Coves dels Hams – grutas de estalactites no leste de Maiorca

As Coves dels Hams levam-te a um mundo onde a água e o calcário ditam as formas. As estalactites pendem do teto como cortinas de pedra, as estalagmites elevam-se ao seu encontro e, pelo meio, surgem as curiosas formações curvas que deram nome às grutas. «Hams» significa anzóis em mallorquino — uma designação acertada para as delicadas pontas recurvadas no interior.
Esta gruta turística fica no leste de Maiorca, perto de Porto Cristo, e integra a zona de Cala Anguila-Cala Mendia. O percurso combina história natural com cenários cuidadosamente preparados: começa num jardim ao ar livre, segue para a Gruta Azul, onde é projetado um filme sobre o passado de Maiorca, e continua pelas doze galerias da Gruta Clássica até ao lago subterrâneo «Mar de Venecia». Aí, um espetáculo de música e luz cria um ambiente bastante diferente do das silenciosas salas de estalactites anteriores.
A visita é განსაკუთრებით recomendável para quem quer conhecer a paisagem de Maiorca para lá da costa. A gruta revela a diversidade de formas que o calcário adquiriu sob a ilha, mas não se limita a uma visita de caráter geológico. O filme, a iluminação colorida e a música fazem assumidamente parte do conceito. Convém sabê-lo se esperas uma gruta inteiramente natural e pouco iluminada; se aprecias encenações visuais, encontrarás um percurso variado.
O espaço também é საინტერესო para famílias, pois a visita passa por várias paragens muito diferentes entre si. Não ocupa um dia inteiro e combina-se facilmente com Porto Cristo ou com uma das enseadas junto a Cala Anguila e Cala Mendia. Ainda assim, convém reservar tempo suficiente: as visitas decorrem em horários definidos e as escadas e o piso húmido da gruta não permitem apressar o percurso à vontade.
História e importância
Não foi uma expedição espeleológica sistemática, mas sim a procura de uma pedra valiosa que levou à descoberta. Pedro Caldentey Santandreu procurava ónix na zona quando, a 2 de março de 1905, encontrou as Coves dels Hams. Nas cavidades escuras, descobriu não só imponentes formações calcárias, mas também as curiosas formações recurvadas que lembram anzóis. Desta observação nasceu o nome que continua a ser usado até hoje.
Pedro Caldentey e a descoberta
Caldentey percebeu cedo que a gruta podia ser mais do que uma descoberta geológica fortuita. Para a abrir a visitas, porém, era primeiro necessário resolver um problema fundamental: no subsolo não havia luz elétrica. Poucos anos após a descoberta, produziu ele próprio eletricidade para a iluminação com um moinho de água, um dínamo e um lago. Foi algo notável, pois Porto Cristo, ali perto, ainda não dispunha de eletricidade nessa época. Enquanto a povoação junto ao mar tinha de passar sem luz elétrica depois de escurecer, as primeiras formações abertas a visitantes já brilhavam no subsolo.
Esta pioneira instalação técnica marcou de forma duradoura o caráter das Coves dels Hams. Desde o início, a iluminação serviu para tornar a visita possível. Mais tarde, o conceito foi desenvolvido e, כיום, o espaço recorre também a projeções, cores e música. O percurso entre a eletricidade produzida pelo próprio Caldentey e a moderna gruta turística pode, por isso, ser entendido como parte da sua história.
Do espaço natural à gruta turística
As cavidades são muito mais antigas do que a sua utilização turística. A água corrente moldou o sistema de grutas no calcário ao longo de cerca de dez milhões de anos. Gotas ricas em minerais foram depositando calcário, camada após camada: nos tetos, em forma de estalactites; no chão, como estalagmites; e, onde ambas se uniram, em colunas. Outros depósitos formaram cortinas finas ou pontas recurvadas.
Após a descoberta, o complexo foi sendo gradualmente aberto aos visitantes. Hoje, a visita não se resume a uma única sala subterrânea, mas abrange três áreas bem distintas: a Gruta Redonda, a Gruta Azul e a Gruta Clássica. A Gruta Azul, integrada no percurso desde 2015, mostra em particular que o espaço continua a evoluir. Para além da observação das formações calcárias, oferece uma abordagem cinematográfica à história de Maiorca e aos primeiros habitantes da ilha.
A importância das Coves dels Hams reside, por isso, tanto nas suas formações geológicas como na longa história enquanto gruta aberta a visitas. A iluminação técnica tornou possível visitar este espaço natural subterrâneo. Ainda hoje, a visita segue essa mesma ideia: a natureza não é apenas mostrada, mas também interpretada através da luz, da narrativa e da música.
O que há para ver
O maior impacto nasce da alternância entre os diferentes espaços. Primeiro, a luz do dia entra numa zona aberta e ajardinada; pouco depois, são a luz azul e as projeções que dominam a perceção. Só então se revela a Gruta Clássica, com as suas galerias, colunas calcárias e as águas escuras do «Mar de Venecia». Se observares com atenção, não verás apenas as grandes formações. São precisamente as finas pontas em forma de gancho que explicam o nome tão invulgar desta gruta.
A Gruta Redonda
A Gruta Redonda é um espaço aberto e proporciona uma transição suave entre a superfície e o complexo subterrâneo. Ao contrário das zonas mais profundas, այստեղ entra luz natural. O atual jardim aproveita essa luminosidade para uma vegetação exuberante; այստեղ vivem também livremente várias espécies de aves autóctones de Maiorca. Depois do parque de estacionamento, da entrada e do movimento dos visitantes, esta zona verde parece um pequeno mundo à parte.
A Gruta Redonda mostra também que um sistema de grutas não tem necessariamente de ser composto por passagens estreitas e totalmente escuras. Onde o teto está aberto, a rocha, as plantas e o céu encontram-se diretamente. A luz muda ao longo do dia e realça superfícies diferentes das iluminadas artificialmente no interior. O jardim distingue-se, assim, claramente das etapas seguintes.
A Gruta Azul
Na Gruta Azul, é a encenação que conduz a visita. O documentário «Descobrir o Passado» é dedicado à história de Maiorca e aos primeiros habitantes da ilha. As projeções cobrem as superfícies rochosas de imagens e cores, transformando a própria parede natural num ecrã. A gruta faz parte da experiência de visita desde 2015.
Esta secção leva o olhar para além das simples formas das concreções calcárias. Insere a gruta na longa história da ilha e prepara, ao mesmo tempo, para a parte do percurso mais centrada na geologia. A luz azul altera a perceção do espaço: as saliências destacam-se com nitidez, as reentrâncias perdem-se na sombra e as formas familiares da rocha parecem, por instantes, quase imateriais.
Não se deve, contudo, confundir a Gruta Azul com um museu de história natural. O seu foco está numa narrativa audiovisual. Se procuras sobretudo ver as cores naturais e inalteradas da rocha, elas surgem aqui com menos clareza; se valorizas as projeções como introdução, encontrarás uma perspetiva acessível sobre o enquadramento histórico e geológico.
A Gruta Clássica
A Gruta Clássica é o coração do complexo. É composta por doze galerias, onde se alternam estalactites, estalagmites, colunas e finas cortinas minerais. Algumas formações parecem maciças e dão a impressão de sustentar o teto, enquanto outras são delicadas. Pelo meio, surgem as formações em forma de gancho que dão nome à gruta: as suas pontas não apontam simplesmente na vertical para baixo, mas curvam-se de forma surpreendente.
O percurso vive da mudança de perspetivas. Por detrás de uma coluna, abre-se outra câmara; noutros pontos, as formações calcárias adensam-se até criarem uma parede quase fechada. A luz artificial desenha alguns contornos e separa o primeiro plano da profundidade. Por isso, a gruta parece por vezes maior e, noutros locais, mais estreita e concentrada. Vale a pena não olhar apenas para as colunas maiores, mas também para os depósitos finos ao longo dos tetos e das margens rochosas.
As formações calcárias resultam de um lento processo de deposição. Ao atravessar o calcário, a água absorve minerais e liberta uma parte deles quando chega a uma cavidade. É da acumulação de incontáveis depósitos que crescem as formas visíveis hoje. A Gruta Clássica torna este processo mais claro do que qualquer painel explicativo: sobre as cabeças pendem as estalactites, por baixo erguem-se as estalagmites e, entre ambas, as colunas formadas pela sua união mostram como os dois sentidos de crescimento se podem encontrar.
Mar de Venecia
Junto ao lago subterrâneo «Mar de Venecia», o mar de Veneza, o ambiente volta a mudar. A superfície escura da água reflecte a luz e as rochas, enquanto um espectáculo musical enche o espaço de som. A iluminação e o som foram pensados para o cenário da gruta; os reflexos no lago parecem duplicar alguns contornos e esbatem a fronteira entre a rocha e a água.
Este espectáculo é um dos momentos mais conhecidos da visita. Não se trata de um ponto de observação geológica silencioso, mas de um momento deliberadamente teatral. O eco da música, as estalactites e estalagmites iluminadas e o lago subterrâneo criam uma imagem de conjunto bem diferente da Gruta Azul: ali, as projecções contam uma história; aqui, o protagonismo é do espaço, da água, da luz e do som.
É precisamente este contraste que ajuda a compreender as Coves dels Hams. O complexo apresenta uma verdadeira gruta com formações calcárias, mas não abdica de elementos modernos de espectáculo e entretenimento. O seu encanto está na convivência entre depósitos com milhões de anos e uma encenação cuja tecnologia tem evoluído desde as primeiras lâmpadas eléctricas de Pedro Caldentey.
A visita
Não podes iniciar o percurso quando te apetecer. Nos dias de abertura, as visitas guiadas começam a cada hora certa, pelo que o horário da visita condiciona o percurso. Convém reservar com antecedência, sobretudo se a visita às grutas fizer parte de uma excursão de um dia com um programa apertado. Se chegares pouco depois de uma visita ter começado, poderás ter de esperar pela seguinte.
Horários e planeamento do dia
As Coves dels Hams estão abertas de quarta-feira a domingo, das 10 às 17 horas, e encerram à segunda e à terça-feira. A entrada é paga, mas não foi possível apurar um preço fiável, pelo que deves confirmá-lo antes da visita. O mesmo se aplica à disponibilidade efectiva dos vários horários, especialmente em feriados ou quando há alterações sazonais.
A maioria das visitas dura cerca de uma a duas horas. Esta duração explica-se pela combinação de visita guiada, sequências de filme, espectáculo musical e percursos entre as diferentes zonas. Não é uma atracção para ocupar um dia inteiro, mas uma paragem demasiado curta também não faz justiça à experiência. Além do tempo passado nas grutas, reserva alguma margem para a recepção, a entrada e uma eventual passagem pelo jardim.
Afluência e melhor altura para visitar
A meio da manhã, as visitas mais procuradas podem ser menos tranquilas. Se quiseres observar as formações calcárias sem ter um grupo muito próximo atrás de ti, escolhe, se possível, um horário cedo, perto da abertura, ou uma sessão mais tardia que esteja disponível. Mais importante do que uma hora específica é o número de pessoas na visita reservada. Reservar atempadamente dá-te mais opções.
Numa visita organizada de hora a hora, a pontualidade é mais importante do que num museu de entrada livre. É aconselhável não chegares ao parque de estacionamento apenas à hora certa. Se chegares um pouco mais cedo, podes encontrar a entrada sem pressa e não terás de subir escadas ou atravessar zonas húmidas sob pressão.
Como decorre o percurso
A visita não é um passeio silencioso pela gruta do princípio ao fim. Na Gruta Redonda, destacam-se o jardim e a luz do dia; na Gruta Azul, há um documentário com projecções; e, na Gruta Clássica, as formações naturais. No «Mar de Venecia», segue-se um espectáculo de música e luz. Esta sequência torna o percurso variado, mas significa também que os elementos audiovisuais têm um lugar central.
É permitido tirar fotografias no complexo. Ainda assim, é importante ter consideração pelos outros visitantes, sobretudo quando um grupo pára em zonas mais estreitas ou quando começa um espectáculo. Se fotografares, reserva também tempo para observar as formações sem olhar para o ecrã: os pequenos ganchos, as cortinas de cristais e os reflexos na água revelam-se muitas vezes apenas quando os olhos se habituam à luz de cada espaço.
Como chegar e onde estacionar
Pouco antes de Porto Cristo, a Ma-4020 indica o caminho para o mundo subterrâneo. As Coves dels Hams situam-se nesta ligação entre Manacor e a costa leste, estando assinaladas nas imediações. As distâncias e os tempos de viagem indicados levam primeiro a Cala Anguila-Cala Mendia; para o último troço até ao complexo de grutas, segue-se a sinalização local em direção a Porto Cristo e às Coves dels Hams.
De carro a partir de Palma e do aeroporto
Do aeroporto de Palma até Cala Anguila-Cala Mendia são 63 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 55 minutos e faz-se pela Ma-15 e, em seguida, pela Ma-4020. A partir do centro de Palma, o percurso por estrada é de 66 quilómetros e convém contar com cerca de 61 minutos. Esta rota também segue pela Ma-15 e pela Ma-4020.
Ambas as indicações terminam expressamente em Cala Anguila-Cala Mendia, e não diretamente à entrada das grutas. A partir daí, continua-se pela rede viária local até ao complexo sinalizado perto de Porto Cristo. A Ma-4020 é a principal referência, pois é nela que se encontra o acesso às Coves dels Hams. Ao planear o dia, convém reservar alguma margem, para além do tempo de viagem, para o último troço e para o check-in antes da visita reservada.
Estacionamento nas Coves dels Hams
Existe estacionamento gratuito junto ao complexo. Daqui, acede-se às zonas destinadas aos visitantes, com bilheteira, casas de banho, bar, restaurante e loja de recordações. O complexo dispõe também de uma zona de piqueniques. Estas estruturas situam-se fora do percurso pelas grutas e são especialmente úteis antes da entrada ou depois do regresso à superfície.
De autocarro
A paragem mais próxima chama-se «Dinosaurland - Coves Hams» e tem o código 33046. Fica mesmo junto ao complexo e é, por isso, a opção mais prática. Na zona, existem ainda as paragens «Mestral 1», com o código 33078, «Mestral 2», com o código 33079, e «Coves del Drac 2», com o código 33017.
A linha 401 da TIB liga Palma à paragem «Dinosaurland - Coves Hams». Em alternativa, é possível ir de comboio até Manacor e seguir depois de autocarro, embora seja necessário fazer transbordo. Como os horários podem variar consoante a época e a entrada nas grutas está associada a faixas horárias, convém deixar uma margem suficiente entre a chegada do autocarro e o início da visita reservada.
Linhas de autocarro para Coves dels Hams num relance
| Linha | Percurso | Viagens/dia | Primeira viagem | Última viagem |
|---|---|---|---|---|
| 401 | Cala Millor - Palma | 197 | 06:05 | 23:57 |
| A42 | Cala Bona - Aeroport | 166 | 00:02 | 23:02 |
| 427 | Cala Mendia - Portocristo | 144 | 08:00 | 22:30 |
| 424 | Cala Rajada - Portocristo | 129 | 00:05 | 23:56 |
| 425 | Cala Bona - Portocristo | 123 | 08:00 | 22:23 |
| 428 | Cala d'Or - Portocristo | 58 | 08:05 | 21:52 |
Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.
Como chegar de autocarro
Dinosaurland - Coves Hams (33046) · 0,4 km Em linha reta
- 401Cala Millor - Palma · Diariamente
Mestral 1 (33078) · 1,0 km Em linha reta
- 401Cala Millor - Palma · Diariamente
- 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
- 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
- A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
Mestral 2 (33079) · 1,0 km Em linha reta
- 401Cala Millor - Palma · Diariamente
- 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
- 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
- A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
Coves del Drac 2 (33017) · 1,3 km Em linha reta
- 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
- 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
Platja de Portocristo (33011) · 1,3 km Em linha reta
- 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
- 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
Coves del Drac 1 (33018) · 1,4 km Em linha reta
- 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
- 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
- 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
- 428Cala d'Or - Portocristo · Diariamente
Ctra. Son Servera 1 (33053) · 1,6 km Em linha reta
- 401Cala Millor - Palma · Diariamente
- 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
- 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
- A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
Ctra. Son Servera 2 (33054) · 1,6 km Em linha reta
- 401Cala Millor - Palma · Diariamente
- 424Cala Rajada - Portocristo · Diariamente
- 425Cala Bona - Portocristo · Diariamente
- A42Cala Bona - Aeroport · Diariamente
Cala Anguila - Cala Magrana 1 (33051) · 1,8 km Em linha reta
- 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
Cala Anguila - Cala Magrana 2 (33050) · 1,9 km Em linha reta
- 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.
Nos arredores
Depois da luz suave das grutas, o azul da costa leste parece especialmente límpido. Cala Anguila-Cala Mendia caracteriza-se pelas pequenas enseadas, pelas falésias baixas e pelas construções turísticas, sendo por isso uma boa opção para conjugar a visita às grutas com o mar. As próprias Coves dels Hams ficam mais perto de Porto Cristo; no entanto, os valores de acesso indicados referem-se a Cala Anguila-Cala Mendia, de onde o último troço se faz pela rede viária local.
Cala Anguila e Cala Mendia
Cala Anguila situa-se entre dois promontórios rochosos e tem uma praia de areia fina. O formato abrigado da enseada torna-a um destino óbvio para uma pausa de banho depois do percurso pelas grutas. Cala Mendia também tem areia e águas geralmente calmas; na época alta, é mais concorrida e pode ser mais difícil encontrar estacionamento.
O principal interesse desta combinação está no contraste. Debaixo da terra, o calcário, a luz artificial e o eco marcam a experiência; na costa, abrem-se o céu e o mar. Como a visita às grutas demora habitualmente entre uma e duas horas, se o tempo estiver favorável sobra tempo para uma das enseadas. A ordem da visita depende da faixa horária reservada: antes de uma hora fixa para as grutas, não convém deixar o tempo de praia tão apertado que procurar estacionamento e trocar de roupa se tornem motivo de stress.
Porto Cristo
Porto Cristo é o principal ponto de referência nas imediações das Coves dels Hams. Esta vila portuária é ideal para um passeio junto à água ou para uma refeição antes ou depois da visita guiada. A partir dali, chega-se rapidamente ao complexo de grutas pela Ma-4020; para o curto percurso final, também podes optar por táxi ou autocarro.
Em Porto Cristo encontram-se também as Coves del Drac. Não convém confundir os dois complexos de grutas: as Coves dels Hams têm três áreas de visita próprias, as doze galerias da Gruta Clássica e o lago «Mar de Venecia». Se quiseres visitar ambas no mesmo dia, terás de articular cuidadosamente os respetivos horários de entrada. Em geral, é mais interessante dedicar a devida atenção a uma gruta do que encaixar duas visitas guiadas seguidas, com pouco tempo entre elas.
Dinosaurland
Mesmo nas proximidades, o nome da paragem de autocarro «Dinosaurland - Coves Hams» indica outra atração. Para as famílias, pode ser prático combinar os dois locais, pois não é necessário fazer uma deslocação longa. Há bilhetes combinados, mas convém confirmar antecipadamente o que incluem, a disponibilidade e o preço em vigor.
Este passeio duplo tem um enfoque diferente da combinação com uma enseada: a gruta dá a conhecer a verdadeira história da Terra e formações minerais, enquanto o Dinosaurland é uma atração temática orientada para famílias. Se ainda quiseres ir ao mar depois, evita planear o dia em demasia; só para as Coves dels Hams, incluindo a entrada e o percurso, é realista contar com cerca de uma a duas horas.
A localidade correspondente
Cala Anguila-Cala Mendia no retrato da localidadeInformações úteis para a visita
Debaixo da terra, é mais importante ter um passo seguro do que usar roupa de férias elegante. O percurso inclui escadas e, em alguns pontos, chão húmido na gruta. Por isso, a melhor opção é calçado fechado, com sola aderente. Sandálias de sola lisa, calçado solto ou sapatos de banho molhados não são os mais adequados para estas condições, sobretudo se a visita for feita diretamente após um dia de praia.
Vestuário e equipamento
Não precisas de levar muito equipamento; mais importante é ter as mãos livres nas escadas e guardar bem o telemóvel ou a câmara. É permitido tirar fotografias, mas as condições de luz variam bastante. Na Gruta Redonda entra luz natural, na Gruta Azul predominam as projeções e, na Gruta Clássica, a iluminação é pontual. No «Mar de Venecia», juntam-se ainda os reflexos. Em vez de observar cada espaço através do ecrã luminoso, vale a pena dar aos olhos algum tempo para se habituarem à escuridão — só então se distinguem melhor as formações mais delicadas e a profundidade do espaço.
Com crianças
A sequência de jardim, filme, gruta com estalactites e estalagmites e espetáculo musical oferece mais mudanças visuais do que uma visita exclusivamente geológica. As projeções, as invulgares formas em gancho e o lago subterrâneo estão entre os pontos mais expressivos. Ainda assim, a gruta não é um circuito de aventura onde as crianças possam brincar livremente. As crianças mais pequenas devem ser acompanhadas de perto nas escadas e nas zonas húmidas.
Reservar um horário de entrada permite às famílias evitar tempos de espera desnecessários. Antes ou depois do percurso, há casas de banho e opções de restauração fora da gruta. Para um dia em família mais prolongado, podes combinar a visita com o Dinosaurland ou com uma das enseadas perto de Cala Anguila e Cala Mendia; ainda assim, o início fixo da visita guiada à gruta deve ditar o ritmo do dia.
O que esperar — e o que não esperar
As Coves dels Hams são uma gruta turística encenada. A iluminação colorida, o documentário, as projeções e a música fazem parte do programa e não são um complemento ocasional. Se procuras exclusivamente as cores naturais e inalteradas da rocha, silêncio e um percurso à tua escolha, encontrarás aqui um conceito de visita diferente. No entanto, a combinação de formas naturais e técnica cénica faz parte da identidade desta gruta desde as primeiras experiências com iluminação elétrica.
Também não se trata de uma expedição de dia inteiro nem de uma visita desportiva a grutas. Os visitantes seguem um percurso preparado, que atravessa várias zonas identificadas. Os verdadeiros destaques revelam-se quando se olha com atenção: nas formações curvas em «anzol», nas finas cortinas minerais, nas colunas que se uniram ao crescer e nos reflexos do lago subterrâneo. Quem lhes dedicar tempo levará uma experiência mais rica do que quem apenas espera pelo próximo espectáculo.
Serviços antes e depois da visita
O complexo dispõe de casas de banho públicas, Wi-Fi gratuito, um bar com restaurante, uma loja de recordações, uma zona de piqueniques e um jardim botânico. O estacionamento նույնպես é gratuito. Estes serviços facilitam a visita a quem vem de mais longe, mas não devem ser confundidos com a hora de entrada: a visita às grutas começa no horário reservado, e não assim que se chega ao recinto.
Antes de regressares, o jardim ao ar livre pode proporcionar um final tranquilo. Ali, as plantas, a luz natural e as aves autóctones contrastam com as paredes rochosas da Gruta Redonda. Depois das projecções, da música e das formações calcárias realçadas artificialmente, esta última impressão devolve-te à superfície e mostra, uma vez mais, como a luz pode alterar por completo o aspecto da mesma rocha calcária.
Dicas de locais
À procura dos ganchos
Não te limites a olhar para as grandes colunas: as «Hams», que dão nome às grutas, são formações finas e curvas que fazem lembrar anzóis. Vale a pena observá-las melhor, sobretudo nos tectos e nas extremidades das rochas.
Evita o período a meio da manhã
As passagens a meio da manhã podem estar mais concorridas. Se escolheres um horário cedo, próximo da abertura, ou uma sessão mais tardia, terás muitas vezes mais tranquilidade para apreciar as estalactites e os reflexos.
Não te limites a atravessar o jardim
A Gruta Redonda é mais do que um acesso: a luz do dia, o jardim e as espécies de aves autóctones que vivem em liberdade contrastam com as galerias iluminadas artificialmente. Vale a pena parar այստեղ conscientemente.
Combina a gruta com uma enseada
Depois da visita subterrânea, Cala Anguila ou Cala Mendia são boas opções para seguir até ao mar. O ideal é planeares a ida à praia em função do horário fixo da visita à gruta, e não o contrário.
Escolhe a paragem direta
Para chegar de autocarro, «Dinosaurland - Coves Hams» é a paragem mais prática, pois fica mesmo junto ao recinto. Assim, o percurso entre a chegada do autocarro e a entrada, organizada de hora a hora, é curto.