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Cova des Moro, perto de Cales de Mallorca

Cova des Moro, Mallorca
Olaf Tausch, Wikimedia Commons, CC BY 3.0 (Recorte/dimensionamento via mallorca.com)

Na costa leste de Maiorca, a Cova des Moro abre-se diretamente para o mar, numa parede rochosa muito desgastada pela erosão. Por trás da entrada, cuja forma lembra o casco de um barco virado ao contrário, encontra-se uma gruta cársica no seu estado natural, com formações calcárias e vestígios arqueológicos. É esta combinação de paisagem, história geológica e presença humana antiga que torna o lugar tão interessante.

A gruta é para quem procura explorá-la por conta própria, longe dos percursos turísticos iluminados. O caminho até lá faz parte da experiência: o trilho costeiro atravessa terreno rochoso e termina com uma curta descida. No interior não há iluminação artificial. A luz do dia entra apenas pela entrada e por pequenas aberturas na rocha; as zonas mais recuadas permanecem às escuras.

Não confundas a Cova des Moro com a muito frequentada enseada de banhos Caló des Moro, perto de Santanyí, nem com a gruta com o mesmo nome na ilha de Sa Dragonera. Aqui falamos apenas da gruta situada no município de Manacor, não muito longe de Cala Falcó e da costa junto a Cales de Mallorca.

O interesse da visita não está numa sucessão de salas espetaculares preparadas para receber turistas, mas no carácter intacto do lugar. A grande sala principal, as imponentes formações calcárias, a luz ténue e os sinais visíveis das investigações arqueológicas ajudam a perceber por que motivo a gruta atraiu pessoas em épocas tão diferentes.

História e importância

Muito antes de surgirem estâncias turísticas na costa de Maiorca, as grutas naturais ofereciam abrigo, serviam de pontos de referência e acolhiam atividades que hoje só podemos conhecer através de vestígios arqueológicos. A Cova des Moro é um desses lugares, utilizados ao longo de um extenso período. Os arqueólogos consideram que serviu tanto de habitação como, em certos períodos, de espaço para rituais. Segundo os estudos arqueológicos, foi ocupada desde as primeiras fases do povoamento de Maiorca até à época islâmica.

Os primeiros períodos de utilização

A localização junto à costa fazia da gruta um lugar abrigado e, ao mesmo tempo, visível à distância. Junto à entrada encontram-se grandes pedras associadas à sua utilização na Pré-História. As áreas de investigação arqueológica na sala principal também mostram que não se trata apenas de um lugar de interesse geológico.

Ao contrário do que acontece num museu, não é possível perceber durante a visita que atividades decorreram em cada parte da gruta. A sua utilização como habitação e espaço de rituais mostra, acima de tudo, que a sua função mudou com o tempo. As grutas cársicas naturais conservam muitas vezes melhor esses vestígios do que os locais a céu aberto, pois no interior ficam menos expostos ao vento e à chuva. Por outro lado, ocupações posteriores podem deslocar ou alterar camadas mais antigas. Na Cova des Moro, esta sucessão de diferentes períodos de utilização tem especial importância para a arqueologia.

Da Pré-História à época islâmica

O nome significa, aproximadamente, «gruta dos mouros», mas não conta toda a história do lugar. A gruta começou a ser utilizada ainda na Pré-História e continuou a sê-lo ao longo de várias épocas culturais. Por isso, o nome pode levar a pensar apenas num desses períodos, embora a gruta documente uma presença humana muito mais prolongada.

A forma da gruta também ajuda a explicar por que foi utilizada em diferentes épocas. Atrás da grande entrada abre-se uma sala espaçosa, dividida por estalagmites e outros depósitos de calcário. Estas zonas naturais podiam ter usos diferentes ao longo do tempo, sem que fosse necessário construir paredes ou criar compartimentos.

Exploração da gruta

As primeiras explorações espeleológicas sistemáticas e recolhas de fósseis do extinto Myotragus balearicus começaram nos anos 70. Estes achados são importantes porque a gruta conserva não só vestígios da presença humana, mas também testemunhos da história natural das Baleares.

Mais tarde, os trabalhos arqueológicos concentraram-se, entre outras zonas, na sala principal. Por isso, não contes encontrar o chão da gruta totalmente intacto: as zonas com marcas de escavação fazem parte da história da investigação mais recente. Hoje, a Cova des Moro é, ao mesmo tempo, um espaço natural, um sítio arqueológico e o destino de uma caminhada costeira mais exigente. Vale a pena ter presentes estas 3 dimensões durante a visita.

O que ver

A primeira impressão marcante surge antes de entrares. Há várias aberturas horizontais numa parede rochosa muito erodida pelo mar. A maior, descrita como naviforme, destaca-se pela sua forma semelhante à do casco de uma embarcação, bem diferente das fendas irregulares do restante calcário.

A entrada naviforme

À entrada, encontras lado a lado os 2 elementos que definem este lugar: a costa aberta e, poucos passos adiante, a gruta, onde a rocha deixa entrar pouca luz do dia. A abertura não é o portal de uma construção, mas o resultado de processos naturais de erosão e formação cársica. Ainda assim, tem uma presença marcante, quase arquitetónica.

Nesta zona, também chamam a atenção as grandes pedras colocadas na vertical ou apoiadas, consideradas indícios da utilização pré-histórica da gruta. Não as mudes de sítio nem as uses para te sentares ou trepares. O seu valor depende precisamente de permanecerem na posição em que se encontram no sítio arqueológico.

A grande sala principal

Depois da entrada, a Cova des Moro alarga-se numa sala surpreendentemente espaçosa. A gruta tem 60 metros de comprimento e um desnível de 16 metros. Mas estes números não chegam para transmitir a sensação de estar lá dentro. O que mais impressiona é o contraste entre a entrada ampla e as zonas mais escuras, divididas por formações calcárias.

A sala principal não tem paredes construídas. As formações de estalagmites dividem-na visualmente em várias zonas, criando recantos, limites naturais e espaços por onde se vê mais além. Em alguns pontos, grandes colunas estendem-se do chão ao teto. Por isso, a gruta pode lembrar uma sala com pilares de sustentação, embora todas estas formas resultem da deposição de calcário.

Espeleotemas e formas cársicas

Do ponto de vista geológico, trata-se de uma gruta cársica de calcário, com espeleotemas. Ao atravessar a rocha, a água dissolve o calcário e volta a depositá-lo no interior da gruta. Foi assim que se formaram as estalagmites, as colunas e as outras estruturas que dividem a grande sala. Vale a pena olhar não só para cima, mas também para o chão, onde os depósitos criam pequenos desníveis naturais e separam diferentes zonas.

As formações não são pontos de apoio seguros para trepar. Tocá-las pode sujar ou danificar a sua superfície; além disso, o calcário húmido é escorregadio. Para apreciares o espaço em segurança, mantém-te nas zonas onde já se distinguem locais de passagem e observa as colunas a alguma distância.

Aberturas de luz e zonas de sombra

A Cova des Moro não tem iluminação elétrica. Parte da luz entra pela abertura principal, enquanto pequenas fendas deixam passar alguma claridade para o interior da rocha. Perto da entrada, ainda é possível distinguir contornos e superfícies em contraluz natural, mas, à medida que se avança, os pormenores desaparecem rapidamente na escuridão.

Este contraste marca a visita. Visto do interior, o acesso desenha-se como uma abertura luminosa voltada para a costa; na direção oposta, os contornos das formações calcárias vão-se perdendo na escuridão. Levar uma lanterna não serve para criar efeitos, mas para te orientares em segurança e protegeres o sítio arqueológico.

Vestígios arqueológicos

Foram realizadas escavações arqueológicas na sala principal. Para compreenderes este lugar, observa as suas características: a sala abrigada, as diferentes áreas, as pedras junto à entrada e as zonas onde se distinguem sinais das escavações. A gruta merece, por isso, um olhar atento. O que à primeira vista parece uma formação inteiramente natural foi também, durante muito tempo, um espaço usado por pessoas. Pedras soltas, superfícies do chão e depósitos de sedimentos não são apenas parte do cenário rochoso: podem ter importância arqueológica.

A visita

O passeio começa num trilho costeiro. Um dos percursos mais descritos parte da praia de s’Estany d’en Mas e segue por um trilho bem visível sobre as rochas, em direção a sul. Também é possível iniciar o percurso junto à Ma-4014. A caminhada até à gruta demora cerca de 30 minutos e termina com uma curta descida pelas rochas.

Do trilho costeiro à entrada

Grande parte do percurso atravessa o terreno acima da costa. O piso é natural e pode incluir calcário firme, pedras soltas e zonas irregulares onde assentar os pés. Perto da gruta, o acesso torna-se mais exigente. A descida final é curta, mas exige que caminhes com segurança em terreno irregular: não é um simples passeio à beira-mar.

Segundo a descrição do percurso, a opção mais agradável começa em s’Estany d’en Mas, pois acompanha a costa durante mais tempo. Partir da Ma-4014 pode parecer mais direto, mas também exige que te saibas orientar em terreno aberto. Em ambos os pontos de partida, pode ser difícil encontrar lugar para estacionar.

No interior da gruta

Ao entrares, dá primeiro tempo aos olhos para se habituarem à escuridão. Por causa da luz que vem da entrada, as zonas mais escuras parecem inicialmente ainda mais negras do que depois de te adaptares. Só então se tornam mais nítidos as grandes colunas, as diferentes áreas da sala principal e algumas aberturas.

A visita faz-se explorando a gruta com cuidado e regressando depois pelo mesmo acesso. Como não há iluminação elétrica e o chão é irregular, o ritmo do grupo deve ser o da pessoa mais lenta. Ao planeares o tempo, conta tanto com a caminhada como com a visita à gruta: segundo a descrição do percurso, só a ida demora cerca de 30 minutos, aos quais se juntam a exploração e o regresso.

Luz do dia e afluência de visitantes

Vale a pena visitar a gruta enquanto há luz do dia suficiente. Grande parte do interior continua escura, mas assim é mais fácil avaliar as condições do trilho costeiro, da curta descida e da zona de entrada. Reserva tempo suficiente para completares o regresso antes de anoitecer.

Não é possível indicar uma hora do dia em que haja seguramente menos movimento. Sabe-se apenas que os possíveis pontos de partida e as zonas de estacionamento podem estar bastante concorridos. Se quiseres evitar cruzar-te com outros grupos no acesso estreito, reserva algum tempo de margem e, se necessário, espera num local seguro em vez de te apressares na descida.

Acesso e situação atual

Não há registo de horários fixos de abertura nem de um preço de entrada para a Cova des Moro. Como se trata de um espaço natural e de um sítio arqueológico, as condições de acesso, as medidas de proteção e as regras locais podem mudar. Antes de partires, confirma se o caminho está acessível e que regras se aplicam no local.

A gruta não tem iluminação elétrica e o acesso faz-se por terreno natural. Se procuras uma gruta de estalactites e estalagmites preparada para uma visita confortável, este não é o destino certo. Se, pelo contrário, queres conhecer uma gruta em estado natural com interesse arqueológico, terás uma experiência invulgarmente próxima do local.

Como chegar e onde estacionar

As rotas por estrada indicadas levam primeiro a Cales de Mallorca, não diretamente à entrada da gruta. Tem isto em conta ao usar o navegador: a Cova des Moro não tem um largo à entrada nem um parque de estacionamento para visitantes ao qual possas chegar de carro. A partir da zona costeira, é preciso planear à parte o percurso a pé.

A partir do aeroporto de Palma

Do aeroporto de Palma até Cales de Mallorca são 62 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 55 minutos, pela Ma-19 e depois pela Ma-5120 e pela Ma-4010. Este trajeto termina na localidade turística. Conta com mais tempo de condução e de caminhada para chegar ao ponto de partida escolhido para o percurso costeiro.

Se te aproximares da gruta por s’Estany d’en Mas, o trilho costeiro começa junto à praia. A segunda opção descrita parte da Ma-4014. Nenhum dos percursos leva a uma entrada preparada para visitantes: ambos atravessam terreno aberto e rochoso até à costa.

A partir do centro de Palma

Do centro de Palma até Cales de Mallorca são 67 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 64 minutos e segue pela Ma-15, pela Ma-4015 e pela Ma-4014. Também aqui, a distância e o tempo de viagem referem-se apenas ao trajeto até Cales de Mallorca; ainda tens de conduzir até ao ponto de partida e caminhar até à gruta.

A Ma-4014 também é relevante para um dos acessos a pé descritos. Estaciona apenas onde for claramente permitido e onde o veículo não obstrua acessos nem perturbe o trânsito. A proximidade da costa não justifica estacionar em terrenos não pavimentados ou diante de caminhos vedados.

Estacionamento junto ao ponto de partida

A Ma-4014 e s’Estany d’en Mas são indicados como possíveis pontos de partida. Em ambos, pode ser difícil encontrar lugar para estacionar. Não existe um parque de estacionamento garantido para quem visita a gruta, e o acesso à Cova des Moro faz-se sempre a pé. Ao planeares a visita, prevê não só um ponto para o navegador, mas também uma alternativa legal para estacionar.

O acesso pela costa pode mudar devido a interdições ou a alterações das regras relativas à propriedade e à proteção da zona. Respeita as vedações e as indicações locais, mesmo que contradigam descrições mais antigas do percurso. Atravessar a vegetação ou terrenos onde a passagem não é permitida não é uma alternativa adequada.

Como chegar de autocarro

A paragem Punta Reina, com o código 33041, fica na zona, mas não junto à entrada da gruta. Antes de partires, confirma os horários e percursos dos autocarros e planeia como ir da paragem até a um ponto de partida adequado e, daí, até ao trilho costeiro. Como o acesso é rochoso, a viagem de autocarro não dispensa a caminhada.

Linhas de autocarro para Cova des Moro num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
427Cala Mendia - Portocristo4808:0922:17

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • Punta Reina (33041) · 1,9 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente
  • Platja de Cala Mendia 1 (33039) · 2,1 km Em linha reta

    • 427Cala Mendia - Portocristo · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nos arredores

Cales de Mallorca é a principal referência para chegar à zona e contrasta com a gruta: na localidade, há alojamentos de férias, ruas e infraestruturas turísticas; à Cova des Moro só se chega a pé, por terreno natural. Se estiveres alojado na localidade, encara a visita como uma pequena caminhada pela costa, não como uma paragem rápida entre outras atividades.

Cales de Mallorca

Esta estância turística é útil para preparar a visita e orientares-te na rede viária do leste da ilha. Os tempos de viagem indicados a partir de Palma e do aeroporto dizem respeito ao percurso até aqui. A partir de Cales de Mallorca, tens de planear à parte o trajeto até ao ponto de partida mais adequado: a gruta não fica numa rua da localidade nem dispõe de uma zona de receção sinalizada. Cales de Mallorca é especialmente útil depois da visita à gruta, pois podes contar com esta zona habitada da costa para comer, descansar e tratar de outras necessidades práticas.

Cala Falcó e s’Estany d’en Mas

A Cova des Moro também é conhecida como a gruta de Cala Falcó. Este troço da costa constitui a paisagem envolvente do sítio arqueológico. A proximidade do mar ajuda a explicar as aberturas horizontais na parede rochosa erodida e marca todo o percurso de acesso.

S’Estany d’en Mas é o ponto de partida da variante com as paisagens mais interessantes. Da praia, um trilho visível sobe até às rochas e segue depois pela costa para sul. É uma opção sobretudo para quem quer aproveitar a caminhada como parte do passeio e reserva tempo suficiente para a ida e a volta.

Cala Varques

Podes combinar a visita com um passeio pela paisagem costeira de Cala Varques. A enseada fica na mesma zona de falésias calcárias e grutas e é referida nos itinerários como um destino próximo. No entanto, incluí-la prolonga bastante o passeio. Não deixes, por isso, o regresso da Cova des Moro para o anoitecer.

Ao longo das falésias há outras aberturas para grutas, mas nem todas são tão acessíveis como a Cova des Moro. Algumas cavidades exigem equipamento ou experiência específicos. Numa visita normal, não improvises um percurso de uma abertura para outra.

A localidade correspondente

Cales de Mallorca no retrato da localidade

O que deves saber antes da visita

A Cova des Moro não tem iluminação elétrica. O mais importante é levares equipamento adequado e avaliares com realismo as condições de acesso.

Calçado e iluminação

Para percorrer o trilho costeiro, fazer a curta descida e caminhar pelo chão irregular da gruta, escolhe calçado resistente com solas que adiram bem ao terreno. As solas lisas dificultam o equilíbrio sobre pedras soltas e calcário. Uma lanterna de cabeça é mais prática do que uma de mão, pois deixa as mãos livres durante a descida e no interior da gruta. Leva também outra fonte de luz que funcione de forma independente.

A luz serve sobretudo para veres onde pões os pés e identificares obstáculos. Não pises as formações calcárias nem as áreas de escavação ou possíveis vestígios arqueológicos, e não pousas nada sobre eles. Mesmo as colunas de calcário que parecem resistentes podem ter superfícies frágeis.

Costa, sol e condições meteorológicas

O acesso faz-se por terreno costeiro sem sombra. Por isso, leva proteção solar e água suficiente para beber, mesmo que o interior da gruta pareça fresco e sombrio. Depois de chover, a rocha calcária pode ficar mais escorregadia; o vento forte também dificulta a caminhada em segurança, sobretudo junto à costa e na descida final.

Antes de entrares, reserva sempre tempo suficiente para o regresso. Uma lanterna de cabeça não transforma o trilho costeiro num percurso preparado para caminhadas noturnas. Para te orientares fora da gruta, a luz do dia continua a ser a tua principal garantia de segurança.

Visitar com crianças

A visita com crianças só é aconselhável se conseguirem caminhar com segurança sobre rocha irregular e seguir as indicações durante a descida. O percurso não é adequado a carrinhos de bebé. No interior, há ainda pouca luz, chão irregular e formações frágeis. Acompanha as crianças mais pequenas de perto nos pontos expostos ou escorregadios.

A gruta não é um parque de aventuras. Trepar às colunas, correr na sala principal ou mudar pedras de lugar põe em risco tanto os visitantes como o sítio arqueológico. Antes da visita, explica às crianças que, apesar de ter acesso livre, este lugar exige os mesmos cuidados que uma área de escavação.

O que não deves esperar

A Cova des Moro não tem iluminação elétrica; parte do seu encanto está precisamente em descobri-la sem intervenções que alterem o lugar. Se entrares devagar, deixares os olhos habituarem-se à escuridão e observares a disposição da sala principal, verás mais do que se tirares apenas uma fotografia rápida à entrada. Há, no entanto, um limite claro: sem experiência em grutas e equipamento adequado, não te aventures por ramificações escuras ou passagens mais difíceis numa visita improvisada.

Dicas de quem vive na ilha

  • Leva uma luz de reserva

    A gruta não tem iluminação elétrica. Uma lanterna de cabeça deixa-te as mãos livres durante a descida e ao caminhar pelo chão irregular. Leva também outra fonte de luz independente, para que uma avaria não dificulte o regresso.

  • Deixa os olhos habituarem-se à escuridão

    Espera um pouco à entrada, em vez de avançares logo para o fundo da sala principal. Quando os olhos se habituarem à pouca luz, as grandes colunas e as diferentes zonas naturais da sala tornam-se muito mais nítidas.

  • Percurso costeiro a partir de s’Estany d’en Mas

    O percurso a partir da praia de s’Estany d’en Mas é considerado a opção com as paisagens mais bonitas. Segue pela costa rochosa em direção a sul, pelo que os cerca de 30 minutos de caminhada até à gruta já são uma parte importante do passeio.

  • Repara nas pedras à entrada

    À entrada da gruta, em forma de barco, destacam-se grandes pedras ligadas à sua utilização na pré-história. Muitos visitantes passam por elas sem reparar, embora mostrem que a Cova des Moro é mais do que uma cavidade natural.

  • Inclui Cala Varques no passeio

    Podes incluir Cala Varques, que fica nas proximidades, num passeio mais longo pela costa. Nesse caso, começa cedo o suficiente para visitar a gruta e fazer todo o caminho de regresso ainda com luz do dia.

24°C Cales de Mallorca
O que é a Cova des Moro, perto de Cales de Mallorca?
A Cova des Moro é uma gruta natural de origem cársica, com formações calcárias, situada na rocha calcária da costa leste de Maiorca. Encontra-se numa falésia muito erodida, junto ao troço costeiro de Cala Falcó, e tem uma grande sala principal dividida por estalagmites e colunas imponentes. É também um sítio arqueológico, utilizado desde a pré-história até à época islâmica. Não deve ser confundida com Caló des Moro, a enseada balnear com o mesmo nome perto de Santanyí.
Porque vale a pena visitar a Cova des Moro?
O que torna este lugar especial é a combinação de uma gruta cársica no seu estado natural, uma impressionante localização costeira e vestígios de ocupação humana ao longo de muitos séculos. A entrada em forma de barco deixa passar pouca luz do dia para a grande sala, onde colunas naturais de calcário dividem o espaço quase como pilares. As pedras visíveis à entrada e as áreas de investigação arqueológica recordam que, em diferentes épocas, as pessoas não se limitaram a entrar na gruta: usaram-na como espaço de habitação e de rituais.
A Cova des Moro tem horário fixo? É preciso pagar entrada?
Não há informação registada sobre horários fixos ou preço de entrada para a Cova des Moro. Isso não significa que o acesso esteja sempre aberto e sem restrições. Os locais naturais e arqueológicos podem encerrar temporariamente ou ficar sujeitos a novas regras de proteção. Antes de ires, confirma se o acesso está permitido. Escolhe uma altura em que ainda haja bastante luz do dia: a gruta não tem iluminação e o trilho costeiro atravessa terreno natural.
Como chego à Cova des Moro a partir do aeroporto de Palma?
Do aeroporto de Palma, segue pela Ma-19, pela Ma-5120 e pela Ma-4010 até Cales de Mallorca. O percurso por estrada até aí tem 62 quilómetros e demora cerca de 55 minutos. Estes valores referem-se apenas à viagem até Cales de Mallorca, não até à entrada da gruta. Depois, terás de chegar a um ponto de partida adequado para o trilho costeiro. Há acessos descritos a partir de s’Estany d’en Mas e da Ma-4014; o último troço faz-se a pé, por terreno rochoso.
Como chego a partir do centro de Palma?
Do centro de Palma até Cales de Mallorca são 67 quilómetros por estrada. A viagem demora cerca de 64 minutos e passa pela Ma-15, pela Ma-4015 e pela Ma-4014. Cales de Mallorca é apenas o ponto de referência para a viagem por estrada: não é possível conduzir diretamente até à entrada da Cova des Moro. Conta com tempo adicional para chegares ao ponto onde escolheres começar o trilho e para fazeres o percurso a pé. Os pontos de partida descritos situam-se junto à Ma-4014 e em s’Estany d’en Mas.
Quanto tempo devo reservar para a visita?
Não há uma duração fixa para a visita. No percurso costeiro descrito, a caminhada até à gruta demora cerca de 30 minutos. A esse tempo tens de juntar a exploração, com cuidado, da sala principal e todo o percurso de regresso. O tempo necessário depende da tua segurança a caminhar em terreno irregular, da facilidade em te orientares e do tamanho do grupo. Reserva uma boa margem para regressares antes de escurecer. Se também quiseres visitar Cala Varques, planeia uma caminhada costeira mais longa.
Qual é a melhor altura do dia para visitar a Cova des Moro?
Não há uma hora em que possas contar com a ausência de visitantes, até porque os possíveis pontos de partida e locais de estacionamento podem ter bastante movimento. Mais importante do que escolher uma hora específica é ter luz do dia suficiente. Com claridade, é mais fácil avaliar as condições do trilho costeiro, da curta descida e do caminho de regresso, que não é pavimentado. Mesmo durante o dia, o interior da gruta permanece escuro, pelo que precisas de levar uma lanterna. Começa a visita com tempo suficiente para regressares antes de escurecer, mesmo que avances devagar ou tenhas de esperar um pouco pelo caminho.
A Cova des Moro é adequada para visitar com crianças?
É possível visitar a gruta com crianças mais velhas que caminhem com segurança em terreno irregular, mas é preciso avaliar bem as condições. O acesso atravessa terreno costeiro acidentado e termina com uma curta descida junto à rocha. No interior não há iluminação elétrica e o chão é irregular. Este percurso não é adequado para carrinhos de bebé. As crianças devem conseguir seguir as indicações e ser acompanhadas de perto nos pontos mais difíceis. Além disso, a Cova des Moro é um local arqueológico: não se deve trepar pelas formações calcárias, pelas pedras à entrada ou pelas zonas de escavação, nem alterar nada nesses locais.
Que equipamento é necessário para visitar a Cova des Moro?
São indispensáveis sapatos resistentes, com solas aderentes, e uma fonte de luz fiável. Uma lanterna de cabeça é especialmente útil, pois deixa as mãos livres na descida e ao caminhar pelo chão irregular da gruta. Leva também uma segunda lanterna de reserva. Para o trilho costeiro, não te esqueças de água e proteção solar. Depois de chover, a rocha calcária pode ficar escorregadia; com vento forte, caminhar junto à costa torna-se mais difícil. Roupa de praia e chinelos de sola lisa não são equipamento adequado para esta visita.
O que se vê no interior da Cova des Moro?
Por trás da entrada em forma de barco, abre-se uma grande sala principal. As formações de estalagmites dividem-na visualmente em várias zonas, e imponentes colunas calcárias estendem-se do chão ao teto. A gruta tem 60 metros de comprimento e um desnível de 16 metros. A luz do dia chega sobretudo à zona da entrada, mas também entra por pequenas fendas na rocha. Mais para o interior, é preciso levar uma lanterna. Na sala principal, também se distinguem zonas ligadas a trabalhos arqueológicos.
É possível combinar a visita à Cova des Moro com outros destinos?
Uma opção é aproveitar a visita para conhecer a zona costeira junto a s’Estany d’en Mas, onde começa um dos percursos de acesso descritos e com paisagens mais bonitas. Cala Varques é outro destino próximo. No entanto, combinar estes locais prolonga bastante o passeio, pois todos os caminhos atravessam terreno costeiro natural. Depois, Cales de Mallorca é um ponto de paragem prático para comer e descansar. Não deves explorar outras aberturas nas grutas ao longo das falésias sem os conhecimentos e o equipamento adequados.
A Cova des Moro está preparada para visitas turísticas?
A Cova des Moro é uma gruta cársica natural, com formações calcárias, e um sítio arqueológico. Não há iluminação elétrica no interior. A luz do dia entra pela grande abertura e por pequenas fendas na rocha, mas, mais para dentro, precisas de levar uma lanterna. O acesso faz-se por um trilho costeiro em terreno rochoso, seguido de uma curta descida. O percurso até à gruta demora cerca de 30 minutos. As estalagmites e as imponentes colunas calcárias dividem a grande sala principal, onde também se veem vestígios de trabalhos arqueológicos.