos em meia dose. Parece um pormenor, mas diz mais sobre a forma de estar da casa do que qualquer apresentação.
O ambiente mantém-se deliberadamente pequeno. O Toque quer ser um recanto tranquilo onde te sintas em casa — a dois, em família ou num grupo maior, para o qual existem menus próprios.

A cozinha do Toque: belga e mediterrânica ao mesmo tempo
O prato que a casa coloca em destaque é o Filet Américain, o Steak Tartar belga. Distingue-se da versão francesa pela carne muito finamente picada e pela maionese, que lhe dá uma textura suave, quase a desfazer-se. Há também caracóis à borgonhesa, terrina de foie gras caseira com Brioche e chutney e, no menu de almoço, Waterzooi de salmão temperado com cerveja de trigo.

O lado maiorquino da carta
A ilha não entra aqui como mero acompanhamento. Há Coca de sépia, cebola caramelizada e Sobrassada, Frit Mallorquí de legumes com funcho, bacalhau gratinado com Allioli à moda da ilha e Porcella confitada e desossada sobre creme de batata-doce. Pelo meio está o Mediterrâneo: robalo com Ratatouille, vieiras em crosta com camarão e alho-francês, tártaro de salmão com maionese de Kimchi, Cannelloni de porco ibérico com molho de trufa, bife de novilho Stroganoff e falso risotto de trigo com cogumelos silvestres e parmesão. Quem não come carne encontra Frit de legumes, carpaccio de curgete com queijo Mahón e azeitonas, e Gazpacho de tomate e morango com sorvete de manjericão.
As sobremesas são inteiramente feitas na casa e mantêm a mesma dupla identidade. O Lingote de chocolate belga com gelado de café e caramelo é a homenagem mais evidente à origem, enquanto o fondant de chocolate vem com gelado de Speculoos. Juntam-se uma Crème brûlée de baunilha Bourbon, Hojaldre de maçã assada com gelado de alecrim, Pavlova de frutos vermelhos e uma seleção de queijos artesanais maiorquinos de S'Aglá.
Cerveja belga como carta própria
A carta de cervejas não é um apêndice, mas um capítulo próprio e, para alguns clientes, a verdadeira razão para vir. Está organizada por origem e estilo: cervejas trapistas de autênticas cervejarias monásticas, cervejas de abadia nesse estilo, cervejas de trigo turvas, especialidades belgas de fermentação em garrafa e Lambics de fermentação espontânea, além de Lambics de fruta, uma cerveja sem glúten e outra sem álcool. Entram regularmente novas variedades, que se mantêm algum tempo na carta. A seleção de vinhos é maioritariamente espanhola, com algumas referências estrangeiras.
Para quem o Toque é indicado
Para todos os que, em Palma, não querem comer apenas espanhol. Há dois menus próprios para grupos, nos quais as entradas são partilhadas e o prato principal e a sobremesa são escolhidos individualmente; têm de ser reservados com antecedência e as escolhas devem ser comunicadas antes. A casa aceita reservas por telefone e através do seu site — num espaço tão pequeno, é uma boa ideia.
Comodidades e serviços
Estacionamento
- Pago
- Estacionamento na rua
- Gratuito
Acessível
- Entrada
- Casa de banho
- Lugares sentados
Pagamento
- Cartão de crédito
- Cartão EC/débito
- Pagamento sem contacto
Atendimento
- Consumo no local
- Serviço de mesa
Comodidades
- Esplanada
- Wi-Fi
- Vegano
Ambiente
- Acolhedor
- Em voga
- Tranquilo
- Romântico
Destaques
- Boa carta de vinhos
- Bom café
- Boa seleção de cervejas
Reserva
- Reserva obrigatória
Indicado para
- Famílias com crianças
- Grupos



