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Cova des Pirata, perto de Cales de Mallorca

Cova des Pirata, Mallorca
Olaf Tausch, Wikimedia Commons, CC BY 3.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

A Cova des Pirata revela um lado da costa leste de Maiorca difícil de imaginar a partir das estâncias balneares. Sob o calcário, perto de Cales de Mallorca, estende-se uma gruta natural com salas, formações calcárias e uma zona inundada que a liga, debaixo de água, à vizinha Cova des Pont. Mas quem espera uma gruta turística iluminada, com bilheteira, visitas guiadas regulares e um percurso preparado para visitantes não a encontrará aqui.

É precisamente aí que reside o encanto da Cova des Pirata. Embora tenha sido uma das primeiras grutas de Maiorca a receber visitantes, não dispõe de iluminação elétrica e a entrada está protegida por um portão. Por isso, a visita depende sobretudo de ser possível entrar na gruta nessa altura, e não apenas de conseguir lá chegar. No interior, é indispensável levar uma fonte de luz própria; o uso de capacete é expressamente recomendado.

A gruta merece especialmente a visita de quem quer conhecer a paisagem cársica de Maiorca e prefere um ambiente natural a uma atração turística de grandes dimensões. À luz da lanterna, algumas formas emergem da escuridão, enquanto o resto da sala permanece oculto. A experiência é diferente: em vez de veres tudo de uma vez, cada passo revela uma nova parte da rocha.

Para visitar a Cova des Pirata, mais vale preparares-te do que partir à aventura por impulso. É um lugar de interesse geológico com uma longa história ligada ao turismo, mas não está sempre aberto a visitantes. Antes de ires, confirma se a entrada está aberta e em que condições é permitida a visita.

História e importância

A história mais conhecida sobre a gruta começa com uma figura ferida que desaparece entre as rochas. Segundo a lenda que explica o seu nome, um pirata terá procurado refúgio aqui para recuperar dos ferimentos. Não há provas históricas que liguem o relato a um pirata concreto, mas a lenda mostra como as grutas pouco visíveis da costa leste são há muito associadas a esconderijos e lugares de refúgio.

A lenda do pirata

O nome «Cova des Pirata» significa «gruta do pirata». Segundo a tradição, um pirata ferido terá fugido para o interior da gruta para se esconder e recuperar. Não há mais pormenores confirmados. Por isso, não convém acrescentar à lenda histórias sobre acampamentos de piratas, depósitos de contrabando ou figuras históricas concretas.

No local, o nome parece fazer sentido: a entrada não conduz a uma sala aberta e visível de longe, mas a um mundo subterrâneo isolado. Sem luz artificial, as zonas laterais e as passagens que seguem para o interior depressa desaparecem na escuridão. Mais do que à história política de Maiorca, esta narrativa pertence ao imaginário das suas grutas costeiras: lugares misteriosos, difíceis de explorar e marcados pela proximidade do mar.

A abertura ao público em 1897

A história documentada das visitas começa em 1897, quando a Cova des Pirata abriu ao público por ocasião de uma exposição agrícola em Manacor. É um dado interessante, já que hoje as grutas turísticas de Maiorca são sobretudo associadas a grandes espaços abertos de forma permanente. A Cova des Pirata mostra uma fase anterior do turismo nas grutas: foi criado um caminho que permitia percorrer o interior sem afastar por completo a escuridão natural.

Já em 1905 foi publicada uma descrição das suas características mais importantes. A gruta não era, portanto, conhecida apenas na região: era também reconhecida como local a visitar e foi objeto de registo. Ainda hoje conserva algo dessa condição intermédia. Não é uma gruta totalmente por explorar, mas também não é uma gruta turística moderna, com visitas organizadas.

Um sistema de grutas interligadas

Durante muito tempo, a Cova des Pirata e a Cova des Pont foram identificadas como grutas distintas e preparadas separadamente para receber visitantes. Só mais tarde se descobriu que estão ligadas por uma passagem submersa. Do ponto de vista geológico, fazem parte do mesmo sistema, embora os nomes tradicionais continuem a designar entradas e aspetos diferentes.

É esta descoberta que revela a verdadeira dimensão da Cova des Pirata. As câmaras e as formações calcárias visíveis são apenas a parte seca e acessível de uma estrutura cársica que se prolonga abaixo do nível da água. A gruta mostra como o calcário se dissolve, como a água circula no subsolo e como algumas das estruturas mais importantes desta paisagem costeira permanecem escondidas.

O que há para ver

Só quando o feixe da lanterna rompe a escuridão é que o espaço se torna visível. A luz percorre superfícies irregulares de calcário, detém-se nos estalactites suspensos do teto e, mais abaixo, revela formações que cresceram a partir do chão. A Cova des Pirata não foi moldada pela arquitetura, mas pela água, pelo calcário dissolvido e por processos geológicos muito longos.

O percurso no interior da gruta

No interior, a visita segue um percurso preparado. Esta intervenção antiga distingue a Cova des Pirata de uma gruta sem trilhos, mas não a transforma num passeio confortável como o de um museu. Não há iluminação elétrica. Por isso, é preciso levar uma lanterna fiável para detetar irregularidades no piso, zonas húmidas e mudanças de direção.

O percurso orienta a passagem pela gruta: em vez de circulares livremente entre as formações rochosas, segues um trajeto definido pelas zonas acessíveis. Assim, evitas também entrar sem necessidade em áreas onde é mais difícil orientares-te. Em princípio, uma lanterna de mão chega para iluminar o caminho, mas é mais prático usar uma luz que deixe as mãos livres. Recomenda-se ainda o uso de capacete, pois é fácil não reparar em zonas baixas ou saliências da rocha.

Câmaras e formações calcárias

A gruta tem várias câmaras e passagens. Nos tetos e no chão formaram-se estalactites e estalagmites: a água rica em calcário infiltra-se na rocha, deposita minerais e, ao longo de muito tempo, dá origem a estas formações. Algumas surgem isoladas; outras agrupam-se de forma irregular junto às paredes e às passagens.

Sem iluminação geral, estas formações têm um aspeto diferente do que se vê numa grande gruta turística. O feixe de luz destaca certos contornos da escuridão e, poucos passos depois, as sombras mudam. Isto permite observar com atenção as superfícies e a disposição das formações no espaço, mas também torna mais difícil orientares-te. Se quiseres fotografar, conta com muito pouca luz ambiente e não ponhas a tua segurança em risco para conseguir o enquadramento desejado.

A zona submersa

A água faz parte deste sistema de grutas. Uma passagem subterrânea completamente submersa liga a Cova des Pirata à vizinha Cova des Pont. Esta passagem não integra o percurso habitual de visita e não deve ser confundida com uma ligação que se possa percorrer a pé entre as 2 entradas. A sua exploração exige espeleomergulhadores com formação e equipamento adequados.

É, no entanto, esta ligação invisível que ajuda a compreender a paisagem. As 2 grutas, tradicionalmente consideradas separadas, fazem parte do mesmo sistema abaixo da superfície da água. Do ponto de vista geológico, a gruta não termina onde acaba o percurso seco: prolonga-se por uma zona cuja exploração exige muito mais do que uma lanterna e um capacete.

Desnível e localização no calcário

Segundo os dados espeleológicos, a Cova des Pirata tem um desnível vertical de 33 metros e a entrada situa-se a 22 metros acima do nível do mar. Estes valores ajudam a perceber que não se trata de uma simples reentrância na rocha, mas de um conjunto de espaços a diferentes níveis. Há desníveis acentuados entre a entrada, as câmaras e as zonas com água.

Durante a visita, isto nota-se menos nos números do que nas mudanças de dimensão dos espaços e nas características do piso. É preciso olhar em frente, para cima e também para onde se põe o pé. O calcário está presente em toda a paisagem: forma a costa rochosa, serve de base à estância turística e esconde, sob a superfície, uma rede de cavidades naturais.

A visita

Uma visita à Cova des Pirata começa antes de chegares à entrada da gruta: confirma primeiro as condições de acesso. A gruta está protegida por um portão e não tem horários de visita regulares com que se possa contar. Também não há informação permanente sobre os horários de abertura ou o preço de entrada. Antes de partires, verifica se é possível entrar no dia pretendido e se existem condições especiais.

Antes de entrar

Nunca contornes um portão fechado. Além de assinalar regras de propriedade ou de acesso, pode servir para proteger os visitantes de perigos recentes e preservar a gruta. Se fores sem confirmação de que a entrada é permitida, poderás não conseguir visitar o interior. É esta a principal diferença em relação às grandes grutas turísticas da ilha.

Leva uma fonte de luz potente, uma luz de reserva e calçado adequado. Precisas de uma lanterna própria, pois a gruta não tem iluminação elétrica. Recomenda-se também o uso de capacete para te proteger de saliências rochosas que possam passar despercebidas, mas continua a ser essencial avançar com cuidado.

No interior

Se a entrada for permitida, segue o percurso existente e mantém-te nas zonas de visita secas e claramente identificáveis. A escuridão obriga a avançar mais devagar do que numa visita com iluminação. Antes de te demorares a observar as formações calcárias ou as câmaras laterais, certifica-te de que tens os pés bem assentes. Se o chão estiver húmido, um percurso aparentemente simples pode tornar-se escorregadio.

Não há uma duração padrão documentada para a visita à Cova des Pirata. O tempo necessário depende das condições de acesso, do teu ritmo e da atenção que dedicares às formações. Reserva tempo com alguma folga para não teres de te apressar, nem no interior nem no regresso. Esta gruta não é uma visita rápida para encaixar entre 2 compromissos com pouco intervalo.

Hora da visita e afluência

Não há dados fiáveis sobre as horas de maior afluência. Por isso, escolhe a hora da visita em função da confirmação de acesso e da luz natural de que precisarás no último troço, fora da gruta. No interior, a visibilidade depende sempre da iluminação que levares, não da posição do sol. Já para te orientares ao ar livre e regressares, não é aconselhável partir apenas ao fim do dia.

Tem sempre em conta os avisos e as restrições de acesso em vigor no local.

Como chegar e onde estacionar

As indicações de percurso a partir de outros pontos da ilha levam-te até Cales de Mallorca, não diretamente à entrada da Cova des Pirata. É uma distinção importante: podes chegar à localidade por estradas normais, mas, para percorrer o último troço até à gruta, precisas de informações atualizadas sobre a zona, de indicações precisas e de conhecer as regras locais de acesso.

Do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma a Cales de Mallorca são 62 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 55 minutos e segue pela Ma-19, depois pela Ma-5120 e pela Ma-4010. O tempo de viagem pode variar consoante o trânsito, sobretudo nas estradas secundárias do leste da ilha.

Estas indicações de percurso terminam em Cales de Mallorca. A partir daí, não deves orientar-te apenas pelo nome «Piratenhöhle», pois há outras grutas, arcos naturais e excursões com designações semelhantes na costa de Maiorca. A gruta a que estas indicações se referem é a Cova des Pirata, perto de Cales de Mallorca.

Do centro de Palma

Do centro de Palma a Cales de Mallorca são 67 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 64 minutos. O percurso segue pela Ma-15, pela Ma-4015 e pela Ma-4014 até ao leste da ilha. A Ma-4014 é também uma referência importante no troço de costa entre Porto Cristo e Portocolom.

Também neste percurso, a distância e o tempo de viagem dizem respeito apenas ao trajeto até Cales de Mallorca. O último troço até à entrada da gruta não está incluído. Antes de seguires viagem, confirma por onde é permitido aceder à gruta, em vez de entrares, sem informação prévia, por desvios de terra batida.

Estacionamento e acesso final

Não há confirmação de que exista um parque de estacionamento para visitantes junto à Cova des Pirata. Deixa o veículo apenas em locais onde seja expressamente permitido estacionar e não obstruas entradas, caminhos ou propriedades privadas. Na costa leste, os aparentes atalhos atravessam muitas vezes terrenos onde o acesso, a pé ou de veículo, pode não ser autorizado.

Se fores de transportes públicos até Cales de Mallorca ou a localidades costeiras próximas, planeia à parte o percurso até à gruta. A existência de uma paragem nas imediações não significa que encontres a entrada sem teres de procurar o caminho. No caso da Cova des Pirata, esclarecer antecipadamente como percorrer o último troço é tão importante como planear a viagem até à zona.

Linhas de autocarro para Cova des Pirata num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
427Cala Mendia - Portocristo7208:0722:17

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Punta Reina (33041) · 1,8 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Platja de Cala Mendia 1 (33039) · 2,0 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Platja de Cala Mendia 2 (33066) · 2,1 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nos arredores

Sobre as superfícies claras de calcário de Cales de Mallorca erguem-se hotéis, restaurantes e apartamentos de férias; por baixo, a rocha prolonga-se em cavidades e canais de água. A localidade situa-se num troço da costa leste particularmente rico em grutas. A Cova des Pirata não é, por isso, um caso geológico isolado, mas uma entrada visível para uma paisagem que, em muitos pontos, continua debaixo da superfície.

Cales de Mallorca

Cales de Mallorca pertence ao município de Manacor e situa-se entre Porto Cristo e Portocolom, perto de Cala Murada. A localidade estende-se sobre uma formação calcária atravessada por cavidades naturais. Os serviços turísticos concentram-se na zona edificada; na costa, predominam as falésias e as enseadas recortadas onde se pode tomar banho.

Depois de visitares a gruta, podes aproveitar para descansar na localidade, sobretudo se tiveres a roupa ou o calçado húmidos. Os restaurantes e as lojas fazem também de Cales de Mallorca um ponto de partida prático para te preparares. Não deves, porém, contar à partida com encontrar ali equipamento específico para grutas ou obter a confirmação de que o acesso está autorizado.

As enseadas

Cala Domingo Gran, Cala Domingo Petits e Cala Antena são as enseadas mais conhecidas da localidade turística. A rocha calcária que vês na costa é a mesma em que, mais a norte e no interior, se formaram grutas e fendas. Por isso, faz sentido combinar uma visita à gruta com uma ida à praia: primeiro exploras o interior da rocha e depois observas a costa que o mar foi moldando.

Convém não reservar pouco tempo para a praia. Não há uma duração de visita fiável para a Cova des Pirata, e o acesso pode exigir preparativos adicionais. O melhor é deixar a enseada como uma segunda paragem flexível.

Cova des Pont e Cala Varques

Do ponto de vista geológico, a Cova des Pont está intimamente ligada à Cova des Pirata: uma passagem subaquática descoberta mais tarde mostrou que ambas pertencem ao mesmo sistema de grutas. À superfície, a Cova des Pont também é conhecida pela sua impressionante ponte natural de pedra. Apesar da ligação entre as grutas, os acessos visíveis são destinos distintos; a passagem subaquática não é um percurso para visitantes.

É frequente incluir Cala Varques nas caminhadas por este troço de costa. Os caminhos atravessam zonas rochosas e áreas abertas, quase sempre expostas ao sol. Se prolongares o passeio, leva mais água, proteção solar e calçado seguro, e reserva tempo suficiente. Não confundas a Cova des Pont com a Cova des Pirata: a primeira distingue-se, entre outros aspetos, pela ponte natural de pedra visível à superfície; a segunda é a gruta descrita aqui.

A localidade correspondente

Cales de Mallorca no retrato da localidade

O que deves saber antes da visita

O equipamento mais importante não cabe num saco de recordações: uma fonte de luz, outra de reserva, calçado com boa aderência e um capacete. Sem iluminação elétrica, mesmo um percurso preparado para visitantes continua a ser um espaço natural às escuras.

Iluminação e proteção da cabeça

Uma lanterna de cabeça deixa-te as mãos livres e ilumina a direção para onde olhas. Leva também outra lanterna, que funcione de forma independente, como reserva. O capacete recomendado é especialmente útil nas zonas onde a rocha é baixa ou saliente e pode passar despercebida nas sombras.

Usa a luz com atenção aos outros visitantes. Encandeá-los constantemente dificulta-lhes a orientação. Ao tirar fotografias, certifica-te de que ninguém recua para uma zona de piso húmido ou sai do percurso assinalado ou preparado só para aparecer na imagem.

Calçado e roupa

O calçado resistente, com solas de boa aderência, é mais importante do que a roupa muito quente. O chão pode estar húmido e escorregadio, e as passagens estreitas ou irregulares exigem passos cuidadosos. Sandálias, solas lisas e sapatos largos não são adequados.

Escolhe roupa que te deixe mover à vontade e que se possa sujar. Numa gruta natural, nem sempre é possível evitar os pingos de água ou o contacto com o chão. Para a visita a Cales de Mallorca depois da gruta, pode dar jeito ter roupa seca para mudar no veículo.

O que não deves esperar

Não há iluminação elétrica para criar efeitos cénicos, nem visitas guiadas regulares com que possas contar. Também não é garantido que consigas entrar sem marcação. A ligação à Cova des Pont não é transitável a pé: está submersa e não faz parte de uma visita habitual.

São precisamente estes limites que preservam o carácter do lugar. Na Cova des Pirata, não encontras uma sucessão de atrações iluminadas e identificadas, mas uma amostra da paisagem cársica de Maiorca. Se avaliares com realismo as condições de acesso, o equipamento necessário e as tuas capacidades, poderás descobrir a gruta como um espaço geológico tranquilo, e não como uma atração turística convencional.

Dicas de quem vive na ilha

  • 2 lanternas em vez da luz do telemóvel

    A Cova des Pirata não tem iluminação elétrica. Um frontal deixa-te as mãos livres; uma segunda fonte de luz, que funcione de forma independente, evita que uma avaria ponha em risco o regresso em segurança.

  • Não te esqueças do capacete

    Embora exista um percurso pelo interior da gruta, as saliências rochosas e os troços de teto baixo continuam a ser obstáculos naturais. Recomenda-se vivamente o uso de capacete, sobretudo nos locais onde o feixe de luz não ilumina todo o teto.

  • Uma ligação escondida

    À superfície, Cova des Pirata e Cova des Pont parecem destinos separados, mas pertencem ao mesmo sistema de grutas graças a uma passagem subaquática descoberta mais tarde. Esta passagem não faz parte do percurso de visita e está reservada a mergulhadores de grutas.

  • A geologia à vista na costa

    Depois da visita à gruta, podes ver o mesmo calcário pelo lado de fora nas enseadas de Cales de Mallorca. Cala Domingo Gran, Cala Domingo Petits e Cala Antena são boas opções para continuar o passeio, sobretudo se o acesso à gruta demorar mais tempo do que o previsto.

  • Confirma o acesso antes de saíres

    A gruta está protegida por um portão e não tem horários de visita regulares. Antes de te deslocares, confirma se o acesso é permitido. Se o portão estiver fechado, não tentes contorná-lo.

23°C Cales de Mallorca
O que é a Cova des Pirata e por que vale a pena visitá-la?
A Cova des Pirata é uma gruta natural de calcário perto de Cales de Mallorca, no leste da ilha. Nas suas câmaras e galerias formaram-se estalactites e estalagmites; uma passagem inundada liga-a, debaixo de água, à vizinha Cova des Pont. Vale sobretudo a pena para quem quer conhecer a paisagem cársica de Maiorca sem os efeitos cénicos de uma gruta turística iluminada. Um caminho preparado ajuda na orientação, mas continuas a precisar de iluminação própria, equipamento adequado e confirmação prévia de que podes entrar.
Qual é o horário da Cova des Pirata e quanto custa a entrada?
Não há informações fiáveis sobre os horários e os preços atuais, pelo que deves confirmá-los imediatamente antes da visita. A Cova des Pirata não tem horários de visita regulares com que possas contar, e a entrada está protegida por um portão. Por isso, não é garantido que consigas entrar sem marcação. Não deves tomar horários ou preços antigos como válidos hoje. O essencial é obteres confirmação atual de que o acesso é permitido e está aberto; não contornes um portão fechado.
Como chegar à Cova des Pirata a partir do aeroporto de Palma?
O percurso de carro com dados fiáveis vai do aeroporto de Palma até Cales de Mallorca. São 62 km por estrada, numa viagem de cerca de 55 minutos pelas estradas Ma-19, Ma-5120 e Ma-4010. Estes dados dizem respeito ao trajeto até à localidade turística, não até à entrada da gruta. Planeia antecipadamente o último troço até à Cova des Pirata com base em informações locais atualizadas. Tem em conta eventuais restrições de circulação, propriedades privadas e alterações às condições de acesso.
Como ir do centro de Palma até Cales de Mallorca e, daí, até à gruta?
Do centro de Palma até Cales de Mallorca são 67 km por estrada. A viagem demora cerca de 64 minutos pelas estradas Ma-15, Ma-4015 e Ma-4014. Depois, ainda tens de encontrar o caminho local até à zona da Cova des Pirata; esse último troço não está incluído na distância nem no tempo indicados. Como há grutas e destinos costeiros com nomes semelhantes que se podem confundir, confirma que o navegador está configurado para a Cova des Pirata, perto de Cales de Mallorca, e verifica as condições de acesso antes de partires.
Quanto tempo demora uma visita à Cova des Pirata?
Não há uma duração fixa nem documentada de forma fiável para a visita à Cova des Pirata. O tempo necessário depende das condições de acesso, do cuidado com que percorres o caminho sem iluminação e do tempo que dedicas a observar as formações calcárias. Conta também com o tempo para o último troço fora da gruta e para te orientares. Por isso, não é uma visita indicada para uma paragem à pressa. Deixa uma boa margem de tempo para não teres de acelerar desnecessariamente no interior ou no regresso.
Qual é a melhor hora do dia para visitar a Cova des Pirata?
Não há informações fiáveis sobre as horas de maior movimento ou os períodos mais tranquilos. De qualquer modo, a prioridade é confirmar se o acesso é permitido e está aberto no dia em que queres ir. No interior, a luz do dia pouco importa: a gruta não tem iluminação elétrica e precisas de levar uma lanterna. Ainda assim, convém haver luz natural suficiente para te orientares no último troço ao ar livre e regressares em segurança. Por isso, sair ao fim do dia não é uma boa opção.
Que equipamento é necessário para visitar a Cova des Pirata?
É indispensável levares uma fonte de luz própria e fiável, pois a gruta não tem iluminação elétrica. Um frontal é prático porque te deixa as mãos livres; leva também uma lanterna de reserva que funcione de forma independente. Recomenda-se ainda um capacete para te protegeres nas zonas onde a rocha é baixa ou saliente. Calçado resistente, com sola aderente, ajuda nas zonas húmidas e escorregadias. Tens de levar um frontal ou uma lanterna, porque não há iluminação elétrica no interior.
É possível visitar a Cova des Pirata com crianças?
A Cova des Pirata não tem iluminação elétrica nem um programa regular de visitas guiadas com que possas contar. A entrada está protegida por um portão, pelo que não é garantido que consigas entrar sem marcação prévia. O percurso atravessa uma gruta natural com zonas de piso húmido e escorregadio; recomenda-se o uso de capacete. Não há informação sobre regras específicas para crianças nem sobre a adequação da visita a crianças. A passagem submersa que liga a gruta à Cova des Pont não é um percurso para visitantes. Antes de partires, confirma as condições atuais de acesso.
A Cova des Pirata é uma gruta turística convencional, com visitas guiadas e iluminação?
Não. A Cova des Pirata situa-se algures entre uma gruta natural e uma gruta turística: abriu ao público em 1897 e tem um percurso preparado, mas não dispõe de iluminação elétrica nem de visitas guiadas regulares com que possas contar. A entrada está protegida por um portão, pelo que não é garantido que consigas entrar sem marcação prévia. Se procuras uma atração totalmente iluminada, com horários de entrada definidos, pontos de interesse preparados para a visita e um percurso confortável, não confundas a Cova des Pirata com as grandes grutas turísticas de Maiorca.
O que liga a Cova des Pirata à Cova des Pont?
As 2 grutas receberam originalmente nomes distintos e foram preparadas como destinos de visita independentes. Mais tarde, descobriu-se que uma passagem subaquática as liga. Do ponto de vista geológico, fazem parte do mesmo sistema de grutas. Para os visitantes, isso não significa, porém, que seja possível ir a pé de uma gruta à outra. A passagem está completamente submersa e não é um percurso normal de visita. Explorá-la exige formação especializada e equipamento de mergulho em grutas; por isso, não faz parte de uma visita à Cova des Pirata.
Que outros locais podes visitar na zona?
Uma opção próxima é passar algum tempo em Cales de Mallorca depois da visita. A estância turística assenta numa formação calcária rica em grutas e conta com várias enseadas conhecidas para tomar banho, como Cala Domingo Gran, Cala Domingo Petits e Cala Antena. Cala Varques e a ponte rochosa Cova des Pont, visível à superfície, são também pontos de interesse paisagístico deste troço da costa. Reserva tempo suficiente para percorrer os caminhos sobre rocha exposta e leva proteção solar e água. Apesar da ligação geológica, a Cova des Pont é um local visível distinto da Cova des Pirata.
É possível estacionar junto à Cova des Pirata?
Não há informação que confirme a existência de um parque de estacionamento para visitantes imediatamente junto à entrada da gruta. Por isso, não contes com a possibilidade de conduzir até ao portão e estacionar aí. Deixa o veículo apenas em locais onde o estacionamento seja claramente permitido; não bloqueies acessos nem propriedades privadas e não circules por caminhos não pavimentados sem autorização. Os percursos e tempos de viagem indicados dizem respeito apenas ao trajeto até Cales de Mallorca. Antes de partires ou quando chegares, confirma como fazer o último troço, onde podes estacionar e por onde é permitido aceder à gruta.