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Passeig des Born – o passeio histórico de Palma

Passeig des Born

À sombra de plátanos altos, o Passeig des Born atravessa uma das zonas mais animadas de Palma. O amplo passeio central é, ao mesmo tempo, lugar para caminhar, ponto de encontro e eixo histórico da cidade. Entre bancos de pedra, fachadas elegantes, cafés e lojas, não é um monumento isolado que chama a atenção, mas um espaço da cidade por onde, há gerações, as pessoas passam, se encontram e celebram.

O encanto do Born está na variedade do que se vê ao longo do caminho. Acima das copas das árvores destacam-se varandas e palácios históricos; ao nível da rua, as montras alternam com as esplanadas. Nas extremidades do passeio, esculturas assinalam a passagem para as praças vizinhas. Se caminhares sem pressa, descobrirás muito mais do que uma rua de comércio: este passeio guarda a memória de um antigo curso de água, de torneios públicos e de obras que lhe deram o aspeto imponente de hoje. É também um dos lugares onde se mantém vivo o hábito de passear ao fim do dia, tão enraizado em Palma.

O Passeig des Born merece uma visita tanto de quem gosta de arquitetura como de quem prefere descobrir Palma sem um itinerário definido. Podes percorrê-lo por si só ou usá-lo para ir da zona da catedral e do centro histórico até à Avinguda de Jaume III. As famílias encontram espaço para fazer uma pausa, quem gosta de fotografia pode aproveitar as perspetivas abertas pelas fileiras de árvores e quem gosta de observar a vida da cidade tem aqui um lugar privilegiado. Ao contrário de um museu, não há um percurso obrigatório. Descobres o Born enquanto caminhas ou te sentas: percorre-o de uma ponta à outra e, talvez, faz o caminho de volta a olhar para as fachadas e esculturas que te escaparam à primeira, escondidas pelas árvores ou pela animação do passeio.

História e importância

Antes de os plátanos darem sombra a este lugar, era a água que o marcava. O Passeig des Born ocupa parte do antigo leito de Sa Riera, a ribeira que atravessava Palma até ao mar. Uma inundação devastadora em 1403 mostrou o perigo que aquele curso de água representava dentro da cidade. Mais tarde, Sa Riera foi desviada desta zona, mas o espaço que ficou livre não se transformou de imediato no passeio que conhecemos hoje.

De curso de água a palco da vida pública

No século 16, a zona acolhia torneios, desfiles militares e cerimónias públicas. Não era um jardim tranquilo, mas um lugar onde o poder, as festas e a vida pública se mostravam aos habitantes da cidade.

Esse passado ajuda a perceber por que razão o Passeig des Born continua a ser mais do que uma rua que liga 2 pontos. O espaço central manteve-se aberto às pessoas. Ainda hoje, a música e a dança ocupam o passeio durante as festas, e o Born tem servido repetidamente de palco a manifestações e celebrações da cidade. O seu papel histórico não desapareceu por completo; mudaram apenas as formas de viver o espaço público.

O passeio do século 19

O passeio ganhou, em grande medida, o aspeto atual com as obras de 1833. Os edifícios em redor reforçaram o seu caráter elegante: palácios e casas urbanas de arquitetura cuidada passaram a ladeá-lo, enquanto o Born se tornava um local procurado para o comércio e o convívio. A arquitetura não era apenas um pano de fundo. Varandas e fachadas davam à cidade uma oportunidade de se mostrar.

Um nome que perdurou

Durante a ditadura de Franco, o passeio recebeu o nome do ditador. No dia a dia, porém, continuou a ser conhecido como Born. O facto de o nome tradicional ter resistido diz muito sobre o lugar que este espaço ocupa na memória de Palma. Para os habitantes, El Born não é apenas uma morada, mas um cenário familiar da vida da cidade: um lugar para passear, marcar encontros, celebrar festas e participar na vida política.

Hoje, convivem aqui marcas de várias épocas. O antigo recinto de torneios tornou-se um passeio; fachadas que evocam a história da aristocracia e da alta burguesia da cidade erguem-se ao lado de lojas internacionais; e o corredor outrora marcado pela água é agora uma das vias pedonais mais conhecidas do centro de Palma.

O que ver

Ao chegar, são as árvores que saltam à vista. As copas cobrem o passeio central e filtram a luz, fazendo com que o ambiente mude bastante ao longo do dia e das estações. Mas o Passeig des Born é mais do que a sombra das árvores. O seu encanto está na sucessão de plátanos, esculturas, bancos, candeeiros, fachadas e praças — elementos que vale a pena apreciar sem pressa, percorrendo o passeio em ambos os sentidos.

O passeio central

O amplo caminho central é a espinha dorsal do Born. Forma uma longa perspetiva entre a Plaça de la Reina e a Plaça del Rei Joan Carles I. Vista a partir de uma das extremidades, a organização do espaço torna-se especialmente clara: os troncos das árvores e os candeeiros conduzem o olhar, enquanto as fachadas formam uma moldura de pedra de ambos os lados.

Os bancos do passeio não servem apenas para descansar uns instantes. Também ajudam a fazer deste espaço um lugar de convívio. A partir deles, podes observar como Palma vive o Born: há quem o atravesse a caminho do centro histórico, famílias que fazem uma pausa, pessoas que pousam as compras e conhecidos que param para conversar. Sentado, vives o passeio de outra forma. Os sons, os percursos das pessoas e as manchas de luz que mudam sob os plátanos tornam-se mais evidentes.

As esculturas de leões

Esculturas de leões guardam as entradas do passeio. É fácil não reparar nelas se o olhar se dirigir logo para as montras ou para as copas das árvores, mas dão ao Born um toque cerimonial. Parecem figuras a guardar um portão, embora não exista nenhum, e assinalam assim a passagem da praça vizinha para um espaço urbano cuidadosamente planeado. Juntamente com outros elementos figurativos, entre os quais esfinges, recordam que a decoração do passeio não foi pensada apenas para o uso prático da rua, mas também para impressionar.

Plátanos, bancos e candeeiros decorativos

Os plátanos altos marcam a visita mais do que qualquer edifício isolado. Dividem o percurso em troços regulares, dão sombra nos dias quentes e criam um espaço próprio sob as suas copas. Ao mesmo tempo, a folhagem em constante mudança impede que o Born pareça uma avenida monumental rígida. Conforme a luz, abrem-se ou escondem-se vistas para varandas, telhados e para o céu.

Os bancos de pedra e os candeeiros decorativos completam esta organização. Ao entardecer, o passeio muda de ambiente: as luzes destacam-se entre os troncos das árvores e as esplanadas dos cafés ganham vida. De manhã, sobressaem as linhas da arquitetura. É então mais fácil perceber como bancos, candeeiros e fachadas fazem parte do mesmo conjunto.

Casal Solleric

Entre os edifícios do Born, o Casal Solleric destaca-se como palacete histórico. A sua localização mesmo junto ao passeio torna-o essencial para compreender este espaço: nele vê-se a ligação entre a vida das famílias abastadas, uma fachada concebida para impressionar e o espaço público que caracteriza o Born.

Hoje, o palacete tem uma função cultural e permite juntar uma visita de arte ao passeio. Mesmo visto de fora, vale a pena observar com atenção a estrutura do edifício e a forma como se apresenta à rua. Não o vejas isoladamente: compará-lo com as fachadas vizinhas ajuda a perceber como cada edifício tira partido, à sua maneira, desta localização de destaque na cidade.

As fachadas e as varandas

Se olhares apenas em frente, verás sobretudo lojas, restaurantes e cafés. Mas basta levantar os olhos para descobrir outra face do Born. Acima das montras modernas, os andares antigos conservam varandas, janelas alinhadas e pormenores decorativos. Recordam uma época em que ter uma morada no Born era sinal de prestígio e em que as casas eram construídas não só para servir os seus moradores, mas também para mostrar a sua prosperidade.

Para apreciares melhor as fachadas, coloca-te do lado oposto do passeio central. A distância permite observar vários edifícios ao mesmo tempo. Vale a pena reparar não só nos mais ornamentados, mas também na forma como as copas das árvores escondem partes das fachadas e emolduram outras.

Plaça de la Reina e Plaça del Rei Joan Carles I

Cada extremo do Passeig des Born tem o seu carácter. Na Plaça de la Reina, o caminho abre-se em direção ao centro histórico e à zona da catedral. É uma boa entrada para quem chega ao Born depois de passear pela cidade antiga. Visto daqui, o passeio parece um corredor verde que conduz para fora das ruas mais apertadas do centro histórico.

No outro extremo fica a Plaça del Rei Joan Carles I, também conhecida como Plaça de les Tortugues. Daqui, podes continuar em direção à Avinguda de Jaume III e à zona comercial. Para conheceres bem o Born, vale a pena prestar atenção aos 2 extremos: este passeio não se limita a ligar 2 praças. Faz a transição entre a cidade antiga, as avenidas imponentes da zona mais recente e a vida comercial de hoje.

A visita

Um bom percurso começa numa das praças e segue diretamente pelo passeio central. Na primeira passagem, podes apreciar o conjunto formado pelas árvores, pelas filas de bancos e pelas fachadas. No regresso, muda de lado e procura as esculturas de leões, os pormenores com figuras, os andares antigos e o Casal Solleric. Assim, uma simples travessia torna-se num pequeno passeio à descoberta da cidade.

Quanto tempo reservar?

Para percorreres o Born de uma ponta à outra, conta com cerca de 30 minutos se parares regularmente para observar as fachadas e as esculturas. Se visitares o Casal Solleric ou te demorares num banco ou numa esplanada, podes passar entre 1 hora e meia e 2 horas no Born. Por isso, o passeio tanto cabe numa pausa curta como pode ser o ponto de partida para uma caminhada mais longa por Palma.

O Born não é um lugar para percorrer de atração em atração. O mais importante é o tempo que dedicas a observar o que te rodeia. Se passares depressa, repararás sobretudo nas lojas e nas árvores. Se parares várias vezes, perceberás como as praças se sucedem, como as esculturas foram dispostas e como os pisos térreos modernos contrastam com as fachadas antigas dos andares superiores.

Manhã tranquila, tarde animada

O início da manhã costuma ser a melhor altura para um passeio tranquilo e para fotografar a arquitetura sem tanta gente à frente. Há menos obstáculos a impedir a vista, e é mais fácil reparar nos pormenores dos bancos, dos candeeiros e das fachadas. Se queres apreciar sobretudo o ambiente e a arquitetura do Born, esta é a altura mais agradável.

Ao fim da tarde e à noite, vem ao de cima o seu lado mais social. Os bancos e as esplanadas ficam mais cheios, e sente-se a tradição de sair para passear: as pessoas não se limitam a ir de um lugar para outro; param, encontram conhecidos e veem quem passa. Durante as festas da cidade, o passeio central também pode receber espetáculos de música e dança. Se procuras sossego, confirma as datas com antecedência. Se queres conhecer a vida nas ruas de Palma, é uma excelente ocasião para o fazer.

Acesso e informações atualizadas

Não há horários de abertura nem preço de entrada definidos para o Passeig des Born. Durante os eventos, o acesso a algumas zonas pode mudar temporariamente. Tem isto em conta sobretudo se quiseres combinar o passeio com uma exposição no Casal Solleric: visitar o espaço não é o mesmo que percorrer a avenida.

Como chegar e onde estacionar

Do aeroporto de Palma, segue pela Ma-19 em direção à cidade. São 11 km por estrada até Palma, numa viagem de cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se ao trajeto até à cidade, não até a um parque de estacionamento junto ao Passeig des Born. No centro, ainda terás de contar com o trânsito e com o tempo necessário para estacionar.

O último troço no centro

O Born fica entre a Plaça de la Reina e a Plaça del Rei Joan Carles I. Para te orientares, é mais útil introduzir no navegador uma destas praças do que apenas o nome do passeio. A Plaça de la Reina é uma boa referência se depois quiseres seguir para a catedral e o centro histórico. Na extremidade norte, o Born liga-se diretamente à Avinguda de Jaume III.

O carro é útil para chegar a Palma, mas menos prático neste último troço. O Passeig des Born faz parte dos percursos pedonais do centro, pelo que o melhor é estacionar e continuar a pé.

Estacionamento

Uma opção no centro é o Aparcament Passeig Mallorca, no Passeig Mallorca. A partir daí, podes seguir a pé até ao Born. Se planeias dar uma volta mais longa por Palma, costuma ser mais prático deixar o carro num parque de estacionamento central do que procurar lugar mesmo junto ao passeio.

De autocarro

Várias linhas de autocarros urbanos passam perto do Born. As paragens na Plaça de la Reina, junto à catedral, e na Plaça de Cort são especialmente úteis. Da Plaça de la Reina, chegas praticamente ao início do passeio; da Plaça de Cort, atravessas o centro histórico. Em ambos os casos, evitas procurar estacionamento e podes aproveitar para passear pela zona antiga.

Linhas de autocarro para Passeig des Born num relance

LinhaPercursoViagens/diaPrimeira viagemÚltima viagem
35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral807:1013:50
3Pont d'Inca / Joan Carles I607:3709:46
25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral609:3512:41
20Portopí - Son Espases407:1707:31

Com base nos dados oficiais dos horários GTFS (TIB/SFM), sem informação em tempo real. Os números agregam todas as paragens na localidade; as viagens aos fins de semana e feriados podem variar — confirma junto do operador antes de viajar.

Como chegar de autocarro

  • 662-pl. de Cort · 0,1 km Em linha reta

    • CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 453-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta

    • 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
  • 986-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta

    • 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
    • CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 7-pl. de la Reina - Catedral · 0,2 km Em linha reta

    • 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
  • 1048-pl. de Joan Carles I · 0,3 km Em linha reta

    • 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
    • 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
  • 105-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,3 km Em linha reta

    • 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
  • 985-pl. de Joan Carles I · 0,3 km Em linha reta

    • CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 52-pl. del Mercat · 0,3 km Em linha reta

    • 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
    • 35Aquàrium - Pl. Reina | Catedral · 06:21–22:41 · Diariamente
  • 106-pl. del Mercat · 0,3 km Em linha reta

    • 3Pont d'Inca / Joan Carles I · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
  • 53-pl. de Joan Carles I - Catedral · 0,3 km Em linha reta

    • 4Ses Illetes - Pl. Columnes · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 7Son Gotleu - Son Serra - Sa Vileta / Son Vida · 08:00–08:00 · Diariamente
    • 20Portopí - Son Espases · 06:06–22:40 · Diariamente
  • 663-pl. d'en Coll · 0,3 km Em linha reta

    • CCCircular Centre Ciutat · 08:00–08:00 · Diariamente
  • 1982-Parc de la Mar - Catedral · 0,4 km Em linha reta

    • 25s'Arenal - Pl. Reina | Catedral · 06:36–21:01 · Diariamente
    • 30Marivent-Palau de Congressos · 08:00–08:00 · Diariamente

Dados de horários: dados GTFS oficiais (TIB/EMT), sem informações em tempo real — confirma os horários junto do operador antes de iniciares a viagem.

Nas imediações

Na extremidade sul do Born, bastam alguns passos para descobrires outra face de Palma. O passeio largo dá lugar às ruas mais próximas umas das outras do centro histórico, e o caminho segue em direção à catedral La Seu e ao palácio real La Almudaina. Ambos ficam suficientemente perto para começares ou terminares a visita no Born, mas vale a pena reservar tempo próprio para cada um.

Zona da catedral e centro histórico

Da Plaça de la Reina, podes continuar pelo centro histórico. As ruas tornam-se mais estreitas, as perspetivas encurtam-se e os edifícios parecem mais próximos uns dos outros. É esse contraste que torna o percurso interessante: depois do espaço amplo e das árvores alinhadas do Born, as ruelas em redor de La Seu e La Almudaina parecem ainda mais compactas.

Também podes incluir a Llotja de Palma no percurso. Se é a tua primeira visita à cidade, faz sentido integrar o Born num passeio que passe pela catedral, pelo palácio, pela Llotja e pelas ruas vizinhas do centro histórico, em vez de o visitares isoladamente.

Avinguda de Jaume III

Na extremidade norte, a Avinguda de Jaume III dá continuidade ao percurso até à zona comercial moderna de Palma. A passagem de uma avenida para a outra revela um contraste: o Born tem um passeio central arborizado e lembra um salão ao ar livre onde as pessoas se encontram, enquanto Jaume III tem um carácter mais comercial. Se te interessa a evolução da cidade, aqui podes observar como diferentes épocas deram a Palma formas distintas de mostrar a sua importância.

Casal Solleric e a vida cultural da cidade

O Casal Solleric não fica apenas no Born: é também uma porta de entrada para a vida cultural contemporânea de Palma. O próprio passeio liga estas experiências. Depois de visitar os espaços interiores e as exposições, voltas a sair para a sombra dos plátanos, os bancos e as fachadas que ladeiam o passeio.

Se explorares Palma sobretudo a pé, podes passar pelo Born várias vezes no mesmo dia. De manhã, é uma ligação tranquila à cidade antiga; mais tarde, um lugar onde fazer uma pausa entre visitas; e, à noite, um ponto de encontro animado. Passar por lá em momentos diferentes permite conhecer melhor o lugar do que seguir um único itinerário rigidamente planeado.

A localidade correspondente

Palma no retrato da localidade

O que convém saber antes da visita

Não precisas de equipamento especial para visitar o Passeig des Born, mas convém ter os cuidados habituais ao passear pela cidade.

Sol e sombra

Os plátanos dão bastante sombra ao passeio central, mas nem todos os troços ficam protegidos ao longo de todo o dia. Nas praças próximas e a caminho da cidade antiga, o sol pode ser muito mais intenso. Um banco à sombra das árvores é um bom lugar para descansar, mas não dispensa a proteção solar no resto do percurso.

O que não deves esperar

O Passeig des Born não é um monumento isolado nem um museu com um percurso definido. Não há um miradouro único nem um edifício central que, por si só, justifique a visita. O seu encanto está no passeio como um todo e na forma como faz parte do quotidiano da cidade. Se procuras apenas arquitetura espetacular, talvez passes por aqui depressa demais; se reparares nas proporções, nas fachadas, nas esculturas e na vida da cidade, descobrirás o que torna este lugar especial.

Também não contes com silêncio absoluto. O Born fica no centro, é uma zona de comércio e pode estar animado durante as festas ou ao fim da tarde. Para fotografar a arquitetura sem interrupções, o início da manhã é a melhor altura. Se procuras ambiente, encontros e o lado social de Palma, o final do dia é mais interessante.

Dicas de quem cá vive

  • Não deixes passar os guardiões

    Nas entradas do passeio há esculturas de leões que, entre as pessoas e as árvores, facilmente passam despercebidas. Se as fotografares de lado, podes enquadrá-las com a longa alameda de plátanos.

  • Percorre o Born nos 2 sentidos

    Na primeira passagem, é a alameda de árvores que mais chama a atenção. No regresso, vale a pena mudar de lado: a partir do centro, consegues apreciar melhor as varandas, os pisos superiores antigos e o Casal Solleric.

  • Vai de manhã para captar as linhas do passeio

    De manhã cedo, o passeio costuma estar mais tranquilo. É nessa altura que se destacam as filas regulares de árvores, os bancos de pedra e os candeeiros decorativos. Também é mais fácil fotografar as fachadas com menos gente a passar.

  • Olha para cima, não só para as montras

    As lojas modernas atraem o olhar ao nível da rua. Mas os pormenores históricos mais interessantes encontram-se muitas vezes acima delas: as varandas, o alinhamento das janelas e os elementos decorativos das fachadas revelam o passado imponente do Born.

  • Aproveita-o para ligar vários pontos da cidade

    Um percurso que faz sentido começa na Avinguda de Jaume III, atravessa todo o Born até à Plaça de la Reina e segue depois em direção a La Seu, La Almudaina e ao centro histórico.

22°C Palma
O que é o Passeig des Born e por que vale a pena visitá-lo?
O Passeig des Born é um passeio urbano ladeado de plátanos no centro de Palma. Liga a Plaça de la Reina à Plaça del Rei Joan Carles I e reúne fachadas históricas, esculturas, bancos, cafés e lojas. Vale a pena visitá-lo não tanto por um monumento em particular, mas pelo conjunto: aqui podes descobrir, lado a lado, a história de Palma, a sua arquitetura imponente e a vida social de hoje.
Qual é o horário de funcionamento do Passeig des Born e quanto custa a entrada?
Não há um horário de funcionamento fixo nem um preço de entrada para o Passeig des Born. Por ser um passeio no centro da cidade, podes percorrê-lo livremente, ao contrário de um museu com bilheteira e percurso definido. Os eventos podem alterar temporariamente o acesso a algumas zonas. O Casal Solleric e os outros espaços do Born têm as suas próprias condições de visita, que não se aplicam ao passeio.
Quanto tempo devo reservar para visitar o Passeig des Born?
Reserva cerca de 30 minutos para percorreres o passeio de uma ponta à outra com atenção. Terás tempo para apreciar as esculturas de leões, as árvores e alguns pormenores das fachadas. Se quiseres sentar-te num banco ou na esplanada de um café, fazer o percurso nos 2 sentidos ou visitar o Casal Solleric, conta com cerca de 1,5 a 2 horas. Num passeio pelo centro histórico, é frequente passar pelo Born mais do que 1 vez e vê-lo a diferentes horas do dia.
Quando é que o Passeig des Born está menos movimentado?
O início da manhã é a melhor altura para um passeio tranquilo. Nessa altura, há geralmente menos pessoas a interromper a vista ao longo do passeio, e podes observar e fotografar com mais calma as filas de árvores, os bancos, os candeeiros e as fachadas históricas. Ao fim da tarde e à noite, o Born ganha mais movimento: os bancos e as esplanadas enchem-se, e há mais gente a passear. Durante as festas da cidade, também pode haver música, dança ou outros eventos na zona central do passeio.
Como chegar do aeroporto de Palma ao Passeig des Born?
Do aeroporto de Palma, segue primeiro pela Ma-19 em direção a Palma. São 11 km por estrada até à cidade, numa viagem de cerca de 20 minutos. Estes valores referem-se apenas ao trajeto até Palma, não até a um lugar de estacionamento junto ao Passeig des Born. No centro, o trânsito mais intenso e a procura de estacionamento podem exigir mais tempo. Para te orientares com o GPS, usa a Plaça de la Reina, no extremo sul, ou a Plaça del Rei Joan Carles I, no extremo norte.
Onde posso estacionar para visitar o Passeig des Born?
Não contes com encontrar facilmente estacionamento mesmo junto ao passeio. Uma opção no centro é o Aparcament Passeig Mallorca, no Passeig Mallorca; daí, podes seguir a pé pelo centro. Se planeias dar uma volta mais longa por Palma, costuma ser mais prático deixar o carro num parque de estacionamento central do que procurar lugar junto ao passeio. O carro é útil para chegar a Palma, mas menos prático para fazer o último troço. Depois de estacionares, segue a pé pelo centro. Para te orientares com o GPS, podes usar a Plaça de la Reina ou a Plaça del Rei Joan Carles I.
Como chegar ao Passeig des Born de autocarro?
Há várias linhas de autocarros urbanos que servem a zona do Born. As paragens da Plaça de la Reina, junto à catedral, e da Plaça de Cort são especialmente convenientes. O passeio começa mesmo na Plaça de la Reina; da Plaça de Cort, basta uma curta caminhada pelo centro histórico. O autocarro é uma boa opção, sobretudo se quiseres combinar a visita ao Born com La Seu, La Almudaina e outros pontos do centro histórico.
O que não devo perder no Passeig des Born?
Repara nas esculturas de leões nas entradas, no longo passeio central à sombra dos plátanos, nos bancos de pedra, nos candeeiros decorativos e nas fachadas históricas acima das lojas modernas. Vale a pena prestar especial atenção ao Casal Solleric, um palacete que é também um espaço cultural. Não deixes de apreciar os 2 extremos do passeio: a Plaça de la Reina, na direção do centro histórico, e a Plaça del Rei Joan Carles I, onde começa a Avinguda de Jaume III.
Que atrações posso visitar além do Passeig des Born?
Na extremidade sul, a Plaça de la Reina dá acesso à catedral La Seu e ao palácio real La Almudaina. Também podes incluir a Llotja de Palma e as ruas estreitas do centro histórico no mesmo passeio. Na extremidade norte, o Born liga-se à Avinguda de Jaume III, uma importante rua comercial. Por isso, é uma boa ligação entre vários pontos da cidade: podes começar, interromper ou terminar aqui um dia mais longo no centro de Palma.
O Passeig des Born é sobretudo uma atração turística ou uma rua comercial?
É ambas as coisas, mas é preciso olhar para lá das lojas para perceber a sua importância histórica e urbanística. No rés-do-chão, predominam as boutiques, os espaços de restauração e as montras modernas; por cima, as varandas e fachadas antigas recordam o passado imponente desta avenida. O passeio central, com árvores, esculturas e bancos, dá ao Born um carácter próprio. Se vieres apenas às compras, ficarás a conhecer só uma parte do lugar.
Qual é a história do Passeig des Born?
Esta avenida ocupa parte do antigo curso da ribeira Sa Riera. Depois da grande cheia de 1403 e do posterior desvio do curso de água, surgiu aqui um espaço público. No século 16, realizavam-se neste local torneios, desfiles militares e cerimónias. O aspeto atual do passeio deve-se sobretudo à remodelação de 1833. Durante o período de Franco, o Born recebeu oficialmente outro nome, mas o nome tradicional manteve-se no uso quotidiano.