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Casa natal de Santa Catalina Thomàs in Valldemossa

Casa natal de Santa Catalina Thomàs, Mallorca
Michal Osmenda from Brussels, Belgium, Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

No coração das ruas empedradas de Valldemossa, a Casa natal de Santa Catalina Thomàs evoca uma mulher cuja veneração continua bem viva em Maiorca. Este pequeno museu ocupa a casa que é considerada o local de nascimento de Santa Catalina Thomàs e que mais tarde foi transformada em capela e espaço de memória pessoal. Distingue-se, por isso, claramente de um museu convencional, com grandes salas e vastas colecções.

O seu encanto está na proximidade à figura homenageada. Enquanto outras personalidades históricas são apresentadas através de pinturas, documentos e longos painéis explicativos, aqui o destaque vai para as origens domésticas. As divisões simples, as representações religiosas, o mobiliário antigo e os utensílios do quotidiano de outros tempos transportam-te para o mundo rural de onde surgiu Catalina Thomàs. A atmosfera aproxima-se mais da de um santuário tranquilo do que da de uma exposição turística.

A visita é particularmente recomendável para quem quer conhecer Valldemossa para além dos seus conhecidos cenários de postal. A casa dá a conhecer a cultura religiosa da localidade, enquanto os painéis de azulejos junto às entradas recordam a santa. Mesmo quem está pouco familiarizado com a veneração dos santos encontra aqui uma parte essencial da identidade local.

A Casa natal é pequena e não exige uma visita apressada; é antes uma paragem tranquila durante um passeio pelo centro histórico. Se observares com atenção, descobrirás não só memórias de Catalina Thomàs, mas também vestígios da vida doméstica e agrícola simples de Maiorca.

História e importância

A história da casa não começa com a sua utilização como museu, mas com um nascimento. Catalina Thomàs nasceu em Valldemossa no século XVI e continua a ser conhecida ali pelo nome carinhoso de la Beateta, a pequena beata. Mais tarde, aos 21 anos, entrou para um convento. Contudo, para a memória colectiva de Valldemossa, foi precisamente o seu lugar de origem que se tornou decisivo: não um imponente edifício religioso, mas uma casa relativamente modesta passou a ser o ponto de partida visível da sua história de vida.

A casa onde nasceu

O edifício é atribuído ao século XVI e representa uma forma rústica da arquitectura residencial tradicional de Maiorca. Originalmente, não era nem um museu nem um local de peregrinação construído para esse fim. A sua importância deve-se ao facto de ser reconhecido como a casa onde nasceu Catalina Thomàs. Esta ligação biográfica transformou gradualmente um espaço do quotidiano num lugar de memória.

Esta origem continua a marcar a impressão que o espaço transmite hoje. As divisões não retratam um modo de vida cortesão ou abastado, mas evocam um ambiente doméstico onde habitação, cozinha e trabalho agrícola estavam estreitamente ligados. O mobiliário, os utensílios de cozinha e as ferramentas expostos não servem, por isso, apenas de decoração: mostram de forma concreta o contexto social de onde proveio a futura religiosa.

La Beateta

Catalina Thomàs é uma das figuras religiosas mais veneradas de Maiorca e é considerada a padroeira de Valldemossa. O nome popular la Beateta revela que a sua memória não se limitou às cerimónias religiosas. As imagens religiosas na casa onde nasceu também a recordam.

A casa onde nasceu ajuda a compreender esta veneração. Aqui, a santa não surge como uma figura distante da história abstrata da Igreja, mas como filha da terra. Os visitantes encontram-se num edifício associado aos seus primeiros anos de vida, enquanto, em redor, as ruelas e as fachadas de pedra de Valldemossa continuam a definir o cenário. A biografia e o lugar tornam-se, assim, quase indissociáveis.

De habitação a capela

A casa onde nasceu foi mais tarde transformada em capela. Atualmente, desempenha também uma função museológica: preserva a memória de Catalina Thomàs, recria um ambiente doméstico marcado pela história e dá a conhecer as tradições locais da sua veneração. As designações museu, casa natal e capela descrevem, por isso, apenas uma parte deste lugar.

Esta multiplicidade de funções explica o ambiente particular do local. Alguns visitantes vêm por interesse histórico; outros procuram deliberadamente um espaço para rezar ou refletir. Entre uns e outros, a casa natal testemunha a forma como um espaço de vida privado pode transformar-se num lugar de memória aberto ao público. Esta mudança não conferiu ao edifício uma encenação monumental: o seu impacto continua a ser próximo, pessoal e discreto.

O que há para ver

Logo à entrada, percebe-se que Catalina Thomàs não é, em Valldemossa, apenas o tema de uma narrativa museológica. Os painéis de azulejos junto às entradas recordam a santa. Ao observar estas representações antes de entrar, compreende-se melhor a casa: é simultaneamente um lugar histórico e um espaço de devoção ainda vivido.

Os painéis de azulejos

As representações em cerâmica estão entre os pormenores mais marcantes da entrada. Assinalam a passagem da rua para um espaço interior de caráter religioso e remetem para a estreita ligação entre a santa e Valldemossa. Ao contrário da sinalética moderna, não explicam de forma fria, mas através de imagens.

Vale, por isso, a pena não entrar logo pela porta. Quem reparar nos azulejos antes de entrar poderá enquadrar mais facilmente a ligação entre a casa onde nasceu e a memória de Catalina Thomàs. A casa deixa então de parecer apenas um museu isolado e revela-se também como um lugar de memória religiosa.

O interior doméstico

No interior, tudo se mantém à pequena escala. A casa natal não apresenta grandes salas de exposição, mas sim um ambiente doméstico e íntimo. É precisamente a reduzida dimensão dos espaços que transmite a origem residencial deste lugar. Os visitantes não observam as peças à distância: passam perto dos objetos que ajudam a ilustrar um modo de vida de outros tempos. Para esse efeito, várias divisões foram mobiladas com peças antigas e objetos que evocam a época em que viveu a santa.

Utensílios de cozinha e ferramentas de trabalho

Entre os objetos mais elucidativos contam-se os utensílios de cozinha e as ferramentas agrícolas. Estes desviam a atenção de uma biografia exclusivamente religiosa para as bases práticas da vida daquela época.

É uma abordagem simples tanto para crianças como para adultos: muitas das formas permitem adivinhar a sua função, mesmo quando não se consegue identificar de imediato uma ferramenta. Em vez de procurar apenas as peças mais valiosas, vale a pena compará-las com os objetos domésticos atuais. São precisamente os objetos mais discretos que revelam muito sobre o trabalho físico e o quotidiano de outros tempos.

A capela

A área concebida como capela constitui o centro espiritual da casa. Recorda que a Casa natal não se limita a contar a história de Catalina Thomàs, mas continua a ser entendida como um local de veneração. As representações religiosas e os elementos devocionais conferem-lhe um carácter distinto das zonas domésticas reconstruídas.

Aqui, reina geralmente o silêncio. As dimensões reduzidas não criam uma distância solene, mas antes uma atmosfera quase íntima. Os relatos de visitantes destacam o local como um santuário tranquilo, adequado para um momento de reflexão. Por isso, respeitar os outros é mais importante do que tentar fotografar tudo: se observares com calma e deixares espaço aos restantes visitantes, perceberás melhor o carácter da capela.

As peças evocativas

A exposição dedicada à santa conjuga a memória biográfica com a devoção local. O seu valor reside menos numa grande quantidade de peças individuais espetaculares do que na ligação entre o lugar, a pessoa e a veneração. A própria casa é a peça central. O mobiliário, os utensílios e as imagens religiosas ganham significado por se encontrarem no local de nascimento transmitido pela tradição.

Por isso, quem espera um museu de história cultural de grande dimensão, com longas séries de textos, grandes instalações multimédia e numerosas secções, está a partir de um critério inadequado. A Casa natal conta a sua história de forma concentrada e num espaço reduzido. Mostra como uma simples habitação se tornou primeiro um santuário e, mais tarde, um espaço de memória acessível, sem perder por completo o carácter íntimo da casa.

A visita

O melhor é começar a visita logo na rua estreita. Os painéis de azulejos à entrada, a modesta dimensão do edifício e a passagem para o interior mais silencioso fazem parte da mesma experiência. Quem procurar apenas uma grande placa de museu poderá facilmente não reparar no verdadeiro carácter do local. Aqui, a importância não se anuncia pela monumentalidade, mas por uma sucessão de pequenos sinais.

Uma visita tranquila

No interior, o percurso segue a escala de uma antiga habitação. Primeiro, chama a atenção a proximidade entre as divisões e os objetos; depois, o foco passa do ambiente doméstico histórico para a memória religiosa. Quase não é necessária uma sequência de visita pré-definida.

A Casa natal pode ser visitada como uma paragem breve. O tempo que lá passares dependerá sobretudo de quereres apenas espreitar a capela ou observar com mais atenção o mobiliário, as ferramentas, os painéis de azulejos e as representações devocionais. Quem se interessar pela iconografia religiosa ou pela história do quotidiano maiorquino ficará naturalmente mais tempo do que quem incluir a casa apenas num passeio pela localidade.

Hora do dia e afluência

Valldemossa atrai muitos visitantes de um dia. Para uma experiência mais tranquila, recomenda-se o início da manhã ou o final da tarde, ou seja, os períodos fora das horas de maior afluência. Isto faz particularmente sentido nesta casa, cuja atmosfera depende do silêncio e da proximidade do espaço. Mesmo um pequeno grupo de visitantes pode fazer com que o interior compacto pareça bastante cheio.

Se puderes escolher, combina a visita à Casa natal com um passeio antes ou depois de o maior fluxo de visitantes percorrer o centro da localidade. No interior, não deves obstruir as passagens estreitas e, na capela, convém falares baixo. Assim, o local continua a servir também quem não vem apenas por interesse turístico, mas procura deliberadamente um momento de devoção.

Entrada e acessibilidade atual

A entrada é gratuita. No entanto, isso não significa que a casa esteja acessível a qualquer hora. Como não há horários de abertura atuais e fiáveis disponíveis e o acesso a pequenos locais religiosos pode mudar, recomenda-se que confirmes esta informação imediatamente antes da visita prevista.

A Casa natal não é uma visita que, por si só, ocupe um dia inteiro. O seu valor está na concentração: é um lugar autêntico ligado à biografia da santa, com uma pequena capela e uma evocação expressiva da vida de outrora em Valldemossa. Combinada com um passeio pela localidade, proporciona uma visita coerente, sem ser preciso transformar artificialmente a Casa natal numa grande atração.

Como chegar e onde estacionar

De Palma, o percurso sobe até Valldemossa, no noroeste de Maiorca. As distâncias e os tempos de viagem indicados referem-se a Valldemossa, não à porta da Casa natal.

Do Aeroporto de Palma

Do Aeroporto de Palma até Valldemossa, o percurso por estrada é de 25 quilómetros. A viagem demora cerca de 30 minutos: segue primeiro pela Ma-20 e depois pela Ma-1110. À medida que te aproximas de Valldemossa, o caráter da estrada muda consideravelmente: a chegada pela área urbana de Palma dá lugar ao acesso a uma localidade de montanha.

A Casa natal fica na Carrer Rectoria, uma rua integrada no traçado histórico de Valldemossa. Para te orientares, o nome da casa e as referências a Santa Catalina Thomàs são mais úteis do que esperar encontrar um grande edifício museológico.

Do centro de Palma

Do centro de Palma até Valldemossa são 19 quilómetros por estrada. A viagem pela Ma-1110 demora cerca de 35 minutos. Embora o percurso seja mais curto do que a partir do aeroporto, o trânsito urbano pode aumentar o tempo de viagem. Também esta indicação termina em Valldemossa.

De autocarro

Para chegares de transportes públicos, as paragens relevantes são Valldemossa 1, Valldemossa 2 e Ermita de la Trinitat 2. A partir daí, a Casa natal revela-se entre as ruas de pedra e o casario compacto.

Linhas de autocarro para Casa natal de Santa Catalina Thomàs num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
203Valldemossa / Deià13606:4722:34

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Valldemossa 1 (63002) · 0,4 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Valldemossa 2 (63001) · 0,5 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Ermita de la Trinitat 2 (63011) · 2,0 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente
  • Ermita de la Trinitat 1 (63003) · 2,2 km Em linha reta

    • 203Valldemossa / Deià · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nas redondezas

Valldemossa fornece o enquadramento indispensável à casa onde nasceu a santa. As ruas empedradas e as fachadas de pedra da localidade ajudam a compreender porque é que um pequeno santuário doméstico tem aqui mais impacto do que um museu isolado.

O centro histórico

O mais sensato é conjugar a visita com um passeio pelo núcleo antigo de Valldemossa. Mais do que tentar visitar o maior número possível de locais, importa reparar na alternância entre ruas estreitas, pequenas praças e as entradas das casas.

A localidade, na Serra de Tramuntana, é um destino de excursão muito procurado. Contudo, nas horas mais calmas, a estrutura compacta da aldeia torna-se mais evidente. Se não partires logo após visitares o interior da Casa natal, será mais fácil perceberes até que ponto a sua história está ligada a Valldemossa.

Plaça de Santa Catalina Thomàs

Ali perto, a Plaça de Santa Catalina Thomàs evoca, desde logo pelo nome, a padroeira da localidade. A praça leva a escala íntima da casa natal para o espaço público e mostra que Catalina Thomàs não é venerada apenas na capela, mas faz parte da memória coletiva de Valldemossa.

Aqui, é fácil organizar mentalmente a visita: a casa fala das origens pessoais, enquanto a praça revela a sua importância para a comunidade. Quem já tiver visto os painéis de azulejos e as imagens devocionais deixará de olhar para o nome da praça como se fosse uma simples placa de rua.

Sant Bartomeu

Perto da praça ergue-se a igreja de Sant Bartomeu, cujas origens remontam ao século XIII. Pode ser facilmente incluída na visita à casa natal, sem grandes desvios. Não é necessário preparar uma segunda visita detalhada: a proximidade entre os dois lugares mostra bem como a história religiosa marca o centro da localidade.

A ligação entre ambos ajuda também a enquadrar a Casa natal. Enquanto Sant Bartomeu representa o contexto religioso mais amplo, a casa natal mantém uma dimensão assumidamente pessoal. É precisamente o contraste entre a igreja e a pequena casa de habitação que permite compreender o caráter especial da Casa natal.

A localidade correspondente

Valldemossa no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

A Casa natal recompensa mais a atenção do que a pressa. Por ser pequena, os pormenores decisivos encontram-se muito próximos: os azulejos à entrada, a escala doméstica, os antigos utensílios e a passagem para a capela. Quem apenas percorre as salas rapidamente terá visto o edifício, mas dificilmente compreenderá a sua ligação a Valldemossa.

Respeito na capela

O interior não é apenas uma atração turística: é também entendido como um lugar de oração e recolhimento. Por isso, convém falar baixo e deixar espaço suficiente a quem queira rezar ou parar por uns momentos. Isto é especialmente importante quando entram vários visitantes ao mesmo tempo.

Com crianças

Para as famílias, a casa oferece uma abordagem acessível através dos objetos expostos. Os utensílios de cozinha, o mobiliário antigo e as ferramentas agrícolas são mais fáceis de explicar do que uma biografia puramente cronológica. As crianças podem pensar para que teria servido cada objeto e pelo que seria substituído hoje. Assim, esta pequena visita transforma-se num encontro com o quotidiano de outros tempos.

Devido às dimensões reduzidas dos espaços, é importante ter consideração pelos outros visitantes. Ainda assim, as famílias que encararem a visita como uma breve descoberta e explicarem o caráter de capela do local encontrarão aqui uma paragem cultural fácil de visitar.

Calçado adequado

Se chegares de autocarro, o trajeto entre a paragem e a casa natal faz-se a pé. Este pequeno passeio ajuda também a situar a casa natal na localidade.

O que os visitantes não devem esperar

A Casa natal não é uma grande coleção de arte nem um museu multimédia moderno. Também não faz sentido esperar uma exposição extensa, com numerosas salas. O destaque vai para a casa que a tradição identifica como o local onde nasceu Catalina Thomàs, a pequena capela, objetos antigos do quotidiano e a devoção local a Catalina Thomàs.

É precisamente esta dimensão limitada que torna o local credível. Não pretende contar toda a história de Maiorca, mas preservar a memória de uma única mulher no lugar de onde era natural. Quem o visita com esta perspetiva encontra um contraponto tranquilo e pessoal aos locais mais conhecidos e mais visitados de Valldemossa.

Dicas de quem cá vive

  • Observar primeiro os azulejos

    Não entres logo sem reparar nos painéis de azulejos: assinalam a casa como local de memória e ajudam a compreender a ligação entre Catalina Thomàs e a sua casa natal.

  • Visita fora das horas de maior afluência

    O início da manhã ou o final da tarde são mais adequados para visitar o pequeno espaço interior. Fora dos períodos de maior afluência, o carácter sereno e quase de capela da casa natal revela-se com maior clareza.

  • Repara nos utensílios do quotidiano

    Além das representações religiosas, os utensílios de cozinha e as ferramentas agrícolas dizem muito sobre o modo de vida da santa. São precisamente estas peças discretas que ajudam a compreender a origem doméstica deste lugar.

  • Combina a visita com Sant Bartomeu

    A igreja próxima de Sant Bartomeu e a Plaça de Santa Catalina Thomàs enquadram a casa onde nasceu: aqui, o lugar de origem pessoal; ali, a memória pública e religiosa de Valldemossa.

  • Lê a aldeia à tua volta

    Ao percorreres Valldemossa a pé, vale a pena reparar nas ruas e fachadas de pedra. São elas que enquadram a pequena casa onde nasceu.

27°C Valldemossa
O que é a Casa natal de Santa Catalina Thomàs?
A Casa natal de Santa Catalina Thomàs é considerada a casa onde nasceu Santa Catalina Thomàs, em Valldemossa. Esta casa do século XVI foi mais tarde transformada numa pequena capela e num espaço de memória. Hoje, é simultaneamente museu, casa histórica e santuário. Estão expostas imagens religiosas, bem como mobiliário antigo, utensílios de cozinha e ferramentas agrícolas, que permitem imaginar o quotidiano doméstico na época da santa.
Porque vale a pena visitar a casa onde nasceu?
A visita vale sobretudo pela ligação invulgarmente próxima entre a pessoa e o lugar. Em Valldemossa, Catalina Thomàs é venerada como la Beateta e considerada a padroeira da povoação. Na casa onde nasceu, não surge como uma figura distante da história da Igreja, mas como uma mulher cuja vida começou num ambiente doméstico simples. A pequena capela, os painéis de azulejos e os objetos do quotidiano revelam ainda uma vertente da religiosidade popular mallorquina.
Quais são os horários de abertura da Casa natal de Santa Catalina Thomàs e a entrada é paga?
A entrada na Casa natal de Santa Catalina Thomàs é gratuita. No entanto, não há registo de horários de abertura atuais e fiáveis. Sobretudo em pequenos locais religiosos, a possibilidade de visita pode variar, pelo que convém confirmar os horários o mais perto possível da data prevista. A casa não é um local de passagem permanentemente aberto, e o facto de a entrada ser gratuita não significa que tenha um horário de abertura específico. Se fores de propósito a Valldemossa para visitar a Casa natal, confirma o acesso antes de partires.
Como chegar do aeroporto de Palma à Casa natal de Santa Catalina Thomàs?
Do aeroporto de Palma, o percurso segue primeiro pela Ma-20 e depois pela Ma-1110 até Valldemossa. São 25 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 30 minutos. Estes dados referem-se expressamente a Valldemossa, e não ao percurso até à porta da casa onde nasceu. A Casa natal fica na Carrer Rectoria e é um edifício pequeno, não um complexo museológico visível ao longe.
Como se chega a partir do centro de Palma?
Do centro de Palma até Valldemossa, a distância por estrada é de 19 quilómetros. A viagem pela Ma-1110 demora cerca de 35 minutos. Também neste caso, a distância e o tempo de viagem referem-se a Valldemossa, e não a um acesso direto até à entrada da Casa natal. A casa onde nasceu integra-se no núcleo histórico da povoação e funciona como pequeno museu, capela e espaço de memória. Para te orientares, é mais útil procurares pelo nome Casa natal de Santa Catalina Thomàs do que esperares encontrar um grande edifício de museu.
É possível chegar à Casa natal de Santa Catalina Thomàs de autocarro?
Para chegares de transportes públicos, tens nas proximidades as paragens Valldemossa 1, Valldemossa 2 e Ermita de la Trinitat 2. A casa natal é um edifício pequeno, integrado na malha histórica de Valldemossa, e não um complexo museológico visível à distância. Para te orientares, procura o nome Casa natal de Santa Catalina Thomàs. Os painéis de azulejos nas entradas assinalam este local de memória.
Quanto tempo devo reservar para a visita?
A Casa natal é um local de memória compacto, não um museu de grandes dimensões. Uma breve visita à capela e às salas integra-se facilmente num passeio pela localidade. Vale a pena reservar mais tempo se quiseres observar com atenção os painéis de azulejos à entrada, o mobiliário antigo, os utensílios de cozinha, as ferramentas agrícolas e as representações religiosas. Não seria muito útil indicar uma duração fixa: quem se interessa pela história do quotidiano em Maiorca ou pela religiosidade popular ficará bastante mais tempo do que numa simples paragem breve.
Qual é a melhor altura do dia para uma visita mais tranquila?
Para uma visita mais sossegada, recomenda-se o início da manhã ou o final da tarde. Valldemossa é um destino de excursão muito procurado e o pequeno interior da Casa natal parece logo mais cheio quando estão presentes algumas pessoas em simultâneo. Fora das horas de maior movimento, a escala doméstica do espaço e a atmosfera serena da capela ganham maior destaque. Como não há horários de abertura atualizados registados, deves confirmar আগে se a casa está efetivamente acessível à hora pretendida.
A Casa natal de Santa Catalina Thomàs é interessante para crianças?
A casa é especialmente interessante para crianças quando a visita parte dos objetos do quotidiano que podem ver. Os antigos utensílios de cozinha, o mobiliário e as ferramentas agrícolas convidam a adivinhar para que serviam e a compará-los com objetos atuais. Assim, a época torna-se mais fácil de imaginar do que através de uma simples sucessão de dados biográficos. Convém ter em conta que os espaços são pequenos e tranquilos e que alguns deles pertencem a uma capela, onde se espera respeito.
O que se pode ver concretamente no interior?
No interior, cruzam-se duas formas de apresentação. Várias salas evocam um ambiente doméstico do século XVI, com mobiliário antigo, utensílios de cozinha e ferramentas agrícolas. A pequena capela constitui, por sua vez, o centro religioso do espaço. É aí que a memória de Catalina Thomàs e a sua veneração assumem maior destaque. Os painéis de azulejos chamam logo a atenção nas entradas. Ainda assim, o próprio edifício é a peça mais importante, pois o seu significado nasce da tradição que o identifica como a casa natal da santa.
O que posso combinar com a visita nas proximidades?
O melhor é combinar a visita à Casa natal com um passeio pelo centro histórico de Valldemossa. Nas proximidades encontram-se a Plaça de Santa Catalina Thomàs e a igreja Sant Bartomeu, cuja origem remonta ao século XIII. Ambos os locais ajudam a enquadrar a casa natal: a Casa natal mostra a origem pessoal e doméstica da memória da santa, enquanto a praça que tem o seu nome leva a dimensão privada da casa natal para o espaço público. Sant Bartomeu representa o enquadramento religioso mais amplo.
A Casa natal é um museu clássico?
Só em parte. A Casa natal é apresentada como museu, mas o seu carácter aproxima-se mais do de uma casa natal histórica com uma pequena capela. Não há grandes salas de exposição nem uma coleção extensa e organizada de forma sistemática. Em vez disso, o foco está no próprio lugar, na atmosfera doméstica, nos antigos objetos de uso quotidiano e nas peças devocionais. Quem espera um museu multimédia moderno encontrará algo diferente: um lugar sereno e pessoal, cujo significado nasce da ligação a Catalina Thomàs e a Valldemossa.