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Seguro de saúde em Espanha: público, privado, convenio especial & S1

Responsável pelo conteúdo: Frank Menze

Quem vive permanentemente em Maiorca não escapa a um seguro de saúde em Espanha — ele não é apenas altamente recomendável, mas obrigatório por lei para quase todas as autorizações de residência. O sistema espanhol é estruturado de forma diferente do alemão: não existe uma caixa de seguro de saúde legal no sentido alemão, mas sim um sistema público de saúde (Sistema Nacional de Salud, SNS), ao qual tens acessos diferentes consoante o teu estatuto. Este guia mostra-te os quatro caminhos realistas — o sistema público através da Seguridad Social, o convenio especial, o seguro de saúde privado e o formulário S1 para reformados da UE — com custos concretos, prazos e as armadilhas que mais vemos em Maiorca.

Moderno centro de saúde mediterrânico em Maiorca com o cartão de saúde espanhol e documentos de seguro sobre uma mesa

Quem está segurado como? As quatro situações de partida

Antes de pensares nos custos, precisas de conhecer o teu próprio estatuto. Disso depende se tens acesso público, se precisas de te segurar de forma privada ou se se aplica um caminho especial. Espanha vincula, em regra, o acesso ao sistema público à atividade profissional ou a um estatuto equiparado — não apenas à residência.

Estatuto Acesso público (SNS)? Seguro privado necessário? Caminho típico
Trabalhador por conta de outrem (cuenta ajena) Sim, a partir da inscrição (alta) Não (opcional como complemento) O empregador regista na Seguridad Social
Trabalhador autónomo (autónomo) Sim, a partir da alta no RETA Não (opcional como complemento) Alta própria + contribuição (cuota)
Reformados da UE/Reino Unido Sim, através do formulário S1 Não Registar o S1 junto do INSS
Pessoas sem atividade profissional (p. ex., visto NLV) Não, inicialmente não Sim, obrigatório para o visto Seguro privado, mais tarde eventualmente convenio especial

A distinção mais importante situa-se entre quem exerce uma atividade profissional (incluindo familiares co-segurados) e quem se muda sem atividade profissional. Quem trabalha ou está inscrito como autónomo tem direito à assistência pública desde o primeiro dia da inscrição — sem contribuição própria adicional para o tratamento. Quem chega sem atividade profissional tem de comprovar por si mesmo a sua cobertura de seguro, normalmente através de um seguro privado.

Um mal-entendido frequente: o Cartão Europeu de Seguro de Doença (EHIC/TSE) cobre apenas estadias temporárias. Ele não é de forma alguma um comprovativo válido para justificar residência em Espanha — algo que o Ministério da Saúde espanhol assinala explicitamente.

Segurado pelo sistema público através da Seguridad Social

O caminho padrão para todos os que trabalham em Maiorca ou exercem uma atividade empresarial passa pela Seguridad Social. Assim que o registo (alta) é efetuado, estás integrado no sistema público — no caso de um autónomo, o direito surge a partir do dia da alta no RETA (Régimen Especial de Trabajadores Autónomos), no caso do trabalhador por conta de outrem, a partir do registo feito pela entidade patronal.

O que muitos subestimam: para a assistência médica não existe uma contribuição separada como na Alemanha. No caso dos autónomos, a Asistencia Sanitaria faz parte da quota mensal da segurança social (cuota) — ou seja, não a pagas à parte, ela já está incluída. O acesso é universal desde a reforma de 2018 e é, no essencial, financiado por impostos; no caso dos trabalhadores, porém, o financiamento passa também pelas contribuições para a segurança social, e não por uma contribuição adicional com finalidade específica. Segundo a Seguridad Social, os autónomos têm as mesmas prestações que os trabalhadores no Régimen General: médico de família, especialistas, ortopedia e próteses, reabilitação e transporte sanitário.

Uma vantagem clara em relação à via privada: os familiares podem ser incluídos no seguro sem contribuição adicional (como beneficiarios). Cônjuges sem rendimentos próprios e filhos obtêm assim o mesmo acesso.

Como obter o cartão de saúde (tarjeta sanitaria) em Maiorca

O direito surge com a alta — mas para efetivamente consultar um médico, precisas do cartão de saúde individual (Tarjeta Sanitaria Individual, TSI) da tua região, neste caso emitido pelo IB-Salut (Servei de Salut de les Illes Balears). O processo:

  1. alta na Seguridad Social (feita pela entidade patronal ou, no caso de autónomos, por ti próprio).
  2. Empadronamiento na câmara municipal competente (Palma, Calvià, Andratx, Sóller, etc.) — em princípio, precisas do certificado de empadronamiento. Em muitos municípios de Maiorca (entre outros, Palma, Calvià, Deià, Valldemossa), o certificado em papel não é necessário graças à ligação digital ao IB-Salut; ainda assim, tens sempre de estar registado.
  3. Solicitar a TSI no centro de saúde (centro de salud) que te for atribuído ou através da Sede Electrónica do IB-Salut. Documentos a levar: documento de identidade/NIE, empadronamiento válido, fotografia tipo passe de 26 × 32 mm.
  4. Ser-te atribuído um centro de salud e escolher o médico de família (médico de cabecera).

A TSI é gratuita nas Ilhas Baleares e permite levantar em qualquer farmácia de Espanha medicamentos prescritos, bem como aceder ao teu registo de saúde a nível nacional.

Convenio especial: seguro público sem emprego

O que fazer se não trabalhas, não recebes uma pensão da UE e, mesmo assim, queres entrar no sistema público? Para isso existe o convenio especial de prestación de asistencia sanitaria — um contrato com o serviço de saúde regional (em Maiorca: IB-Salut), regulado pelo Real Decreto 576/2013. Importante: este convenio especial para a assistência médica é algo completamente diferente do convenio especial da Seguridad Social com o mesmo nome, usado para completar períodos de contribuição para a pensão.

As condições estão definidas de forma uniforme a nível nacional:

Característica Convenio especial sanitário
Contribuição para menores de 65 anos 60 €/mês
Contribuição a partir dos 65 anos 157 €/mês
Período de carência Nenhum (cobertura desde o início do contrato)
Copagamento no tratamento Nenhum
Medicamentos ambulatórios, ortopedia técnica, produtos dietéticos 100 % a cargo do próprio
Transporte sanitário não urgente 100 % a cargo do próprio
Requisito de residência prévia 1 ano ininterrupto (UE/EEE/Suíça/Reino Unido contam também)
Requisito de registo Empadronamiento num município espanhol

A grande armadilha que muitos ignoram: o convenio especial cobre tratamento, diagnóstico e hospitalização sem copagamento — mas medicamentos ambulatórios, próteses ortopédicas, produtos dietéticos ambulatórios (productos dietéticos) e transporte sanitário não urgente tens de pagar a 100 % do teu bolso. Quem depende regularmente de medicamentos deve ter isso em conta.

O segundo obstáculo é o requisito de residência prévia de um ano: tens de ter vivido ininterruptamente durante um ano em Espanha (ou num país da UE/EEE, na Suíça ou no Reino Unido), comprovado através do Empadronamiento ou de um certificado de residente. O convenio especial não é, por isso, uma via de entrada para quem acabou de chegar — nos primeiros doze meses precisas de outra solução, normalmente uma apólice privada.

Em Maiorca, é subscrito junto do IB-Salut, através da sua Sede Electrónica (com certificado digital, DNI electrónico ou Cl@ve) ou presencialmente. Cada membro da família apresenta o seu próprio pedido.

Seguro de saúde privado: Adeslas, Sanitas, DKV, ASSSA & Co.

O seguro de saúde privado (seguro de salud privado) é, em Maiorca, o caminho mais comum para quem se muda para lá — e, para titulares do Visto Não Lucrativo (NLV), na prática, o único viável. O mercado privado espanhol é grande: segundo a IDIS/ICEA (dados de 31.12.2025), mais de 14 milhões de pessoas em Espanha têm uma apólice de saúde privada; quatro operadoras dividem entre si cerca de 70 % do mercado — SegurCaixa Adeslas (cerca de 30,7 %), Sanitas (16,7 %), Asisa (13,7 %) e DKV (6,2 %). As percentagens exatas variam ligeiramente consoante a data de referência e a fonte. Nas Baleares está também muito presente a ASSSA, uma seguradora focada em residentes internacionais e com um modelo tarifário sem agravamentos por doenças pré-existentes.

Tabela dos prémios mensais dos seguros de saúde privados em Espanha por faixa etária, com e sem copagamento (copago/sin copago), valores de referência 2025/2026

De longe, o fator que mais influencia o preço é a idade de entrada. Quem entra aos 35 anos paga uma fração do que paga alguém com 68 anos. Uma orientação aproximada para apólices completas (valores de mercado aproximados para 2025/2026, consoante a seguradora, o plano e o local de residência):

Faixa etária Com copagamento (con copago) Sem copagamento (sin copago)
20–35 anos a partir de aprox. 20–30 €/mês aprox. 40–65 €/mês
35–55 anos a partir de cerca de 30–45 €/mês cerca de 55–95 €/mês
55–64 anos a partir de cerca de 50–75 €/mês cerca de 75–130 €/mês
65+ anos (apólice completa) a partir de cerca de 70–95 €/mês cerca de 95–124 €/mês
Trabalhadores por conta de outrem e autónomos em Maiorca estão segurados de saúde através da Seguridad Social sem contribuição própria, os reformados da UE gratuitamente através do formulário S1; o caminho passa pelo alta, o Empadronamiento e o cartão de saúde TSI. Pessoas sem atividade profissional precisam inicialmente de uma apólice privada (para o visto NLV sin copago), o convenio especial (60/157 €) só após um ano de estadia prévia.

Para seniores a partir dos 65 anos, vale a pena analisar com atenção o âmbito das coberturas: apólices completas com hospitalização custam, dependendo da seguradora, cerca de 95–124 €/mês (valores do setor em 2025), enquanto as apólices apenas de especialista ou básicas, sem cobertura hospitalar, são significativamente mais baratas. Com coberturas adicionais abrangentes, o valor médio das apólices completas ultrapassa os 145 €/mês. Além disso, algumas seguradoras limitam a contratação a uma idade máxima de entrada (normalmente 70–75 anos). Produtos especialmente concebidos para pessoas mais velhas incluem, por exemplo, o Sanitas Único, o Adeslas Senior ou as tarifas seniores da DKV (limite de entrada geralmente aos 75 anos).

copago vs. sin copago — a diferença decisiva

Numa apólice con copago, paga-se um pequeno valor fixo por consulta ou serviço (por exemplo, 7 € no clínico geral, 10 € no especialista) — em troca, o prémio mensal é mais baixo. Numa apólice sin copago, tudo está incluído no prémio, que por isso é mais elevado. Importante para quem emigra: o visto NLV exige obrigatoriamente uma apólice sem copagamento (sin copago) — uma apólice con copago é regularmente rejeitada pela extranjería.

Cobertura mínima obrigatória para a Residencia e o NLV

Quem se muda para Espanha através do Visto Não Lucrativo (residencia no lucrativa) — a via clássica para reformados e rentistas de fora da UE — tem de comprovar um seguro de saúde com cobertura total em Espanha, que cumpra critérios mínimos concretos. É aqui, segundo a experiência, que a maioria dos pedidos falha por erros formais.

Formalmente, o texto consular admite tanto uma apólice pública como uma privada («seguro público o privado»). Na prática, porém, é exigida uma apólice privada: os candidatos ao NLV não podem exercer atividade profissional em Espanha e, por isso, regra geral não conseguem comprovar cobertura pública. Segundo os requisitos da extranjería, a apólice deve ter as seguintes características:

  1. Contrato com uma seguradora autorizada a operar em Espanha (um simples seguro de viagem não é suficiente).
  2. Sem copagamento (sin copago) — as franquias levam à rejeição.
  3. Sem períodos de carência (sin carencias) — proteção a partir do primeiro dia.
  4. Cobertura equivalente à assistência pública — clínico geral, todas as especialidades, diagnóstico, hospital, urgências 24 h.
  5. Repatriação em caso de doença ou morte para o país de origem.
  6. Válido em todo o território espanhol, durante toda a vigência da autorização solicitada (no mínimo um ano).
  7. Certificado oficial de seguro (certificado), que apresentas no consulado ou junto da extranjería.

As seguradoras criaram produtos próprios para isso, cujos nomes trazem normalmente „Residents" ou „Visado": Sanitas Residents / Más Salud, DKV Visado / Residentes, ASISA Health Residents, Adeslas Plena Total. Estes produtos emitem geralmente o certificado exigido em poucos dias.

Nota sobre o Golden Visa: O visto Golden Visa/de investidor espanhol foi abolido pela Lei LO 1/2025 (em vigor desde 3 de abril de 2025). Para cidadãos de fora da UE, o Visto de Residência Não Lucrativa (ou o visto de nómada digital) é hoje o caminho habitual. Procura aconselhamento jurídico para a tua situação concreta.

Formulário S1: o caminho especial para reformados da UE

Se recebes uma pensão legal de um Estado da UE/EEE, da Suíça ou do Reino Unido, o teu caminho é particularmente cómodo: com o formulário S1 obténs acesso gratuito ao sistema público de saúde espanhol — a expensas do teu país de origem da pensão. Não precisas então nem de um seguro privado nem do convenio especial. O Ministério da Saúde espanhol confirma: quem recebe uma pensão pública e comprova o respetivo direito (por exemplo, através do S1) não precisa de subscrever um convenio especial.

O S1 substitui os antigos formulários E121/E106/E109/E120 e funciona da seguinte forma:

  1. Solicitar o S1 no país de origem — para reformados alemães junto da caixa de doença competente, para reformados do Reino Unido através do NHS Overseas Healthcare Service.
  2. Registar o S1 no INSS — junto do Instituto Nacional de la Seguridad Social, no CAISS competente em Maiorca ou online através da Sede Electrónica (com certificado digital / Cl@ve). O S1 tem de estar emitido para ti e para cada familiar que te acompanhe.
  3. Aguardar o reconhecimento — o INSS atribui-te o estatuto de „pessoa com direito a assistência de saúde a cargo do Estado emissor do S1".
  4. Solicitar o TSI junto do IB-Salut — com o certificado do INSS e o empadronamiento recebes o teu cartão de saúde no centro de salud.

Registe o S1 rapidamente após a mudança — até à inscrição formal, o acesso ao sistema público pode complicar-se. Quem, como cidadão da UE/EEE, tiver vivido de forma legal e ininterrupta em Espanha durante cinco anos adquire automaticamente um direito de residência permanente (residência permanente ao abrigo do RD 240/2007) com pleno direito ao sistema público, deixando então de precisar do convenio especial.

Público vs. privado: a comparação direta

Muitos residentes em Maiorca combinam os dois sistemas: cobertura pública (através do emprego, do S1 ou do convenio especial) e, adicionalmente, um seguro privado para tempos de espera mais curtos e livre escolha de médico. É assim que os dois sistemas se distinguem:

Critério Público (SNS / IB-Salut) Privado (Adeslas, Sanitas, DKV, ASSSA)
Custos 0 € (trabalhadores/S1) ou 60/157 € (convenio) cerca de 40–150+ €/mês, consoante a idade
Tempos de espera para especialista frequentemente semanas a meses geralmente dias
Livre escolha de médico não (centro de salud atribuído) sim, dentro do cuadro médico
Idioma predominantemente espanhol/catalão muitas vezes serviço multilíngue
Medicamentos em regime ambulatório subsidiados (trabalhadores/pensionistas) ou 100% por conta própria (convenio) depende da apólice, muitas vezes não totalmente coberto
Tratamentos graves/caros muito forte, medicina pública de ponta limitado conforme o valor de cobertura
Válido para o visto NLV na prática, não sim (sin copago + repatriação)

Regra geral para Maiorca: para atendimento planejável, consultas com especialistas e conforto, a apólice privada mostra os seus pontos fortes. Para casos graves ou muito caros (oncologia, cuidados intensivos, transplantes), o sistema público costuma ser a proteção mais robusta — razão pela qual a combinação é tão popular.

Erros mais comuns

  • Seguro de viagem em vez de seguro de saúde para o visto. Uma apólice de viagem não cumpre os requisitos do NLV — tem copagamentos, períodos de carência ou duração demasiado curta. A extranjería rejeita-a.
  • Apólice com copago para o visto NLV. Franquias levam à rejeição. Tem de ser sin copago.
  • EHIC/TSE como comprovativo de residência. O cartão europeu só é válido para estadias temporárias, não para a tomada de residência.
  • Esperar o convenio especial cedo demais. O requisito de um ano de residência prévia é frequentemente esquecido — nos primeiros doze meses, não se aplica.
  • S1 não registado. Reformados da UE contratam apólices privadas desnecessariamente caras porque não conhecem o S1 ou não o registam no INSS.
  • Custos de medicamentos subestimados no convenio especial. Os medicamentos ambulatórios têm de ser pagos a 100% pelo próprio.
  • Esquecer o empadronamiento. Sem o registo na câmara municipal não há nem TSI nem convenio especial — é o ponto central de quase todos os caminhos.
  • Idade máxima de entrada ignorada. Quem adia demasiado a contratação privada enquanto sénior arrisca que as seguradoras já não o aceitem.

O que vem a seguir?

O seguro de saúde é uma peça da tua mudança para Maiorca — intimamente ligada aos próximos passos burocráticos:

Lista de verificação: o teu seguro de saúde para Maiorca

  • Estatuto próprio esclarecido (trabalhador por conta de outrem / autónomo / reformado da UE / inativo)
  • Via adequada escolhida (Seguridad Social / S1 / privada / convenio especial)
  • Número de NIE disponível
  • Empadronamiento feito na câmara municipal
  • Em caso de atividade profissional: alta na Seguridad Social / RETA
  • Em caso de pensão da UE: S1 solicitado e registado junto ao INSS
  • Em caso de NLV: apólice privada sin copago, sin carencias, com repatriamento + certificado
  • Familiares incluídos no seguro / apólices próprias esclarecidas
  • TSI solicitado junto ao IB-Salut e centro de salud atribuído
  • Custos com medicamentos e copagamentos planeados de forma realista

Conclusão

Qual seguro de saúde em Espanha é o certo para ti depende quase inteiramente do teu estatuto. Trabalhadores por conta de outrem e autónomos estão cobertos pela Seguridad Social sem contribuição própria, incluindo a família. Pensionistas da UE e do Reino Unido utilizam o formulário S1 e obtêm acesso público gratuito, a expensas do seu país de origem. Não-ativos precisam inicialmente de uma apólice privada — para o visto NLV praticamente obrigatória, sin copago, sin carencias e com repatriamento — e podem, após um ano de residência prévia, mudar para o convenio especial (60 € abaixo dos 65 anos, 157 € a partir dos 65). Na prática, muitos residentes de Maiorca combinam a cobertura pública básica com uma apólice privada para maior rapidez e conforto. O denominador comum de todas as vias chama-se Empadronamiento — trata disso cedo, e o resto encaixa-se naturalmente.

Fontes oficiais

Este guia serve para orientação geral e não substitui um aconselhamento jurídico, fiscal ou de seguros individual. Os requisitos das autoridades de imigração e consulados, os valores das contribuições e as tarifas podem mudar e diferir em casos individuais. Verifique as condições antes de celebrar um contrato junto à respetiva autoridade ou seguradora e procure aconselhamento especializado em questões de visto e residência.

Preciso obrigatoriamente de um seguro de saúde como residente na Maiorca?
Sim. Para praticamente qualquer autorização de residência em Espanha, a cobertura de seguro de saúde é obrigatória. Trabalhadores por conta de outrem e autónomos estão automaticamente cobertos pela Seguridad Social, e os pensionistas da UE através do formulário S1. Pessoas sem atividade profissional — como no caso do Visto de Não Lucrativo — devem comprovar um seguro de saúde privado que cumpra determinados critérios mínimos.
Quanto custa o convenio especial para a assistência de saúde?
A contribuição é fixada de forma uniforme a nível nacional: 60 € por mês para pessoas com menos de 65 anos e 157 € por mês a partir dos 65 anos. Não há período de carência nem copagamento nos tratamentos — no entanto, medicamentos ambulatórios, próteses ortopédicas, produtos dietéticos ambulatórios e transporte não urgente de doentes têm de ser pagos a 100 % do próprio bolso.
Que período de carência se aplica ao convenio especial?
Tens de ter vivido de forma ininterrupta durante um ano, antes de apresentares o pedido, em Espanha ou num país da UE/EEE, na Suíça ou no Reino Unido (comprovado através do Empadronamiento ou de um certificado de residente), e estar inscrito num município espanhol no momento do pedido. Assim, nos primeiros doze meses após a mudança, este caminho ainda não está disponível.
Que seguro de saúde exige o Visto de Não Lucrativo (NLV)?
Formalmente, o texto do consulado permite uma apólice pública ou privada, mas como os requerentes do NLV não exercem atividade profissional e não conseguem comprovar cobertura pública, na prática é necessária uma apólice privada — junto de uma seguradora autorizada em Espanha, sem copagamento (sin copago), sem períodos de carência (sin carencias), com cobertura equivalente à assistência pública, com repatriamento e válida em todo o território nacional durante toda a duração da autorização. Um simples seguro de viagem não é aceite. Também precisas de um certificado de seguro oficial para o consulado ou para a extranjería.
O que é o formulário S1 e quem o recebe?
O S1 é um certificado que permite a pensionistas legais da UE, do EEE, da Suíça ou do Reino Unido aceder gratuitamente ao sistema público de saúde espanhol — a expensas do país de origem da pensão. Solicita-se no país de origem (por exemplo, junto da tua caixa de seguro de doença alemã) e regista-se junto do INSS espanhol. Substitui os antigos formulários E121/E106/E109/E120. Com o S1 não precisas nem de uma apólice privada nem do convenio especial.
Estou coberto pelo seguro de saúde como autónomo na Maiorca?
Sim. Assim que estiveres inscrito (alta) no RETA, tens as mesmas prestações que os trabalhadores por conta de outrem no sistema público: médico de família, especialistas, exames de diagnóstico, hospitalização, reabilitação. A assistência médica está incluída nas tuas contribuições mensais para a Segurança Social, não havendo uma contribuição adicional separada. Podes incluir familiares sem rendimentos próprios sem custo adicional.
Quanto custa um seguro de saúde privado em Espanha?
O preço depende sobretudo da idade de entrada. Os jovens adultos pagam por uma apólice completa sem copagamento cerca de 40–65 € por mês; a partir dos 55 anos sobe para cerca de 75–130 €. As apólices completas com cobertura hospitalar a partir dos 65 anos situam-se, consoante a seguradora, entre cerca de 95–124 €, e com prestações adicionais extensas em média acima dos 145 € por mês; os planos apenas de especialista ou básicos são mais baratos. As tarifas com copagamento (con copago) são mais baratas, mas não são aceites para o visto NLV. Todos os valores são indicativos e variam consoante a seguradora, o plano e o local de residência.
Que seguradoras privadas são comuns na Maiorca?
Os líderes de mercado em Espanha são a SegurCaixa Adeslas, a Sanitas, a Asisa e a DKV, que juntas detêm cerca de 70 % do mercado (IDIS/ICEA, dados de final de 2025). Nas Baleares, a ASSSA é também popular entre residentes internacionais. Para o visto e a residencia, estas seguradoras têm produtos próprios (por exemplo, Sanitas Residents, DKV Visado, ASISA Health Residents, Adeslas Plena Total) que emitem o certificado exigido.
Qual é a diferença entre copago e sin copago?
Numa apólice con copago, pagas um valor fixo reduzido por cada consulta médica ou serviço (por exemplo, 7 € numa consulta de clínica geral), o que te dá um prémio mensal mais baixo. Numa apólice sin copago, tudo está incluído no prémio, que por isso é mais elevado. Para o visto NLV é obrigatória uma apólice sem copagamento (sin copago).
O Cartão Europeu de Seguro de Doença (EHIC) é suficiente para residir em Maiorca?
Não. O EHIC/TSE cobre apenas estadias temporárias e, segundo o Ministério da Saúde espanhol, não constitui prova válida para justificar residência em Espanha. Para a residência, precisas, consoante o teu estatuto, da Seguridad Social, do S1, de uma apólice privada ou do convenio especial.
Como obtenho o cartão de saúde (tarjeta sanitaria) em Maiorca?
Solicitas a Tarjeta Sanitaria Individual (TSI) junto do IB-Salut — no teu centro de salud atribuído ou através da Sede Electrónica. Consoante o teu estatuto, é necessária a alta na Seguridad Social, um certificado do INSS (no caso do S1) ou o convenio especial, além de um empadronamiento válido, um documento de identificação/NIE e uma fotografia tipo passe. Em muitos municípios de Maiorca, o certificado em papel deixa de ser necessário graças à ligação digital. A TSI é gratuita nas Baleares.
Os familiares podem ser incluídos no seguro?
No sistema público, sim: quem está segurado como trabalhador por conta de outrem ou como autónomo pode incluir como beneficiarios, sem custo adicional, o cônjuge sem rendimentos próprios e os filhos. Já no convenio especial e nas apólices privadas, cada familiar precisa de um contrato ou pedido próprio — e também o S1 tem de ser emitido separadamente para cada familiar que acompanhe.