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Natura Parc: animais e educação ambiental em Maiorca

Natura Parc

Entre as povoações rurais do interior de Maiorca, o Natura Parc é uma opção para quem quer trocar a praia por um dia dedicado aos animais. Este jardim zoológico familiar fica perto de Sencelles, no município de Santa Eugènia, e os seus caminhos atravessam uma zona arborizada onde vivem aves, mamíferos, répteis e animais de quinta. Para as famílias, é um lugar onde se pode observar os animais, interagir com alguns deles e aprender mais sobre o ambiente.

O nome pode induzir em erro: o Natura Parc não é uma reserva natural de acesso livre nem um parque paisagístico, mas sim um jardim zoológico. As aves ocupam um lugar de destaque, embora o parque também apresente lémures, répteis, animais de quinta e outras espécies de aves exóticas. Em algumas zonas, a visita não se limita à observação: é possível contactar com os animais e participar na sua alimentação.

O que distingue o parque é a ligação entre as visitas de lazer e o trabalho de proteção dos animais. Para lá dos recintos abertos ao público, há uma fundação, atividades de educação ambiental e parcerias com entidades oficiais e científicas de Maiorca. Se, além de ver animais exóticos, quiseres saber de onde vêm, como são cuidados e o que se faz para proteger as espécies, encontrarás outra dimensão da visita.

O parque convida mais a um passeio sem pressas do que a uma paragem rápida para tirar fotografias. As crianças precisam de tempo para explorar as zonas interativas; os adultos encontrarão muitos pormenores para observar, sobretudo entre as aves e nas áreas arborizadas. Cerca de 2 horas são uma referência útil, mas os animais não seguem horários e é fácil acabar por ficar mais tempo.

História e importância

Tudo começou com o interesse de longa data de uma família maiorquina pelas aves, e não com um grande empreendimento turístico. Segundo a história da empresa, a família Mas já tinha experiência na criação de aves de capoeira, na reprodução de animais e na conservação das espécies quando fundou o Natura Parc em 1998 como empresa familiar. Isso ajuda a perceber por que razão as aves continuam a ter aqui um destaque maior do que em muitos jardins zoológicos pequenos.

A família Mas

A criação do parque está intimamente ligada à paixão de Antonio Mas Mir pelos animais. Cresceu numa família de poucos recursos no bairro de La Soledat, em Palma. A sua mulher, Benita Capó Serra, professora de costura e inicialmente sem experiência profissional no cuidado de animais, apoiou os seus planos. O filho do casal, Mariano, também cresceu rodeado pelo interesse pela flora e pela fauna. Desta história familiar nasceu, aos poucos, uma atividade que viria a ir muito além da simples apresentação de animais ao público.

Estas origens familiares ajudam a compreender o Natura Parc: não surgiu como extensão de uma organização zoológica internacional nem como parque temático na costa. Nasceu da experiência de particulares na criação e no cuidado de animais em Maiorca. Hoje, esse percurso traz também responsabilidades: os visitantes encontram animais vivos sob cuidados humanos e devem prestar atenção às condições em que vivem, aos recintos e à informação apresentada, em vez de verem o parque apenas como cenário.

Do jardim zoológico a uma rede de iniciativas

Com o tempo, desenvolveram-se várias áreas de trabalho em torno do jardim zoológico aberto ao público. Entre elas contam-se a fundação Natura Parc, um centro de proteção de animais de companhia abandonados e o consórcio para a recuperação da fauna selvagem das Baleares. Em conjunto, mostram que o nome Natura Parc abrange hoje uma rede mais vasta dedicada ao cuidado e salvamento de animais, à educação e à conservação.

A fundação desenvolve projetos de conservação de espécies e educação ambiental, em colaboração com entidades oficiais e científicas de Maiorca. Assim, o parque tem para a ilha uma importância que vai além de um passeio em família: dá a conhecer os animais, permite aprender sobre eles e participa em ações concretas de conservação. A melhor forma de perceber como estas vertentes se conjugam na prática é experimentar as atividades disponíveis.

A importância da educação ambiental

A entidade que atualmente gere o parque aponta a educação, a investigação e a conservação das espécies como objetivos centrais. A ideia é simples: estar perto de um animal não deve apenas despertar entusiasmo, mas também levar a pensar no seu habitat, no seu comportamento e na responsabilidade humana. Para as crianças, um encontro assim pode deixar uma marca mais duradoura do que uma explicação abstrata, desde que o bem-estar do animal venha sempre em primeiro lugar.

O Natura Parc é um exemplo da evolução de muitos espaços privados dedicados a animais. O que começou por ser uma atividade de coleção, criação e exposição passou a procurar dar visibilidade à conservação e ao conhecimento. O interesse pelas aves, presente desde a origem, continua a notar-se, mas hoje o parque inclui também mamíferos, répteis, animais domésticos e atividades educativas.

O que há para ver

O arvoredo distingue logo o percurso de um espaço de lazer inteiramente pavimentado. O parque tem recintos e zonas onde é possível contactar diretamente com os animais. Em vez de se concentrar num único edifício de exposição, oferece muitos pequenos momentos de observação: uma ave que só se deixa ver entre os ramos, um lémure durante a alimentação ou animais de quinta ao alcance das mãos das crianças mais pequenas.

As aves

As aves estão no centro da história e da proposta do Natura Parc. A coleção reúne espécies exóticas de várias partes do mundo e reflete a experiência da família fundadora na criação e conservação de aves. Se tiveres tempo, não te fiques pelas cores mais vistosas. A forma do corpo e do bico, a maneira como trepam e a forma como ocupam os diferentes níveis do recinto dizem muitas vezes mais sobre uma espécie do que uma rápida olhadela à plumagem.

Observar aves aqui é diferente de fazê-lo numa zona húmida em liberdade. Os animais vivem em espaços preparados para eles, o que permite vê-los relativamente de perto. Ainda assim, vale a pena ter paciência: alguns ficam escondidos na folhagem; outros só se revelam pelo canto ou pelo movimento. Por isso, o parque também é indicado para quem tem pouca experiência a identificar aves. As atividades de educação ambiental ajudam a conhecer melhor os habitats e o comportamento dos animais.

Mamíferos e lémures

Entre os mamíferos, os lémures destacam-se nas atividades interativas. A entidade responsável pelo parque refere expressamente a possibilidade de os alimentar no âmbito das experiências previstas para esse efeito. Isso não significa que possas levar comida por tua iniciativa nem estender a mão para lá das barreiras. Qualquer contacto deve decorrer nas atividades próprias e sempre de acordo com as instruções dos funcionários.

Os lémures mostram bem como o movimento é importante para observar um animal. As mãos, os pés, a cauda e a forma como saltam fazem parte das suas adaptações e são pelo menos tão interessantes como o rosto que todos reconhecem. Se estiveres com crianças, aproveita para irem além dos nomes e observarem juntos: onde está o animal, como se agarra e como reage aos outros membros do grupo?

Répteis

Os répteis pedem uma observação mais demorada. Muitas vezes, movem-se de forma menos evidente do que as aves ou os mamíferos, e a cor e a postura podem ajudá-los a confundir-se com o meio. O interesse está, por isso, menos na ação constante e mais na descoberta. Os olhos, as escamas, os membros e as posições de repouso ajudam a perceber como estes animais utilizam o calor e a energia de uma forma diferente.

Para as famílias, esta zona oferece uma pausa depois das atividades de contacto mais animadas. As crianças que à primeira vista dizem que um recinto está vazio acabam muitas vezes por encontrar um animal após uma breve procura. É uma lição simples que o parque ajuda a transmitir: nem sempre se descobre a natureza à primeira vista.

Animais da quinta

A zona dos animais de quinta aproxima os visitantes do meio rural. Aqui, além de espécies exóticas, encontram animais ligados à história da agricultura e da alimentação humana. Alguns podem ser acariciados, de acordo com as regras do parque. Para as crianças mais pequenas, esta experiência costuma ser mais acessível do que observar um animal selvagem esquivo por trás de uma barreira.

Ainda assim, o contacto com os animais não significa que se possa fazer tudo. É preciso mover-se com calma, respeitar os espaços onde os animais se recolhem e seguir as indicações dos funcionários. Os adultos podem aproveitar para explicar que os animais de companhia e de quinta não são apenas companheiros de brincadeira: precisam de cuidados, espaço e alimentação regular.

Zonas de semiliberdade

Segundo o operador, existem zonas onde os animais convivem em semiliberdade. A experiência de observação é diferente: nem todos os animais estão num local previsível, como se fossem peças em exposição, e aquilo que se consegue ver depende também de onde decidiram recolher-se. Isso torna o percurso menos previsível, mas mais vivo.

Semiliberdade não significa, porém, que os visitantes possam interagir com os animais como quiserem. É essencial respeitar os caminhos, a sinalização e os limites estabelecidos. Quem caminha com calma e pára primeiro para observar costuma descobrir mais do que quem corre de uma zona para outra. Só é permitido alimentar ou tocar nos animais onde o parque o indica expressamente.

O trabalho de conservação nos bastidores

Nem todo o trabalho importante é visível ao longo da visita. A fundação dedica-se à proteção das espécies e à educação ambiental; outras estruturas acolhem animais de companhia abandonados e ajudam animais selvagens das Baleares a recuperar. Este trabalho ajuda a perceber por que razão o parque dá tanto destaque ao resgate e à proteção quando apresenta a sua atividade. O trabalho da fundação e os projetos de proteção das espécies e educação ambiental também ajudam a distinguir entre manter uma coleção de animais e contribuir para a sua conservação. Quem dedica atenção a estas questões leva de Natura Parc mais do que fotografias de animais.

A visita

Para aproveitar a visita, mais vale alternar atividades do que tentar passar pelo maior número possível de zonas: começar por observar, participar depois numa atividade interativa e voltar a dar espaço aos animais. A atividade dos animais varia ao longo do dia. Um recinto que parece sossegado à primeira vista pode ganhar vida poucos minutos depois. Sobretudo com crianças, vale a pena não insistir logo em seguir caminho.

O percurso

Natura Parc explora-se a pé. O percurso passa por zonas de aves, mamíferos, répteis e animais de quinta, além de áreas onde é possível um contacto mais próximo. Mais importante do que seguir uma ordem específica é estar atento às regras de cada zona. Nos momentos previstos para alimentar os animais ou interagir com eles, é a atividade organizada que determina até onde os visitantes se podem aproximar.

Como referência, conta com cerca de 2 horas de visita, uma estimativa também mencionada por visitantes. Não é, no entanto, uma garantia de que consigas fazer o percurso completo nesse tempo. As famílias que queiram demorar-se em várias zonas ou participar em atividades interativas devem reservar mais tempo. O mesmo se aplica a quem se interessa sobretudo por aves: observá-las com calma raramente se faz com os minutos contados.

Experiências interativas

O operador apresenta Natura Parc como um parque de animais interativo. Entre as experiências anunciadas estão alimentar lémures, encontrar aves exóticas, acariciar animais de quinta e atravessar zonas com animais em semiliberdade. Antes da visita, consulta o programa atualizado para saber quais destas atividades vão estar disponíveis nesse dia.

O que importa é distinguir as atividades organizadas das iniciativas por conta própria. Levar comida para os animais, tocar-lhes fora das zonas autorizadas ou tentar atraí-los contraria o objetivo pedagógico da visita. Muitas vezes, os melhores encontros acontecem quando observas com paciência: um animal que se aproxima por iniciativa própria, um chamamento vindo de um viveiro ou um movimento que, de início, estava escondido entre as folhas.

Visitar com crianças

Para as crianças, a visita é mais interessante se os adultos não transformarem o percurso num teste para ver quem sabe mais nomes de animais. Perguntar como se movem, o que comem ou onde vivem ajuda a conhecê-los melhor. Os animais da quinta são um ponto de partida familiar; os lémures, as aves exóticas e os répteis mostram-lhes outras formas, cores e comportamentos.

Vale a pena fazer pequenas pausas, pois tantos estímulos podem cansar mais do que a caminhada. Voltar ao lugar de que as crianças mais gostaram costuma ser melhor do que terminar a visita à pressa. Também convém explicar-lhes logo de início que nem todos os animais podem ser acariciados e que os espaços onde se resguardam fazem parte dos recintos.

Antes de sair

Os horários de abertura e os preços dos bilhetes podem mudar e não constam de forma definitiva dos dados de visita disponíveis. Por isso, confirma ambos nas informações atualizadas do parque, pouco antes de ires. Faz o mesmo com as atividades que exigem reserva ou dependem do dia. Se quiseres participar numa sessão de alimentação ou num encontro com animais, não partas do princípio de que podes fazê-lo a qualquer momento e sem preparação. O calendário de atividades atualizado é uma fonte mais fiável do que relatos de viagem antigos. Assim, evitas chegar ao parque e descobrir que o programa mudou à última hora.

Como chegar e onde estacionar

O caminho leva-te ao centro rural de Mallorca. Para a navegação, a localização exata do Natura Parc é mais útil do que procurar apenas Sencelles: o parque fica junto à Ma-3011, no município de Santa Eugènia. As distâncias medidas para esta página terminam em Sencelles; a partir daí, ainda falta percorrer o último troço até ao parque, pela paisagem rural das redondezas.

A partir do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma até Sencelles são 27 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 26 minutos, primeiro pela Ma-15 e depois pela Ma-3130. Estes valores de distância e tempo referem-se expressamente a Sencelles, não à entrada do Natura Parc.

Para o último troço, introduz no navegador a localização exata do parque junto à Ma-3011. Ao saíres da localidade, voltas às estradas rurais do interior da ilha. Sobretudo nos cruzamentos, indicar o destino preciso é mais útil do que procurar genericamente por “Naturpark”, já que, em Mallorca, o termo também pode referir-se a verdadeiras áreas protegidas.

A partir de Palma

Do centro de Palma até Sencelles são 30 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 33 minutos e segue também pela Ma-15, antes de entrar na Ma-3130 em direção a Sencelles. Daí, ainda tens de continuar até ao parque.

O trajeto é, por isso, bastante mais simples do que algumas viagens pela zona montanhosa, mas não termina numa grande avenida turística. No interior da ilha, atravessas localidades e segues por estradas rurais; um navegador atualizado ajuda-te a evitar voltas desnecessárias entre Sencelles e Santa Eugènia.

Autocarro e estacionamento

Não há nenhuma paragem de autocarro identificada nas imediações do Natura Parc. Se pretendes ir apenas de transportes públicos, não planeies a viagem à última hora com base numa ligação até Sencelles: chegar à localidade não resolve o percurso final até à entrada. Antes da visita, confirma o trajeto completo, incluindo o regresso.

Se fores de carro, vale a pena introduzir o destino exato no GPS antes de deixares as localidades mais urbanizadas. Confirma junto da entidade responsável, pouco antes da viagem, como funciona o estacionamento. Se viajares com vários familiares, combina com todos a chegada e a recolha, em vez de procurares à entrada quem chegou em separado.

Nos arredores

Depois do parque zoológico, o interior revela outra face de Maiorca: ruas estreitas, casas tradicionais, campos agrícolas e aldeias onde a vida quotidiana não gira em torno do turismo de praia. Sencelles e Santa Eugènia são, por isso, mais indicadas para prolongar o passeio com calma do que para um programa de visitas apressado.

Sencelles

Sencelles situa-se no Pla de Mallorca e conserva o carácter de uma localidade rural. No centro, destacam-se as casas tradicionais, as ruas estreitas e a igreja paroquial de Sant Pere. A igreja, com a sua construção em pedra e torre sineira, assinala o coração da aldeia. Na praça central, nota-se de imediato a diferença em relação às estâncias turísticas da costa.

Um breve passeio por Sencelles encaixa bem antes ou depois da visita ao Natura Parc, sem exigir outra visita demorada. Permite trocar a observação de animais exóticos por um olhar sobre a paisagem agrícola e as tradições religiosas do centro da ilha. Se parares para comer ou passear pelas ruas, conta com o ritmo tranquilo de uma aldeia habitada, não com uma zona pedonal turística cheia de atrações.

Santa Eugènia

O parque situa-se, na realidade, no município de Santa Eugènia. A localidade e os arredores caracterizam-se por colinas, vinhas, amendoeiras e pequenos povoados rurais. As localidades mais pequenas de ses Olleries, ses Alqueries e ses Coves também fazem parte desta paisagem tradicional do Pla de Mallorca.

Passar por Santa Eugènia faz sobretudo sentido se quiseres conhecer um pouco mais da Maiorca rural depois da visita ao parque. Em vez de acrescentares outra grande atração ao programa, podes terminar o dia com um passeio pela localidade ou uma viagem de carro pela paisagem agrícola. A proximidade de Sencelles também ajuda a perceber por que razão o Natura Parc é frequentemente associado às 2 localidades.

Um dia de passeio no centro da ilha

O parque pode ser o destino principal de um passeio de meio dia. Depois, Sencelles ou Santa Eugènia oferecem uma perspetiva cultural da região, sem disputar a atenção com os animais. Se vieres de Palma ou do aeroporto, verás, numa viagem relativamente curta, o trânsito intenso dar lugar às estradas e aos campos do Pla de Mallorca.

Para as famílias, um programa simples costuma ser mais agradável do que uma sucessão de atrações. Depois de observar os animais e participar nas atividades interativas, um passeio tranquilo por uma localidade chega muitas vezes. Assim, os adultos ficam a conhecer um pouco do centro da ilha e as crianças não precisam de enfrentar logo outra visita longa.

A localidade correspondente

Sencelles no retrato da localidade

O que convém saber antes da visita

Visitar um parque zoológico exige uma preparação diferente da de uma visita a um museu. O passeio decorre ao ar livre, numa zona arborizada; são os animais que ditam o ritmo, e por vezes é preciso esperar um pouco para conseguir observá-los.

Sol e condições meteorológicas

As árvores cobrem algumas zonas do parque e tornam o passeio mais agradável do que seria num espaço totalmente exposto ao sol. Ainda assim, não contes com sombra durante todo o percurso. Também não é possível garantir que os animais estejam ativos: com o calor, podem procurar locais mais sossegados ou abrigados. Se não vires um animal de imediato, observa primeiro todo o recinto e volta mais tarde, em vez de bateres nas vedações ou tentares atraí-lo.

Como te comportares junto dos animais

Só deves alimentar os animais nas atividades previstas para esse efeito, mesmo que algum se aproxime à espera de comida. Os alimentos que trazes podem não ser adequados, perturbar a dinâmica do grupo e dificultar o trabalho dos tratadores. As crianças também não devem estender os braços para lá das barreiras.

Nas zonas onde podes estar mais perto dos animais, é mais importante moveres-te com calma do que tirares uma fotografia à pressa. Os animais precisam de poder manter a distância. Cabe aos adultos não só ler as regras às crianças, mas também cumpri-las.

O que esperar do parque

O Natura Parc não é um safari nem uma área de conservação da natureza selvagem. Os animais vivem sob cuidados humanos num parque zoológico. As zonas de semiliberdade e as atividades interativas não alteram essa realidade. Se procuras uma caminhada pela natureza intocada de Maiorca, terás de escolher outro destino.

Por outro lado, o parque também não é um centro de diversões. O seu interesse está na observação dos animais, nas atividades que permitem o contacto com eles, na educação ambiental e na ligação ao trabalho de conservação e salvamento. Se ignorares as atividades de educação ambiental e te limitares a tentar ver o maior número possível de espécies, perderás uma parte essencial da proposta do parque.

Fotografar com paciência

Para fotografar aves e répteis, começa por observá-los sem a máquina fotográfica. Depois de perceberes onde costumam estar e como se movimentam, será mais fácil tirar uma fotografia com calma. Usar flash, chamar pelos animais aos gritos ou provocar uma reação não é compatível com uma visita respeitadora.

Também nos encontros interativos, a fotografia não deve sobrepor-se às indicações dos funcionários. Muitas vezes, as crianças recordam melhor uma alimentação tranquila ou o contacto cuidadoso com um animal de quinta do que uma fotografia posada.

Dicas de quem vive na ilha

  • Percorre a zona das aves sem pressa

    As aves são, desde a origem, o grande destaque do Natura Parc. Não procures apenas cores vistosas: muitas vezes, é um canto ou um movimento entre as folhas que primeiro revela a presença de uma ave.

  • Confirma antecipadamente as atividades de contacto com os animais

    A alimentação dos lémures, os encontros com aves exóticas e o contacto com animais de quinta estão entre as atividades especiais. Antes da visita, consulta o programa atualizado para saberes quais estarão disponíveis.

  • Volta aos recintos mais sossegados

    Os animais nem sempre estão visíveis ou ativos. Se voltares mais tarde a um recinto onde parecia não se passar nada, muitas vezes conseguirás vê-los melhor do que se ficares muito tempo à espera junto à vedação.

  • Aproveita para conhecer Sencelles

    Depois da visita ao parque, podes dar um pequeno passeio por Sencelles. O centro rural, em torno da igreja paroquial de Sant Pere, oferece um contraste tranquilo com os animais exóticos do parque.

  • Introduz o destino exato

    Os percursos medidos só chegam até Sencelles. O Natura Parc fica na Ma-3011, no município de Santa Eugènia; por isso, para o último troço, é essencial saber a localização exata do parque.

22°C Sencelles
O que é o Natura Parc e por que vale a pena visitá-lo?
O Natura Parc é um parque zoológico gerido por uma família no interior de Maiorca, perto de Sencelles e no município de Santa Eugènia. Podes ver aves, mamíferos, répteis e animais de quinta. A visita vale especialmente a pena para famílias e para quem quer observar o comportamento dos animais, em vez de se limitar a fotografá-los. As atividades interativas, a educação ambiental e a ligação ao trabalho de conservação de espécies e salvamento dão ao parque uma dimensão que vai além de uma simples coleção de recintos.
O Natura Parc é uma área de conservação da natureza ou um jardim zoológico?
Apesar do nome, o Natura Parc não é um parque natural de acesso livre nem uma área protegida onde se possa fazer caminhadas. É um parque zoológico com recintos preparados para os animais, espaços para animais de quinta e zonas onde, segundo os responsáveis, alguns animais vivem em semiliberdade. Por isso, os visitantes encontram animais sob cuidados humanos. Se procuras paisagens intocadas de Maiorca, terás de escolher outro destino. Aqui, o foco está na observação dos animais, na educação ambiental e em algumas atividades que permitem o contacto com eles.
Que animais podes ver no Natura Parc?
As aves têm, desde a origem, um lugar de destaque no parque. A família fundadora tinha uma longa experiência na criação de aves de capoeira e na conservação de espécies, e o parque apresenta uma grande variedade de aves exóticas. Há também mamíferos, incluindo lémures, répteis e vários animais de quinta. Os animais que vivem no parque podem mudar. Por isso, mais do que contar com uma lista fixa de espécies, vale a pena aproveitar a visita para comparar diferentes grupos de animais e observar como se movimentam e comportam.
Que atividades interativas oferece o Natura Parc?
Segundo os responsáveis pelo parque, podes alimentar lémures, encontrar-te com aves exóticas, fazer festas a animais de quinta e percorrer zonas onde os animais vivem em semiliberdade. Estes contactos só são permitidos nas atividades previstas e de acordo com as instruções dos funcionários. Por isso, nunca deves dar comida trazida por ti aos animais nem tentar tocar-lhes fora das zonas autorizadas. Como algumas atividades podem depender da programação do dia, convém consultar as informações atualizadas do parque antes de saíres.
O Natura Parc é indicado para uma visita com crianças?
Sim, o parque é pensado também para famílias. As crianças podem conhecer de perto diferentes grupos de animais e, nas situações previstas, ter contacto direto com alguns deles. Os animais de quinta são especialmente fáceis de conhecer, enquanto as aves exóticas, os lémures e os répteis dão oportunidade a novas descobertas. Os adultos devem reservar tempo suficiente para a visita e explicar que nem todos os animais podem ser tocados ou alimentados. Um passeio tranquilo, com pausas, costuma ser mais proveitoso do que tentar passar por todos os pontos à pressa.
Quanto tempo deves reservar para o Natura Parc?
Cerca de 2 horas é uma boa referência para a visita; alguns relatos de visitantes apontam também para essa duração. Não é, contudo, um tempo fixo. Se gostas de observar as aves com calma, vais com crianças ou participas nas atividades interativas, podes ficar bastante mais tempo. Como os animais nem sempre estão ativos ou visíveis, vale a pena voltar a alguns recintos mais tarde. Para aproveitares o passeio sem pressas, evita encaixar a visita ao Natura Parc entre compromissos com horários apertados.
Qual é o horário do Natura Parc e quanto custa a entrada?
As informações disponíveis sobre a visita não confirmam horários de abertura nem preços de entrada, pelo que não são indicados aqui. Ambos podem mudar consoante a época do ano ou por motivos de funcionamento do parque. Antes da visita, consulta as informações atualizadas dos responsáveis, bem como o calendário de atividades, para saber quando há sessões de alimentação e outras experiências interativas. Assim, evitas planear a visita com horários ou preços desatualizados e perder uma atividade que gostarias de fazer.
Como chegar ao Natura Parc a partir do aeroporto de Palma?
A distância medida por estrada entre o aeroporto de Palma e Sencelles é de 27 quilómetros. A viagem demora cerca de 26 minutos, pela Ma-15 e depois pela Ma-3130. Estes valores referem-se apenas ao trajeto até Sencelles. O Natura Parc fica na Ma-3011, no município vizinho de Santa Eugènia, pelo que ainda terás de percorrer o último troço até ao parque. Para essa parte do trajeto, introduz no navegador a localização exata da entrada, e não apenas o nome Sencelles.
Como chegar ao Natura Parc a partir de Palma?
Do centro de Palma até Sencelles, são 30 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 33 minutos, pela Ma-15 e pela Ma-3130. Também neste caso, o trajeto medido termina em Sencelles, não à entrada do Natura Parc. O parque zoológico fica na Ma-3011, no município de Santa Eugènia. Para o último troço, por estradas rurais, convém indicar um destino preciso no navegador. Assim, evitas que o percurso termine no centro de Sencelles ou que o Natura Parc seja confundido com um parque natural.
É fácil chegar ao Natura Parc de transportes públicos?
Não há nenhuma paragem de autocarro registada nas imediações do Natura Parc. Por isso, para planeares a visita, não basta encontrares uma ligação até Sencelles: ainda tens de percorrer o troço final até ao parque, na Ma-3011. Se quiseres ir sem carro, confirma antecipadamente o percurso completo e os horários atualizados, incluindo o trajeto desde a última paragem até à entrada e a viagem de regresso. Se procurares um autocarro apenas pelo nome da localidade, podes acabar por subestimar a distância que falta percorrer.
O que podes visitar além do Natura Parc?
Podes aproveitar para passar algum tempo em Sencelles ou Santa Eugènia. Sencelles tem um centro histórico tranquilo e rural, com casas tradicionais, ruas estreitas e a igreja paroquial de Sant Pere como ponto de referência. Santa Eugènia e os seus arredores são marcados por colinas, vinhas, amendoeiras e pequenas povoações. Mais do que uma longa lista de atrações, estas localidades oferecem-te um vislumbre do quotidiano no centro de Maiorca. Depois de uma visita ao parque com a família, é uma forma agradável de abrandar o ritmo.
Que importância têm a conservação das espécies e o resgate de animais no Natura Parc?
O parque está ligado a uma fundação e a instalações que acolhem animais de estimação abandonados e ajudam na recuperação de animais selvagens das Baleares. A fundação desenvolve projetos de conservação de espécies e educação ambiental e, segundo a entidade responsável pelo parque, colabora com organismos oficiais e instituições científicas de Maiorca. Estas atividades mostram por que razão a proteção, o resgate e a educação são tão importantes para o Natura Parc, para lá da simples apresentação dos animais.