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Coves del Drach: as grutas do dragão de Maiorca, perto de Porto Cristo

Coves del Drach, Mallorca
no, Wikimedia Commons, CC BY 2.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

Sob a costa leste de Maiorca, abre-se um mundo de calcário, água e luz suave. As Coves del Drach, perto de Porto Cristo, formam uma extensa rede de grutas com estalactites e estalagmites, cujas câmaras chegam a ficar 25 metros abaixo da superfície. As estalactites pendem dos tetos, as estalagmites erguem-se do chão e, entre ambas, um percurso preparado para os visitantes atravessa uma paisagem moldada, ao longo de muito tempo, pela água da chuva que se infiltra na rocha.

O momento mais conhecido da visita acontece no Lago Martel. Junto a este lago subterrâneo, há um concerto ao vivo em todas as visitas regulares. A música, a escuridão e os reflexos na água tornam o percurso pelas grutas numa experiência cuidadosamente encenada — mais próxima de um espetáculo natural subterrâneo do que de uma expedição.

As grutas são uma boa escolha para quem quer conhecer as paisagens de Maiorca para lá das praias e dos miradouros. As famílias também encontram aqui uma visita bem organizada e de duração moderada. Mas, se procuras explorar as grutas livremente, sem companhia, ou fazer uma atividade desportiva, este não é o sítio certo: a visita segue um percurso iluminado, em grupos com horários definidos.

Para esta excursão, conta com mais tempo do que aquele que vais passar debaixo de terra. Ainda tens de caminhar do parque de estacionamento até à entrada das grutas, e só podes entrar no horário reservado. Depois da visita, Porto Cristo é uma boa opção para fazer uma pausa junto ao porto ou na praia.

História e importância

Muito antes de as Coves del Drach se tornarem uma das atrações mais conhecidas de Maiorca, os habitantes da região já conheciam as suas entradas e câmaras subterrâneas. Segundo a cronologia dos responsáveis pelas grutas, a primeira referência escrita poderá datar de 1338: as grutas terão sido mencionadas numa mensagem do governador da ilha, Roger de Rovenach, ao presidente da câmara de Manacor. Como não há certeza de que o documento se refira a estas grutas, ele assinala mais o início da sua história documentada do que a sua descoberta.

O nome Drach

O nome, associado ao dragão em catalão, surge em 1632 na história do Reino de Maiorca escrita por Dameto. Mais tarde, cartógrafos, historiadores e escritores de viagens incluíram as grutas nas suas descrições da ilha. Entre eles contam-se o cardeal Despuig, no seu mapa de Maiorca, e autores que percorreram o interior da ilha, ainda pouco explorado na época. Assim, as Coves del Drach já faziam parte do imaginário cultural de Maiorca antes de começarem a ser estudadas e cartografadas de forma sistemática.

O nome ligado ao dragão condiz com a antiga ideia das grutas como lugares misteriosos e difíceis de alcançar. O percurso atual, porém, pouco tem a ver com uma gruta sombria povoada por lendas: a iluminação e os caminhos permitem ver bem as formações, embora o nome histórico se tenha mantido.

Friedrich Will e o primeiro mapa

Em 1880, o oficial e entomólogo alemão Friedrich Will desenhou o primeiro mapa conhecido das Coves del Drach. Tinha vindo a Maiorca a convite do arquiduque Ludwig Salvator, que se dedicava ao estudo das ilhas Baleares e apoiava trabalhos científicos e estudos sobre a região. O mapa de Will permitiu, pela primeira vez, identificar e representar as várias partes das grutas, até então conhecidas sobretudo pelos relatos, incluindo a Cova Blanca e a Cova Negra.

Poucos anos depois, o artista e escritor de viagens francês Gaston Vuillier ajudou a dar a conhecer as grutas para lá de Maiorca. Visitou-as em 1888 e, no ano seguinte, publicou um relato pormenorizado da sua viagem às Baleares. A sua ligação a Édouard-Alfred Martel viria a ser importante para a continuação da exploração das grutas.

Édouard-Alfred Martel e a espeleologia moderna

Em setembro de 1896, o espeleólogo francês Édouard-Alfred Martel chegou a Maiorca. Considerado um dos fundadores da espeleologia moderna, explorou as Coves del Drach com Louis Armand, sob a proteção e com o apoio do arquiduque Ludwig Salvator. O Lago Martel é o grande lago subterrâneo que hoje constitui o ponto alto da visita.

As grutas também chegaram à literatura. Jules Verne mencionou-as na sua obra «Clovis Dardentor», retomando relatos que já circulavam sobre lagos, formações calcárias e salas com nomes fantásticos. No século 20, foram construídos percursos e instalada iluminação elétrica. Hoje, as grutas são simultaneamente um monumento natural e um espaço preparado para receber visitantes.

O que há para ver

As dimensões das Coves del Drach ajudam a perceber por que razão não parecem uma gruta isolada. A parte aberta à visita estende-se por cerca de 1.200 metros na horizontal e chega, no ponto mais profundo, a 25 metros abaixo da superfície. As várias zonas das grutas ligam-se umas às outras. Ao longo do percurso, mudam constantemente a altura das salas, as perspetivas e a concentração de formações calcárias, até surgir a ampla superfície de água do Lago Martel.

Cova Negra

A Cova Negra, ou «gruta negra», está entre as partes das grutas cartografadas há mais tempo. Hoje, a iluminação elétrica revela contornos que a escuridão natural ocultaria: saliências, formas no teto e formações calcárias sobressaem das sombras, enquanto as zonas mais fundas permanecem escuras.

É em zonas como esta que se percebe como a luz altera a experiência de visitar uma gruta. Algumas formações ganham destaque; outras desaparecem no fundo. Por isso, a iluminação não serve apenas para orientar os visitantes: também faz parte da forma como as grutas são apresentadas hoje.

Cova Blanca

A Cova Blanca, ou «gruta branca», também já constava do primeiro mapa de Friedrich Will. Nos tetos e no chão, distinguem-se bem as 2 direções em que crescem as formações calcárias: as estalactites pendem do teto e as estalagmites crescem a partir do chão. Quando se encontram após muito tempo de crescimento, formam estruturas semelhantes a colunas.

Estas formas resultam da água que se infiltra no subsolo calcário. Pelo caminho, dissolve minerais e volta a depositá-los no interior das grutas. As rochas carbonatadas que lhes servem de base formaram-se no Miocénico superior e têm vários milhões de anos. Já as formações calcárias visíveis continuam a crescer enquanto receberem água rica em minerais.

Cova de Lluís Salvador

A Cova de Lluís Salvador é uma das zonas das grutas com nome próprio. O interesse do arquiduque Ludwig Salvator pelas Baleares e o apoio que deu aos investigadores tiveram um papel importante na exploração científica das grutas.

Para quem visita as grutas, porém, o nome histórico tende a ficar em segundo plano perante o que vê. Formas que lembram cortinas, colunas ou cascatas petrificadas sucedem-se lado a lado. As comparações ajudam a reconhecê-las, mas não se trata de esculturas artificiais: todas estas formas foram criadas pela água e pela deposição de calcário.

Cova dels Francesos

A Cova dels Francesos, a «gruta dos franceses», é outra parte do complexo. Édouard-Alfred Martel e Louis Armand estiveram ligados à exploração deste sistema de grutas.

Nesta parte do percurso, percebe-se por que razão as Coves del Drach são vistas como um conjunto de grutas interligadas, e não como câmaras isoladas. As passagens levam de zonas mais estreitas a espaços maiores. As formações rochosas enquadram a vista, enquanto a iluminação artificial destaca determinados pormenores.

Lago Martel

Ao chegar ao Lago Martel, o cenário muda. A água ocupa agora o espaço antes dominado pelas formações rochosas. O lago subterrâneo tem cerca de 115 metros de comprimento e é considerado um dos grandes lagos subterrâneos deste tipo. Conforme a profundidade e a iluminação, a água assume tons diferentes. A sua superfície tranquila reflete os contornos da gruta e os pontos de luz.

É aqui que se realiza o concerto ao vivo incluído na visita. A música não acompanha o percurso como som de fundo: é um momento próprio do programa, junto ao lago. A escuridão e a luz sobre a água concentram as atenções nesse momento.

Depois do concerto, podes atravessar o Lago Martel de barco ou continuar a pé. A travessia é curta e não constitui uma visita à parte. O seu encanto está na mudança de perspetiva: por instantes, a superfície da água torna-se o caminho pela gruta.

A visita

O percurso segue uma sequência definida. A entrada é feita em grupos, mas a visita não é guiada. Não há, portanto, um guia que pare junto de cada formação ou responda a perguntas. O grupo segue pelo trajeto assinalado, através das salas iluminadas, até ao Lago Martel, onde começa o concerto. Depois, podes escolher entre a curta travessia de barco e o percurso a pé.

Duração e entrada

A visita em si dura cerca de 1 hora. Conta ainda com o percurso do parque de estacionamento até à entrada e deixa alguma margem antes da hora marcada. A entidade responsável recomenda que chegues cerca de 15 minutos antes do início; a entrada da gruta fica a aproximadamente 200 metros do parque de estacionamento. Se quiseres aproveitar para conhecer Porto Cristo, não reserves apenas essa hora debaixo de terra no teu plano para o dia.

As entradas têm horários marcados. Confirma os horários de abertura e os preços dos bilhetes antes da visita, pois podem mudar consoante a época do ano. Os bilhetes comprados online são válidos para o horário escolhido e podem ser apresentados no telemóvel. Nos dias de maior procura, comprá-los antecipadamente ajuda-te a garantir o horário que preferes.

Movimento e hora da visita

As Coves del Drach são um dos destinos mais conhecidos para passeios no leste de Maiorca. Por isso, os grupos podem ser grandes na época alta. Se preferires visitar as grutas com menos gente, escolhe, se possível, o primeiro horário disponível do dia. Os horários mais tardios permitem-te passar primeiro pelo porto ou pela praia de Porto Cristo.

Ainda assim, não vais estar sozinho no percurso habitual. A visita está organizada para grupos e, ao chegar ao Lago Martel, todos se reúnem para o concerto. A tranquilidade deste momento não vem de estar vazio, mas da passagem, partilhada por todos, do movimento ao silêncio.

Concerto e fim da visita

Todas as visitas regulares seguem o mesmo programa e incluem o concerto ao vivo. Por isso, não precisas de procurar uma visita especial para assistir ao concerto. O passeio de barco pelo Lago Martel também faz parte da visita, como alternativa a continuar a pé.

Como os barcos percorrem apenas um pequeno troço, não deves confundir este passeio com uma longa viagem de barco subterrânea. A parte principal da visita continua a ser o percurso pelas grutas. Depois do lago, o trajeto segue até à saída e regressa à zona de visitantes à superfície.

Como chegar e onde estacionar

As Coves del Drach ficam perto de Porto Cristo, na costa leste de Maiorca. As distâncias e os tempos de viagem indicados referem-se ao trajeto até Porto Cristo, não exatamente até à entrada das grutas. Na localidade, basta seguir as indicações para as grutas; o último troço sai da zona urbana e leva ao parque de estacionamento dos visitantes.

Do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma até Porto Cristo são 67 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 58 minutos, pela Ma-15 e depois pela Ma-4020. O trânsito em redor de Palma, a passagem pelas localidades e a procura de estacionamento podem aumentar o tempo de viagem. Se tens entrada marcada para uma hora específica, reserva alguma margem para além do tempo de condução.

Do centro de Palma

Do centro de Palma, o percurso também segue pela Ma-15 e pela Ma-4020. Até Porto Cristo são 69 quilómetros por estrada e a viagem demora cerca de 65 minutos. Daí, falta apenas um curto troço até às grutas. O trajeto atravessa a ilha, em grande parte de oeste para leste, e é mais direto do que seguir pela costa.

Estacionamento e transportes públicos

Junto às grutas há um grande parque de estacionamento gratuito para carros, táxis, autocarros, motas e bicicletas. Não é permitido pernoitar nem deixar veículos estacionados durante a noite, pois o recinto fecha. Não deixes objetos de valor no veículo. Do estacionamento até à entrada são ainda cerca de 200 metros; conta com esse percurso ao planeares a chegada para a hora marcada.

Também podes chegar de transportes públicos. Há uma paragem de autocarro dentro do recinto, bem como uma praça de táxis. Assim, não precisas de fazer uma longa caminhada desde o centro de Porto Cristo. Ainda assim, escolhe uma ligação que te permita chegar à hora marcada, pois a entrada depende do horário reservado.

Linhas de autocarro para Coves del Drach num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
401Cala Millor - Palma19706:0523:57
427Cala Mendia - Portocristo19208:0022:30
A42Cala Bona - Aeroport16600:0223:02
424Cala Rajada - Portocristo12900:0523:56
425Cala Bona - Portocristo12308:0022:23
428Cala d'Or - Portocristo5808:0521:52

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Coves del Drac 2 (33017) · 0,1 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
    • 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
  • Coves del Drac 1 (33018) · 0,1 km Em linha reta

    • 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
    • 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
    • 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
  • Platja de Portocristo (33011) · 0,6 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
    • 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
  • Mestral 1 (33078) · 1,1 km Em linha reta

    • 401Cala Millor - Palma · Diariamente
    • 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
    • 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
    • A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
  • Mestral 2 (33079) · 1,1 km Em linha reta

    • 401Cala Millor - Palma · Diariamente
    • 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
    • 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
    • A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
  • Cala Anguila - Cala Magrana 1 (33051) · 1,2 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Cala Anguila - Cala Magrana 2 (33050) · 1,3 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Ctra. Son Servera 1 (33053) · 1,3 km Em linha reta

    • 401Cala Millor - Palma · Diariamente
    • 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
    • 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
    • A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
  • Ctra. Son Servera 2 (33054) · 1,3 km Em linha reta

    • 401Cala Millor - Palma · Diariamente
    • 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
    • 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
    • A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
  • Dinosaurland - Coves Hams (33046) · 1,5 km Em linha reta

    • 401Cala Millor - Palma · Diariamente
  • Platja de Cala Mendia 2 (33066) · 2,1 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Platja de Cala Mendia 1 (33039) · 2,2 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nos arredores

Depois da escuridão das grutas, Porto Cristo parece especialmente luminoso e aberto. Esta localidade costeira pertence ao município de Manacor e cresceu em torno de uma baía abrigada com um porto. Se vais visitar as Coves del Drach, Porto Cristo é mais do que um ponto de referência: podes combinar a visita às grutas com um passeio junto à água e uma pausa, sem teres de fazer outra viagem longa.

Porto de Porto Cristo

No porto, os barcos de recreio partilham espaço com embarcações mais pequenas e tradicionais. O passeio marítimo é uma boa opção para passear com calma antes ou depois da visita às grutas, que tem hora marcada. Depois dos percursos e da iluminação no interior das grutas, aqui podes contemplar a baía. Os cafés e restaurantes fazem do porto uma paragem prática antes de um compromisso mais tarde ou após a visita.

Porto Cristo recebe muitos visitantes, mas conserva a dimensão acolhedora de uma pequena localidade costeira. Se vieres apenas para conhecer as grutas e seguires logo viagem, perderás parte do contexto natural em que se inserem: o sistema de grutas fica junto à costa leste, onde o calcário e a água contribuíram, ao longo de muito tempo, para a sua formação.

Platja de Porto Cristo

A Platja de Porto Cristo fica na baía abrigada da localidade. É uma boa escolha se quiseres aproveitar o mar no mesmo dia da visita às grutas, sem teres de fazer mais quilómetros. Se a tua visita estiver marcada para mais tarde, podes passar a manhã na praia; se fores cedo às grutas, é uma opção natural para o resto do dia.

O contraste tem encanto: primeiro, o ambiente constante e tranquilo das grutas; depois, a areia, a luz do dia e a água do porto. Na época alta, conta, porém, com bastante movimento também nesta praia.

Torre dels Falcons e a costa

Podes ainda fazer uma breve paragem na Torre dels Falcons, uma antiga torre de vigia costeira perto de Porto Cristo. Revela um lado da história local muito diferente do das grutas: lá em cima, a vista ampla sobre o mar; lá em baixo, o sistema de grutas calcárias moldado pela água. Se quiseres combinar as 2 visitas, basta reservar algum tempo para apreciar a vista da torre. As Coves del Drach, com a sua hora de entrada marcada, continuam a ser o ponto central do dia.

Se quiseres continuar a explorar a costa leste, encontrarás mais praias e enseadas perto de Porto Cristo. Ainda assim, convém não fazer planos a mais. A hora de entrada nas grutas, a deslocação e uma pausa na localidade já ocupam boa parte de meio dia.

A localidade correspondente

Porto Cristo no retrato da localidade

O que deves saber antes da visita

Dentro das grutas, as condições são diferentes das da costa de Mallorca. Segundo a entidade responsável, a temperatura varia entre 17 e 21 graus Celsius. Nos dias quentes, a diferença em relação ao exterior nota-se bem, embora isso não signifique que faça um frio de inverno nas Coves del Drach. Se tens tendência a sentir frio, pode dar jeito levar uma peça de roupa leve para vestir por cima.

Calçado e roupa

A visita inclui um percurso a pé de cerca de 1 hora pelas grutas, com uma paragem junto ao Lago Martel. Por isso, é preferível usar calçado confortável e que fique bem preso ao pé, em vez de calçado de praia ou de sair. A humidade elevada faz parte do ambiente natural das grutas; não escolhas a roupa a pensar apenas no calor que estiver à entrada.

Em princípio, a chuva lá fora não impede a visita. É útil saberes isto ao fazer planos, pois podes percorrer as grutas mesmo num dia pouco convidativo para ir à praia. Tem, no entanto, em conta que o trajeto entre o parque de estacionamento, a entrada e o edifício de apoio aos visitantes é feito no exterior.

Com crianças

Para as crianças, a visita tem etapas fáceis de acompanhar: salas com formações calcárias, um lago subterrâneo, música e, no final, a possibilidade de fazer um passeio de barco. Ainda assim, os pais devem ter em conta que o grupo segue um percurso definido e que o concerto exige algum sossego. Não é possível andar livremente pelas grutas nem explorá-las por conta própria.

Não é permitido entrar na gruta com carrinhos de bebé nem com outros objetos volumosos. Se vieres de carro, o melhor é deixá-los no veículo. Se vieres sem carro, os funcionários à entrada indicar-te-ão onde os podes deixar; o espaço de guarda-volumes é limitado e não está preparado para receber carrinhos de bebé. Por isso, se vieres com crianças pequenas, é mais prático usar um porta-bebés adequado.

Casas de banho e bagagem

Há casas de banho à entrada e à saída, mas não no interior da gruta. Sobretudo se vieres com crianças, convém usá-las antes de começar o percurso, pois a visita dura cerca de 1 hora.

Também não é permitido levar bagagem volumosa para o interior da gruta. Se vieres sem carro, podes deixar gratuitamente objetos maiores, como malas ou alforges de bicicleta, no guarda-volumes à entrada da gruta, sujeito à disponibilidade de espaço. Fica a cerca de 200 metros do parque de estacionamento. Já os pequenos objetos de valor devem ficar contigo, e não à vista dentro do carro estacionado.

O que não deves esperar

Uma visita às Coves del Drach não é uma expedição científica guiada nem um passeio por uma gruta natural que possas explorar livremente. O percurso está iluminado, as visitas fazem-se em grupo e o Lago Martel é o cenário de um momento musical. Se esperas explicações geológicas detalhadas ao longo do percurso, tem em conta que os grupos não são acompanhados por um guia.

O passeio de barco também não é uma longa viagem por túneis de água. É um breve trajeto no Lago Martel, no final da visita, que podes substituir pelo percurso a pé. O que torna a visita especial é a sucessão de espaços subterrâneos, as formações de rocha calcária e a passagem da rocha para a água — não a duração do passeio de barco.

Dicas de quem vive na ilha

  • Escolhe a primeira visita do dia

    A primeira entrada disponível costuma ser a melhor opção para visitar as grutas com menos gente. Ainda assim, o percurso não estará vazio, pois as visitas são sempre feitas em grupo.

  • Presta atenção ao Lago Martel

    O concerto ao vivo faz parte de todas as visitas regulares, pelo que não precisas de reservar uma visita especial. O momento mais marcante chega quando o lago fica às escuras e a música e os reflexos de luz tomam conta da gruta.

  • De barco ou a pé

    Depois do concerto, podes atravessar um pequeno troço do Lago Martel de barco ou continuar a pé. Mais do que um passeio de barco pelo sistema de grutas, esta curta travessia permite-te vê-las de outra perspetiva.

  • Deixa os objetos volumosos no carro

    Não é permitido levar carrinhos de bebé nem bagagem grande para dentro da gruta. O espaço para guardar objetos à entrada é limitado e, em regra, não aceita carrinhos de bebé. Se fores de carro, o melhor é deixar os objetos volumosos no veículo.

  • Reserva tempo para Porto Cristo

    Podes combinar a visita às grutas com um passeio pelo porto e pela praia de Porto Cristo, sem teres de fazer outra viagem longa. Uma visita de manhã deixa-te tempo para ficar junto ao mar; se a entrada for mais tarde, podes passear pelo porto antes.

25°C Porto Cristo
O que são as Coves del Drach e porque vale a pena visitá-las?
As Coves del Drach são um conjunto de grutas com formações de rocha calcária, aberto a visitas, perto de Porto Cristo, na costa leste de Maiorca. O percurso atravessa várias zonas interligadas, com estalactites, estalagmites e colunas de calcário. A zona mais conhecida é o Lago Martel, um grande lago subterrâneo onde se realiza um concerto ao vivo. Vale a pena visitar as grutas pela combinação da paisagem natural, da iluminação, da água e da música. Não esperes, porém, uma aventura solitária: a visita faz-se num percurso organizado, em grupo.
Qual é a extensão das Coves del Drach e a que profundidade ficam?
O conjunto de grutas estende-se por aproximadamente 1.200 metros na horizontal. O seu ponto mais profundo situa-se até 25 metros abaixo da superfície. Estas dimensões distribuem-se por várias salas e passagens interligadas, pelo que não se trata de uma única sala enorme. Durante a visita, alternam-se passagens mais estreitas, salas maiores e zonas cobertas de formações de rocha calcária. O ponto alto do percurso é o Lago Martel, onde o olhar deixa as formações rochosas e se volta para uma vasta extensão de água subterrânea.
Como decorre a visita às Coves del Drach?
A entrada faz-se num horário marcado, juntamente com um grupo. A visita, porém, não é guiada: não há um guia a acompanhar os visitantes de formação em formação. Segues antes um percurso assinalado e iluminado pelas várias zonas da gruta. No Lago Martel, o grupo reúne-se para assistir a um concerto ao vivo. Depois, podes fazer um breve trajeto de barco pelo lago ou optar pelo percurso alternativo a pé. A partir daí, o caminho leva-te à saída e de volta à zona exterior destinada aos visitantes.
Quanto tempo dura a visita às Coves del Drach?
A visita às grutas dura cerca de 1 hora. Convém contar também com o tempo necessário para estacionar, chegar à entrada e passar pelo controlo de acesso. A entrada das grutas fica a cerca de 200 metros do parque de estacionamento, e a entidade responsável recomenda chegar aproximadamente 15 minutos antes da hora marcada. Se quiseres visitar Porto Cristo a seguir, reserva bastante mais tempo para o passeio do que a hora passada dentro das grutas. Podes aproveitar para conhecer o porto, o passeio marítimo e a praia da localidade sem fazer outra viagem longa.
Quando estão abertas as Coves del Drach e quanto custa a entrada?
Os horários e os preços podem mudar consoante a época do ano e a organização das visitas. Por isso, confirma as informações atualizadas da atração pouco antes de ires. Não há horários nem preços permanentemente válidos que possam ser indicados aqui. Para planeares a visita, importa saber que as entradas estão organizadas por horários marcados. Os bilhetes comprados online são válidos para o horário escolhido e podem ser apresentados no telemóvel. A visita habitual inclui o percurso pelas grutas, o concerto ao vivo no Lago Martel e a possibilidade de fazer um pequeno troço de barco, em vez de o percorrer a pé.
Qual é a melhor altura do dia para visitar as Coves del Drach?
Se quiseres fazer a visita com menos gente, escolhe, se possível, o 1.º horário de entrada do dia. As Coves del Drach estão entre os destinos mais conhecidos para passeios em Mallorca e, sobretudo na época alta, os grupos podem ser grandes. Mesmo cedo, não terás as grutas só para ti, pois as visitas são sempre feitas em grupo. Os horários mais tardios permitem passar a manhã no porto ou na praia de Porto Cristo. O essencial é chegares à entrada a tempo do horário que reservaste.
Há concerto no Lago Martel em todas as visitas?
Sim. O concerto ao vivo no Lago Martel faz parte de todas as visitas habituais. Não precisas de escolher uma visita especial nem de reservar o concerto à parte. Os visitantes reúnem-se junto ao lago subterrâneo, onde a música, a penumbra das grutas e a luz refletida na água criam um ambiente especial. Depois do concerto, podes atravessar um pequeno troço do lago de barco ou seguir pelo percurso a pé. Não confundas esta travessia com um longo passeio de barco pelas grutas: é apenas uma pequena parte da visita, cujo principal atrativo são as galerias e as formações de estalactites e estalagmites.
As Coves del Drach são adequadas para visitar com crianças?
Em geral, as grutas são uma boa opção para famílias: a visita dura cerca de 1 hora e oferece experiências variadas, com galerias de estalactites e estalagmites, um lago subterrâneo, música e a possibilidade de andar de barco. As crianças têm, no entanto, de permanecer com o grupo no percurso definido; não é permitido explorar as grutas livremente. Por falta de espaço, não é permitido levar carrinhos de bebé para o interior, nem guardá-los normalmente no espaço limitado destinado à bagagem. Se fores com uma criança pequena, costuma ser mais prático usar um porta-bebés adequado. Só há casas de banho antes e depois do percurso pelas grutas.
Como chegar às Coves del Drach a partir do aeroporto de Palma?
A partir do aeroporto de Palma, segue primeiro pela Ma-15 e depois pela Ma-4020 até Porto Cristo. São 67 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 58 minutos. Estes valores referem-se apenas ao trajeto até Porto Cristo; a partir daí, ainda tens de percorrer o troço local até às grutas, que estão sinalizadas. Como a entrada está associada a um horário marcado, conta também com alguma margem para o trânsito, para procurar estacionamento e para percorrer os cerca de 200 metros entre o parque de estacionamento e a entrada. Se compraste o bilhete online, podes dirigir-te diretamente ao controlo de acesso e apresentá-lo no telemóvel.
Como chegar às Coves del Drach a partir do centro de Palma?
A partir do centro de Palma, segue pela Ma-15 e depois pela Ma-4020 até Porto Cristo. São 69 quilómetros por estrada até à localidade, numa viagem de cerca de 65 minutos. Daí, falta percorrer um pequeno troço até às Coves del Drach. O trânsito na cidade e nas imediações de Porto Cristo pode prolongar a viagem. Por isso, além do tempo estimado de condução, conta com o tempo necessário para estacionar e chegar à entrada. A entidade responsável recomenda estar lá cerca de 15 minutos antes do início da visita.
Há estacionamento e ligação de autocarro nas Coves del Drach?
No recinto, há um grande parque de estacionamento gratuito para automóveis, táxis, autocarros, motas e bicicletas. Não é permitido estacionar durante a noite, pois o recinto fecha. Não deixes objetos de valor à vista no veículo. Do parque de estacionamento até à entrada das grutas são cerca de 200 metros. Há uma paragem de autocarros públicos no próprio recinto, bem como uma praça de táxis. Se fores de autocarro, escolhe uma ligação que te permita chegar com antecedência suficiente em relação ao horário reservado: um atraso pode ser problemático quando o bilhete tem hora marcada.
O que podes visitar em Porto Cristo além das grutas?
O porto e a Platja de Porto Cristo ficam perto das grutas e são escolhas fáceis para completar a visita. Depois do percurso subterrâneo, podes passear pela marginal ou fazer uma pausa na praia. Se quiseres acrescentar uma paragem curta, visita a Torre dels Falcons, uma antiga torre de vigia costeira com vista para a costa. Com uma visita às grutas logo de manhã, ainda tens tempo para ficar junto ao mar; se a entrada for mais tarde, podes conhecer Porto Cristo antes. Como a visita tem hora marcada, planeia o dia em função da reserva.