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Es Baluard Museu d'Art: arte contemporânea no bastião de Palma

Es Baluard Museu d'Art, Mallorca
Chixoy, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)As alterações a esta imagem estão disponíveis sob a mesma licença.

Basta atravessar as muralhas para perceber que o Es Baluard Museu d'Art não é um espaço de exposições comum. Este museu de arte moderna e contemporânea encontra-se junto ao Baluard de Sant Pere, um imponente bastião renascentista das antigas fortificações de Palma. Para lá da pedra histórica, sucedem-se rampas, perspetivas, superfícies claras de betão e galerias que se abrem repetidamente para a cidade e para a baía. A arte é apenas uma das dimensões da visita. Igualmente fascinante é perceber como um museu pode integrar-se numa estrutura defensiva com vários séculos sem transformar as muralhas num mero cenário. O Es Baluard responde a este desafio com uma construção nova, claramente identificável, que mantém a devida distância em relação à estrutura existente e coloca deliberadamente o antigo e o novo lado a lado.

O museu abrange desde a arte moderna até às propostas contemporâneas das Baleares, do Mediterrâneo e da cena internacional. A apresentação não é estática: obras da coleção cruzam-se com exposições temporárias, instalações e um programa educativo e de projetos comunitários. Isto torna o museu particularmente interessante para apreciadores de arte, amantes de arquitetura e todos os que querem conhecer Palma para além dos seus monumentos mais clássicos. Mesmo sem conhecimentos aprofundados, é um espaço acessível. A sucessão de salas de exposição, muralhas históricas, pátios e terraços superiores cria momentos de pausa entre as obras. Não se observam apenas pinturas e objetos: a pedra, o betão e as perspetivas abertas revelam também a evolução de Palma, desde a periferia fortificada da cidade até ao atual polo cultural.

História e importância

O momento mais dramático da história recente do Baluard de Sant Pere não ocorreu durante um cerco. Depois de ter deixado há muito de ter uso militar e de o terreno passar para proprietários privados, previa-se demolir a muralha para dar lugar a construções. Uma tentativa de demolição com explosivos gerou oposição entre a população. O bastião foi então protegido como conjunto histórico-artístico e preparou-se o seu restauro. Sem esta reação, é provável que o atual espaço museológico não existisse na forma em que chegou até nós.

Baluard de Sant Pere

O bastião foi construído no último quartel do século XVI. Nessa época, Palma reforçou as suas fortificações medievais com novas muralhas projetadas pelo engenheiro italiano Giacomo Palearo Fratín. O Baluard de Sant Pere destacava-se pelas suas dimensões e pela posição estratégica no limite ocidental da cidade fortificada. No recinto foi criada uma escola de artilharia, considerada uma das mais prestigiadas da Europa. O nome do museu remete diretamente para esta origem. A palavra catalã «baluard» significa baluarte ou bastião; neste caso, não é uma invenção poética, mas uma designação exata do lugar.

Transformações das fortificações

O conjunto que hoje se vê não resulta de uma única fase de construção. Em 1646, sob a direção de Vicenç Mut, foi alterada a altura do vizinho Baluard de Santa Catalina. Ficou assim ao nível dos bastiões Moranta e Sitjar e pôde ser ligado a ambos pelo pano de muralha. No século XVIII, o complexo fortificado adquiriu definitivamente a forma que ainda hoje define a sua presença.

As muralhas assinalam também uma fronteira urbana muito mais antiga. As origens do bairro de Sant Pere remontam à época islâmica de Palma. A área situada fora da Almudaina de então estaria provavelmente em parte desocupada e poderá ter sido usada para jardins e espaços de enterramento. No museu, não se encontram apenas o Renascimento e a contemporaneidade: o local remete para várias camadas da história da cidade, ainda que nem todas sejam visíveis nas estruturas que se elevam acima do solo.

Salvo da demolição

Após mais de três séculos, a utilização militar do Baluard de Sant Pere terminou em 1952. Pouco depois, o terreno passou para mãos privadas. Os novos proprietários queriam construir no local e, em 1963, tentaram destruir partes da muralha. O protesto dos cidadãos evitou essa perda. O bastião recebeu proteção patrimonial e, em 1965, foi planeado o seu restauro imediato.

No final dos anos oitenta, o terreno foi destinado a uso público e iniciou-se o processo de expropriação. Durante algum tempo, porém, a área permaneceu abandonada. Só em 1997 a Câmara Municipal de Palma cedeu o terreno para a construção de um museu de arte moderna e contemporânea. A decisão resolveu duas questões de uma só vez: uma parte importante das muralhas da cidade passou a ter uma utilização permanente, e Palma ganhou um espaço para acolher colecções de arte, exposições e actividades culturais.

O museu desde 2004

O Es Baluard Museu d'Art abriu ao público em 30 de janeiro de 2004. O novo edifício foi concebido por Lluís García-Ruiz, Jaume García-Ruiz, Vicente Tomás e Ángel Sánchez Cantalejo. Os arquitectos não trataram o baluarte como uma simples estrutura a preencher com salas. Integraram antes um edifício autónomo no conjunto histórico, criando uma tensão espacial entre as paredes antigas e as novas.

Hoje, o museu não se vê apenas como o lugar onde se guarda uma colecção. A entidade que o gere define-o como um centro de produção contemporânea e um espaço de experimentação crítica, pedagógica e comunitária. Esta vocação reflecte-se nas exposições temporárias, oficinas, palestras, visitas guiadas, formatos audiovisuais e projectos com escolas, famílias e profissionais da cultura. O baluarte histórico já não protege a cidade: oferece agora um enquadramento para debater o presente.

O que há para ver

É nas transições que o edifício causa maior impacto. Uma parede de pedra rugosa surge ao lado de uma superfície lisa de betão branco; uma rampa sobe entre muros fechados e termina, de súbito, numa vista para o porto ou para a baía. O Es Baluard não é um edifício que se percorre simplesmente de sala em sala. Os espaços interiores e exteriores cruzam-se, e o próprio percurso faz parte da experiência.

Baluarte renascentista e edifício novo

A fortificação histórica constitui a moldura pesada e irregular do conjunto. No seu interior, foram introduzidas paredes paralelas de betão claro, sem tentar imitar visualmente a pedra antiga. O edifício novo mantém-se afastado da muralha. Assim, as diferentes épocas distinguem-se claramente, ao mesmo tempo que se criam estreitos espaços intermédios, pátios e passagens onde a escala do baluarte se sente de forma particularmente intensa.

As superfícies envidraçadas e as aberturas cuidadosamente colocadas mantêm o edifício aberto, apesar de se encontrar entre muralhas maciças. O mar não surge como um panorama contínuo, mas muitas vezes apenas como um recorte no fim de um eixo visual. São precisamente estas vistas delimitadas que parecem quadros emoldurados. Noutros pontos, as aberturas orientam-se para Palma, o porto ou as partes preservadas da fortificação.

Rampas, escadas e galerias

O museu distribui-se por vários níveis. Rampas, escadas, varandas, passadiços e galerias ligam as áreas expositivas aos espaços exteriores. Os percursos não servem apenas para circular: de cima, olha-se para os pátios; de um corredor lateral, vê-se a antiga alvenaria; de uma rampa, volta-se a observar a parte do edifício que se acabou de atravessar.

As claraboias levam luz natural a zonas que, dentro do baluarte, poderiam parecer isoladas. Ao mesmo tempo, as salas de exposição mantêm-se como espaços controlados, adequados à pintura, fotografia, escultura, vídeo e instalação. A alternância entre a observação concentrada e as passagens abertas impede que a arquitectura deixe de se fazer sentir depois da entrada.

Galeria da colecção

A colecção dedica-se à arte moderna e contemporânea, com especial atenção a artistas ligados às Baleares ou à região mediterrânica. Ainda assim, o seu alcance estende-se à história da arte internacional. Entre os artistas associados ao museu contam-se Joan Miró, Pablo Picasso, René Magritte e Miquel Barceló. As obras efectivamente expostas dependem, no entanto, da apresentação em curso.

É importante ter isto em conta: o Es Baluard não funciona como uma sequência imutável de obras-primas célebres. A colecção é reinterpretada por curadores, relacionada com questões contemporâneas e apresentada a par de projectos temporários. Por isso, o nome de um artista na lista de obras da colecção não garante que haja uma obra sua exposta no dia da visita. Se vais pelo trabalho de um artista específico, consulta previamente a programação em curso.

Exposições temporárias

As exposições temporárias são uma componente central do museu. Artistas internacionais surgem a par de criadores de Maiorca e das restantes Baleares; obras históricas podem cruzar-se com instalações produzidas de raiz ou apresentações temáticas. Como a programação vai mudando, a experiência do espaço é também diferente em cada visita. Uma instalação de grandes dimensões pode ocupar quase por completo uma sala, enquanto outra exposição pode chamar a atenção para quadros individuais ou materiais documentais.

O museu define expressamente a sua programação como dinâmica. Esta inclui não só exposições concluídas, mas também atividades educativas, conversas, publicações e experiências artísticas. Por isso, antes da visita, vale a pena consultar não apenas os títulos das exposições, mas também a agenda: visitas guiadas, workshops ou apresentações podem proporcionar uma perspetiva que passaria despercebida numa visita silenciosa.

Aljub

Entre os espaços identificados encontra-se o Aljub. No museu atual, este espaço integra o percurso cultural e proporciona uma experiência espacial muito diferente da das galerias habituais. Por isso, o Aljub não deve ser visto como um espaço secundário. Enquanto as superfícies brancas do edifício novo criam um ambiente neutro para a arte, este espaço exibe claramente o seu caráter próprio. É precisamente este contraste que torna a experiência em Es Baluard particularmente marcante.

Pátios e terraços

Entre os vários volumes do edifício abrem-se pátios, zonas de permanência e terraços. Servem de locais de encontro e de espaços para eventos culturais, mas também dão um ritmo natural à visita. Depois de uma sala de exposições que exige maior concentração, o olhar alarga-se, a muralha volta a revelar-se como parte da paisagem urbana e torna-se mais fácil orientar-te.

Dos terraços superiores, a vista estende-se sobre a baía de Palma, o porto e partes da cidade velha; a catedral também entra no campo de visão. A paisagem não é um simples elemento decorativo. Explica a escolha estratégica da localização do bastião: daqui era possível vigiar o acesso marítimo à cidade. Hoje, a mesma vista liga a arte no interior ao espaço urbano contemporâneo de Palma.

A visita

Vale a pena não começar a visita por seguir rapidamente para a primeira exposição. O acesso através das fortificações e a relação entre a muralha antiga e o edifício novo fazem já parte do museu. Se te detiveres brevemente nas zonas de transição, compreenderás melhor mais tarde porque as rampas, os pátios e os terraços são tão importantes como as salas fechadas.

Percurso pelos diferentes níveis

Uma visita bem pensada combina a galeria da coleção e as exposições temporárias em curso com o Aljub e os terraços superiores. A ordem exata importa menos do que a disponibilidade para seguir os percursos interiores e exteriores. Os desvios para galerias e miradouros passam facilmente despercebidos quando a visita se orienta apenas por nomes de artistas.

O tempo necessário depende muito da programação em curso. Para um passeio dedicado à arquitetura, com algumas salas de exposição selecionadas, basta claramente menos tempo do que para ler na íntegra os textos de parede, ver obras em vídeo e visitar várias exposições temporárias. Por isso, é aconselhável visitar o museu sem ter um compromisso marcado para logo a seguir. Os percursos por vários níveis e as pausas nos terraços tornam a pressa especialmente desadequada.

Programação atual

Como as exposições mudam, convém confirmar antes da visita o que está efetivamente aberto e em exibição. A agenda do museu inclui ainda visitas guiadas, workshops, palestras, apresentações de livros e outros eventos. Algumas atividades destinam-se ao público em geral, outras a famílias, professores ou grupos profissionais.

Também deves confirmar os horários de abertura e as condições de entrada imediatamente antes da visita. Estão indicados nesta página, em campos próprios, e podem sofrer alterações. As informações mais antigas de guias de viagem não constituem uma fonte fiável. Isto é particularmente importante se pretenderes conjugar a visita com um evento ou com uma obra exibida apenas temporariamente.

Hora do dia e afluência de visitantes

É difícil definir uma hora do dia que seja sempre tranquila num espaço com uma programação de eventos variável. Inaugurações, visitas guiadas, actividades escolares e dias temáticos podem alterar o ritmo habitual. Se quiseres observar as obras com a maior concentração possível, consulta a agenda do dia e escolhe um período sem eventos a começar em simultâneo.

O tempo também é relevante para as esplanadas. A luz clara facilita a orientação no panorama urbano, enquanto o sol intenso pode tornar os espaços ao ar livre mais cansativos. Os espaços interiores mantêm-se, em grande medida, independentes destas condições. Se necessário, podes reorganizar a visita: primeiro os percursos exteriores e depois as galerias — ou vice-versa.

Como chegar e estacionamento

O museu situa-se no limite ocidental do centro histórico de Palma, junto à Porta de Santa Catalina e acima do Passeig Marítim. As imponentes muralhas do Baluard de Sant Pere destacam-se muito mais na paisagem urbana do que um edifício de museu isolado. No entanto, o acesso não se faz pela estrada junto à marginal, em baixo, mas pelo lado urbano do bastião.

Do aeroporto a Son Serra Perera

O trajecto registado nos dados de viagem entre o Aeroporto de Palma e Son Serra Perera tem 10 quilómetros por estrada e demora cerca de 18 minutos. Não é indicado qualquer número de estrada para este percurso registado.

Estacionamento junto ao centro histórico

A entidade gestora indica estacionamentos públicos no Passeig Mallorca, na Via Roma e no Parc de la Mar. Daí, segue-se a pé pela zona limítrofe do centro da cidade até ao museu. O Passeig Mallorca é especialmente conveniente para quem chega de oeste; o Parc de la Mar é mais indicado se Es Baluard fizer parte de um passeio mais longo pelo centro histórico.

Se deixares o carro, convém lembrares-te do acesso pela Porta de Santa Catalina. O bastião estende-se por vários níveis e lados, pelo que um ponto de navegação no Passeig Marítim não conduz automaticamente à entrada. O último troço faz-se a pé, em zona urbana, e não atravessa terreno isolado.

De autocarro

Nas proximidades, há várias paragens ao longo de Argentina, Sa Feixina e Es Jonquet. Entre elas encontram-se 8-es Jonquet, 129-Argentina – sa Feixina, Argentina – Sa Feixina 1 e 33-Es Jonquet. A partir daí, chega-se ao museu a pé pela zona do Parc de Sa Feixina e da Porta de Santa Catalina.

O percurso exacto das linhas pode mudar, pelo que é preferível confirmá-lo através dos dados de transportes actualizados. Para te orientares no local, os nomes mais importantes são «Es Jonquet», «Argentina», «Sa Feixina» e «Porta de Santa Catalina». O bastião histórico situa-se acima do eixo viário junto ao mar, na transição entre o centro histórico, Santa Catalina e a zona portuária.

Linhas de autocarro para Es Baluard Museu d'Art num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
104Magaluf - Palma8100:1623:56
103Santa Ponça - Palma7400:1623:46
102Peguera - Palma6307:1623:56
108Son Caliu - Palma6300:1723:02
106El Toro - Palma2107:1623:31
101Port d'Andratx - Palma1606:5622:46
105Sol de Mallorca - Palma1407:4122:16
N4Pl. Progrés - Pont d'Inca400:4002:40
4Ses Illetes - Pl. Columnes309:4910:33
5Es Rafal Nou - Pl. Progrés307:2409:52
46la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta)308:2408:44
47Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra)308:2408:43
30Marivent-Palau de Congressos207:4307:50

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • 8-es Jonquet · 0,2 km Em linha reta

    • 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 30Marivent-Palau de Congressos · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 129-Argentina - sa Feixina · 0,2 km Em linha reta

    • 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
  • Argentina - Sa Feixina 1 (40134) · 0,2 km Em linha reta

    • 108Son Caliu - Palma · Diariamente
  • 33-Es Jonquet · 0,3 km Em linha reta

    • 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 30Marivent-Palau de Congressos · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 569-Argentina - sa Feixina · 0,3 km Em linha reta

    • 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N4Pl. Progrés - Pont d'Inca · 08:00–08:00 · Diariamente
  • Argentina - Sa Feixina 2 (40135) · 0,3 km Em linha reta

    • 108Son Caliu - Palma · Diariamente
  • 9-passeig Marítim - Monsenyor Palmer · 0,5 km Em linha reta

    • 1Portopí - Sindicat · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 30Marivent-Palau de Congressos · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N1Portopí - Porta des Camp · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 929-Parc de la Mar-Catedral · 0,5 km Em linha reta

    • 30Marivent-Palau de Congressos · 08:00–08:00 · Diariamente
  • Marítim - Monsenyor Palmer 2 (40025) · 0,5 km Em linha reta

    • 108Son Caliu - Palma · Diariamente
  • 1350-Àrea d'intercanvi pl. del Progrés · 0,5 km Em linha reta

    • 29Son Espases - Pl. Progrés · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 102-Àrea d'intercanvi pl. del Progrés · 0,5 km Em linha reta

    • 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 5Es Rafal Nou - Pl. Progrés · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 40Eixample Transversal · 00:11–22:41 · Diariamente
    • 46la Bonanova - Gènova - Sindicat (dreta) · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 47Gènova - la Bonanova - Sindicat (esquerra) · 08:00–08:00 · Diariamente
    • N4Pl. Progrés - Pont d'Inca · 08:00–08:00 · Diariamente
  • Plaça Progrés 1 (40030) · 0,5 km Em linha reta

    • 101Port d'Andratx - Palma · Diariamente
    • 102Peguera - Palma · Diariamente
    • 103Santa Ponça - Palma · Diariamente
    • 104Magaluf - Palma · Diariamente
    • 105Sol de Mallorca - Palma · Diariamente
    • 106El Toro - Palma · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nas proximidades

Em frente às muralhas fica o Parc de Sa Feixina; do outro lado começam as ruas de Santa Catalina e Es Jonquet. Na direção oposta, o centro histórico de Palma estende-se até à catedral e ao palácio real. Por isso, Es Baluard é um bom ponto de ligação entre uma visita à arte, um passeio pela cidade velha e a Palma marítima.

Son Serra Perera e a localização do museu

Son Serra Perera é o destino usado para calcular os tempos de acesso indicados a partir do aeroporto.

Santa Catalina e Es Jonquet

A oeste do museu ficam Santa Catalina e Es Jonquet. Podes incluir ambos os bairros num dia de visita ao museu, sem ser preciso fazer uma deslocação adicional. Esta combinação resulta particularmente bem porque o próprio Es Baluard faz a ligação entre diferentes zonas da cidade. De um lado ficam o bastião e a cidade velha; do outro, Santa Catalina. Em baixo, estendem-se o porto e o Passeig Marítim. Assim, a visita ao museu torna-se o ponto de partida para descobrir a pé as diferentes escalas urbanas de Palma.

Cidade velha e catedral

Para leste, a cidade prolonga-se pela cidade velha, pela catedral e pelo Palau de l'Almudaina. Estes locais não devem ser vistos apenas como um complemento rápido. Juntamente com Es Baluard, traçam antes um percurso temático que vai da arquitetura de poder medieval e da Idade Moderna à utilização contemporânea de uma antiga construção militar.

Se já observaste a catedral a partir dos terraços do museu, o percurso até lá ganha outra clareza espacial. Por outro lado, uma visita prévia à cidade velha ajuda a compreender por que razão o bastião foi construído no limite ocidental do centro histórico e quais eram os acessos que outrora deveria proteger.

A localidade correspondente

Son Serra Perera no retrato da localidade

Informações úteis para a visita

O enquadramento histórico torna Es Baluard especialmente apelativo, mas exige um pouco mais de atenção do que um museu organizado num único piso. O percurso inclui rampas, escadas, galerias, pátios e terraços. Por isso, convém usar calçado confortável, mesmo que não estejas a planear uma longa caminhada. Se depois continuares a explorar Palma, conta também os percursos dentro do museu como parte da distância do dia.

Sol e espaços exteriores

Parte da experiência arquitetónica decorre ao ar livre. Nos terraços superiores e nas passagens abertas, o sol e o calor de verão podem fazer-se sentir intensamente. Por isso, se quiseres explorar bem as zonas exteriores, é útil levar proteção solar e água. As galerias interiores oferecem um contraste, mas ficar exclusivamente dentro do edifício seria deixar de fora uma parte essencial do local.

Quando a luz é intensa, vale a pena subir aos terraços não apenas pelo panorama. É dali que melhor se percebe como o edifício novo se integra no interior do bastião e quão próximos estão o porto, a cidade velha e Santa Catalina. O melhor miradouro é, por isso, também um dos melhores pontos para compreender a arquitetura.

Visitar com crianças

O museu trabalha com famílias, escolas e iniciativas pedagógicas, propondo, consoante a programação, ateliers ou atividades guiadas. Para as crianças, a diversidade dos espaços é muitas vezes mais acessível do que uma longa visita linear por salas: rampas, pátios, grandes instalações e vistas interrompem a observação das obras.

Sem uma oferta adequada para famílias, o sucesso da visita depende muito da escolha. Regra geral, faz mais sentido observar com atenção algumas salas do que percorrer todas as exposições na íntegra. Nas esplanadas, escadas e zonas de passagem abertas, é აუცილária a supervisão de um adulto. Antes da visita, convém verificar se, nesse dia, há uma actividade para famílias ou uma exposição especialmente indicada.

Não é uma visita clássica a uma fortaleza

Apesar das imponentes muralhas, Es Baluard não é um museu militar nem uma fortaleza integralmente reconstruída. Canhões, colecções de uniformes ou recriações de cenas de defesa não são o foco principal. O bastião pode ser apreciado como estrutura histórica, enquanto as exposições se dedicam à arte moderna e contemporânea.

Também não deves esperar uma exposição permanente imutável, sempre com as mesmas obras famosas. A colecção é apresentada em contextos variáveis, a par de projectos temporários. É precisamente aí que reside a força do museu: uma segunda visita pode revelar outros artistas, outras salas e outra leitura do acervo em comparação com a primeira.

Não ignores a arquitectura

Quem se orientar apenas pelas indicações das exposições pode facilmente perder o verdadeiro carácter do museu. Vale a pena reparar na distância entre o betão e a pedra histórica, nas passagens estreitas, nas clarabóias, no Aljub e nas vistas enquadradas no final dos percursos. Estes elementos mostram como a nova construção foi integrada com cuidado no bastião.

Por isso, uma boa regra para a visita é orientares-te brevemente para o exterior após cada grande área expositiva. Onde fica a muralha antiga, em que nível se encontra o percurso e que zona de Palma se vê através da abertura seguinte? Assim, Es Baluard revela-se não como um conjunto de salas isoladas, mas como um espaço coerente onde se cruzam arte, história urbana e arquitectura contemporânea.

Dicas de quem vive na ilha

  • Entre o antigo e o novo

    Não vás logo para a primeira sala de exposições. É nas passagens estreitas entre a muralha histórica da fortaleza e as claras paredes de betão que o conceito arquitectónico do museu se revela com maior clareza.

  • Não deixes de visitar os terraços

    Os terraços superiores conjugam as vistas sobre a baía, o porto e a cidade velha com a história do bastião. Daqui percebe-se porque é que este ponto elevado teve, em tempos, tanta importância militar.

  • Procura o Aljub

    O Aljub é uma das zonas acessíveis do museu. A par das exposições, da galeria da coleção e dos terraços superiores, integra o percurso de visita.

  • Vê antes os artistas em exposição

    Nomes como Miró, Picasso, Magritte e Barceló estão associados à coleção, mas nem todas as obras se encontram permanentemente expostas. O programa atual indica quais as apresentações da coleção que estão efetivamente patentes.

  • Combina a visita com Santa Catalina

    Depois de visitares o museu, vale a pena seguir pelo curto caminho até Santa Catalina e Es Jonquet. A passagem do bastião monumental para estes bairros de menor escala revela outra face de Palma.

28°C Son Serra Perera
O que é o Es Baluard Museu d'Art e porque vale a pena visitá-lo?
O Es Baluard Museu d'Art é o museu de arte moderna e contemporânea de Palma. Fica no interior do Baluard de Sant Pere, um bastião renascentista das antigas fortificações da cidade. A visita vale a pena por duas razões: pelas apresentações de arte em constante renovação e pela arquitectura, que conjuga muralhas históricas de pedra com uma construção recente, bem visível, em betão e vidro. As rampas, galerias, pátios, o Aljub e os terraços superiores fazem do próprio percurso pelo edifício uma parte essencial da experiência.
Quais são os horários de abertura e os preços dos bilhetes no Es Baluard?
Os horários de abertura e os preços dos bilhetes actualizados não constam dos dados disponibilizados para esta página e, por isso, não são aqui indicados com valores concretos. Além disso, podem sofrer alterações. Antes da visita, deves consultar as informações actualizadas do museu, sobretudo se a visita estiver relacionada com uma exposição temporária, visita guiada ou evento. Convém também verificar se existem diferenças entre os horários do museu, de determinadas áreas e do restante programa cultural.
Como chegar do Aeroporto de Palma ao Es Baluard Museu d'Art?
O trajecto registado entre o Aeroporto de Palma e Son Serra Perera é de 10 quilómetros por estrada e demora cerca de 18 minutos. Os dados do percurso não indicam o número da estrada. Nas proximidades, estão registadas as paragens de autocarro 8-es Jonquet, 129-Argentina – sa Feixina, Argentina – Sa Feixina 1 e 33-Es Jonquet. O percurso exacto das linhas deve ser confirmado através de informações de transporte actualizadas. Para te orientares na zona, os nomes Argentina, Sa Feixina e Es Jonquet também são úteis.
Onde se pode estacionar perto do museu?
O operador indica possibilidades de estacionamento no Passeig Mallorca, na Via Roma e no Parc de la Mar. A partir daí, o percurso faz-se a pé. O Passeig Mallorca é particularmente conveniente para quem chega de oeste, enquanto o estacionamento junto ao Parc de la Mar pode ser prático se quiseres conjugar a visita ao museu com a catedral e a cidade velha. Convém orientar-te a pé pelas zonas da Porta de Santa Catalina e de Sa Feixina. Nas imediações, há ainda paragens de autocarro em Argentina, Sa Feixina e Es Jonquet.
Quanto tempo devo reservar para visitar Es Baluard?
Não seria muito útil indicar uma duração fixa, რადგან a dimensão e a natureza das exposições temporárias variam. Se quiseres sobretudo apreciar a arquitetura, algumas salas selecionadas, o Aljub e os terraços, a visita será mais rápida do que para quem pretende ler todos os textos de parede, ver as obras em vídeo e percorrer integralmente várias exposições. O mais sensato é reservar um período sem outro compromisso logo a seguir. Os percursos por vários níveis, as ligações abertas e os miradouros convidam a fazer pausas e perdem bastante do seu efeito numa visita apressada.
Que arte se pode ver no museu?
A coleção reúne arte moderna e contemporânea, com especial ligação às Baleares e ao Mediterrâneo, mas inclui também artistas internacionais. Entre os nomes associados ao acervo estão Joan Miró, Pablo Picasso, René Magritte e Miquel Barceló. No entanto, nem todas as obras estão permanentemente expostas. O museu apresenta a sua coleção em contextos curatoriais que vão mudando e complementa-a com exposições temporárias. Se fores ao museu por causa de um artista específico, convém consultares antecipadamente a programação em vigor.
Es Baluard também merece uma visita para quem se interessa por arquitetura?
Sim, pois a arquitetura é uma das principais razões para visitar o local. O edifício novo, projetado por Lluís García-Ruiz, Jaume García-Ruiz, Vicente Tomás e Ángel Sánchez Cantalejo, foi integrado no bastião renascentista sem imitar as suas muralhas históricas. Paredes paralelas de betão claro mantêm distância da pedra antiga; rampas, escadas, galerias e passadiços ligam os espaços interiores e exteriores. As claraboias levam luz natural para o edifício, enquanto aberturas estrategicamente colocadas enquadram vistas do mar, do porto e da cidade.
É possível ver Palma e o mar a partir de Es Baluard?
Dos terraços superiores abrem-se vistas sobre a baía de Palma, o porto e partes da cidade velha; a catedral também é visível dali. A paisagem ajuda igualmente a compreender a história do lugar. O bastião elevado foi construído neste ponto porque permitia vigiar bem o acesso marítimo à cidade. Hoje, os mesmos eixos visuais já não servem para defesa, mas ligam as salas de exposição ao espaço urbano. Por isso, os terraços não devem ser vistos apenas como um miradouro.
O Es Baluard Museu d'Art é adequado para uma visita com crianças?
O museu promove atividades educativas, oficinas e iniciativas para famílias e escolas. Deves consultar a programação em vigor para saber se há uma atividade adequada no dia em que pretendes ir. Mesmo sem uma iniciativa específica, as rampas, os pátios, os grandes espaços, as instalações e as vistas podem proporcionar às crianças mais variedade do que um percurso de galeria estritamente linear. É aconselhável escolher deliberadamente apenas algumas áreas. As crianças devem ser acompanhadas nas escadas, nos terraços e nas passagens abertas, pois o percurso desenvolve-se por vários níveis.
Es Baluard é uma fortaleza clássica ou um museu militar?
Não. Embora o museu se situe num bastião histórico, o seu foco está na arte moderna e contemporânea. As muralhas e a estrutura espacial revelam muito da antiga função do lugar, mas uma exposição clássica de história militar, com armas, uniformes ou recriações de cenários defensivos, não constitui a oferta principal. Ainda assim, quem percorrer o recinto com atenção compreenderá muito sobre a sua história: a posição elevada, as muralhas maciças e a ligação ao antigo anel de fortificações continuam bem percetíveis.
O que posso combinar com uma visita ao museu nas proximidades?
Mesmo a oeste ficam Santa Catalina e Es Jonquet, enquanto a leste se estende o centro histórico, com a catedral e o Palau de l'Almudaina. Em frente ao museu encontra-se a zona em redor do Parc de Sa Feixina e, mais abaixo, desenvolve-se a frente marítima junto ao porto. Uma combinação particularmente agradável é passear por Santa Catalina ou seguir depois para a cidade velha. Dos terraços do museu já é possível ter uma visão geral da localização destes pontos, o que facilita a orientação no restante percurso.